Cidades

RODOVIA

Agência prefere negociar a romper com concessionária

Parecer da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) defende a devolução coordenada da BR-163 pela CCR MSVia em vez de decretar a caducidade do contrato

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Mesmo ciente do descumprimento contratual e avaliando que são improcedentes seis argumentos da CCR MSVia para solicitar a relicitação da concessão da BR-163, a Gerência de Gestão Econômico-Financeira de Rodovias (Geref) da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) avalia que é melhor haver “devolução coordenada e negociada” em vez de decretar a caducidade do contrato.

Esse parecer, emitido na sexta-feira e disponibilizado no processo de relicitação anteontem, subsidiará a diretoria da ANTT na decisão sobre se aceita ou não o pedido de relicitação da concessionária. O prazo para os departamentos da Agência apresentarem o relatório final encerra-se no dia 26 deste mês.

No documento, consta que a MSVia deixou de cumprir a duplicação em 667,5 quilômetros da rodovia dos 806 km previstos no contrato, além de outras obras, fazendo a tarifa ser reduzida em 53% como reflexo dos “atrasos na execução de obras e serviços no contrato de concessão”.

É citada a nota técnica 879/2019, elaborada com informações sobre a situação financeira da MSVia, na qual é afirmado que “a desalavancagem constatada na companhia e refletida nos indicadores ocorreu pari passu ao acúmulo de inexecuções de obrigações contratuais”, destacando que “a solvência da companhia não resta comprometida, provavelmente em decorrência da sequência de aportes de capital pelo grupo controlador, bem como do nível de entregas das obrigações abaixo das definições contratuais”. Resumindo, aponta que a concessionária “apresentava um baixo desempenho contratual, do ponto de vista dos aspectos econômico-financeiros analisados”.

Em relação aos empréstimos que seriam disponibilizados para execução das obras, a gerência afirma que “a mera expectativa de obter financiamento naquelas condições não legitima seu pleito de recomposição de suposto desequilíbrio econômico-financeiro do contrato de concessão”.

Outro ponto analisado foi o argumento de que a crise econômica teria ocasionado a redução no volume de tráfego, contribuindo para a inviabilidade do contrato. A Geref aponta que esse risco é de “integral e exclusiva responsabilidade da concessionária”, e no pleito da relicitação a concessionária deixou de reconhecer este risco.

Já o aumento dos custos com insumos asfálticos para manter a rodovia, que foi apontado também como fator para inviabilizar o contrato, foi considerado improcedente pela Geref, bem como o argumento de que o atraso na liberação de licença ambiental, já que um parecer do Ibama permitia a execução das obras.

Ao analisar a questão da inclusão de novos investimentos após assinatura do contrato, a gerência afasta esse procedimento como justificativa de relicitação.

Na conclusão, consta que “o serviço prestado pela concessionária encontra-se inadequado e ineficiente, bem como foram verificados diversos descumprimentos de cláusulas contratuais e parâmetros técnicos e de desempenho previstos no PER”, conforme ofício interno de julho do ano passado, ressaltando, entretanto, que com estas constatações é permitido declarar caducidade ou fazer a relicitação.

Com estas opções, a Geref, na nota técnica 771/2020, conclui que “a devolução coordenada e negociada é preferível ao processo de caducidade”, mesmo com o descumprimento do contrato, uma vez que haverá continuidade dos serviços prestados.

Mesmo com a relicitação, a MSVia ainda poderá ter direito a eventuais indenizações por obras executadas. A empresa já investiu mais de R$ 1,8 bilhão nos seis anos em que administrou a BR-163.

Comércio

Prefeitura oficializa gestão do Mercadão pelos próximos cinco anos

Convênio transfere à Associação dos Comerciantes a administração do Mercado Municipal Antônio Valente; objetivo é fortalecer a gestão e a manutenção do principal centro comercial da Capital.

03/08/2026 16h20

Mercado Municipal Antônio Valente, em Campo Grande, onde a Prefeitura pretende adquirir massa asfáltica por meio de dispensa de licitação para atender a demanda de tapa-buracos na Capital.

Mercado Municipal Antônio Valente, em Campo Grande, onde a Prefeitura pretende adquirir massa asfáltica por meio de dispensa de licitação para atender a demanda de tapa-buracos na Capital. Foto: Divugação

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A Prefeitura de Campo Grande oficializou a celebração de um convênio que garante uma nova etapa na administração do Mercado Municipal Antônio Valente, um dos principais polos de comércio tradicional da Capital. A medida foi publicada na edição desta segunda-feira (3) do Diário Oficial do Município (Diogrande) e estabelece prazo de 60 meses, equivalente a cinco anos, para a gestão do espaço. 

De acordo com o extrato do convênio, a administração do Mercadão ficará sob responsabilidade da Associação dos Comerciantes do Mercado Municipal de Campo Grande (Associmec), por meio de parceria firmada com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Gestão Urbana e Desenvolvimento Econômico, Turístico e Sustentável (Semades). 

O Mercado Municipal Antônio Valente é considerado um dos cartões-postais de Campo Grande e reúne dezenas de estabelecimentos voltados ao comércio de alimentos, hortifrutigranjeiros, produtos regionais, restaurantes e serviços, além de atrair diariamente moradores e turistas.

Segundo a publicação oficial, o convênio tem como objetivo a gestão e administração do Mercado Municipal, abrangendo as atividades necessárias ao funcionamento do espaço.

O documento, entretanto, não detalha quais serão as atribuições específicas da associação, eventuais metas de gestão, investimentos previstos ou mudanças na estrutura administrativa do local. 

A parceria tem vigência de cinco anos e poderá influenciar diretamente a rotina dos comerciantes instalados no Mercadão, bem como o planejamento de melhorias, manutenção e promoção do espaço público.

A iniciativa ocorre em um momento em que o Mercado Municipal busca ampliar sua atratividade turística e fortalecer sua importância como centro de comércio e gastronomia regional, preservando a tradição do local e estimulando o desenvolvimento econômico.

Prefeitura

A reportagem procurou a Prefeitura de Campo Grande e a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Gestão Urbana e Desenvolvimento Econômico, Turístico e Sustentável (Semades) para esclarecer quais serão as responsabilidades da Associmec na gestão do Mercado Municipal, se haverá investimentos previstos, quais metas foram estabelecidas no convênio e como funcionará a fiscalização da parceria.

Até a publicação desta matéria, não houve retorno. O espaço segue aberto para manifestação oficial.

Educação

Vacinação contra raiva começa na Capital e deve passar por 300 mil imóveis

Equipes visitam casas para imunizar cães e gatos gratuitamente

03/08/2026 14h16

Agentes devem passar por cerca de 300 casas

Agentes devem passar por cerca de 300 casas Imagens: Reprodução PMCG

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Começou nesta segunda-feira (3) a campanha de vacinação antirrábica de cães e gatos em Campo Grande. A imunização é de graça e será feita de casa em casa pelas equipes do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), com estimativa de percorrer cerca de 300 mil imóveis em todas as regiões da Capital.

A campanha iniciou no Bairro Nova Lima e seguirá, de forma gradual, pelos demais bairros até chegar à região central da cidade. Para que a população utilize o serviço, o cronograma será divulgado com um ou dois dias de antecedência nos canais oficiais da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) e do CCZ.

A vacina é a principal forma de prevenção contra a raiva, doença que afeta cães e gatos e também pode ser transmitida aos seres humanos. A meta é imunizar pelo menos 80% da população de animais do município para manter o vírus sob controle.

Segundo a médica-veterinária Maria Aparecida Conche, chefe do Serviço de Controle da Raiva e Outras Zoonoses do CCZ, a vacinação continua sendo necessária porque o vírus permanece circulando na natureza.

"Somente neste ano, já foram identificados 12 morcegos com resultado positivo para raiva em Campo Grande. A vacinação é a principal forma de proteger os animais contra a doença", afirma.

Além da vacinação, as equipes vão realizar um novo levantamento da população de cães e gatos. Durante as visitas, os moradores responderão a um formulário com informações sobre a quantidade de animais existentes em cada residência, o que ajudará no planejamento das ações de saúde animal.

As equipes estarão identificadas com uniforme, crachá funcional e caixa térmica para o transporte das vacinas. A aplicação será feita apenas com a autorização do tutor. Caso não haja um responsável no imóvel, será deixado um aviso com orientações para que o animal seja levado posteriormente ao CCZ.

Animais soltos nas ruas não serão vacinados durante as visitas. Nesses casos, os tutores deverão procurar o Centro de Controle de Zoonoses, que mantém vacinação gratuita durante todo o ano, de segunda a sexta-feira, das 7h às 21h, e aos sábados, domingos e feriados, das 6h às 22h.

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