Cidades

COPA DO MUNDO 2026

Ambulantes aproveitam jogo do Brasil para faturar com venda de blusas e bandeiras

Blusas, shorts, chapéus, cornetas, óculos, apitos, buzinas e bandeiras do Brasil são itens expostos e vendidos pelos ambulantes

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A estreia da Seleção Brasileira movimenta tanto o comércio formal, quanto o informal.

Vendedores ambulantes aproveitam o Jogo do Brasil para faturar um ‘dinheirinho extra’ durante a Copa do Mundo 2026.

Os comerciantes estão por toda parte: nas esquinas, canteiros, gramados, calçadas ou praças com uma explosão de cores verde e amarelo.

Blusas, shorts, chapéus, cornetas, óculos, apitos, buzinas e bandeiras do Brasil são os itens expostos e vendidos pelos ambulantes.

Na véspera do jogo, as vendas estão a todo vapor e a expectativa de faturar uma renda extra é alta.

Guia turístico, Roberto Borges, está otimista com seu ponto de vendas nos altos da avenida Afonso Pena. O movimento é tão grande que ele teve que contratar três funcionários para ajudar.

“Graças a Deus o pessoal está bem confiante no Brasil e estou vendendo bem. Se o Brasil ganhar amanhã, aí o pessoal vai ficar mais animado e comprar mais ainda. Nessa época a gente consegue um bom dinheirinho extra. Estamos a todo vapor aqui, com quatro pessoas, eu e mais três funcionários. Toda hora para carro aqui e compra bandeira e camisa. Algumas escolas estão tendo o Dia do Brasil hoje e bastante mães vieram aqui comprar blusa verde e amarela para as crianças”, disse.

Lúcia Moura Martins vendendo camisas e bandeiras do Brasil na rotatória da Rachid Neder. Foto: Naiara Camargo Lúcia Moura Martins vendendo camisas e bandeiras do Brasil na rotatória da Rachid Neder. Foto: Naiara Camargo

Do lar, Lúcia Moura Martins, está vendendo camisas, shorts e bandeiras do Brasil na rotatória da avenida Rachid Neder, em Campo Grande. Ela está no local desde segunda-feira (8) e vende 50 itens por dia, em média.

“Estou vendendo bem graças a Deus. Consigo faturar um dinheiro bom e uma renda extra, dá para comprar a mercadoria e tirar um lucro”, contou.

A tradição de assistir a Copa do Mundo com as cores nacionais segue forte: do outro lado, os torcedores aproveitam os itens verde e amarelo a preços acessíveis.

Autônoma, Valdirene Alves, comprou uma blusa da Seleção Brasileira por R$ 30.

"Linda e barata. Não faço questão de blusa de marca ou blusa oficial da Seleção. O que importa é estar de verde e amarelo e torcer pelo nosso país", disse.

COPA DO MUNDO - FIFA 2026

Copa do Mundo 2026 ocorre de 11 de junho a 19 de julho, com 48 seleções e 104 partidas. Pela primeira vez na história, a competição é sediada em três países diferentes: Canadá, México e Estados Unidos.

Confira os Jogos do Brasil:

  • 13 de junho (sábado): Brasil x Marrocos, às 18H, em New Jersey, USA
  • 19 de junho (sexta-feira): Brasil x Haiti, às 20h30, em Filadélfia, USA
  • 24 de junho (quarta-feira): Brasil x Escócia, às 18H, em Miami, USA

O Brasil está no Grupo C, junto com Marrocos, Haiti e Escócia. Se avançar em primeiro lugar do grupo, o Brasil poderá jogar a próxima fase em 29 de junho.

Literatura

Escritora de MS participa da Bienal do Livro de São Paulo

Jucelia Silva apresenta o romance "Antes de Nós" no estande da Editora Flyve durante o evento, que começou nesta sexta-feira

04/09/2026 17h30

Foto: Arquivo pessoal

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A escritora campo-grandense Jucelia Silva participa da 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, que começou nesta sexta-feira (4), na capital paulista. Autora do romance Antes de Nós, ela representa Mato Grosso do Sul entre os escritores que integram a programação do evento.

Jucelia está no estande da Editora Flyve, onde o livro será apresentado ao público. O romance aborda temas como memória, família, ancestralidade e pertencimento, a partir da relação entre diferentes gerações.

A participação ocorre após a escritora integrar eventos literários em Mato Grosso do Sul. Nos últimos meses, ela participou da Feira Literária de Bonito (FLIB), do projeto Leituras e Conversas, da Academia Sul-Mato-Grossense de Letras, e do Sarau do Recanto, em Campo Grande.

Romance

Em Antes de Nós, a autora parte de uma pergunta sobre a vida dos pais e antepassados antes de eles ocuparem esses papéis dentro da família. A história transita entre campo e cidade e aborda relações familiares, diferenças sociais e raciais e as marcas deixadas pelas escolhas de gerações anteriores.

“Antes de Nós nasceu do desejo de olhar para aqueles que vieram antes e imaginar quem eram nossos pais antes de ocuparem esse lugar em nossas vidas. Estar na Bienal de São Paulo com esse romance é muito significativo para mim”, afirma Jucelia.

Além de escritora, Jucelia é professora da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), doutora em Letras e mestre em Estudos de Linguagens. Ela também integra a União Brasileira de Escritores de Mato Grosso do Sul (UBE-MS).

A 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo segue até o dia 13 de setembro, reunindo editoras, autores e leitores no Distrito Anhembi. Antes de Nós também pode ser encontrado no site da Editora Flyve, na Amazon, com a autora e na Hámor Livraria, em Campo Grande.

Fronteira com MS

Cidade do Paraguai decreta folga em 7 de setembro e gera revolta

Prefeitura de Capitán Bado decretou ponto facultativo para liberar servidores e escolas para desfile da Independência do Brasil em Coronel Sapucaia, mas decisão provocou críticas até em Assunção

04/09/2026 17h29

Capitán Bado, separada por uma rua de Coronel Sapucaia (MS)

Capitán Bado, separada por uma rua de Coronel Sapucaia (MS) Arquivo

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Um decreto do município de Capitán Bado, cidade paraguaia distante 400 quilômetros de Campo Grande, está causando polêmica no país vizinho. É que a prefeitura do município, localizado no Departamento de Amambay, decretou ponto facultativo na próxima segunda-feira (7), feriado de Independência do Brasil.

Capitán Bado é separada do Brasil apenas por uma rua. Região de fronteira seca, o município paraguaio é vizinho de Coronel Sapucaia (MS).

O jornal paraguaio El Nacional tratou a decisão da prefeitura paraguaia como “Vergonha Inexplicável”. A explicação do prefeito de Capitán Bado, feita por meio de nota, é que a decisão se justifica pela necessidade de liberar funcionários públicos e escolas para participar do desfile de 7 de setembro em Coronel Sapucaia.

A notícia chegou à capital paraguaia, Assunção. Algumas autoridades do país vizinho já pediram explicações.

Nas redes sociais, cidadãos paraguaios mais nacionalistas condenaram a atitude do prefeito, chamado de “intendente” no país vizinho. Outros não viram nada demais em decretar o ponto facultativo em consideração a uma cidade-irmã.

Outro questionou a soberania paraguaia: “Seria uma colônia do Brasil?”, disse.

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