Cidades

INDEFINIÇÃO

Agência decide hoje se a CCR MSVia vai continuar na BR-163 até a conclusão da relicitação

Contrato com a empresa acaba na próxima segunda-feira e se não houver acordo imediato, ela não poderá mais cobrar pedágio a partir do dia 13

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A diretoria da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) decide hoje se CCR MSVia vai continuar administrando a BR-163 até a conclusão do processo de relicitação previsto para acontecer até setembro do próximo ano, daqui a 18 meses.

No mês passado, a empresa chegou a pedir que as exigências na manutenção da pista fossem afrouxadas no 3º termo aditivo do contrato, que começa a valer dia 13 deste mês, para que continuasse gerindo a rodovia. Porém, os departamentos da Agência recusaram a maioria dos pleitos.

A decisão da diretoria é importante porque viabiliza a manutenção da rodovia após decisão do Governo federal, da semana passada, de prorrogar por mais dois anos, até 12 de março de 2025, o processo de relicitação.

Sem este termo aditivo, a MSVia fica impedida de continuar gerenciando a BR-163, sendo que o prazo final para efetivar os novos parâmetros é o dia 13 deste mês.

A prorrogação do processo ocorre em virtude de atrasados constantes no cronograma da relicitação dos 847,2 quilômetros da BR-163. Sem esse procedimento, a União ficaria sem mecanismos legais para manter a relicitação, além de ser obrigada a voltar a administrar a rodovia e indenizar a atual concessionária em quase R$ 2 bilhões.

Mas o encaminhamento da autarquia a ser decidido hoje só vai ocorrer após muito diálogo entre MSVia e a ANTT desde 6 de fevereiro. Foi um mês de embate entre técnicos da Agência e da concessionária sobre as exigências para a concessionária na manutenção e conservação da pista e dos serviços até a conclusão do processo que vai definir a nova concessionária.

Primeiro, a empresa apresentou sua proposta para renovação, pedindo a redução das exigências por parte da autarquia. Solicitou que a Agência afrouxasse a cobrança sobre o controle de velocidade dos veículos, a manutenção e obras na pista, desse mais prazo para envio de imagens de veículos em excesso de velocidade. 

Além disso, pediu que desconsiderasse os levantamentos de irregularidade nos 123 km de travessias urbanas e 13,9 km de vias marginais e reduzisse a inspeção de tráfego e a quantidade de veículos de atendimento aos usuários. A concessionária argumenta que vem cumprindo as obrigações assumidas.

No dia 17, a autarquia negou cinco de sete pedidos da CCR MSVia, segundo nota técnica divulgada pela Gerência de Gestão Contratual Rodoviária (Gecon).

A partir disso, a concessionária e a autarquia deram início a um processo em busca do consenso para assinatura deste termo aditivo, tanto que no dia 27 do mês passado a empresa apresentou nova minuta do termo “com alguns ajustes” e solicitando reunião técnica com a autarquia “para avaliar potenciais ajustes futuros ao PER (Programa de Exploração da Rodovia ), considerando as condições do sistema rodoviário”, conforme ofício da empresa.

Na última segunda-feira chegou-se a um acordo sobre a redação final do termo aditivo e o processo foi incluído na pauta da reunião da diretoria da ANTT que acontece hoje. Antes, na sexta-feira da semana passada, a minuta final foi encaminhada a Procuradoria para receber o parecer jurídico.

Só que o processo todo foi colocado em sigilo na segunda-feira e a redação final do termo aditivo e dos anexos que a mudam as exigências para MSVia não foram divulgados.
 

Estudos


Estudos técnicos do Ministério dos Transportes atuais dividiram o traçado da BR-163 em duas rotas. Uma é a Rota Tuiuiu, com 715 km de extensão, que engloba trecho da BR-163, entre Campo Grande até divisa com o Paraná, e a BR-267, do entrocamento com a BR-163 até divisa com São Paulo.

O cronograma desse trecho está atrasado. A previsão era publicar o edital da relicitação este mês e assinatura do contrato até dezembro, porém ainda nem foram apresentados os estudos técnicos. Agora, a autarquia não tem um calendário definido.

Outro trecho, de 379 km, entre Campo Grande e a divisa com o Mato Grosso, embora tenha a licitação prevista para até março de 2024 está em estágio mais adiantado, teve estudos técnicos apresentados em, fevereiro. Entre as propostas está o aumento de 110% na tarifa de pedágio, que seria de R$ 14,20 a cada 100 km, contra R$ 6,75 pagos atualmente.

Para debater este trecho com a sociedade, no dia 22 deste mês a autarquia vai realizar uma audiência pública em Brasília, que poderá ter a participação on-line.

BANDEIRANTES

Acidente entre carretas paralisa tráfego durante 10 horas na BR 163

As quatro vítimas fatais estavam em veículos de passeio e a rodovia teve congestimento de dez quilômetros

17/08/2026 08h10

Acidente envolveu duas carretas e três veículos de passeio

Acidente envolveu duas carretas e três veículos de passeio Reprodução

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O acidente envolvendo duas carretas e três carros de passeio, na tarde de domingo (16), deixou o tráfego na BR-163 parado durante quase 10 horas. O local do ocorrido foi no km 569, sentido norte, da rodovia, em Bandeirantes. A Motiva Pantanal, responsável pelo trecho, foi acionada às 15h24 e informou que o tráfego foi normalizado às 1h05, desta segunda-feira (17).

Às 20h08, a perícia chegou no local. A rodovia permaneceu interditada em ambos os sentidos até 23h40 e o pico de congestionamento chegou a 10 km, tanto na pista norte quanto na pista sul. 

Quatro pessoas morreram no acidente, três em um veículo de passeio e uma em outro carro, segundo a Polícia Rodoviária Federal. Apenas uma pessoa foi identificada, até o momento, porém a PRF não informou o nome.

Além das quatro mortes, três vítimas em estado grave foram encaminhadas para o Hospital de São Gabriel do Oeste. Uma pessoa com ferimentos moderados foi atendida no Hospital de Bandeirantes e outras duas, em estado leve de gravidade, receberam atendimento nesta mesma unidade hospitalar.

Uma câmera de segurança flagrou o momento do ocorrido. Nas imagens, é possível perceber que um carro tenta ultrapassar dois veículos, quando este invade a outra pista e colide frontalmente com a carreta. Após a batida, o caminhão perdeu o controle e colidiu com outra carreta. A colisão causou uma grande explosão, atingindo mais dois carros.

Equipes da concessionária Motiva Pantanal estiveram no local prestando atendimento e orientando o tráfego. Bombeiros foram acionados para conter o incêndio em uma das carretas envolvidas no acidente. A equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) de São Gabriel do Oeste também prestou apoio no resgate das vítimas.

A Motiva Pantanal direcionou três viaturas de resgate, dois guinchos leves, um guincho pesado e um veículo de inspeção de tráfego. 

Segurança Pública

Cresce número de armas apreendidas e MS tem recorde de fuzis encontrados

Secretário atribui aumento a reforço no policiamento e disputas entre o Comando Vermelho e o PCC no Estado

17/08/2026 07h50

Segundo o Instituto Sou da Paz, entre 2021 e 2025 houve alta de 175% na apreensão de fuzis

Segundo o Instituto Sou da Paz, entre 2021 e 2025 houve alta de 175% na apreensão de fuzis Foto: Divulgação

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Mato Grosso do Sul registrou um aumento de armas de fogo apreendidas, considerando os primeiros sete meses do ano, com destaque para o número de fuzis, que pela primeira vez atingiu a marca de 20 apreensões e acompanha o crescimento de ações contra o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) no Estado.

Segundo dados da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), 1.117 armas foram apreendidas de 1º de janeiro a 31 de julho em Mato Grosso do Sul. Dentre os tipos mais encontrados pelos agentes, revólver lidera a lista, seguido de pistola e espingarda. As armas adulteradas ou com a numeração raspada são responsáveis por mais de 50% da quantidade apreendida.

Porém, o que chama mesmo a atenção nesta lista é o aumento da presença de fuzis no Estado ano após ano, com recorde já estabelecido este ano, mesmo tendo mais três meses e meio pela frente. Para se ter ideia, 20 fuzis já foram apreendidos este ano em Mato Grosso do Sul, o dobro em relação a 2023 e quatro vezes mais em comparação com 2022. No ano passado inteiro, apenas 14 foram confiscados.

Para Antônio Carlos Videira, titular da Sejusp, o reforço no policiamento é um dos principais fatores que contribuem para o aumento nas apreensões, especialmente diante da parceria com os estados de São Paulo, Mato Grosso e Paraná para fiscalização das rodovias que acabam sendo trechos essenciais para organizações criminosas conseguirem transportar os ilícitos.

Outro motivo listado pelo secretário é a volta de disputas territoriais entre as duas maiores facções criminosas do Brasil no Estado, especialmente na faixa de fronteira. Tanto que, considerando o recorte dos 44 municípios que fazem divisa com os países vizinhos – Paraguai e Bolívia –, quase metade das armas e dos fuzis encontrados estão na fronteira.

“Essa disputa entre facções não se restringe apenas a Mato Grosso do Sul. Elas também estão demandando armas e munições para outros estados, e essas armas principalmente vêm do Paraguai. Então, a gente tem também uma incrementação nas apreensões de armas que estariam sendo transportadas principalmente do Paraguai para outros estados, onde essa disputa também está acontecendo”, explica.

“Nós estamos trabalhando para, além de aumento da fiscalização, instauração dos inquéritos, pedidos de prisões e busca e apreensão, para que os magistrados determinem a inclusão de presos que estão cumprindo pena, principalmente no Mato Grosso, e dando ordens para crimes em Mato Grosso do Sul serem incluídos no sistema penal federal. Isso é uma forma de isolar essas lideranças negativas e tentar manter o controle aqui”, reforça Videira.

Segundo o Instituto Sou da Paz, entre 2021 e 2025 houve alta de 175% na apreensão de fuzis

RECURSO FEDERAL

Vale lembrar que, no início de junho, Mato Grosso do Sul recebeu R$ 10,3 milhões do governo federal para custear diárias de policiais para ações contra organizações criminosas nas regiões de fronteira, divisas e biomas. Esse recurso tem colaborado para o aumento das operações de combate ao PCC e ao CV.

Esse recurso veio por parte do programa Brasil contra o Crime Organizado, instituído em maio deste ano pelo governo federal como a principal estratégia para combater facções, milícias e grupos paramilitares. O objetivo da medida é a asfixia financeira desses grupos, a atuação de inteligência e a cooperação interinstitucional.

De acordo com Videira, esse recurso será utilizado até setembro para operações contra essas facções criminosas. A intensificação dessas operações veio ao mesmo tempo que o governo dos Estados Unidos classificou como terroristas as facções PCC e CV.

Porém, segundo o secretário, o aumento dessas operações não são uma resposta ao país da América do Norte, e sim uma consequência do programa do governo federal. 

Os recursos de Mato Grosso do Sul são economizados e destinados para outras ações, principalmente em Campo Grande.

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