Cidades

"PÉ DE MEIA"

Adriane pede recursos em Brasília para comprar novas ambulâncias

Agenda na Capital Federal foi de visitas à parlamentares sul-mato-grossenses para equipar unidades de saúde lançadas no último mês

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Adriane Lopes, aproveitou a chamada "Confraternização do Progressistas", que teve ida de preitos e vices do partido até Brasília, para pedir recursos aos parlamentares sul-mato-grossenses, com a ideia de equipar unidades de saúde lançadas no último mês e viabilizar projetos em outras áreas. 

Ao lado de nomes como Clediane Matzenbacher e Alan Guedes, prefeitos de Jardim e Dourados, a agenda na Capital Federal mirou parcerias para adquirir equipamentos para unidades de saúde - como o Centro de Referência da Mulher Atendimento Materno-Infantil, inaugurado em setembro - e arranjar ainda ambulâncias, de quatro e duas rodas. 

Há menos de 10 dias, Campo Grande operava com 10 ambulâncias rodando pela cidade morena, sendo que o município possui 14 em sua frota e trabalhava com quatro viaturas para suporte intensivo e seis de suporte básico, lotadas nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs).

Na ocasião, a Secretaria de Saúde informou que a frota não estava reduzida, nem mesmo por conta do feriado da última semana, com todas as ambulâncias aptas em circulação. 

Conforme balanço, entre as 118.343 ligações recebidas, de janeiro a junho o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência realizou 4.073 atendimentos de suporte avançado, 14.351 de suporte básico e ainda 4.509 transportes.

Diversos prefeitos e vices relacionados à sigla participaram desse evento do Partido Progressistas em Brasília, que reuniu caciques como Tereza Cristina, Dr. Luiz Ovando e também Ciro Nogueira. 
Adriane fez ainda visitas ao gabinete de Vander Loubet (PT), Rodolfo Nogueira (PL), entre outros. 

Tapando lacunas

Segundo repassado pelo Executivo Municipal, a busca por recursos também quer viabilizar pautas da Educação e até mesmo obras de infraestrutura, drenagem e pavimentação. 

"Visitamos a bancada federal, apresentamos projetos de Campo Grande para a implementação de ações que vão mudar a vida das pessoas que moram em nossa cidade. Viemos em busca de recursos na área da Educação, Saúde e Infraestrutura. Seguimos trabalhando com responsabilidade e compromisso com a nossa população da Capital", disse a prefeita. 

Além de querer equipar o Centro de Referência da Mulher Atendimento Materno-Infantil, a prefeita também mirou obras de construção de praças e até expansão da malha cicloviária do município. 

Adriane citou inauguração do Parque Tecnológico (ParkTec CG), como fonte de possibilidades para a Capital, assim como a "janela" que são as Rotas Bioceânica e de Integração-Latino-Americanas (Rilas). 

 "Recebemos diversas delegações de países da Europa, da América Latina e outras localidades, que já demonstram interesses comerciais na nossa cidade e no Mato Grosso do Sul, onde já estabelecemos contatos. Na Capital, após a abertura do escritório internacional da Prefeitura, o Chile também inaugurou recentemente, no mesmo prédio, um espaço de negócios e tratativas", concluiu. 
**(Colaborou Suelen Morales) 

 

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estiagem

Rio da Prata enfrenta seca e mobiliza ações de resgate de peixes

MPMS acompanha agravamento da estiagem, monitora as condições ambientais do rio e fiscaliza ações de resgate e preservação da fauna aquática

10/09/2026 19h15

Rio da Prata enfrenta seca

Rio da Prata enfrenta seca Foto: Divulgação / MPMS

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Mais de 200 peixes foram resgatados e realocados no Rio da Prata, que enfrenta crise hídrica e seca, com locais com fluxo da água interrompido, em Jardim. A situação é acompanhada pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Jardim.

Conforme reportagem do Correio do Estado, em agosto, o nível do rio já estava baixo em algumas áreas, devido à estiagem. Neste mês, a situação se agravou e, diante do cenário emergencial, uma operação foi montada para tentar reduzir os impactos da estiagem.

De acordo com o MPMS, neste ano, o Instituto Guarda Mirim Ambiental (IGMA) comunicou o agravamento da situação hídrica em trecho localizado próximo à Ponte do Curê, na Rodovia MS-178, e constatou as condições críticas decorrentes da estiagem prolongada.

A entidade identificou trechos secos e formação de poças isoladas, com risco de evaporação, situação que coloca diversas espécies em condição de vulnerabilidade.

O presidente do IGMA, Nisroque Soares, afirma que abaixo da área onde foram feitos resgates de peixes, em 2024 e 2025, o fluxo d’água é interrompido por aproximadamente 4 km até a Ponte do Curê.

Na operação emergencial foram executados planos de resgate e realocação de peixes que se encontravam ilhados no local afetado.

Dentre as espécies realocadas estão lambaris, piraputangas, cascudos, joaninhas e traíras, que foram levados para áreas do rio com melhores condições de sobrevivência.

No ano passado, também houve a mesma operação, onde aproximadamente 1.421 peixes foram resgatados do Rio da Prata, em um trecho de 7 km afetado pela interrupção do fluxo d’água.

O MPMS informou que há um inquérito civil, instaurado em julho de 2024, que acompanha os trabalhos do IGMA. O órgão ressaltou que continuará acompanhando e fiscalizando as ações desenvolvidas pelos órgãos e entidades envolvidos na preservação do Rio da Prata e de sua fauna aquática.

Saúde

Plano de saúde terá que cobrir mamografia digital para todas as idades

Decisão da ANS vale a partir de 1º de outubro

10/09/2026 19h00

José Cruz/Agência Brasil

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A partir de 1º de outubro, os planos de saúde serão obrigados a cobrir exame de mamografia digital para todas as pessoas sempre que houver indicação médica, ou seja, não haverá restrição de idade. Atualmente, a cobertura desse exame é obrigatória apenas para mulheres com idade entre 40 e 69 anos.

A decisão foi tomada pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) no último dia 3 e anunciada nesta quinta-feira (10). A ANS é o órgão que regula a indústria de planos de saúde no país.

A mamografia digital versão mais avançada do exame convencional é considerada um dos principais exames para a detecção precoce do câncer de mama, permitindo identificar alterações antes mesmo de serem percebidas ao toque.

Menos tempo de exposição

A modalidade digital oferece vantagens como menor exposição à radiação, menor tempo de compressão da mama durante o exame e armazenamento das imagens em formato digital, o que facilita o acompanhamento da evolução clínica e a avaliação por diferentes especialistas.

No comunicado de fim de restrição, a ANS destaca que a cobertura obrigatória é “uma oportunidade de celebrar o Outubro Rosa, mês dedicado à conscientização sobre a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de mama”.

O Instituto Nacional de Câncer (Inca), ligado ao Ministério da Saúde, estima que o país tenha cerca de 73.610 novos casos de câncer de mama por ano.

O diagnóstico precoce aumenta as chances de tratamento e pode reduzir a necessidade de procedimentos mais invasivos.

Todos os gêneros

A intenção de ampliar a cobertura do exame partiu da própria ANS, após discussões realizadas na Comissão de Atualização do Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde Suplementar (Cosaúde).

Na Cosaúde, a maioria da comissão defendeu que “o uso da mamografia digital já está consolidado como padrão de cuidado oncológico” e que a restrição para mulheres de 40 a 69 anos, poderia “prejudicar ou atrasar o acesso oportuno” ao diagnóstico de câncer de mama.

Ao determinar cobertura obrigatória para “todas as pessoas”, a ANS inclui qualquer gênero, ou seja, o exame passa a ser garantido a pessoas que se considerem não binárias (não se identificam exclusivamente como homem ou mulher).

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