Cidades

CAMPO GRANDE

Reajuste de 4,39% será pago em duas parcelas a 9 mil servidores, diz Adriane

Apesar da afirmação, a prefeita de Campo Grande não estabeleceu datas referentes às parcelas, mas disse que o projeto de lei já foi enviado para Câmara Municipal

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A prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), anunciou que mais de nove mil servidores municipais serão beneficiados com a reajuste salarial, que deve ser de 4,39%. Segundo ela, para conseguir realizar essa medida, foi feito o "dever de casa" com um plano de equilíbrio fiscal e corte de despesas. 

Adriane disse, ainda, que o pagamento será feito em duas parcelas, conforme acordo firmado com os sindicatos, porém não informou quais serão os dias que os servidores receberão o dinheiro.

Sobre o limite prudencial, a prefeita de Campo Grande disse que "nós temos ajustes que estão sendo feitos agora para encaixar este aumento".

Algumas categorias, como a dos professores, não entrarão nesta relação, pois de acordo com Adriane "já foi feito um trabalho individualizado com o seguimento".

O projeto de lei que garante o reajuste salarial linear para os servidores da Prefeitura foi enviado à Câmara Municipal e será analisado pela comissão para, posteriormente, ser votado na Casa de Leis.

O último reajuste salarial foi concedido em 2021, antes de Adriane assumir o comando da Capital sul-mato-grossense. 

Há duas semanas, o Correio do Estado informou que a prefeita já tratava a possibilidade de corrigir a remuneração dos servidores do município em 4,39%, mesmo valor atribuído aos servidores da Câmara Municipal de Campo Grande. 

O último reajuste real à categoria foi dado pelo prefeito Marquinhos Trad (PDT) de 10% em 2021. Assim, desde que assumiu o cargo, em abril de 2022, Adriane Lopes concedeu reajustes salariais individualizados, mas nenhuma reposição linear. Desde então, a inflação se aproximou dos 15%.  

A elite do funcionalismo como procuradores, auditores fiscais, médicos e parte dos dentistas, conseguiram reposição salarial. E este aumento beneficiou a própria prefeita e todo o primeiro escalão. 

Em julho do ano passado, Adriane Lopes afirmou que devido à adoção de medidas de ajuste fiscal, como a adesão do Plano de Promoção do Equilíbrio Fiscal (PEF), havia a possibilidade dos servidores permanecerem com os mesmos salários por mais dois anos.

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"Barattieri"

MPMS "volta ao inferno" e prende fraudadores de merenda escolar

Quatro pessoas foram presas em Água Clara na operação "Barattieri", nome dado na Divina Comédia a servidores públicos que usam a função pública para obter vantagens indevidas

14/09/2026 10h21

Câmara fria chegou com alimentos vencidos chegou a ser interditada em feveriro do ano passado na primeira fase da operçaão

Câmara fria chegou com alimentos vencidos chegou a ser interditada em feveriro do ano passado na primeira fase da operçaão

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O dono de um supermercado e três servidores ou ex-servidores públicos da prefeitura de Água Clara foram presos nesta segunda-feira (14) em uma operação do Ministério Público de Mato Grosso do Sul, por meio do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco/MPMS) .

Batizada de Operação “Barattieri”, ela teve como objetivo o cumprimento de quatro mandados de prisão preventiva e sete mandados de busca e apreensão na cidade a cerca de 200 quilômetros ao leste de Campo Grande.

Foram detidos ex-secretária de Educação, Adriana Rosimeire Pastori Fini, as servidoras públicas Ana Carla Benette eJânia Alfaro Socorro; além de Humberto Marques, dono de um mercado.

As investigações, segundo o MPE, tiveram início a partir de provas descobertas na Operação Malebolge, revelaram que servidoras públicas do Município Água Clara mantinham um esquema criminoso paralelo com um empresário local, voltado ao desvio de recursos públicos destinados, especialmente, à aquisição de gêneros alimentícios para a merenda escolar.

Segundo apurado, as agentes públicas solicitavam vantagens indevidas ao empresário e, para viabilizar os pagamentos, promoviam a majoração das ordens de compra emitidas pelo Município, sendo que apenas parte dos produtos adquiridos eram efetivamente entregues.

Na operação Malebolge, desencadeada em 18 de fevereiro de 2025, a  Vigilância Sanitária interditou em Campo Grande uma câmara frigorífica de uma empresa fornecedora de alimentos a prefeituras do interior, devido a irregularidades na conservação de alimentos.

Em fevereiro do ano passado foram  cumprimento de 11 mandados de prisão preventiva e 39 mandados de busca e apreensão nos municípios de Água Clara, Campo Grande, Rochedo e Terenos.

O grupo, de acordo com os indícios levantados, se valia de servidores públicos corrompidos para fraudar licitações públicas, direcionando os certames para beneficiar empresas participantes do esquema. Os contratos fraudulentos ultrapassam a casa dos R$ 10 milhões.

O esquema envolvia também o pagamento de propina aos agentes públicos, que atestavam falsamente o recebimento de produtos e serviços e aceleravam os trâmites administrativos necessários aos pagamentos de notas fiscais decorrentes dos contratos firmados entre os empresários e o poder público.

DIVINA COMÉDIA

A operação desta segunda-feira (14), denominada de “Barattieri”, faz uma referência à Divina Comédia, obra clássica de Dante Alighieri. No Inferno descrito pelo autor, os “Barattieri” são aqueles que negociam o exercício de funções públicas em troca de vantagens indevidas.

A Divina Comédia é um longo poema épico e teológico escrito por Dante Alighieri no século XIV. A obra narra a viagem imaginária do próprio autor pelos três reinos do além-tumular: o Inferno, o Purgatório e o Paraíso. 

A primeira etapa deste investigação, em fevereriro do ano passado, utilizou o nome "Malebolge",  fazendo referência à mesma obra de Dante Alighieri, na qual os fraudadores e corruptos são punidos no inferno.

Campo grande

Em 14 dias, chuva supera em 16% o esperado para todo o mês de setembro

99,2 milímetros foram registrados nos últimos três dias na Capital

14/09/2026 10h15

Clima está chuvoso há dois dias seguidos na Capital

Clima está chuvoso há dois dias seguidos na Capital MARCELO VICTOR

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Choveu mais que o previsto para o mês de setembro em Campo Grande.

De acordo com o meteorologista Natálio Abrahão, o esperado para o mês inteiro (30 dias) é 88 milímetros. Em 14 dias, choveu 102,2 mm.

Ou seja, choveu 16,1% a mais do que esperado em setembro. Segundo Abrahão, a média histórica é de 73,9 milímetros.

O fim de semana foi chuvoso, com céu nublado, tempo instável, clima úmido e ar fresco. O sol não apareceu em nenhum momento. A garoa fina permaneceu quase ininterrupta de sábado (12) a segunda-feira (14).

Segundo o Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima (Cemtec-MS), nas últimas 72 horas, de sexta-feira (11) a segunda-feira (14), 99,2 milímetros foram registrados na Capital.

Choveu em todas as regiões de Mato Grosso do Sul. Em alguns municípios, o acumulado passou de 100 milímetros. O Pantanal também foi abençoado com a chuva. Confira:

Clima está chuvoso há dois dias seguidos na Capital

A chuva veio acompanhada de ventos. Veja:

Clima está chuvoso há dois dias seguidos na Capital

A chuva também reduziu as temperaturas: Confira:

Clima está chuvoso há dois dias seguidos na Capital

O Inmet divulgou alerta amarelo de tempestade para Mato Grosso do Sul:

  • Tempestade – alerta amarelo – perigo potencial: Chuva entre 20 e 30 mm/h ou até 50 mm/dia, ventos intensos (40-60 km/h), e queda de granizo. Baixo risco de corte de energia elétrica, estragos em plantações, queda de galhos de árvores e de alagamentos

A chuvarada aliviou o calor, reduziu as temperaturas, aumentou a umidade relativa do ar, melhorou a qualidade de respiração e deixou o clima úmido.

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