Cidades

NARCOTRÁFICO

Advogada e suplente de vereador são presos em operação contra o PCC em MS

Operação, desencadeada pela Polícia Civil do Distrito Federal, teve como alvo um grupo de movimentou R$ 300 milhões em apenas três meses

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Uma megaoperação da Polícia Civil do Distrito Federal contra o tráfico de cocaína envolvendo integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) cumpriu  dezenas de mandados judiciais no DF e mais sete estados, incluindo Mato Grosso do Sul.

Entre os presos está o campo-grandense Ronaldo Cardoso, suplente de vereador pelo PODEMOS  e conhecido como Ronaldo da Cab, de 45 anos, que em 2024 obteve  1.163 votos. Ele foi preso no Rio Grande do Norte. Junto com ele, também foi detido seu enteado, Pedro Jorge Martins da Silva.

Além disso, as informações iniciais apontam que outro alvo da operação em Campo Grande, onde agentes do Garras atuaram em conjunto com a polícia do DF, foi a advogada Aline Gabriela Brandão, filha de José Cláudio Arantes, mais conhecido como “Tio Arantes”, apontado como uma das principais chefias do PCC em Mato Grosso do Sul, e preso desde 2023.

Esta filha do Tio Arantes, que é advogada, foi casada com Thiago Gabriel Martins da Silva, conhecido como o “Especialista do PCC”, que por sua vez seria o fornecedor da cocaína levada ao Distrito Federal.

Ele está preso na Bolívia desde agosto 2023, ocasião em que foi capturado com colete à prova de balas, granadas de uso restrito e uma aeronave carregada com cocaína. 

Mesmo assim, conforme a investigação da polícia do Distrito Federal, ele segue no comando das operações do tráfico de cocaína.

As investigações apontam que familiares do traficante, residentes em Mato Grosso do Sul, são utilizados como testas de ferro, figurando como beneficiários de valores provenientes de traficantes do DF.

Com estrutura sofisticada, de acordo com informaçõs do Site Metrópoles, o esquema chegou a utilizar uma fintech sediada em São Paulo – base do PCC – para movimentar cerca de R$ 300 milhões em apenas três meses, de acordo com a Polícia Civil brasiliense. 

Cerca de 450 policiais cumpriram 19 mandados de prisão temporária e 80 de busca e apreensão. Além de Brasília e Campo Grande, outros mandados foram cumpridos em São José (SC), Várzea Grande (MT), Goiânia, Aparecida de Goiânia, Anápolis, Luziânia, Formosa e Águas Lindas (GO), Parnamirim e Tibau do Sul (RN) e Maceió (AL). 

Durante um ano e meio, a Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco), identificou que o esquema criminoso é dividido em núcleos que operavam de forma coordenada nos estados. 

A rede de tráfico adquiria drogas em áreas fronteiriças, garantia o transporte seguro de carregamento de cocaína e maconha e, então, distribuía as drogas na capital da república, além de realizar complexas operações envolvendo lavagem de capitais.

A Justiça determinou o sequestrou de 17 veículos e sete imóveis, incluindo uma residência luxuosa em condomínio fechado, em Goiânia. Conforme a corporação, dezenas de contas bancárias foram bloqueadas, incluindo as da empresa de fachada em São Paulo, que movimentou a cifra milionária em três meses. 

O chefe da organização criminosa no Distrito Federal possui uma propriedade rural dedicada à criação de gado leiteiro em Planaltina, mas se mudou paraa região de Florianópolis, em Santa Catarina. Já integrantes do núcleo financeiro, em Goiás, ostentam imóveis luxuosos e veículos de alto padrão.

O núcleo nordestino residia em um apartamento de luxo no bairro de Ponta Verde, em Maceió. Já o núcleo do Mato Grosso do Sul mantinha significativos vínculos com o estado do Rio Grande do Norte, onde um dos investigados possuía uma pousada.

As investigações da Draco concluíram que os familiares do “Especialista” e residentes em Mato Grosso do Sul são utilizados como testas de ferro, figurando como beneficiários de valores provenientes de traficantes do Distrito Federal e do chamado “Núcleo Nordeste”. 

Conforme a investigação da Polícia Civil do DF, o suplente de vereador de Campo Grande chegou a ficar desaparecido durante mais de dois meses logo depois da eleição do ano passado e o sumiço até agora não foi explicado. Em janeiro ele reapareceu.

Alta periculosidade

Considerado um dos chefes do PCC mais perigosos da facção, “Especialista” é alvo de um pedido de extradição elaborado pelo Ministério da Justiça. Em dezembro do ano passado, o Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional (DRCI) recebeu, por meio da Embaixada do Brasil em La Paz, informações sobre o andamento do pedido de extradição do traficante.

Quando ainda estava no Brasil, o Thiago foi indiciado pelo assassinato do garagista Carlos Reis Medeiros de Jesus, conhecido como “Alma”. O crime aconteceu no dia 30 de novembro de 2021, no Jardim Centenário, em Campo Grande. 

Conforme consta no processo, a investigação apontou que a vítima caiu em uma emboscada. Ele teria atraído o garagista para a empresa dele sob promessa de pagamento de uma dívida.

Aprovação

Entenda quais os próximos passos da PEC que reduz a maioridade penal para 16 anos no Congresso

A aprovação na CCJ é apenas a primeira etapa jurídica de uma PEC

10/06/2026 19h00

Proposta reduz maioridade penal para 16 anos

Proposta reduz maioridade penal para 16 anos Divulgação/ Reprodução

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A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira, 10, uma proposta de emenda à Constituição (PEC) que reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos.

A aprovação na CCJ é apenas a primeira etapa jurídica de uma PEC. A CCJ analisa apenas a admissibilidade, se o texto viola ou não a Constituição.

A PEC irá agora para uma comissão especial. Como mostrou o Estadão, já há um acordo entre os deputados para alterar a redação e retirar os trechos relativos à obrigatoriedade do voto e à alteração da idade mínima exigida para candidatura a cargos políticos.

Comissão Especial

O próximo passo será a discussão em uma Comissão Especial. Cabe ao presidente da Câmara dos Deputados, o deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), instalar a comissão para o debate sobre mérito da proposta.

Motta define os partidos que farão parte da comissão, e o colegiado elege seu presidente, que por sua vez designa um relator. Se o presidente da Casa decidir segurar o projeto, a proposta pode ficar travada nesta fase por tempo indeterminado.

Com a comissão instalada, os deputados terão dez sessões para apresentar emendas ao texto. Para ser incluída no texto final, cada emenda necessita de pelo menos 171 assinaturas. O relator estuda o impacto e elabora um parecer. A comissão tem, ao todo, 40 sessões para votar esse parecer, que pode alterar drasticamente o texto original, criar um substitutivo ou até rejeitar a proposta.

Votação em plenário

Se aprovada na Comissão Especial, a PEC vai para o Plenário da Câmara. Por alterar a Constituição, ela exige um quórum qualificado: são necessários os votos favoráveis de, no mínimo, 308 dos 513 deputados.

Após a aprovação em primeiro turno, o regimento exige um intervalo de cinco sessões antes da nova votação. No segundo turno, o texto precisa passar novamente pelo mesmo crivo: 308 votos favoráveis.

Se a Câmara aprovar o texto nos dois turnos, o projeto segue para o Senado. O texto passa por uma análise na CCJ do Senado e depois por votação em dois turnos no Plenário, exigindo o voto favorável de 49 dos 81 senadores.

Imunizante

MS recebe 8,3 mil doses de vacina que amplia proteção contra pneumonia

Primeiro lote com 8,3 mil doses será distribuído aos municípios e amplia a proteção contra pneumonia, meningite e outras doenças causadas pelo pneumococo

10/06/2026 17h28

Fotos: Divulgação SES

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A rede pública de saúde de Mato Grosso do Sul iniciou uma nova etapa no combate a doenças graves causadas pela bactéria pneumococo.

O Estado recebeu nesta quarta-feira (10) o primeiro lote com 8,3 mil doses da vacina pneumocócica conjugada 20-valente (VPC20), imunizante recentemente incorporado ao Sistema Único de Saúde (SUS) e que oferece proteção ampliada contra infecções responsáveis por milhares de internações todos os anos no país.

As doses chegaram à Rede de Frio Estadual e serão distribuídas aos municípios conforme os critérios definidos pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI).

A expectativa é que a nova vacina fortaleça a prevenção contra doenças como pneumonia, meningite, otite média e infecções generalizadas, principalmente entre crianças pequenas, idosos e pessoas com condições de saúde que aumentam o risco de complicações.

A principal novidade da VPC20 é a ampliação da cobertura imunológica. Enquanto a vacina atualmente utilizada no calendário nacional protege contra dez sorotipos da bactéria Streptococcus pneumoniae, a nova versão passa a oferecer proteção contra 20 variantes do microrganismo, considerado um dos principais causadores de doenças respiratórias graves e infecções invasivas.

Segundo a coordenadora de Imunização da Secretaria de Estado de Saúde (SES), Ana Paula Goldfinger, a incorporação da vacina representa um avanço importante para a saúde pública brasileira.

“A Pneumo 20 é uma importante inovação incorporada ao calendário vacinal do SUS. Ela amplia significativamente a proteção oferecida às crianças e demais grupos contemplados, fortalecendo a prevenção contra doenças graves e contribuindo para reduzir internações e óbitos causados pelo pneumococo”, afirmou.

Como será a vacinação

Neste primeiro momento, a implantação da nova vacina ocorrerá de forma gradual. Como Mato Grosso do Sul ainda possui estoque da vacina pneumocócica conjugada 10-valente (VPC10), os dois imunizantes serão utilizados simultaneamente durante o período de transição.

O esquema vacinal definido pelo Ministério da Saúde prevê:

  • Uma dose da Pneumo 20 aos dois meses de idade;
  • Uma dose da Pneumo 10 aos quatro meses;
  • Uma dose de reforço da Pneumo 20 aos 12 meses.

Após o esgotamento dos estoques da Pneumo 10, o esquema passará a utilizar exclusivamente a nova vacina.

Para garantir a implementação adequada da estratégia, a SES informou que realizará orientações técnicas e capacitações destinadas aos profissionais de saúde dos municípios.

Públicos prioritários

Além das crianças menores de cinco anos, a vacinação com a Pneumo 20 contemplará grupos considerados mais vulneráveis às complicações causadas pelo pneumococo.

Entre os públicos prioritários estão:

  • Povos indígenas com mais de cinco anos sem histórico de vacinação pneumocócica conjugada;
  • Idosos acamados ou institucionalizados com 60 anos ou mais;
  • Pessoas com condições clínicas especiais atendidas nos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIEs).

De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde, a distribuição das doses será feita de forma proporcional à população-alvo de cada município.

Redução de internações e mortes

A chegada da nova vacina ocorre em um cenário em que as doenças pneumocócicas continuam sendo uma importante causa de hospitalizações, especialmente entre crianças e idosos.

Dados do Ministério da Saúde apontam que, desde a introdução da vacina pneumocócica no calendário nacional, em 2010, o Brasil registrou reduções expressivas nos casos de doença pneumocócica invasiva e meningite pneumocócica em crianças pequenas.

A expectativa das autoridades sanitárias é que a ampliação da cobertura vacinal proporcionada pela Pneumo 20 contribua para reduzir ainda mais a circulação dos sorotipos mais agressivos da bactéria, diminuindo o número de casos graves, internações hospitalares e óbitos relacionados à doença.

Com a chegada das primeiras 8,3 mil doses ao Estado, Mato Grosso do Sul passa a integrar a estratégia nacional de modernização do calendário vacinal do SUS, ampliando o acesso gratuito da população a uma das mais recentes tecnologias disponíveis para prevenção de doenças infecciosas.

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