Cidades

80 milhões

Adriane diz que culpa de enchentes é falta de dinheiro do Governo Federal

Prefeita afirmou que Campo Grande não tem recursos próprios para arcar com obra de R$80 milhões para drenagem na Av. Rachid Neder, projeto que não foi aprovado pelo PAC

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A prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes, afirmou na manhã de hoje que as inundações que aconteceram, de forma específica, na Avenida Rachid Neder na Capital, em razão das fortes chuvas que caíram durante a noite, são consequência da falta de envio de recursos do Governo Federal à cidade. 

Segundo Adriane, as obras de drenagem e contenção na região do São Francisco, especificamente na Avenida Ernesto Geisel, trariam uma "resposta rápida" para Campo Grande. 

"Essa é a obra que traria uma resposta rápida para a cidade. Infelizmente não tivemos aprovação no PAC, o Governo Federal não recepcionou o projeto que estava pronto, então nós estamos em busca de recursos. Essa obra da Rua Corguinho é uma obra de grande relevância que reduziria os impactos da chuva na Rachid Neder", pontuou a prefeita.

Em 2024, a Prefeitura Municipal do município elaborou projetos de infraestrutura para solicitar recursos do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), do Governo Federal.

No mês de julho do mesmo ano, foram destinados R$150 milhões para Campo Grande, com destaque para o projeto de recuperação e adequação de drenagem e manejo de águas fluviais/Prevenção a desastres no Fundo de Vale do Rio Anhanduizinho. 

No entanto, de acordo com Adriane, o projeto que contemplava a restruturação da Avenida Mascarenha de Moraes, não foi contemplado no Plano. 

"Não houve nenhuma justificativa plausivel para que não fosse aprovado porque o projeto estava pronto e é de grande relevância para a cidade Mas, também, de grande valor de investimento. Campo grande precisa de aporte e de recursos. Sem esses recursos, não é possível fazer uma uma obra de emergência, que traz resposta para a resposta. 

Segundo a prefeita, a obra para trabalhar a drenagem e conter outros alagamentos, após décadas de problemas na região está orçada em R$80 milhões. 

"Nossa equipe tem o planejamento, mas precisamos de recursos. Recursos próprios para esse investimento, Campo Grande hoje não tem, por isso estamos buscando a parceria do governo federal e estadual". 

O impacto das chuvas sobre a região do São Francisco, especialmente no cruzamento da Ernesto Geisel, Mascarenha de Moraes e Rachid Neder, tem contribuído para o desgaste e impermeabilização do asfalto.  

"A cidade vai crescendo, vai impermeabilizando, vai criando asfalto, calçada, isso vai dificultando a drenagem nas regiões. Essa drenagem tinha um impacto quando foi construída, mas com o desenvolvimento da região, esse impacto mudou. 

Monitoramento

Campo Grande possui 16 pontos críticos que são "monitorados a todo tempo, especialmente em períodos de chuva". O acumulado de chuva entre a noite de ontem e a manhã de hoje já havia chegado a 110 milímetros na cidade em 12 horas.

"É um impacto muito grande pra cidade em curto espaço de tempo. Temos equipe a postos, preparados, mas nunca sabemos qual o volume que vai ter de chuva. As mudanças climáticas estão afetando diversas cidades e em Campo Grande não é diferente", afirmou a prefeita. 

PAC

A Casa Civil da Presidência da República divulgou, no dia 15 de outubro, uma nova lista de projetos incluídos no Novo PAC. Ao todo, 24 projetos de Mato Grosso do Sul terão recursos para obras e aquisição de bens e serviços. 

Em Campo Grande, foram incluídos empreendimentos para Equipamentos para Expansão da Radioterapia no SUS e para Creche/Escola de Educação Infantil, fora os R$150 milhões emprestados no ano passado. 

Ao todo, Campo Grande tem R$ 730.785.668,67 em projetos com investimentos do programa federal.

Chuvas

No início da tarde de hoje, mais 41,2 milímetros de chuva caíram em Campo Grande em um intervalo de duas horas, de acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia. A temperatura despencou 6,5ºC, saindo de 27,9°C para 21,4°C.

Mais uma vez, a avenida Rachid Neder se transformou em rio, juntamente com a avenida Ernesto Geisel. 

O alagamento deixou mãe e filha presas dentro de um veículo no meio da enxurrada. De acordo com as informações, o carro ficou parado cerca de 10 minutos no meio das águas enquanto as mulheres aguardavam o resgate. 

Segundo observadores da situação, o carro chegou a ser levado por poucos metros pela força da correnteza. O veículo foi retirado por um trator. 

Segundo o Climatempo, durante as próximas horas ainda podem cair cerca de 12,66 milímetros se estendendo até a madrugada.

Mato Grosso do Sul segue em alerta de perigo para tempestades até a manhã do próximo sábado (14), abrangendo todos os municípios do Estado. Há risco de grandes volumes de chuva, fortes rajadas de vento (até 100 km/h) e possível queda de granizo. 

Em caso de perigo, contate a Defesa Civil pelo número 199.
 

Trânsito

Festividades e obras fecham vias da Capital neste final de semana

Bloqueios por festas do Dia das Crianças, evento religioso e obras afetam diferentes regiões da Capital

16/10/2026 12h15

Foto: Reprodução

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Neste sábado, dia 17, diversas ruas de Campo Grande estarão fechadas em decorrência de diversos eventos. Os bloqueios acontecerão por causa de festividades dos dias das crianças, eventos religiosos e obras, espalhadas por diferentes áreas da Capital. 

A Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) recomenda se orientar sobre quais vias serão fechadas e faz indicações sobre rotas alternativas, para evitar ruas que vão estar interditadas temporáriamente. 

Em decorrência das comemorações do dia das crianças, na região do Segredo, a Rua Coxim, entre as ruas Araçá, Dona Teresa Cristina, Cotinga e Cotoxo, será fechada das 7h às 20h. Como rota alternativa, é recomendado utilizar a Rua Araçá e a Avenida Coronel Antonino. 

Ainda por causa das festividades infantis, a região do Prosa, na Rua Marquês de Leão, no número 652, entre as ruas Ipitanga e Arapiranga, será interditada das 13h às 18h. Para desviar do bloqueio, os motoristas poderão seguir pelas ruas Ipitanga e Arapiranga.

No Anhanduizinho, três interdições estão programadas para sábado, todas ligadas a comemorações do Dia das Crianças.

A Rua Manoel Marcelino Rodrigues, entre as ruas Anselmo Selingardi e Leopoldina de Queiroz Maia, ficará bloqueada das 15h às 23h para a realização de uma festa.

Já a Rua Dona Carlota, entre as ruas Anhanguera e 9 de Julho, terá interdição das 15h às 18h, também para uma comemoração.

Por fim, a Rua José Zurutuza, nº 100, entre as ruas Reginaldo Moura e Leopoldina de Queiroz Maia, ficará interditada das 14h às 18h pelo mesmo motivo.

No Imbirussu, a Avenida Amélio Carvalho Baís, nº 1776, entre as ruas Lico Barcelos e José Garcia Veloso, será interditada das 6h às 23h59 por causa de um evento religioso. Como alternativa, os motoristas poderão utilizar as ruas Lico Barcelos e José Garcia Veloso.

Na região do Bandeira, a Rua Júlia Pereira de Souza, entre as ruas Madre Estanislau Pannatier e Elvira Pacheco Sampaio, será interditada das 10h às 20h para a realização de um evento esportivo. Para evitar o bloqueio, os motoristas poderão seguir pelas ruas Madre Estanislau Pannatier e Elvira Pacheco Sampaio.

No Centro, a Avenida Afonso Pena, em frente à Vila Morena, terá sinalização de contrafluxo das 16h às 19h por causa de uma corrida. O acesso local continuará livre.

Também na região do Bandeira, a Avenida Primeiro de Maio, entre a Rua Aluízio de Azevedo e a Avenida Eduardo Elias Zahran, terá interdição das 7h30 às 17h por causa de obras de esgotamento sanitário. O serviço começou na quinta-feira (15) e será concluído no sábado (17).

Para desviar do trecho bloqueado, os motoristas poderão utilizar as ruas Clóvis Beviláqua e Júlio Dantas.

A Agetran reforça que os motoristas devem planejar o trajeto com antecedência e, sempre que possível, evitar os trechos interditados. Também é importante respeitar a sinalização e as orientações dos agentes de trânsito nos locais dos eventos.
 

GUERRA DE FACÇÕES

Garota do CV que planejou morte do pai dizia ser vítima de abuso sexual

O pai foi morto no dia 29 de setembro e nesta quinta-feira (16) ela e outros dois jovens foram mortos durante operação policial em Nova Andradina

16/10/2026 11h44

Os delegados Ivan Barreira e Roberto Guimarães repassaram detalhes nesta sexta-feira sobre o confronto com três mortes

Os delegados Ivan Barreira e Roberto Guimarães repassaram detalhes nesta sexta-feira sobre o confronto com três mortes Marcelo Victor

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Morta com mais dois outros jovens durante operação policial nesta quinta-feira em Nova Andradina, a adolescente Ana Vitória Nascimento Santos, de 17 anos, teria planejado o assassinato do próprio pai porque fora vítima de violência sexual praticada por ele.

A informação foi divulgada pelos delegados Ivan Barreira, Diretor do Departamento de Polícia Especializada, e Roberto Guimarães, titular do Garras, em coletiva na manhã desta sexta-feira (16) em Campo Grande.

Os delegados, porém, não repassaram detalhes sobre esta suposta violência sexual. Informaram, porém, que ela fazia parta de uma célula do Comando Vermelho e que seu pai, Gilson Santana dos Santos, foi executado no dia 29 de setembro. A garota teria feito a denúncia de abuso sexual aos chamados graduados da facção e por depois disso teria recebido apoio da executar o suposto agressor. 

Foi o assassinado de Gilson e a execução de quatro pessoas da mesma família no distrito de Casa Verde (município de Nova Andradina), no dia 19 de setembro, que levou a Polícia Civil e a Polícia Militar a desencadear a operação que nesta quinta-feira (15) resultou na morte dos três suspeitos em Nova Andradina.

Conforme as investigações, dois dos três mortes era de outros estados (Maranhão e Mato Grosso) e estava em Mato Grosso do Sul como “missionários” para matar integrantes do PCC que supostamente estavam atuando nas cidades de Batayporã, Nova Andradina e Bataguassu.

Estes dois “missionários”, segundo os delegados, receberam apoio logístico da adolescente para cometer a série de crimes na região. Durante a tentativa de prisão, conforme o delegado Roberto Guimarães, os três teriam reagido a tiros e acabaram sendo atingidos pelos policiais.

Na casa em que o trio foi encontrado havia somente alguns colchões e um pequeno fogão, segundo os delegados. Isso, segundo eles, indica que estava na cidade somente para cumprir determinadas tarefas e depois iriam embora. Mas, toda a coordenação e logística era, acreditam os policiais, ficava a cargo da adolescente, que com isso conseguir vantagens financeiras da facção criminosa. 

Wemerson Costa dos Anjos, de 18 anos, era natural do Maranhão, e João Lucas Santos Nunes, de 23 anos, de Jaciara (MT). O último já era procurado pela polícia por ter supostamente ter parcitipado de um “tribunal do crime” em Mato Grosso.

A cooptação de garotas para darem apoio aos chamados “missionários” não é caso isolado. Na sexta-feira da semana passada (9), quatro jovens foram mortos por policiais militares e civis em Sidrolândia. O quarteto também era comandado por uma mulher, Vanessa Thiel de Almeida, de 19 anos.

Assim como em Nova Andradina, os quatro também seriam integrantes do Comando Vermelho e praticavam crimes contra criminosos ligados ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

EVIDÊNCIAS

No local do confronto que acabou em três mortes em Nova Andradina, os policiais apreenderam três armas de fogo que, segundo a Polícia Civil, teriam sido utilizadas pelos suspeitos no confronto. Também foi apreendida uma motocicleta que a polícia investiga se foi usada em homicídios ocorridos em Batayporã.


 

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