Cidades

CAMPO GRANDE

ACP sai confiante de mobilização que exige reajuste de 5,4% a professores

Após encontro com a prefeita Adriane Lopes, sindicato afirma que pagamento do índice está assegurado; comissão formada por Prefeitura, ACP e vereadores discutirá na próxima semana como o reajuste será implementado

Continue lendo...

Em meio à maior mobilização dos professores da Rede Municipal de Ensino (Reme) dos últimos anos, a Associação Campo-Grandense de Professores (ACP) deixou a reunião realizada nesta sexta-feira (12) com a prefeita Adriane Lopes (PP) afirmando ter obtido uma garantia considerada essencial pela categoria: o cumprimento dos 5,4% necessários para assegurar a atualização do piso nacional do magistério para a jornada de 20 horas semanais.

O encontro ocorreu no Paço Municipal enquanto milhares de professores participavam de uma paralisação que fechou integralmente as 87 escolas municipais de Campo Grande, segundo a Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul (Fetems).

Após mais de uma hora de reunião entre representantes da ACP, vereadores da Comissão Permanente de Educação da Câmara Municipal e integrantes da administração municipal, o presidente da entidade, Gilvano Bronzoni, afirmou que o principal objetivo do movimento foi alcançado.

“Garantido que nós teremos, sim, os 5,4% referentes à reposição do piso do magistério”, declarou.

Segundo ele, a partir de agora a discussão passa a ser sobre a forma de implementação do reajuste. Uma comissão formada por representantes da Prefeitura, da ACP e da Câmara Municipal começará a analisar os números da educação já na próxima segunda-feira (15), às 9h, na sede do Executivo.

“Saímos da reunião com algumas situações que a ACP tem cobrado. A prefeitura mostrou o déficit dentro da área da educação e, a partir de segunda-feira, reúne uma comissão Câmara de Vereadores, ACP e gestão para estudar esses números e apresentar o mais breve possível, ainda dentro do mês de junho, a solução para que a gente possa ter o 5,4%”, afirmou.

Bronzoni ressaltou que a categoria continua defendendo o cumprimento integral da legislação do piso nacional do magistério.

“O pleito inicial da ACP é o cumprimento da lei do piso. Então, a lei do piso é 5,4% de maio”, disse.

Segundo o sindicalista, durante a reunião a prefeita manteve o reconhecimento da legislação que garante o piso nacional aos professores da rede municipal.

“O que a prefeita garantiu hoje é que pagará, continua reconhecendo a lei do piso por 20 horas e paga o 5,4%. A forma como vai se dar isso, remanejando recursos dentro das regras da educação, é que começa a ser discutida segunda-feira”, explicou.

Déficit de R$ 138 milhões

Representando a administração municipal, o secretário municipal de Governo, Ulisses Rocha, afirmou que a Prefeitura reconhece a reivindicação da categoria, mas argumenta que o município enfrenta limitações orçamentárias.

Segundo ele, a comissão criada ainda em 2025 para discutir questões salariais da educação será responsável por encontrar uma solução que permita o pagamento do reajuste sem comprometer o equilíbrio fiscal.

“Nós vamos apresentar todos os números que envolvem o município, porque temos um Plano de Equilíbrio Fiscal em andamento, temos a Lei de Responsabilidade Fiscal e existe um déficit hoje dentro da educação para que a gente possa dar cumprimento a esses 5,4%”, afirmou.

De acordo com Rocha, a administração municipal estima um déficit de aproximadamente R$ 138 milhões na área da educação em 2026.

“O Fundeb é insuficiente. A gente recebe em torno de R$ 960 milhões por ano e gasta R$ 1,5 bilhão com o pagamento de salários. Mais de R$ 500 milhões saem do caixa da Prefeitura”, explicou.

O secretário acrescentou que a gestão municipal pretende discutir com a categoria se a implementação do índice ocorrerá de forma integral ou parcelada.

“Vamos discutir como vai se dar esse cumprimento, se vai ser fracionado, se vai ser integral, até o final do ano, como vamos garantir esses 5,4%. O que está garantido é o cumprimento dos 5,4%”, declarou.

Câmara apoia reivindicação

Presente na reunião, o vereador Professor Juari reforçou que a Comissão Permanente de Educação mantém o posicionamento já adotado anteriormente em defesa da aplicação do percentual previsto para garantir o piso nacional.

“Nós nos posicionamos desde 1º de maio em favor dos 5,40%. Esse é o posicionamento nosso”, afirmou.

Segundo o parlamentar, a comissão acompanhará as negociações, mas a palavra final caberá à categoria reunida em assembleia.

“Quem decide é a categoria. O sindicato vai discutir com os professores representados e aquilo que for decidido pela categoria é o que nós vamos adotar como medida na Câmara”, disse.

Apesar do avanço nas negociações, a ACP ainda não descarta uma greve. A entidade realizará uma assembleia geral na próxima segunda-feira, às 18h, para avaliar os resultados das discussões com a Prefeitura.

Questionado se o encontro desta sexta-feira afasta a possibilidade de paralisação por tempo indeterminado, Gilvano Bronzoni afirmou que a decisão dependerá da avaliação dos professores.

“A Prefeitura vai oficializar, a categoria vai avaliar. As decisões da categoria são tomadas em assembleia”, afirmou.

Assine o Correio do Estado

DISPUTA ELEITORAL

Candidato do PL 'bate em aliada' Adriane Lopes com críticas à buraqueira

Para candidato eleito como vereador pelo União Brasil que migrou para o Partido Liberal, a cidade da prefeita do Partido Progressista "inteira está detonada" 

14/09/2026 13h13

Sindolay, eleito pelo município de Paranaíba, não tem medido esforços para alcançar um possível eleitorado campo-grandense 

Sindolay, eleito pelo município de Paranaíba, não tem medido esforços para alcançar um possível eleitorado campo-grandense  Reprodução/Redes Sociais/Montagem C.E

Continue Lendo...

Críticas à buraqueira de Campo Grande adotadas como estratégia por um candidato a deputado estadual pelo Partido Liberal (PL) mostram que vale tudo durante a corrida eleitoral em busca de uma cadeira no parlamento, até mesmo "bater" na prefeita Adriane Lopes que, em tese, seria sua aliada por pertencer ao mesmo espectro político.  

Há quase um ano, vale lembrar, o próprio então secretário municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep), Ednei Marcelo Miglioli, veio à público "ignorando a vida real" para dizer que a buraqueira de Campo Grande seria um "problema histórico", que segundo ele à época ainda levaria tempo para se resolver. 

Porém, a situação da buraqueira na Capital não deixa de servir como "alimento" para material de campanha dos mais diversos políticos que buscam uma vaga, por exemplo, como deputado na Assembleia Legislativa do Mato Grosso do Sul (ALMS). 

Ainda que espera-se que as críticas às gestões sejam feitas pela "oposição" de cada localidade, chama atenção quando quem aproveita a onda de crateras em campanha política é alguém do mesmo espectro político e portanto "aliado" da prefeita filiada ao Partido Progressista (PP). 

É o caso do vereador do PL Sindolay Moraes, eleito pelo município de Paranaíba, localizado distante quase 410 quilômetros da Capital, que agora busca uma cadeira como deputado estadual na Casa de Leis do Mato Grosso do Sul e não tem medido esforços para alcançar um possível eleitorado campo-grandense. 

"Mão que apedreja"

Eleito para o cargo de vereador pelo União Brasil, afirma que, enquanto parlamentar, criou a dita "lei" 209, que segundo Sindolay estabeleceria um prazo de 45 dias para um prefeito arrumar um buraco, caso contrário o cidadão ficaria isento de pagar o dito Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU). 

"Se a sua rua tem buraco você não deveria pagar IPTU, isso aqui, além de estourar pneu, estoura a suspensão e ainda causa acidente. Veja só o tamanho do prejuízo que isso traz para os nossos bolsos. Lá em Paranaíba eu criei a lei 209, se a sua rua tem buraco o prefeito têm 45 dias para tapar após ser notificado e, caso não faça, você não precisa pagar o IPTU", afirma ele no material de campanha. 

Para Sindolay, que chegou a ser eleito pelo União Brasil mas migrou para o PL, a cidade da prefeita do Partido Progressista "inteira está detonada". 

Ainda que não façam parte da mesma "federação partidária", que trata-se de uma reunião que permite os partidos atuarem de forma unificada em todo o País, PP e PL seguem no mesmo espectro político e compartilham apoios mútuos a candidatos a vagas do Governo Estado e no Senado, por exemplo.

Para o TSE, a federação - por obrigar a permanência dos partidos por quatro anos no mesmo bloco - reduz assim os riscos de o eleitor apoiar candidatos com ideologias opostas às que carrega, o que costuma ocorrer em coligações nas eleições proporcionais.  

Entretanto, é importante explicar que a dita lei que Sindolay pretende levar para os 79 municípios sul-mato-grossenses foi anulada pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) por considerá-la inconstitucional.

 

Assine o Correio do Estado

RODOVIAS

MS-040 entra na segunda semana sem tráfego de caminhões

Intervenções em duas pontes mantêm veículos pesados fora do trecho entre Campo Grande e Santa Rita do Pardo

14/09/2026 12h00

Obras em duas pontes nos quilômetros 205 e 223 mantêm restrição à passagem de caminhões pela MS-040

Obras em duas pontes nos quilômetros 205 e 223 mantêm restrição à passagem de caminhões pela MS-040 Divulgação

Continue Lendo...

A MS-040 entra nesta segunda-feira (14) ainda com restrição no tráfego de caminhões no trecho entre Campo Grande e Santa Rita do Pardo. A medida ocorre por causa das obras de recuperação de duas pontes localizadas nos quilômetros 205 e 223 da rodovia, corredor utilizado principalmente por quem segue da Capital em direção à região leste de Mato Grosso do Sul e à divisa com São Paulo. 

As intervenções começaram no dia 05 de setembro e, enquanto os serviços são executados, veículos pesados não podem passar pelos pontos em obras. Para automóveis e outros veículos leves, a circulação permanece permitida por meio do sistema de pare-siga. 

Como não há desvio próximo aos locais das intervenções que comporte o tráfego de carretas, caminhoneiros precisam reorganizar o trajeto antes mesmo de acessar a MS-040.

Para quem sai de Campo Grande com destino a Bataguassu ou ao Estado de São Paulo, uma das opções é seguir pela BR-163 até Nova Alvorada do Sul e, posteriormente, acessar a BR-267. O mesmo corredor serve de alternativa no sentido contrário para os veículos pesados que entram em Mato Grosso do Sul pela região de Bataguassu e seguem em direção à Capital.

Até o momento, não há previsão divulgada para a liberação do tráfego pesado nos dois pontos da MS-040.

A situação exige atenção principalmente de motoristas profissionais que utilizam a rodovia de longa distância. Além do aumento do percurso, a mudança transfere parte do fluxo de cargas para rodovias federais que já concentram movimento significativo de veículos pesados.

A MS-040 não é a única rodovia sul-mato-grossense com alterações no trânsito em razão de intervenções em pontes. Outros importantes corredores do Estado também operam com restrições, bloqueios em determinados horários ou sistema de pare-siga.

Na ligação entre Mato Grosso do Sul e Paraná, a ponte Ayrton Senna, sobre o Rio Paraná, entre Mundo Novo e Guaíra (PR), passa por obras desde julho. Com aproximadamente 3,6 quilômetros de extensão, a estrutura é uma das principais rotas para veículos que circulam entre os dois estados.

Depois de uma primeira etapa de serviços durante o dia, os trabalhos passaram a ser concentrados no período noturno. Com isso, o trânsito fica interrompido entre 20h e 4h, no horário de Mato Grosso do Sul, com uma janela de liberação entre 22h30 e 23h30.

A mudança foi adotada para reduzir os impactos no fluxo durante o dia, período em que a ponte recebe milhares de veículos. A estrutura registra média de aproximadamente 8 mil veículos diariamente.

Outro ponto que requer atenção fica na BR-262, na região de Corumbá. A ponte sobre o Rio Paraguai passa por recuperação desde junho e funciona com pare-siga durante as 24 horas do dia.

Localizada a cerca de 70 quilômetros da área urbana de Corumbá, a estrutura recebe intenso movimento de veículos pesados, principalmente carretas utilizadas no transporte de minério em direção ao Porto Gregório Curvo, em Porto Esperança.

A ponte também é estratégica para veículos de passeio, já que a BR-262 representa a principal ligação terrestre pavimentada de Corumbá e Ladário com as demais regiões de Mato Grosso do Sul.

As obras estão orçadas em R$ 11,7 milhões e a previsão é de que os trabalhos avancem até o primeiro trimestre do próximo ano. Durante a execução dos serviços, novas interrupções temporárias poderão ocorrer.

A estrutura também passou a receber atenção adicional depois que uma embarcação utilizada no transporte de minério atingiu um de seus pilares no fim de agosto. A avaliação das condições da ponte passou a integrar o acompanhamento realizado no local.

**Colaborou Neri Kaspary**

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).