Cidades

Interditado

Açougue é interditado por produção irregular de carnes em Campo Grande

Operação da Polícia Civil, Vigilância Sanitária e Serviço de Inspeção Municipal encontrou produção irregular de linguiças, falhas graves de higiene e alimentos sem identificação; gerente e responsável técnico podem responder criminalmente.

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A produção irregular de alimentos e uma série de falhas sanitárias levaram à interdição de um açougue localizado no bairro Bom Jardim, em Campo Grande, nesta quinta-feira (9).

Durante uma operação conjunta da Polícia Civil, da Vigilância Sanitária Municipal e do Serviço de Inspeção Municipal (SIM), quase meia tonelada de produtos de origem animal foi considerada imprópria para o consumo e descartada.

A ação foi coordenada pela Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Contra as Relações de Consumo (Decon) e teve início após uma denúncia anônima encaminhada à Ouvidoria da Polícia Civil.

A informação apontava que o estabelecimento estaria comercializando carne de origem clandestina e produtos vencidos.

Durante a fiscalização, os agentes não confirmaram a existência de carnes clandestinas nem localizaram alimentos com prazo de validade expirado. No entanto, a inspeção revelou um conjunto de irregularidades considerado suficiente para determinar a interdição imediata do local.

Os fiscais constataram que o açougue realizava a produção de linguiças, a desossa e a moagem de carnes sem possuir o registro e a autorização obrigatórios do Serviço de Inspeção Municipal.

Também foram encontrados produtos manipulados, como carne de sol, sendo comercializados sem a regularização exigida pela legislação sanitária.

Além das irregularidades administrativas, a equipe identificou problemas que comprometiam as condições de higiene, armazenamento e conservação dos alimentos.

Entre as inconformidades estavam linguiças sem rotulagem, carnes congeladas armazenadas sem embalagem ou qualquer identificação, além de uma câmara fria com deficiências de limpeza e manutenção.

Outro ponto que chamou a atenção dos fiscais foi o armazenamento inadequado de alimentos.

Produtos frescos estavam acondicionados no mesmo ambiente de carnes em processo de descongelamento, sem qualquer controle técnico que evitasse riscos de contaminação cruzada, prática considerada uma das principais causas de contaminação de alimentos.

A vistoria também apontou falhas estruturais na área destinada à manipulação das carnes.

No ambiente onde eram preparados os produtos havia, inclusive, uma tampa de acesso à rede de esgoto instalada no piso da sala de produção, situação considerada incompatível com as normas sanitárias exigidas para estabelecimentos do setor alimentício.

Como resultado da operação, foram apreendidos e inutilizados 475,9 quilos de produtos cárneos.

Entre os itens descartados estavam 76,8 quilos de carne de frango e miúdos, 116,9 quilos de linguiças bovinas e de frango, 110,4 quilos de carne bovina, 86 quilos de fígado e coração bovinos, 27 quilos de carne de sol, 24,2 quilos de ossos com tutano, 9,3 quilos de pescado e outros 25,3 quilos de carnes sem qualquer identificação de procedência.

Linguiças produzidas de forma irregular estavam entre os quase 476 quilos de produtos apreendidos e descartados durante a fiscalização. Foto: Divulgação

Todo o material foi considerado impróprio para o consumo diante das irregularidades constatadas durante a fiscalização e teve a destinação determinada pelos órgãos responsáveis, conforme prevê a legislação sanitária.

A Polícia Civil informou que o inquérito prossegue para apurar as responsabilidades. Ao término das investigações, o gerente do estabelecimento e o responsável técnico poderão ser indiciados pelo crime previsto na legislação de defesa das relações de consumo, que trata da venda, manutenção em depósito ou exposição à venda de produtos impróprios para o consumo.

A atuação conjunta entre Decon, Vigilância Sanitária e Serviço de Inspeção Municipal integra as ações permanentes de fiscalização voltadas à segurança alimentar e à proteção da saúde pública, buscando impedir que alimentos produzidos ou armazenados fora dos padrões sanitários cheguem à mesa dos consumidores.

Procurados

Polícia divulga fotos de foragidos ligados ao crime organizado em MS

investigados são considerados foragidos da Justiça; denúncias anônimas podem ser feitas diretamente à 1ª Delegacia de Dourados

10/07/2026 16h59

 Carlos Eduardo Dias da Silva, conhecido como

Carlos Eduardo Dias da Silva, conhecido como "Beto Corumbá", de 42 anos, é considerado foragido da Justiça e procurado pela Polícia Civil no âmbito de investigação sobre organização criminosa. Foto: Divulgação Policia Civil.

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A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul intensificou a ofensiva contra o crime organizado e divulgou, nesta sexta-feira (10), as fotografias de dois foragidos da Justiça apontados como integrantes de destaque na estrutura de uma organização criminosa com atuação em Dourados e região.

A medida busca ampliar as chances de localização dos investigados e conta com o apoio da população por meio de denúncias anônimas.

Os procurados são Carlos Eduardo Dias da Silva, conhecido pelo apelido de "Beto Corumbá", de 42 anos, e Cleia Ramos da Silva, de 41 anos.

Ambos são considerados foragidos e estão sendo procurados pela Primeira Delegacia de Polícia Civil de Dourados (1ª DP), responsável pelas investigações.

 Carlos Eduardo Dias da Silva, conhecido como "Beto Corumbá", de 42 anos, é considerado foragido da Justiça e procurado pela Polícia Civil no âmbito de investigação sobre organização criminosa.Cleia Ramos da Silva, de 41 anos, é considerada foragida da Justiça e procurada pela Polícia Civil durante investigação de combate ao crime organizado em Dourados. Foto: Divulgação Policia Civil.

De acordo com a Polícia Civil, a divulgação das imagens faz parte de uma investigação voltada ao enfrentamento das organizações criminosas que atuam na região.

Embora a corporação não tenha detalhado os crimes atribuídos aos investigados nem as circunstâncias que motivaram os mandados judiciais, informou que os dois ocupam posições relevantes dentro da estrutura da organização investigada.

A estratégia de tornar públicas as fotografias dos foragidos é utilizada para ampliar o alcance das buscas e estimular a colaboração da sociedade, considerada essencial para o avanço das investigações e para o cumprimento dos mandados judiciais.

A Polícia Civil reforça que qualquer informação sobre o paradeiro dos investigados pode ser repassada de forma totalmente anônima pelo telefone e WhatsApp da 1ª Delegacia de Dourados, no número (67) 99961-2556. Segundo a corporação, o sigilo da identidade do denunciante é garantido.

Combate às organizações criminosas

Nos últimos anos, Mato Grosso do Sul tem intensificado operações de combate às organizações criminosas, principalmente nos municípios localizados na faixa de fronteira com o Paraguai e a Bolívia, regiões consideradas estratégicas para o tráfico de drogas, armas e outros crimes transnacionais.

A divulgação de foragidos é uma das ferramentas utilizadas pelas forças de segurança para enfraquecer essas estruturas e acelerar o cumprimento de mandados de prisão.

A Polícia Civil orienta que, caso a população identifique qualquer um dos procurados, não tente realizar abordagens por conta própria. A recomendação é comunicar imediatamente às autoridades, permitindo que a prisão seja realizada por equipes policiais de forma segura.

Digitalização

Prefeitura de Campo Grande dá início ao fim dos processos em papel

Decreto estabelece cronograma para extinguir gradualmente a tramitação física de documentos e acelerar a transformação digital da administração municipal.

10/07/2026 16h30

Foto: Divulgação Prefeitura de Campo Grande

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A Prefeitura de Campo Grande iniciou uma das maiores mudanças na gestão administrativa dos últimos anos ao regulamentar a substituição gradual dos tradicionais processos em papel pelo Sistema Eletrônico de Informações de Campo Grande (SEI-CG).

Publicado no Diário Oficial desta sexta-feira (10), o decreto estabelece as regras para que processos físicos passem a tramitar digitalmente, com a promessa de tornar a máquina pública mais ágil, transparente e eficiente. 

A medida vale para toda a administração direta e indireta do município e autoriza que processos atualmente mantidos em papel sejam convertidos para o meio eletrônico sempre que houver viabilidade técnica e administrativa.

A mudança integra a política de modernização da gestão pública e acompanha diretrizes nacionais voltadas ao governo digital e à desburocratização dos serviços públicos. 

Na prática, o decreto cria um procedimento formal para interromper a tramitação física e dar continuidade ao processo em ambiente digital.

A partir desse chamado "ponto de corte", toda movimentação passa a ocorrer exclusivamente no sistema eletrônico, vedando a continuidade paralela em papel, salvo em situações excepcionais previstas na própria regulamentação. 

Segundo o texto, a migração não será obrigatória para todos os processos. A decisão ficará a cargo da administração pública, que deverá avaliar critérios de conveniência, oportunidade, segurança e eficiência.

Processos classificados como sigilosos ou que enfrentem limitações tecnológicas continuarão tramitando em meio físico até que existam condições adequadas para sua digitalização. 

Um dos principais objetivos da nova regulamentação é eliminar etapas burocráticas sem comprometer a segurança jurídica.

Para isso, o decreto estabelece procedimentos detalhados para garantir a autenticidade dos documentos digitalizados, a preservação da integridade das informações e a rastreabilidade de todos os atos administrativos praticados no sistema eletrônico. 

Além disso, cada documento deverá ser digitalizado individualmente, respeitando sua ordem cronológica e sua finalidade dentro do processo. A prefeitura também determina que os documentos eletrônicos produzidos dentro das normas terão os mesmos efeitos legais dos originais em papel. 

Embora a tramitação passe a ocorrer digitalmente, os processos físicos não serão descartados automaticamente. O acervo continuará arquivado conforme as normas de gestão documental e permanecerá disponível para consultas sempre que necessário.

O decreto proíbe expressamente que a simples digitalização seja utilizada como justificativa para eliminar documentos físicos. 

Secretaria Municipal de Administração e Inovação ficará responsável

A Secretaria Municipal de Administração e Inovação (Semadi) ficará responsável por coordenar a implantação da medida, elaborar normas complementares, orientar os órgãos municipais e acompanhar a execução do novo modelo de tramitação eletrônica.

A implantação ocorrerá de forma gradual, priorizando inicialmente setores com maior volume de processos ou onde a migração possa gerar ganhos mais expressivos de eficiência administrativa. 

O decreto também determina que a mudança não poderá interromper prazos processuais nem prejudicar direitos dos cidadãos.

Caberá ao município assegurar a continuidade da tramitação, o acesso aos autos por meios eletrônicos e a transparência das informações durante todo o processo de transição. 

A iniciativa reforça um movimento que vem sendo adotado por órgãos públicos em todo o país desde a criação da Lei do Governo Digital, sancionada em 2021, e do Programa Nacional de Processo Eletrônico (ProPEN), que incentivam a digitalização dos serviços públicos, a redução do uso de papel e a integração de sistemas entre diferentes esferas da administração.

O novo decreto municipal entra em vigor imediatamente e servirá de base para a expansão gradual do processo administrativo eletrônico em Campo Grande.

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