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Adolescente chinês vende o próprio rim para comprar iPad 2

Adolescente chinês vende o próprio rim para comprar iPad 2

Redação

02/06/2011 - 15h33
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O jovem chinês de 17 anos, identificado pelo sobrenome “Zheng”, confessou a sua mãe ter vendido um rim depois de ter visto um anúncio online oferecendo dinheiro para qualquer pessoa que estivesse disposta a “se tornar” doadora de órgãos.

“Eu queria comprar um iPad 2, mas não tinha o dinheiro”, contou o adolescente à emissora de TV Shenzhen, no sul da província de Guangdong. “Quando eu vi na internet que eles estavam dispostos a pagar 20 mil Yuan (R$4.890) por um rim, não pensei duas vezes”, acrescentou.

Vender órgãos online é uma prática muito comum na China. Depois de negociar, o jovem viajou para a cidade de Chenzhou, na província de Hunan, onde o rim foi removido em um hospital local e liberou o rapaz depois de três dias, pagando até um pouco mais: 22 mil Yuan (pouco mais de 5 mil reais).

“Quando ele voltou para casa, ele estava com um laptop e um novo aparelho da Apple”, disse Miss Liu, mãe do jovem. “Eu queria saber como ele conseguiu tanto dinheiro para comprar aquelas coisas, então eu vi a cicatriz vermelha e ele confessou ter vendido um rim”, disse a mãe do jovem.

(Com informações do Uol)

Acidentes Aéreos

Nova queda de avião faz MS reviver histórico de acidentes aéreos

Acidente registrado em Campo Grande volta a chamar atenção para casos que marcaram a aviação no Estado, do desastre militar em Ponta Porã aos episódios mais recentes.

04/07/2026 13h58

Foto: Paulo Ribas/Correio do Estado

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A queda de um avião de pequeno porte na manhã de ontem sexta-feira (3), em Campo Grande, que matou o piloto Henrique Martin de Carvalho e a pesquisadora alemã Lydia Theresia Möcklinghoff, voltou a chamar a atenção para a segurança da aviação em Mato Grosso do Sul.

O acidente, cujas causas ainda serão apontadas pelas investigações, soma-se a uma série de ocorrências registradas nos últimos anos e reacende o debate sobre os desafios enfrentados pelo setor em um estado onde a aviação desempenha papel fundamental no agronegócio, no transporte executivo e em operações particulares.

Levantamento do Sistema de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Sipaer) mostra que, entre 2015 e 2025, Mato Grosso do Sul registrou 230 ocorrências aeronáuticas.

Desse total, foram contabilizados 77 acidentes, 112 incidentes e 41 incidentes graves. Ao longo do período, 17 acidentes foram fatais e provocaram 24 mortes.

Das décadas de 1970 aos anos 2000

O histórico de acidentes aéreos em Mato Grosso do Sul remonta a décadas anteriores. Em setembro de 1974, um avião C-115 Buffalo, da Força Aérea Brasileira (FAB), caiu nas proximidades do Aeroporto de Ponta Porã durante uma tentativa de aproximação em meio a condições meteorológicas adversas.

O acidente, que vitimou uma comitiva militar de alto escalão, é lembrado como um dos mais graves da história da aviação no Estado. Anos depois, em 2000, um bimotor caiu na região do Pantanal e matou seis pessoas.

Em 2007, o desastre com o voo 3054 da TAM, em São Paulo, também teve reflexos em Mato Grosso do Sul ao vitimar o ex-secretário estadual José Américo Flores do Amaral.

Os episódios passaram a integrar uma sequência de acidentes que marcaram a história da aviação e reforçaram a importância das investigações conduzidas pelos órgãos responsáveis para aprimorar a segurança dos voos.

Casos que marcaram a última década

Um dos episódios de maior repercussão ocorreu em maio de 2015, quando o avião que transportava os apresentadores Luciano Huck e Angélica realizou um pouso forçado em uma fazenda no município de Rochedo. A aeronave perdeu potência em um dos motores durante a aproximação para Campo Grande.

Apesar do susto, os nove ocupantes sobreviveram com ferimentos leves. Posteriormente, a investigação concluiu que o acidente foi provocado por uma sequência de falhas mecânicas e operacionais.

Após alguns anos sem grandes tragédias de repercussão nacional, 2025 tornou-se o período mais letal da aviação sul-mato-grossense na última década.

O primeiro acidente fatal ocorreu em março, quando o piloto agrícola Paulo Roberto Crispim morreu após a queda de uma aeronave utilizada em pulverização em Nova Andradina. Meses depois, outro avião caiu em Iguatemi, provocando a morte do piloto agrícola Lucas Gomes Basílio Becker.

Em setembro daquele ano, duas novas tragédias voltaram a mobilizar as autoridades. O médico e pecuarista Ramiro Pereira de Matos morreu após a queda da aeronave que pilotava durante um voo na região norte do Estado.

Poucos dias depois, um avião caiu em uma fazenda na região do Pantanal, em Aquidauana, matando o piloto Marcelo Pereira de Barros, o arquiteto chinês Kongjian Yu e os documentaristas Luiz Fernando Feres da Cunha Ferraz e Rubens Crispim Júnior.

As investigações apontaram que a aeronave tentou realizar um pouso em condições que ainda são analisadas pelos órgãos responsáveis.

Agora, em 2026, a queda da aeronave nas proximidades de Campo Grande volta a ampliar a lista de acidentes de grande repercussão registrados no Estado. Segundo as primeiras informações, o bimotor seguia em direção a Três Lagoas quando caiu pouco depois da decolagem.

As circunstâncias do acidente serão apuradas pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), responsável pelas investigações técnicas, e pela Polícia Civil.

Entre as hipóteses iniciais analisadas pelas equipes está a baixa visibilidade causada pela forte neblina registrada nas primeiras horas da manhã.

Os dados do Sipaer mostram que as ocorrências registradas em Mato Grosso do Sul envolvem diferentes fatores contribuintes.

Entre os mais frequentes estão perda de controle em voo, excursão de pista, falhas de motor e operações realizadas em baixa altitude, características comuns principalmente na aviação geral e agrícola.

As investigações conduzidas pelo Cenipa não têm finalidade de atribuir responsabilidade civil ou criminal, mas identificar fatores contribuintes e emitir recomendações capazes de aumentar a segurança das operações aéreas no país.

Se Apresentou

Motorista de ônibus se apresenta à polícia após acidente na BR-163

Condutor prestou depoimento à Polícia Civil, que apura as circunstâncias da colisão entre um ônibus de trabalhadores e uma carreta-cegonha em São Gabriel do Oeste

04/07/2026 12h58

Foto: Divulgação

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O motorista do ônibus envolvido no grave acidente de ônibus que transportava trabalhadores e uma carreta-cegonha na BR-163, em São Gabriel do Oeste, se apresentou à Polícia Civil nesta sexta-feira (4) para prestar depoimento.

O condutor, de 46 anos, era procurado pelas autoridades desde o acidente, ocorrido na última quarta-feira (1º), e agora passa a integrar formalmente as investigações.

Em depoimento, o motorista afirmou que deixou o local por receio de sofrer agressões. Segundo ele, esse foi o motivo de não ter permanecido na cena do acidente após a colisão.

A ocorrência foi registrada pela Polícia Civil pelos crimes de lesão corporal culposa na direção de veículo automotor e de afastar-se do local do acidente para fugir à responsabilidade penal ou civil.

À polícia, o motorista também declarou que não conseguiu visualizar a carreta-cegonha antes de acessar a rodovia. Conforme seu relato, outro caminhão teria comprometido seu campo de visão, impedindo que percebesse a aproximação do veículo de carga.

Segundo as informações apuradas, o ônibus realizava uma conversão à esquerda para acessar a BR-163, no sentido Bandeirantes para São Gabriel do Oeste, quando foi atingido na traseira pela carreta. Com o impacto, os dois veículos saíram da pista, e o ônibus acabou capotando.

A apresentação ocorre enquanto a Polícia Civil reúne elementos para esclarecer a dinâmica da colisão e apurar as circunstâncias que levaram o motorista a deixar o local após o impacto.

O depoimento será confrontado com os laudos periciais, imagens e relatos de testemunhas já colhidos durante a investigação.

Conforme a apuração preliminar da Polícia Rodoviária Federal (PRF), o ônibus tentava acessar a BR-163 quando foi atingido transversalmente por uma carreta-cegonha que trafegava pela rodovia.

O motorista da carreta permaneceu no local, colaborou com as equipes de atendimento e foi submetido ao teste do bafômetro, que não apontou ingestão de álcool.

O acidente mobilizou equipes do Corpo de Bombeiros, da concessionária responsável pela rodovia, do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), da Polícia Rodoviária Federal e da Polícia Civil.

Ao todo, 49 pessoas estavam no ônibus. Trinta e oito vítimas foram encaminhadas ao Hospital Municipal de São Gabriel do Oeste, sendo que quatro, em estado mais grave, precisaram ser transferidas para a Santa Casa de Campo Grande.

A Polícia Civil prossegue com as diligências para esclarecer todos os detalhes da ocorrência. Além do depoimento do motorista, os investigadores aguardam a conclusão dos laudos periciais, que serão fundamentais para definir a dinâmica do acidente e eventual responsabilização dos envolvidos.

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