Cidades

FRONTEIRA

Advogado põe em xeque maior apreensão de cocaína da história

Segundo defesa de transportadora, primeiros testes químicos não encontraram a droga no carregamento de toras de madeira

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Responsável pela investigação para apurar a suspeita de maior apreensão de cocaína do País, a Polícia Federal (PF) ainda busca provas materiais para identificar quimicamente se há droga em 260 toneladas de madeira. Pelo menos é isso que alega advogado que representa as empresas envolvidas na apreensão.

O carregamento, conforme apurado, pode custar mais de R$ 200 mil, e as toras, carregadas em oito caminhões, seguem apreendidas em Corumbá e Cáceres (MT). A apreensão ocorreu durante a Operação Timber Shield, que foi divulgada no dia 22 de junho.

Como as cargas seguem paradas, a defesa das empresas de transporte divulgou nota para informar que ainda faltam provas materiais sobre a existência de produtos ilícitos no carregamento.

“[...] os próprios documentos constantes do inquérito policial demonstram que, no estágio inicial das investigações, os testes químicos preliminares realizados pela Polícia Federal apresentaram resultado negativo para todas as amostras analisadas, sendo consignado expressamente pela autoridade policial que a materialidade delitiva ainda dependia de confirmação técnico-científica, não sendo possível afirmar, com segurança, a presença de cocaína ou de qualquer outra substância ilícita apenas com base nos elementos então disponíveis”, informou o escritório Leandro Lobo Advocacia, em nota enviada ao Correio do Estado.

O escritório de advocacia, sediado no centro de Corumbá, ainda destacou que, como ainda não há prova material sobre prática de crime, as empresas de transporte e os funcionários que estavam no caminhão durante o transporte não respondem oficialmente por irregularidades.

“Além disso, as diligências policiais tiveram por objetivo justamente aprofundar as investigações e submeter o material apreendido a exames periciais mais específicos, evidenciando que, naquele momento, não havia conclusão definitiva acerca da existência de entorpecente, tampouco qualquer comprovação da participação de eventuais envolvidos em atividade criminosa”, trouxe a nota assinada pelo advogado Leandro Machado Souza Lobo.

A defesa das empresas informou que no inquérito da Polícia Federal consta a informação de que as autoridades policiais tinham “informações preliminares repassadas acerca da possível presença de substância entorpecente”.

Quando ocorreu a operação, havia mobilização na Bolívia e no Brasil, com apoio dos Estados Unidos, em função da possível existência de um carregamento de cocaína a ser levado para diferentes países a partir do território boliviano.

Houve mobilização no aeroporto de Viru Viru, em Santa Cruz de la Sierra, bem como nas fronteiras da Bolívia com o Brasil. Foi durante esse trabalho investigativo que houve a localização das toras de madeira nos caminhões.

Nessa averiguação, nota da Polícia Federal apontou que havia a suspeita de haver escondido nas toras de madeira até 50 toneladas de cocaína em forma líquida.

Essas suspeitas ocorreram porque houve uma apreensão recorde de cocaína em território chileno no dia 6 de junho. Naquele país, foram localizadas 100 toneladas de cocaína vindas da Bolívia e que seriam distribuídas para diferentes países. A droga estava escondida em toras de madeira na forma líquida.

Quatro caminhões foram interceptados em Corumbá e outros quatro em Cáceres (MT); eles transportariam cocaína, além de madeira - Foto: Divulgação/Exército

SEM RESPOSTA

O Correio do Estado procurou a Polícia Federal e o Ministério Público Federal para obter informações atualizadas sobre o inquérito da Operação Timber Shield.

Houve envio de questionamentos tanto para as unidades em Mato Grosso do Sul quanto em Mato Grosso e também para as chefias em Brasília (DF).

Também foi solicitado à Perícia Criminal da PF detalhes sobre a análise química das madeiras coletadas. Ainda não houve retorno sobre os questionamentos.

Como as autoridades chilenas conseguiram identificar a cocaína escondida na madeira durante operação feita em três portos – Arica, Santo Antonio e Valparaíso –, a reportagem perguntou à Polícia Federal se poderia haver troca de informações com o Chile, mas também não houve retorno.

*SAIBA

A apreensão foi feita com o apoio da inteligência do Brasil, da Bolívia e dos Estados Unidos, que colaboraram com informações.

Homicídio

Jovem de 26 anos é executado a tiros enquanto trabalhava em loja em MS

Matheus Pereira Alonso foi surpreendido pelo atirador dentro do estabelecimento em Naviraí; suspeito de 24 anos foi preso pouco depois e confessou o crime, conforme o boletim de ocorrência

15/08/2026 10h01

Matheus Pereira Alonso, de 26 anos, foi morto a tiros enquanto trabalhava em uma loja de materiais de construção em Naviraí.

Matheus Pereira Alonso, de 26 anos, foi morto a tiros enquanto trabalhava em uma loja de materiais de construção em Naviraí. Foto: Reprodução

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Um jovem de 26 anos foi assassinado a tiros enquanto trabalhava em uma loja de materiais de construção em Naviraí, na região sul de Mato Grosso do Sul. O crime ocorreu no fim da tarde desta sexta-feira (14), e o suspeito foi preso pouco depois, escondido em uma área de vegetação.

A vítima foi identificada como Matheus Pereira Alonso. Conforme informações registradas no boletim de ocorrência, o homicídio aconteceu por volta das 17h.

O suspeito, identificado como Diogo Santos da Silva, de 24 anos, teria entrado no estabelecimento e seguido diretamente em direção ao trabalhador.

Sem que houvesse, conforme as informações disponíveis, qualquer discussão momentos antes do ataque, o homem sacou uma pistola calibre 9 milímetros e efetuou disparos contra Matheus. Na sequência, deixou o comércio e fugiu.

Matheus Pereira Alonso, de 26 anos, foi morto a tiros enquanto trabalhava em uma loja de materiais de construção em Naviraí.Loja de materiais de construção onde Matheus Pereira Alonso, de 26 anos, foi morto a tiros enquanto trabalhava em Naviraí. Foto: Divulgação.

 

O número exato de tiros que atingiram o jovem não foi informado no registro policial. Matheus caiu dentro do próprio estabelecimento onde trabalhava.

O Corpo de Bombeiros foi acionado para prestar atendimento, mas, quando as equipes chegaram ao local, a vítima não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no comércio.

A área foi isolada para o trabalho da perícia. Equipes das polícias Militar e Civil também acompanharam os primeiros levantamentos e iniciaram as buscas pelo responsável pelo assassinato.

Suspeito encontrado em terreno baldio

Após o homicídio, policiais militares realizaram buscas pela região e montaram um cerco para tentar localizar o suspeito. Diogo acabou sendo encontrado escondido em meio à vegetação de um terreno baldio.

Durante a abordagem, os policiais apreenderam uma pistola apontada como a arma utilizada no assassinato. Conforme consta no boletim de ocorrência, o jovem confessou ter entrado na loja e matado Matheus.

Matheus Pereira Alonso, de 26 anos, foi morto a tiros enquanto trabalhava em uma loja de materiais de construção em Naviraí.Diogo Santos da Silva, de 24 anos, foi preso após o crime e, conforme o boletim de ocorrência, confessou ter matado Matheus.Foto: Reprodução.

 

Apesar da prisão e da confissão relatada no registro policial, a motivação para a execução ainda não foi esclarecida e deverá ser uma das principais linhas de apuração da Polícia Civil.

Diogo Santos foi encaminhado para a Delegacia de Polícia Civil de Naviraí, onde foram adotados os procedimentos cabíveis.

A ocorrência foi registrada como homicídio qualificado por emboscada, com emprego de arma de fogo de uso restrito ou proibido. A investigação deverá agora buscar esclarecer o que teria motivado o ataque e as circunstâncias que antecederam o assassinato.

VIOLÊNCIA INFANTIL

Pai é preso suspeito de espancar bebê de dois meses

Homem confessou ficar sem paciência com choro da criança e assumiu a agressão

15/08/2026 09h30

Rio Verde News

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Um homem, de 31 anos, foi preso durante o início da noite da última quinta-feira (13), suspeito de espancar a filha, de apenas dois meses de vida. O caso aconteceu em Rio Verde de Mato Grosso, município localizado no centro-norte de Mato Grosso do Sul.

Segundo o site Rio Verde News, o bebê deu entrada no Hospital Geral Paulino Alves da Cunha (HGPAC) na quarta-feira (12) em estado grave. Com os exames médicos foram identificadas hemorragia cerebral e suspeitas de fraturas na região da cabeça.

Os profissionais suspeitaram do estado clínico da criança, por diversos motivos, entre eles por algumas lesões não aparentarem ser do dia.

Ao ouvir a versão inicial do homem para entender o que tinha acontecido, a equipe médica suspeitou do relato e características dos ferimentos, e então acionou o Conselho Tutelar de Rio Verde (MS), que levou o caso para a Polícia Civil do município.

Para os investigadores, o homem sustentou inicialmente a mesma versão que apresentou a equipe do hospital. Segundo o relato, durante o banho o bebê teria sofrido uma queda e o homem teria caído em sobre o bebê, o que provocou as lesões.

No entanto, posteriormente, ele admitiu ter agredido a criança por perder a paciência. Conforme o novo relato, ele disse que o bebê estaria chorando insistentemente e, por isso, ele perdeu a paciência e o agrediu.

Com a confissão, os policiais deram voz de prisão ao homem e o levaram preso em flagrante para a Delegacia de Polícia Civil da cidade. Após audiência de custódia, a Justiça converteu a prisão em preventiva e o homem seguirá preso durante as investigações do caso.

A investigação apontou também, que o bebê estava sob cuidados do pai apenas, pois a mãe estava com outra criança, que necessitava de acompanhamento em uma unidade hospitalar.

O caso está registrado até o momento como maus-tratos e lesão corporal, previstos pelo artigo 136 e 129 do Código Penal.

Conforme a legislação, o crime de maus-tratos prevê aumento de pena quando a vítima é menor de 14 anos, com reclusão de dois a cinco anos como pena base, e maiores penalidades se os maus-tratos resultarem em lesão corporal grave ou morte. A lei prevê aumento de um terço em razão da idade da vítima.

A criança foi tranferida para uma unidade hospitalar de Campo Grande devido aos ferimentos e está internada.

A Polícia Civil está responsável pelo caso e ainda investiga circustâncias das lesões, dinâmica dos fatos, período exato em que ocorreram as lesões, bem como demais necessidades da investigação para esclarecer a situação.

Até o momento, as hipóteses das lesões anteriores a do dia é que teria ocorrido no domingo, mas a possibilidade ainda pode ser confirmada ou descartada pela equipe de investigação.

Violência infantil é crime. Denuncie no Disque 100, pelo Conselho Tutelar, 190 para Polícia Militar ou na Delegacia Especializada de Proteção à Criança e Adolescente (DEPCA).

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