Cidades

Costa Rica

Acusados de envolvimento no sumiço de jovem são presos

Acusados de envolvimento no sumiço de jovem são presos

Evelyn Souza com Costa Rica em Foco

18/03/2011 - 18h24
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Três acusados de envolvimento no desaparecimento da jovem Vanessa Ferreira da Silva Nunes, desaparecida há cinco anos foram presos na tarde desta sexta-feira (18) em Costa Rica.

Foram presos Robson, que na época tinha um relacionamento amoroso com a vítima, a esposa dele, Inácia e Celso Maldaner dos Santos, conhecido como Gaúcho.

Os acusados tiveram prisão preventiva decretada e compareceram na delegacia acompanhados de seus respectivos advogados.

A partir de agora, o caso pode ganhar novas investigações. Além de Vanessa, a polícia de Costa Rica procura por uma amiga da jovem, Cleibiani Silva Ribeiro que desapareceu cerca de um ano após o sumiço de Vanessa. A polícia deve investigar se o desaparecimento de Cleibiani pode estar ligado com o da menina Vanessa.

Escavações

Na tarde desta sexta-feira (18) o delegado de Polícia Civil, Cleverson Alves dos Santos encerrou as escavações na residência localizada no bairro Vale do Amanhecer, que na época estava sendo construída por Robson. O objetivo era tentar localizar o corpo de Vanessa. De acordo com relatos de testemunhas, a jovem foi vista na residência junto com a esposa de Robson na noite em que ela desapareceu.

No último dia 7 de março os escavadores encontraram um osso que pode ser um úmero (osso longo que compõe a porção esquelética do braço humano). O osso foi encaminhado para perícia para constatar se é humano ou não. Se for provado que pertence a um ser humano, um exame de DNA será realizado com familiares de Vanessa.

O caso

Há cerca de três meses a Polícia Civil de Costa Rica investiga o desaparecimento de duas jovens, Vanessa Ferreira da Silva Nunes e Cleibiani Silva Ribeiro.

O boletim de ocorrência informando o desaparecimento da jovem foi registrado pela mãe, Lucimeire Ferreira da Silva, em Dezembro de 2006. Na época, Vanessa tinha 15 anos de idade e poderia estar grávida de três meses.

Conforme investigações da Polícia Civil, a jovem pode ter sido vítima de crime passional, uma vez que ela mantinha relacionamento com Edson, um dos suspeitos.
 

Justiça

Homem é retirado do STF após tentar entrar dizendo ser "imperador"

Ele proferia frases desconexas e não chegou a ser preso

08/10/2026 21h00

Foto: Divulgação / STF

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Um homem foi contido nesta quinta-feira (8) pela equipe de segurança do Supremo Tribunal Federal (STF) após tentar entrar no edifício-sede da Corte, onde está localizado o plenário.

O episódio ocorreu após ele se aproximar da marquise do prédio e começar a proferir frases desconexas. O homem se identificou como "imperador das Forças Armadas do Brasil".

Segundo o STF, ele não chegou a ser preso e foi conduzido para a parte externa do tribunal.

Na semana passada, o Supremo registrou uma tentativa de invasão. Um homem foi preso pela Polícia Judiciária, que realiza a segurança interna do STF, ao tentar pular as grades que fazem a proteção do edifício-sede.

O esquadrão antibomba da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) precisou ser chamado após o homem jogar uma mochila em uma parada de ônibus localizada em frente ao Supremo.

Após a realização do trabalho de varredura, a PM descartou a presença de explosivos.

Justiça

Moraes determina emissão de mandado de prisão contra Eduardo Bolsonaro

Pena foi definida no processo do tarifaço contra exportações do Brasil

08/10/2026 20h00

Ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes

Ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes Divulgação/STF

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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quinta-feira (8) a expedição de um mandado de prisão contra o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, que está nos Estados Unidos.

A medida foi determinada após o ministro mandar executar a condenação de Eduardo a quatro anos e dois meses de prisão pelo crime de coação no curso do processo. A pena foi definida no processo que trata do tarifaço do governo de Donald Trump contra as exportações brasileiras.

Moraes também determinou o cancelamento dos passaportes do ex-parlamentar.

Na prática, Eduardo não deve cumprir a pena enquanto estiver no exterior. O ex-deputado é aliado de Trump, e um eventual pedido de extradição dificilmente será cumprido pelo governo norte-americano.

Ao determinar as medidas, Moraes decretou o trânsito em julgado da ação penal em que Eduardo foi condenado pelo STF, ou seja, o fim da possibilidade de apresentação de recursos.

No mês passado, a Primeira Turma do Supremo rejeitou o recurso protocolado pela Defensoria Pública da União (DPU) para anular a condenação.

O ex-deputado não apresentou defesa particular e foi defendido pelo órgão.

Em junho deste ano, o colegiado concordou com a acusação apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e entendeu que há provas para concluir que o ex-deputado articulou o tarifaço dos Estados Unidos contra as exportações brasileiras para tentar evitar a condenação de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, no processo da trama golpista.

Além disso, outras medidas, como a revogação dos vistos de ministros da Corte e do governo federal e a aplicação das sanções econômicas da Lei Magnitsky, também tiveram o mesmo objetivo, conforme o entendimento da Corte. 

Desde o ano passado, Eduardo Bolsonaro está nos Estados Unidos e perdeu o mandato de parlamentar por faltar às sessões da Câmara dos Deputados.

Abandono e perda do cargo de escrivão 

Em setembro deste ano, o Ministério da Justiça e Segurança Pública demitiu o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro do cargo de escrivão da Polícia Federal, por abandono de cargo. 

A decisão, publicada na edição de 21 de setembro do Diário Oficial da União, tem como base processo administrativo disciplinar que concluiu pela ocorrência de faltas injustificadas por período superior a 30 dias consecutivos.

Segundo a portaria, a demissão teve por base a Lei nº 15.047, de 2024, que prevê a penalidade para casos de abandono de cargo. 

Eduardo Bolsonaro integrava o quadro de pessoal da Polícia Federal e estava afastado da função para exercer mandato eletivo na Câmara dos Deputados.
 

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