Presa na última quarta-feira (19), Simone Souza Simões, a mulher conhecida como 'dama do crime', apontada como esposa do criminoso chamado de "Pixote", nem sequer chegou a dar entrada no presídio feminino de Ponta Porã.
Conforme apuração do Correio do Estado, a mulher já não está mais em Ponta Porã e saiu do município sob escolta do Comando de Operações Penitenciárias da Polícia Penal (Cope).
Segundo confirmado pela Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen), apesar de presa no município longe cerca de 313 km de Campo Grande, Simone Souza sequer chegou a dar entrada no presídio feminino de Ponta Porã.
A informação é que Simone foi encaminhada da delegacia direto para uma unidade prisional do Estado, sob escolta do COPE.
Sobre a rapidez da movimentação, a Agência de Administração do Sistema Penitenciário de MS afirma não ser verdadeira a informação que circula por portais de notícias do interior de que uma possível tentativa de resgate teria agilizado as ações policiais.
Em complemento ao Correio do Estado, a Agepen foi categórica em dizer que a Agência não vai informar, por enquanto, para qual unidade prisional do Estado ela foi levada, nem mesmo o quantitativo do efetivo envolvido
Entenda
O Correio do Estado abordou a prisão de Simone, por policiais do Batalhão do Choque da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul com apoio da PM de São Paulo, de onde foi expedido o mandado de prisão.
Aos 43 anos, ela é apontada como suposta auxiliar dos negócios ilícitos de seu marido, tendo fugido anteriormente para Ponta Porã para liderar uma rede de tráfico local.
Investigações apontam que o grupo da "Dama" e de "Pixote", que atualmente cumpre prisão no Estado paulista, pegava entorpecentes do Paraguai para alimentar o tráfico da Baixada Santista.
Em nota, o BPMChoque destacou que a prisão se tratava de uma "resposta firme", como ação de combate ao crime organizado.
"Além de neutralizar uma liderança ativa da facção, a ação impacta diretamente sua estrutura financeira, promovendo a descapitalização e o enfraquecimento da organização criminosa", diz.
Pixote foi condenado a 43 anos de prisão, por participação em posse de uma metralhadora, da invasão à Delegacia de Polícia de Cubatão, na Baixada Santista, em 13 de maio de 2006, quando criminosos atiraram e tentaram matar três policiais.
**(Colaborou Naiara Camargo)



