Cidades

INFRAESTRUTURA

Agesul prevê R$ 55 milhões para levar asfalto a usina de cana

Obra prevê asfalto em 17,79 quilômetros da rodovia entre a BR-359 e a região da usina Atvos, em Costa Rica

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O Governo de Mato Grosso do Sul abriu licitação para contratar a empresa responsável pela implantação e pavimentação de um trecho de 17,79 quilômetros da rodovia MS-135, em Costa Rica. O investimento estimado é de R$ 55,63 milhões.

O aviso de licitação foi publicado na edição desta quinta-feira (9) do Diário Oficial do Estado. A concorrência eletrônica será realizada pela Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul), com critério de julgamento pelo menor preço e regime de empreitada por preço unitário.

De acordo com o edital, as obras contemplam o trecho entre o entroncamento da BR-359 e o início do segmento já pavimentado da MS-135, nas proximidades da usina Atvos.

A rodovia é considerada estratégica para a região norte do Estado, pois faz a ligação entre Costa Rica e a BR-359, que dá acesso ao município de Alcinópolis. Além disso, o corredor também se conecta à MS-306, importante via utilizada para o escoamento da produção agropecuária e industrial da região.

O valor estimado para a execução da obra é de R$ 55.630.143,31. A sessão pública para abertura das propostas está marcada para o dia 27 de julho, às 9h30 (horário de Mato Grosso do Sul), em formato eletrônico.

Segundo o aviso publicado pela Agesul, o edital e os documentos da concorrência estão disponíveis para consulta nos portais oficiais do Governo do Estado e do Portal Nacional de Contratações Públicas (PNCP).

Atvos

A Atvos é uma das principais empresas do setor sucroenergético do Brasil e mantém uma usina em Costa Rica, município beneficiado pela pavimentação da MS-135. A companhia opera três unidades em Mato Grosso do Sul e, recentemente, anunciou um plano de expansão voltado à produção de etanol de milho no Estado.

Em MS, a empresa prevê investir pelo menos R$ 1 bilhão. O primeiro projeto será implantado na unidade de Nova Alvorada do Sul, com investimento de referência de R$ 669 milhões, mas a expectativa é de que o aporte total seja superior a esse valor.

A licença ambiental concedida pelo Governo do Estado autoriza a produção de até 800 mil metros cúbicos de etanol por ano na nova planta. Inicialmente, no entanto, a previsão é produzir 273 milhões de litros anuais.

Além das unidades de Nova Alvorada do Sul e Costa Rica, a Atvos também opera uma usina em Rio Brilhante. A empresa assumiu e reestruturou as unidades que pertenciam à Odebrecht e estavam em recuperação judicial.

O acionista de referência da Atvos é o Mubadala, um dos maiores fundos soberanos do mundo, ligado ao governo de Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, que administra cerca de US$ 380 bilhões em ativos globais. 

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Justiça

Fachin dá 24h para Mendonça levantar sigilo de todo caso Master

Ele atende a um pedido da Procuradoria-Geral da República

11/09/2026 19h00

Presidente do STF, Edson Fachin

Presidente do STF, Edson Fachin Foto: Paulo Ribas

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O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu prazo de 24 horas para que o ministro André Mendonça retire o sigilo de todos os documentos relacionados à Operação Compliance Zero, que apura corrupção de agentes públicos e fraudes financeiras bilionárias ligadas ao antigo Banco Master. 

Fachin atende a um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), para quem a divulgação de apenas parte do material passa uma "ideia equivocada” de que a transparência do caso pode estar comprometida. 

A divulgação de todo o material já havia sido requerida na noite de quinta-feira (9) por Fachin. Mendonça atendeu ao pedido horas depois, divulgando 15 procedimentos de investigação derivados da Compliance Zero. 

Relator do caso no Supremo, Mendonça manteve, contudo, o sigilo sobre algumas linhas de investigação, o que motivou a PGR a pedir acesso à integralidade dos documentos. 

Pela decisão de Fachin desta sexta-feira (11), todos os documentos devem ser disponibilizados, “ressalvadas exclusivamente as diligências em andamento ou a serem realizadas, para os quais se pudesse antever possíveis prejuízos à sua efetividade”, escreveu o presidente do Supremo. 

A ordem de Fachin para a retirada do sigilo sobre a investigação ocorre na esteira de uma crise institucional sem precedentes no Supremo, com a divulgação recíproca de relatórios comprometedores e pedidos de investigação mútuos protagonizados pelos ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes. 

Fachin determinou a remessa de todo o material para os gabinetes dos demais ministros, para que possam analisar os documentos e provas antes de julgar, na próxima terça-feira (15), outro pedido da PGR, dessa vez para que um relatório da PF ligando Vorcaro a Moraes seja anulado. 

Neste relatório, cujo sigilo foi levantado por Mendonça, constam dezenas de mensagens que a PF diz terem sido enviadas por Vorcaro a Moraes. Nelas, o ex-banqueiro demonstra ter relação de proximidade com o ministro. 

Mendonça pediu ao plenário que decida sobre investigar ou não Moraes. A PGR, contudo, alega que o ministro já avançou irregularmente nas investigações, sem a autorização do plenário, o que tornaria nulo o material. 

Sigilo

Entre as apurações mantidas sob sigilo por Mendonça está a que diz respeito ao suposto repasse de R$ 61 milhões para financiar a produção do filme Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Segundo a PF, há suspeita de que o dinheiro tenha sido entregue por Daniel Vorcaro, dono do Master, a pedido do senador e candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL-RJ). 

Outra investigação mantida sob segredo de Justiça envolve o senador Jaques Wagner (PT-BA) e o advogado Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do Master. 

Cultura & Lazer

Grupo de 14 bailarinas de Campo Grande participa de festival de flamenco em SP

Programação inclui aulas e apresentação em São José dos Campos

11/09/2026 18h15

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Quatorze bailarinas do Grupo Embrujos de España, de Campo Grande, embarcam nesta sexta-feira (11) para São José dos Campos (SP), onde participam do 21º Festival Internacional de Flamenco. O evento reúne bailarinos, professores e grupos de diferentes regiões do país entre os dias 11 e 13 de setembro.

A programação inclui a participação das bailarinas campo-grandenses nos Workshops Nacionais, voltados à formação e ao aprimoramento na dança flamenca. O grupo também estará no palco da Mostra Aberta Nacional de Dança Flamenca, marcada para sábado (12), no Teatro Municipal de São José dos Campos.

Além das bailarinas, a delegação de Mato Grosso do Sul terá a participação da coreógrafa e professora Maria Helena Pettengill, que integra a programação dos workshops. Ela ministrará uma aula sobre Tango, um dos palos do flamenco, caracterizado por ritmo e formas de expressão próprias.

Segundo Maria Helena, a participação no festival permite que as bailarinas tenham contato com profissionais e grupos de outras regiões e também apresentem o trabalho desenvolvido em Campo Grande.

“Participar de um festival dessa dimensão é uma oportunidade muito importante para nossas bailarinas. Elas estarão ali para aprender, trocar experiências e também mostrar que em Campo Grande existe um trabalho sério e apaixonado de formação e divulgação do flamenco”, afirmou.

Na Mostra Aberta, o Embrujos de España apresentará o trabalho desenvolvido pelo grupo na Capital. A participação coloca as bailarinas sul-mato-grossenses em contato com artistas de diferentes localidades e amplia a presença do grupo em eventos nacionais da modalidade.

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