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Adolescente admite que ligou jet ski que matou criança em Bertioga

Adolescente admite que ligou jet ski que matou criança em Bertioga

folha.com

25/02/2012 - 05h00
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O adolescente de 13 anos admitiu nesta sexta-feira à polícia e ao Ministério Público que ligou e montou no jet ski que atropelou e matou a menina Grazielly Lames, 3, na praia de Guaratuba, em Bertioga (103 km de SP), no último dia 18.

Segundo o depoimento do jovem, um amigo também menor de idade acompanhava ele no veículo. O advogado do adolescente, Maurimar Chiasso, nega que ele pilotou o jet ski.

Ele afirmou também que teve a autorização dos empresários José Augusto Cardoso e Ana Júlia Campos Cardoso, padrinhos dele, para colocar na mar o veículo.

Uma testemunha-chave disse que o menino acelerou o jet ski de forma "repentina, violenta e total". O veículo teria empinado, quicado na água e seguido em alta velocidade até atingir a criança. A lei proíbe menores de 18 anos de dirigir jet ski.

O jet ski é propriedade de Cardoso, que é pré-candidato a prefeitura de Suzano, na Grande São Paulo. A mãe do menino confirmou que foi Cardoso quem autorizou o uso do aparelho.

A mãe disse que após o acidente foi para sua casa de veraneio, na Riviera de São Lourenço, por temer represálias da população.

O caso agora vai ser registrado como ato infracional, já que o suspeito é menor de idade. Antes do depoimento, o caso era investigado como homicídio culposo (quando não há intenção de matar).

Cardoso deve ser ouvido pela polícia nos próximos dias.

ACIDENTE

Explosão deixa sete trabalhadores feridos em fábrica de ração em Campo Grande

Funcionários inalaram produto químico após acidente em compartimento da empresa

21/08/2026 12h15

Equipes do Corpo de Bombeiros e do Samu foram mobilizadas após explosão envolvendo enxofre em fábrica na Avenida Gunter Hans, em Campo Grande

Equipes do Corpo de Bombeiros e do Samu foram mobilizadas após explosão envolvendo enxofre em fábrica na Avenida Gunter Hans, em Campo Grande Marcelo Victor

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Uma explosão envolvendo enxofre deixou sete trabalhadores feridos em uma fábrica de suplementação animal localizada na Avenida Gunter Hans, saída para Sidrolância, em Campo Grande, na manhã desta sexta-feira (21). As vítimas inalaram o produto químico e precisaram de atendimento médico. Nenhuma delas está em estado grave.

A informação foi confirmada pela tenente Edilene Borges, do Corpo de Bombeiros. Segundo ela, a empresa utiliza produtos químicos no processo de produção e, no momento do acidente, trabalhadores manuseavam enxofre quando ocorreu a explosão. 

Após o incidente, houve princípio de incêndio, que foi controlado pelos próprios funcionários antes da chegada das equipes de emergência. No entanto, sete trabalhadores acabaram inalando o produto e apresentaram mal-estar. 

Das sete vítimas, uma foi levada ao hospital pela própria empresa, duas foram encaminhadas à Santa Casa de Campo Grande e outras quatro, para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA). Conforme os bombeiros, não há registro de vítima em estado grave.

A ocorrência mobilizou uma grande estrutura de atendimento. Segundo a tenente, quatro unidades de resgate do Corpo de Bombeiros foram deslocadas para a fábrica. Equipes do Samu também participaram do socorro. Ao todo, pelo menos sete viaturas de emergência estiveram no local. 

Depois do controle das chamas, os militares realizaram o trabalho de rescaldo no compartimento atingido. A medida é adotada para eliminar possíveis focos remanescentes e evitar que o incêndio volte a ocorrer.

A área onde aconteceu a explosão também foi isolada enquanto as equipes faziam os procedimentos de segurança. Conforme o Corpo de Bombeiros, não há risco para a população que vive ou circula no entorno da empresa.

A causa da explosão ainda não foi identificada e deverá ser apurada.

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CAPITAL

Ex-aliado de Fernandinho Beira-Mar, 'Barão do Tráfico' morre em Campo Grande

Leonardo Dias Mendonça estava internado na Santa Casa desde o dia 17 de agosto

21/08/2026 12h00

Em 2002, Leonardo Dias foi condenado por tráfico de drogas, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro

Em 2002, Leonardo Dias foi condenado por tráfico de drogas, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro Reprodução

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Morreu na tarde de ontem (20), aos 63 anos, Leonardo Dias Mendonça, o “Barão do Tráfico”, um dos principais narcotraficantes do Brasil. Ele estava internado em estado grave na Santa Casa de Campo Grande desde a segunda-feira (17), quando passou mal na Penitenciária Federal.

O Barão do Tráfico era apontado como um dos principais chefes do tráfico internacional de drogas na América Latina, no início dos anos 2000 e era procurado por autoridades de quatro países. Segundo a Polícia Federal, o modus operandi de Leonardo era através da compra de terras e gado para lavar dinheiro do crime.

A defesa e a família aguardam as providências das autoridades para a liberação e o traslado do corpo de Leonardo. Ele deve ser levado para Goiás, onde reside sua família.

Histórico criminal

Leonardo possuía condenações em crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico, falsidade ideológica e lavagem ou ocultação de bens.

Em 2002, o criminoso era considerado um dos maiores chefes do tráfico na América Latina, com projeção que chegou a superar a de seu ex-aliado Fernandinho Beira-Mar, líder do Comando Vermelho. Brasil, Estados Unidos, Holanda e Colômbia chegaram a cassá-lo na época.

Investigações da Polícia Federal revelaram que seu dinheiro era utilizado na compra de terras e gado para lavar dinheiro, além de exercer influência sobre políticos e magistrados.

Mesmo preso, ele comandou uma organização criminosa de tráfico internacional composta por 35 pessoas. Uma operação do Ministério Público Federal em Goiás (MPF-GO) junto com Polícia Federal desmantelou a organização criminosa.

Em 2018, após receber uma tornozeleira eletrônica, Leonardo Dias iniciou o cumprimento da pena em regime semiaberto, em Aparecida de Goiânia.

Em 2019, Leonardo voltou a ser preso em Goiás por envolvimento no transporte de cocaína. Na operação, a Polícia Federal prendeu 24 pessoas e apreendeu um avião usado pela organização para transportar drogas.

Sua transferência para a Penitenciária Federal de Campo Grande ocorreu em novembro de 2023.

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