Cidades

MS-345

Agesul começa reforma de 'ponte gangorra'

Investimento para restaurar ponte sob o Rio Miranda é de R$ 3,3 milhões

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Após vitória da empresa Águia Construtora no final do ano passado para ser a responsável pela recuperação da ponte sobre o Rio Miranda, conhecida como 'ponte gangorra', a Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul) anunciou o início da reforma na última quarta-feira (25).

Localizada na rodovia estadual MS-345, no distrito de Águas de Miranda, que dá acesso a estrada de Bonito, na divisa com o município de Anastácio, a intervenção representa um investimento de R$ 3,3 milhões e pretende recuperar a estrutura com recondicionamento de pontos estratégicos, reforço estrutual e adequações técnicas em busca da estabilidade que a ponte precisa.

Desde 2024 a ponte demonstra essa insegurança para os veículos que ali transitam, e já chegou a ter 30 centímetros de elevação.

Segundo informações da Agesul, nesse momento de início de obra o tráfego segue o sistema pare e siga, em meia pista até 1º de março, no próximo domingo.

A partir da segunda-feira (02), a circulação no local muda e se limitará a veículos leves, caminhonetes e caminhões de pequeno porte com no máximo 10 toneladas, em que o deslocamento pela ponte será de um veículo por vez.

Na estrada, a Agesul informou que serão instaladas placas e faixas de sinalização nas rotatórias e pontos próximos à ponte, para que os motoristas sejam alertados das condições e restrições temporárias, em busca de rotas alternativas.

Ainda foi divulgado que em alguns dias durante a recuperação haverá necessidade da ponte ficar 100% interditada com duração de cerca de 12 horas. As datas serão divulgadas com antecedência por meio dos canais oficiais do Governo, além do modelo de placas em proximidades da região.

Segundo informações as interdições acontecerão em dias utéis, conforme cronograma técnico, pensando em minimizar o impacto no fluxo turístico da cidade de Bonito. Considerada estratégica não só pelo turismo, mas para toda a mobilidade de moradores e produtores rurais da região, a população também será avisada por meio de rádios locais.

Para veículos de carga que precisam acessar a região, é recomendado a rota alternativa pela MS-382, em Guia Lopes da Laguna, com trajeto até a MS-178, em que dará acesso a Bonito.

Ponte gangorra

Idealizada para encurtar em 40 quilômetros a distância entre Campo Grande e Bonito, a ponte sobre o Rio no distrito de Águas de Miranda foi construída antes da pavimentação da rodovia, em 1967.

Com o tempo, a ponte não suportou o aumento do fluxo de veículos pesados e ficou conhecida como 'gangora', pois conforme os veículos passavam, suas extremidades pendiam para o lado mais pesado e gerava um degrau do lado oposto.

A situação começou em setembro do ano passado, o que causou preocupação nos moradores e motoristas que utilizavam do trajeto frequentemente, além de ser rota para a cidade turística Bonito.

Como bem acompanha o Correio do Estado, em novembro, a empresa Águia Construtora conquistou o processo de licitação para ser a responsável pela reforma da ponte, com um investimento de R$ 3.309.408,68.

O secretário estadual de Infraestrutura e Logística (Seilog), Guilherme Alcântara é titular da pasta e reforçou a necessidade de recuperação estrutural completa, feita com critérios técnicos rigorosos e em busca de readequar a estrutura ao tráfego atual.

“Nosso objetivo é entregar uma ponte recondicionada, segura e preparada para atender a demanda atual e futura da região”.

A decisão de reforma veio após uma vítima da ponte perder os quatro pneus do veículo ao atravessar o local. 

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Defesa Civil

Governo reconhece estado de emergência em Coxim e Rio Negro

Tempestades intensas causaram destruição em pontes, deixaram famílias isoladas e mobilizaram forças de segurança; decretos garantem medidas emergenciais por 180 dias

26/02/2026 11h22

Imagem Divulgação

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O governador Eduardo Riedel (PP), por meio de decreto, reconheceu situação de emergência nos municípios de Rio Negro e Coxim, atingidos por tempestades intensas que provocaram danos nas áreas rurais e urbanas.

A publicação dos decretos foi feita nesta quinta-feira (26), no Diário Oficial de Mato Grosso do Sul, e reconhece a situação por 180 dias, a partir da data em que o prefeito de cada município declarou a emergência.

Todos os órgãos estaduais estão autorizados a atuar sob a supervisão da Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil de Mato Grosso do Sul (CEPDEC/MS).

Neste período emergencial, ficam dispensados os processos licitatórios, devido à situação de urgência enfrentada pelos municípios afetados.

Como acompanhou o Correio do Estado, em Rio Negro, que chegou a registrar mais de 200 milímetros de chuva, pontes foram completamente levadas pela água e outras tiveram de ser interditadas, deixando várias famílias isoladas e com o acesso comprometido.

Em Coxim, com a cheia do Rio Taquari, houve mobilização intensa para evacuar a população, inclusive com a atuação de militares do Exército em regiões onde casas ficaram totalmente submersas.

Na ocasião, o prefeito do município, Edilson Magro, disse a reportagem que o rio chegou a atingir cinco metros.

Famílias precisaram deixar suas residências; outras ficaram em espaços preparados para acolhimento pelo Executivo municipal. A região central também registrou estragos em decorrência das fortes chuvas.

Entre os afetados estão a população ribeirinha, além do registro de pontes e estradas danificadas, entre outros prejuízos.

Cabe ressaltar que Corguinho também decretou situação de emergência no dia 5 de fevereiro. O município foi atingido por 238 milímetros de chuva, teve a ponte do Rio Caboclo arrastada e registrou áreas isoladas.

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SOLDADOS FEMININAS

Em MS, 108 mulheres vão ingressar nas Forças Armadas na segunda-feira

Das 108 militares femininas, 99 vão ficar em Campo Grande e 9 em Ladário

26/02/2026 11h00

MARCELO VICTOR

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Forças Armadas brasileiras passarão por um marco histórico na próxima segunda-feira (2).

É a primeira vez que mulheres integrarão o serviço militar inicial, como soldados, no Exército Brasileiro, Marinha do Brasil e Força Aérea Brasileira.

Até então, apenas homens ingressavam como soldados no serviço militar inicial. A partir de 2026, mulheres também serão incorporadas. A diferença é que as mulheres se candidatam voluntariamente e homens obrigatoriamente.

Até 2030, o Exército Brasileiro pretende alcançar 20% do público feminino no serviço militar inicial.

Antes, só era possível uma mulher ingressar nas Forças Armadas como militares de carreira, mediante aprovação em concurso público, ou como militares temporárias, por meio de seleção conduzida pelas Regiões Militares.

Ao todo, 108 soldados femininas integrarão o serviço militar inicial nas Forças Armadas em Mato Grosso do Sul, sendo 99 em Campo Grande (Exército Brasileiro) e 9 em Ladário (Marinha do Brasil), a partir da próxima segunda-feira (2).

Haverá uma cerimônia de incorporação no Comando Militar do Oeste (CMO), às 9h de segunda-feira (2), onde elas entrarão no evento como civis e sairão como militares.

Em Campo Grande, das 99 novas integrantes do Exército Brasileiro, 12 vão trabalhar no Hospital Militar de Campo Grande (HMilCG), 26 no Colégio Militar de Campo Grande (CMCG) e 61 no Comando Militar do Oeste (CMO). Em Ladário, as 9 militares femininas farão parte do 6° Distrito Naval (6°DN).

Elas vão integrar as áreas de administração, enfermaria, alimentação, intendência, manutenção e comunicação.

Ao todo, 586 moças se alistaram nas Forças Armadas, sendo 421 em Campo Grande (Exército Brasileiro), 132 em Corumbá (Marinha do Brasil) e 33 em Ladário (Marinha do Brasil).

As voluntárias passaram por várias fases:

  1. Alistamento (1° janeiro a 30 de junho de 2025)
  2. Seleção – exame de saúde, inspeção dentária e entrevista (1 a 11 de julho de 2025)
  3. Designação – resultado (2 de janeiro de 2026)
  4. Seleção complementar (primeira semana de fevereiro de 2026)
  5. Resultado final (6 de fevereiro de 2026)
  6. Incorporação – entrada nas Forças Armadas (2 de março de 2026)

A remuneração é equivalente a um salário-mínimo (R$ 1.621,00), acrescido de vale-transporte. Elas começam como soldados, mas podem crescer na carreira militar e chegar até a patente de 3° sargento.

As voluntárias não terão estabilidade no serviço militar e, após o desligamento do serviço ativo, integrarão a reserva não remunerada das Forças Armadas.

ALISTAMENTO FEMININO

Mulheres podem ingressar nas Forças Armadas de forma voluntária e permanecer na corporação por até 8 anos, sendo que o contrato deve ser renovado de 1 em 1 ano. É possível chegar até a patente de 3º Sargento, mediante realização de cursos de formação.

Os requisitos para conseguir uma vaga são:

  • Ter nascido em 2007 e completar 18 anos em 2025
  • Saúde em perfeito estado – exame médico e odontológico

O Governo Federal publicou, no dia 28 de agosto, o Decreto nº 12.154, de 27 de agosto de 2024, que regulamenta o Serviço Militar Inicial Feminino voluntário no Brasil.

Uma vez incorporadas, as militares estarão sujeitas aos direitos, deveres e penalidades estabelecidos pela Lei nº 4.375, de 17 de agosto de 1964, e pelo Decreto nº 57.654, de 20 de janeiro de 1966.

Até então, só era possível uma mulher ingressar nas Forças Armadas como militares de carreira, mediante aprovação em concurso público, ou como militares temporárias, por meio de seleção conduzida pelas Regiões Militares.

As voluntárias não terão estabilidade no serviço militar e, após o desligamento do serviço ativo, integrarão a reserva não remunerada das Forças Armadas.

Até 2030, o Exército Brasileiro pretende alcançar 20% do público feminino no serviço militar inicial.

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