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Acusado de duplo homicídio em lava-jato é condenado a 21 anos

Em 2022, acusado matou a tiros dono de lava-jato e, durante perseguição, bala perdida atingiu e matou trabalhador que passava pelo local a caminho do trabalho; veja vídeo

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Joe Magnum Arce de Souza, 36 anos, foi condenado a 21 anos de prisão por matar a tiros o dono  um lava jato e, por bala perdida, um trabalhador que passava pelo local, na Avenida das Bandeiras, em crime ocorrido em maio de 2022, em Campo Grande.

O julgamento foi nessa quarta-feira (15), na 2ª Vara do Tribunal do Júri.

O crime aconteceu no dia 27 de maio de 2022, por volta das 6h30. (Veja o vídeo abaixo).

Joe Magnum foi até o local, efetuou disparos contra Luiz Alberto da Conceição Tierre, dono do lava jato. A vítima tentou fugir correndo para a rua, mas foi perseguida por Joe, que continuou atirando.

Uma bala perdida atingiu e matou o motociclista Adriano Medeiros Pereira, 33 anos, que passava pelo local a caminho do trabalho.

Conforme a denúncia, o crime foi cometido por motivo torpe, porque Joe não aceitava o suposto relacionamento que havia entre Luiz e Nayara, sua ex-esposa. Além disso, há a qualificadora de recurso que dificultou a defesa da vítima, pois o atirador aproximou-se pelas costas da vítima e efetuou os disparos.

No júri, o Conselho de Sentença, por maioria de votos, condenou o acusado por duplo homicídio, qualificado por motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima, combinado com erro na execução, em relação à vítima Adriano Medeiros Pereira, atingido por bala perdida.

O juiz Aluizio Pereira dos Santos fixou a pena em 18 anos de prisão pelo homicídio do dono do lava-jato e 14 anos pelo assassinato de Adriano.

Como houve mais de um crime em uma só ação, há o concurso formal, aumentando a pena do crime mais grave em um sexto, explica o magistrado.

"Assim, fica condenado, pela prática do homicídio de Luiz Tierre à pena de 18 anos de reclusão e pelo acréscimo do homicídio de Adriano, em razão do erro de execução (sem querer, punido a título de culpa), a mais três anos de reclusão, totalizando para os dois homicídios 21 anos de reclusão", diz o juiz na decisão.

A pena será cumprida em regime inicialmente fechado. O acusado respondeu ao processo preso.

 

Relembre

Conforme as imagens de câmeras de segurança, Joe Magnum chegou até o lava jato e efetuou disparos contra Luiz Alberto. A vítima ainda chegou a tentar fugir, correndo para a rua.

Ele foi perseguido pelo criminoso, que continuou atirando. O homem foi atingido por dois tiros nas costas e caiu na rua. O assassino se aproximou e disparou outras vezes na cabeça da vítima, a queima roupa, na frente de funcionários e pessoas que passavam pelo local.

Um dos tiros disparados durante a perseguição atingiu o motociclista Adriano Medeiros Pereira, 33 anos.

Ele estava a caminho do trabalho e chegou a andar cerca de 50 metros após o tiro, até que caiu e morreu no local. O homem não tinha nenhum envolvimento com o caso.

Investigações, na época, apontaram que o crime foi premeditado, pois o atirador chegou ao local, se escondeu atrás de um carro e esperou até a chegada da vítima.

Além disso, ele foi diretamente até o empreendedor e atirou pelas costas.

Após o crime, o assassino fugiu e, num primeiro momento, a ex-mulher, Nayara, disse à polícia que não conhecia o suspeito.No entanto, investigações apontaram que o atirador era o ex-marido dela, com quem teve um relacionamento por 9 anos.

O suspeito, que foi preso no dia preso no dia 28 de junho de 2022, escondido em uma chácara de familiares da ex-mulher, confessou o crime, mas afirmou não ter sido premeditado e alegou que o cometeu porque estaria sendo ameaçado pela vítima.

Ele negou que teve ajuda da ex, que, na época, chegou a ser apontada como cúmplie e denunciadapelo homicídio, mas o juiz considerou que não foram colhidas provas que apontem a participação da mulher no crime e decidiu pela absolvição sumária.

CAMPO GRANDE

Governo auxilia prefeitura em estragos causados pelo temporal

Defesa Civil Estadual e Municipal vão atuar de forma conjunta no atendimento às ocorrências de queda de árvore, destelhamentos e desobstrução de vias

11/09/2026 09h30

Árvore caída impede totalmente o tráfego de veículos na avenida Mato Grosso, em Campo Grande

Árvore caída impede totalmente o tráfego de veículos na avenida Mato Grosso, em Campo Grande MARCELO VICTOR

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Governo de Mato Grosso do Sul acompanhou os estragos causados pelo temporal desta quinta-feira (10) e se colocou à disposição da Prefeitura Municipal de Campo Grande para atender chamados e ajudar a restabelecer os serviços.

A Defesa Civil Estadual vai auxiliar a Prefeitura de Campo Grande para que ambos possam atuar de forma conjunta no atendimento às ocorrências de queda de árvore, destelhamentos, desobstrução de vias, remoção de galhos e estruturas que ofereçam risco.

O objetivo é garantir a segurança da população, restabelecer os serviços afetados, avaliar os danos causados pelas chuvas e ventos e minimizar os impactos causados à população.

A integração entre os órgãos públicos agiliza o atendimento nas áreas mais afetadas e dá uma resposta mais rápida à população.

TEMPORAL

Forte temporal foi registrado no fim da tarde desta quinta-feira (11) em Campo Grande. De acordo com o meteorologista Natálio Abrahão, foram contabilizados 24,4 milímetros em 28 minutos e 3.095 raios em 36 minutos, além de ventos de 83 km/h.

A tempestade foi rápida, mas causos muitos prejuízos. Reportagem do Correio do Estado percorreu os principais pontos de estragos e constatou que o vendaval causou:

  • Queda de árvores em todas as sete regiões de Campo Grande
  • Interdição de avenidas por conta da quedas de árvore
  • Queda de árvores em cima de carros
  • Queda de postes de energia
  • Alagamento de ruas
  • Queda de energia em dezenas de bairros
  • Abertura de buracos e crateras nas ruas
  • Queda do painel do Fort Atacadista na avenida Ernesto Geisel
  • Desabamento do teto da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Universitário
  • Explosão de parede de vidro em academia no bairro universitário
  • Sujeira e lixo nas ruas: galhos, folhas, latas, garrafas, copos plásticos, entre outros diversos objetos
  • Semáforos desligados em diversas avenidas

Não houve vítimas fatais.

Árvore caída impede totalmente o tráfego de veículos na avenida Mato Grosso, em Campo GrandeMapa do Inmet mostra que Mato Grosso do Sul está na rota dos temporais nesta sexta-feira (11). Foto: Inmet

O Inmet divulgou alerta amarelo, laranja e vermelho de tempestade para Mato Grosso do Sul:

  • Tempestade – alerta amarelo – perigo potencial: Chuva entre 20 e 30 mm/h ou até 50 mm/dia, ventos intensos (40-60 km/h) e queda de granizo. Baixo risco de corte de energia elétrica, estragos em plantações, queda de galhos de árvores e de alagamentos
  • Tempestade – alerta laranja – perigo: Chuva entre 30 e 60 mm/h ou 50 e 100 mm/dia, ventos intensos (60-100 km/h) e queda de granizo. Risco de corte de energia elétrica, estragos em plantações, queda de árvores e de alagamentos
  • Tempestade – alerta vermelho – grande perigo: Chuva entre 60 mm/h ou maior que 100 mm/dia, ventos superiores a 100 km/h e queda de granizo. Grande risco de danos em edificações, corte de energia elétrica, estragos em plantações, queda de árvores, alagamentos e transtornos no transporte rodoviário.
Árvore caída impede totalmente o tráfego de veículos na avenida Mato Grosso, em Campo GrandeÁrvore imensa caída no meio da rua. Foto: divulgação
 
Árvore caída impede totalmente o tráfego de veículos na avenida Mato Grosso, em Campo GrandeArmazém cultural fica destelhado após temporal. Foto: divulgação
Árvore caída impede totalmente o tráfego de veículos na avenida Mato Grosso, em Campo GrandePlaca de supermercado caiu na avenida Ernesto Geisel. Foto: divulgação

 

MARACAJU

Suspeito de matar jovem em parque ecológico morre em confronto com a PM

O suspeito matou Miguel Ferreira Rodrigues na noite do dia 28 de agosto, no Parque Ecológico do município, horas após o jovem ser solto da prisão

11/09/2026 09h15

Suspeito morreu após entrar em confronto com a PM, nesta sexta-feira

Suspeito morreu após entrar em confronto com a PM, nesta sexta-feira Foto: Divulgação/Policia Militar

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Um homem identificado como Luiz Gerônimo morreu durante uma ação de policiais militares da Força Tática, por volta das 17h30 de ontem (10), no município de Maracaju, que fica cerca de 160 quilômetros de Campo Grande. O homem era suspeito de envolvimento na morte de Miguel Ferreira Rodrigues, de 20 anos, ocorrida no dia 28 de agosto, no Parque Ecológico de Maracaju. 

O confronto entre o suspeito e os policiais militares aconteceu em uma residência no bairro Árvores do Cerrado. De acordo com as informações de um site da região, Luiz Gerônimo tinha ligação com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). Até o momento, porém, essa informação não foi confirmada oficialmente pelas autoridades.

Após a ocorrência, Luiz Gerônimo foi levado até o hospital, mas, ao dar entrada na unidade, já não apresentava sinais vitais. A dinâmica exata da ação ainda não foi divulgada oficialmente, e não há confirmação sobre as circunstâncias que levaram à morte.

Morto no parque

Miguel Ferreira Rodrigues, de 20 anos, conhecido como “Menor”, foi assassinado a tiros na noite do dia 28 de agosto, no Parque Ecológico, localizado na Vila Juquita, em Maracaju. O rapaz tinha sido preso no dia anterior por tráfico de drogas e morreu horas após ser solto.

“Menor” estava no Parque Ecológico acompanhado da família, quando três homens chegaram em um carro e invadiram o local. Um dos criminosos sacou uma arma e efetuou disparos na direção de Miguel.

A vítima tentou correr, mas foi surpreendida por outro atirador e acabou sendo baleado na região do tórax. O rapaz caiu no leito de um córrego, na sequência um dos suspeitos foi até o local e matou Miguel, realizando disparos à queima-roupa.

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