Cidades

CAMPO GRANDE

Adriane veta isenção de IPTU para casas de até R$ 100 mil

O benefício ampliaria a mudança para beneficiários de programas habitacionais de interesse social, áreas de desfavelamento e loteamentos sociais executados pelo poder público

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A prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes, vetou integralmente o Projeto de Lei nº 12.179/2025, que modificava a legislação municipal sobre isenção do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) para beneficiários de programas habitacionais de interesse social, áreas de desfavelamento e loteamentos sociais executados pelo poder público. A decisão foi publicada no Diário Oficial desta sexta-feira (16).

O projeto alterava a Lei nº 5.680, de 16 de março de 2016, e previa a elevação do teto do valor venal dos imóveis beneficiados pela isenção para R$ 100 mil, além da criação de um mecanismo de atualização anual desse limite com base em índice inflacionário oficial, com efeitos a partir do exercício fiscal de 2026.

Ao justificar o veto total, o Executivo municipal reconhece a relevância social da proposta, mas aponta que a matéria não reúne as condições jurídico-formais necessárias para a sanção. Segundo a prefeitura, a ampliação e a prorrogação automática do benefício fiscal caracterizam renúncia de receita e exigiriam a apresentação prévia de estimativa de impacto orçamentário-financeiro, o que não ocorreu durante o processo legislativo.

A Procuradoria-Geral do Município manifestou-se pelo veto ao entender que o projeto afronta o artigo 113 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, que exige que proposições legislativas que criem ou ampliem despesas obrigatórias ou renúncia de receita sejam acompanhadas da estimativa do impacto financeiro. O parecer também aponta o descumprimento do artigo 14 da Lei de Responsabilidade Fiscal, que estabelece critérios para a concessão ou ampliação de benefícios tributários.

De acordo com a análise jurídica, a elevação do teto do valor venal e a indexação anual não configuram mero ajuste técnico, mas mecanismo apto a ampliar, de forma continuada, o número de contribuintes contemplados pela isenção, com reflexos diretos sobre a arrecadação do IPTU e sobre o planejamento fiscal do município.

A PGM destaca ainda que o Supremo Tribunal Federal já consolidou entendimento no sentido de que leis que concedem ou ampliam isenções tributárias sem a devida estimativa de impacto orçamentário-financeiro são formalmente inconstitucionais, conforme decisões proferidas em ações que analisaram normas semelhantes em outros entes federativos.

Além do parecer jurídico, a Agência Municipal de Habitação e Assuntos Fundiários também se posicionou pelo veto total. A avaliação técnica da agência indica que o projeto buscava alcançar, de forma indistinta, diferentes frentes da política habitacional municipal, o que poderia comprometer a efetividade da norma e afastá-la do público-alvo prioritário do Programa Minha Casa, Minha Vida na faixa social.

A Secretaria Municipal da Fazenda corroborou o entendimento da Procuradoria-Geral e da EMHA, reforçando que a proposta implicaria renúncia de receita sem a indispensável estimativa de impacto orçamentário-financeiro, em desacordo com a Constituição Federal e a Lei de Responsabilidade Fiscal, o que poderia comprometer as metas fiscais do município.

Diante das manifestações jurídicas e técnicas, o Executivo concluiu pelo veto total ao projeto de lei, destacando que a ausência de instrução fiscal adequada configura vício formal de inconstitucionalidade no processo legislativo. O veto será agora analisado pela Câmara Municipal, que pode mantê-lo ou rejeitá-lo.

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prazo acabando

Bolsonaro pede liberação de visitas de Flávio na prisão domiciliar

Prazo de suspensão perde a validade no dia 11 deste mês

05/10/2026 19h00

Bolsonaro cumpre pena em prisão domiciliar

Bolsonaro cumpre pena em prisão domiciliar Divulgação/UOL

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O ex-presidente Jair Bolsonaro pediu nesta segunda-feira (5) ao Supremo Tribunal Federal (STF) a liberação das visitas do senador Flávio Bolsonaro (PL) na prisão domiciliar. 

Na petição encaminhada ao Supremo, a defesa diz que a decisão do ministro Alexandre de Moraes que determinou a suspensão da visitação pelo prazo de 90 dias perde a validade no dia 11 de outubro.

"Não mais se mostra necessária a manutenção de regime excepcionalmente restritivo de visitas, sendo possível o restabelecimento, desde logo", disse a defesa.

Em julho, Flávio Bolsonaro foi proibido de visitar o pai, após publicar nas redes sociais uma carta escrita pelo ex-presidente.

Bolsonaro tem contra ele uma restrição que o proíbe de usar a internet, inclusive por meio de terceiros.

No ano passado, ele  foi condenado a 27 anos e três meses de prisão no processo de trama golpista. Em seguida, após passar por uma cirurgia, ele ganhou o direito de cumprir prisão domiciliar. O ex-presidente se recupera de uma pneumonia bacteriana.

SEGURANÇA PÚBLICA

Homem é preso após disparo contra sede da Polícia Civil em Campo Grande

Suspeito de 25 anos foi localizado no bairro Monte Castelo; arma e motocicleta foram apreendidas durante a investigação.

05/10/2026 17h52

Sede da Corregedoria-Geral da Polícia Civil, em Campo Grande, foi alvo de disparo de arma de fogo.

Sede da Corregedoria-Geral da Polícia Civil, em Campo Grande, foi alvo de disparo de arma de fogo. Foto: Reprodução/Google Maps.

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Um homem de 25 anos foi preso suspeito de efetuar um disparo de arma de fogo contra a sede da Corregedoria-Geral da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, no bairro Santa Fé, em Campo Grande. A investigação levou à apreensão da arma apontada como utilizada no ataque, de uma motocicleta e de uma porção de substância semelhante à maconha.

O caso começou a ser apurado no último sábado (3), após policiais constatarem danos em uma parede de vidro de uma das salas do prédio, localizado na Rua das Garças.

Inicialmente, não havia confirmação sobre o que teria provocado a quebra. Com o avanço das diligências e a análise dos elementos reunidos no local, os investigadores concluíram que o dano havia sido causado por um disparo de arma de fogo direcionado ao edifício.

A partir daí, a Polícia Civil passou a reconstruir a dinâmica da ocorrência. Conforme a investigação, o suspeito teria ido até as proximidades da sede da Corregedoria em uma motocicleta e efetuado o disparo contra o prédio.

As diligências levaram os policiais até o homem, localizado no bairro Monte Castelo. Ele foi preso em flagrante.

Durante a ação, os agentes apreenderam a arma de fogo apontada como utilizada no disparo e a motocicleta que, segundo a apuração, teria sido empregada no deslocamento até a sede da Corregedoria.

Também foi encontrada uma porção de maconha. De acordo com a Polícia Civil, a investigação realizada até o momento indica que o entorpecente seria destinado ao consumo próprio.

Prisão preventiva

Após a prisão, o suspeito foi autuado em flagrante. Nesta segunda-feira (5), ele passou por audiência de custódia e teve a prisão convertida em preventiva.Com a decisão judicial, ele permanece preso e à disposição da Justiça enquanto as investigações prosseguem.

A Polícia Civil não informou, no comunicado divulgado sobre o caso, qual teria sido a motivação apresentada pelo investigado para o disparo.

Polícia descarta retaliação

A possibilidade de o ataque estar relacionado a alguma atuação recente ou anterior da Corregedoria-Geral chegou a ser levantada após o episódio.

No entanto, segundo a Polícia Civil, os elementos reunidos até esta fase da investigação não apontam para qualquer relação entre o disparo e os trabalhos desenvolvidos pelo órgão.

A apuração trata o episódio, até o momento, como um ato isolado, sem vínculo identificado com a atividade institucional da Corregedoria-Geral.

As investigações continuam para esclarecer completamente as circunstâncias e a motivação do disparo.

 

 

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