Cidades

18 LOTES

Agesul retoma licitações de R$ 2 bilhões para tapa-buracos em rodovias

Nesta quarta-feira a administração estadual divulga a relação das empreiteiras habilitadas para os quatro primeiros lotes para serviços de tapa-burados em rodovias

Continue lendo...

Cinco meses depois de dar início ao pacote de licitações que somam R$ 2 bilhão para contratação de empreiteiras que farão a manutenção permanente de vias com e sem asfalto em diferentes regiões de Mato Grosso do Sul, a Agesul agendou para a próxima quarta-feira (28) o segundo passo do certame em uma das cinco licitações nas quais foi dividida a disputa. 

Conforme publicação do diário oficial desta segunda-feira (26), na quarta-feira será divulgado o nome das empresas habilitadas para continuar na disputa pelos quatro lotes que estão sendo ofertados nas regionais de Campo Grande, Ribas do Rio Pardo, Três Lagoas e Bandeirantes.

O valor máximo que o governo está disposto a desembolsar por um período de três anos nas quatro regionais é de R$ 446.760.107,43. Mas, como o edital prevê prorrogação por até dez anos sem a realização de nova licitação, este valor pode ser multiplicado por três.

Entre as interessadas nesta disputa estava a empreiteira Força, que no início do certame, em maio, se inscreveu com o antigo nome, Rial. Mas, depois da eclosão do escândalo dos supostos desvios nos serviços de tapa-buracos em Campo Grande e da prisão de seu proprietário, mudou de nome. Porém, ele não entregou a documentação exigida e no começo de setembro acabou sendo excluída.

Com outras 19 empresas estava na disputa pelo contrato de até R$ 98.654.090,46 para manutenção de estradas na região de Ribas do Rio Pardo.  Assim como a Força, ao menos outras três também não entregaram a documentação no prazo exigido e, a princípio, estão fora da disputa.

O controlador da Força,  Antônio Roberto Bittencourt Teixeira Pedrosa, foi preso no dia 12 de maio e colocado em liberdade somente um mês depois, em 11 de junho. Ele foi acusado pelo Ministério Público de ter pagado propina para servidores públicos para receber recursos públicos sem fazer os serviços de tapa-buracos em quatro das sete regiões de Campo Grande.

O empresário foi preso juntamente com outras seis pessoas durante a operação "Buracos Sem Fim", realizada em um período em que as ruas de Campo Grande enfrentavam buraqueira sem precedentes. De acordo com o MPMS, entre 2018 e 2025 a empresa alvo da operação assinou contratos e aditivos que ultrapassam os R$ 113 milhões. 

PARCERIA MANTIDA

Depois da operação, a administração municipal de Campo Grande rompeu os contratos com a empreiteira. Mas, ela manteve os contratos com a administração estadual, que também são para serviços de tapa-buracos em estradas das regiões de Costa Rica e Três Lagoas. 

No dia 12 de fevereiro  o empreiteiro renovou, por R$ 9,9 milhões, contrato para fazer a manutenção de 417 quilômetros de estradas com e sem asfalto na região de Camapuã.  O contrato foi assinado por ele e pelo então diretor da Agesul, Rudi Fiorese, que também foi preso por suposto recebimento de propina nos contratos relativos aos serviços de Campo Grande.

No dia 14 de março, o Estado renovou com a Rial o contrato para manutenção de vias com e sem asfalto na regional de Três Lagoas. O contrato garantiu à construtora um faturamento de R$ 11,5 milhões ao longo de um ano, a não ser que a nova licitação seja concluída antes disso.

Também em março, no dia 13, foi divulgada a assinatura de contrato para pavimentação de ruas na cidade de Jaraguari. O valor é de R$ 4,7 milhões e já foi firmado sob a gestão de Rudi Fiorese no comando da Agesul. Depois do escândalo, Fiorese foi afastado do comando da autarquia estadual. 

Com valores que chegam a quase R$ 2 bilhões, as cinco licitações para manutenção de estradas está dividido em 18 lotes em diferentes regiões do Estado. Além desta de R$ 446 milhões, outras quatro devem voltar a tramitar nas próximas semanas. Os valores são de R$ 302 milhões, R$ 240 milhões, R$ 323 milhões e R$ 687 milhões. 

ESTRADAS CAÓTICAS

Nenhum deles, porém, inclui as rodovias da região do Vale do Ivinhema, onde estradas com a MS-141, MS-475, MS-134, MS-276 e MS-480 estão em situação caótica e tomadas por buracos. Na semana passada o governador Eduardo Riedel anunciou a liberação emergencial de R$ 100 milhões para recuperar os trechos mais críticos.

A solução definitiva, porém, ainda deve demorar. A administração estadual está preparando um certame licitatório à parte, com recursos do Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (Bird), para restauração de 730 quilômetros de rodovias. O vencedor, conforme o projeto, ficará responsável pela manutenção destas rodovias durante dez anos. 

Além das medidas emergenciais, o Governo de Mato Grosso do Sul trabalha na estruturação de um projeto de longo prazo para restaurar aproximadamente 730 quilômetros de rodovias, incluindo trechos considerados críticos no Vale do Ivinhema.

Prazo

Detran-MS recomenda pagar licenciamento até o fim da semana

O pagamento dentro do prazo custa R$ 249,10, mas o valor aumenta R$ 74,24 após 30 de outubro

26/10/2026 10h50

Proprietários de veículos com placa final zero devem emitir a guia pelos canais oficiais do Detran-MS e pagar o licenciamento até 30 de outubro

Proprietários de veículos com placa final zero devem emitir a guia pelos canais oficiais do Detran-MS e pagar o licenciamento até 30 de outubro Foto: Arquivo / Correio do Estado

Continue Lendo...

O Departamento de Trânsito de Mato Grosso do Sul, o Detran-MS, faz o alerta sobre o pagamento do licenciamento de veículos com o final da placa zero. O prazo é até o dia 30 de outubro e caso seja pago em novembro o proprietário está sujeito a multa. 

Outro alerta que o Detran-MS faz é com relação à data do pagamento, uma vez que, dia 30 será ponto facultativo, em decorrência do Dia do Servidor Público e órgãos do Estado não irão atuar. A recomendação para quem ainda não pagou o licenciamento é fazer a regularização até o final da semana para evitar multas. 

Para quem realizar o pagamento dentro do prazo, ou seja, até o dia 30 de outubro, o valor é de R$ 249,10. Caso exceda o prazo estipulado pelo Detran, o valor passa para R$ 323,34, um acréscimo de R$ 74,24, para quem deixar para pagar no mês de novembro.  

Para realizar a emissão da guia do licenciamento o Detran-MS orienta o cidadão a utilizar apenas os canais oficiais, como o aplicativo “Meu Detran MS” o portal Meu Detran (em www.meudetran.ms.gov.br) ou a Glória, assistente virtual do órgão, pelo WhatsApp (67) 3368-0500. Para quem preferir, pode ir até uma agência física do Detran, até o dia 29 de outubro. 
 

El Niño

Apesar das chuvas acima da média, Bombeiros monitoram cenário de incêndios em MS

A influência do El Niño deve exigir ações preventivas, devido às previsões de calor intenso

26/10/2026 09h51

Foto: SOS Pantanal.

Continue Lendo...

O nível dos rios e a previsão de temperaturas acima da média histórica preocupam o Corpo de Bombeiros de Mato Grosso do Sul para a próxima temporada de incêndios florestais, entre novembro deste ano e janeiro de 2027. Segundo a corporação, neste ano foram registrados 166 eventos de fogo na região pantaneira, com mais de 124,4 mil hectares de área queimada.

Na avaliação do Estado, a combinação entre a influência do El Niño e as medidas de preparação e prevenção contribuiu para que fossem registrados poucos casos de grandes incêndios florestais, mantendo os indicadores dentro da normalidade.

Segundo o subdiretor da Diretoria de Proteção Ambiental (DPA) do Corpo de Bombeiros, major Eduardo Teixeira, o El Niño contribuiu para a ocorrência de chuvas acima da média neste ano, distribuídas ao longo dos meses, o que ajudou a amenizar a preocupação com os incêndios florestais.

Para 2027, no entanto, a preocupação é maior em relação ao nível dos rios, que se aproxima de mínimas históricas. A depender do volume e da distribuição das chuvas nos próximos meses, a temporada de incêndios florestais pode começar mais cedo. 

Calor e chuvas intensas

Por outro lado, a previsão do Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de Mato Grosso do Sul (Cemtec-MS) indica chuvas com acumulados acima da média histórica no próximo trimestre. Esse cenário deve contribuir para manter a umidade do solo e reduzir a probabilidade de fogo na maior parte do Estado. Ao mesmo tempo, são esperadas temperaturas acima da média e maior probabilidade de ondas de calor, além de tempestades com chuvas intensas, vendavais, raios e queda de granizo.

A meteorologista e coordenadora do Cemtec, Valesca Fernandes, explicou que os efeitos do El Niño sobre os incêndios florestais variam conforme as características de cada evento climático. “A análise integrada dos dados meteorológicos e do histórico climático demonstra que a ocorrência de incêndios florestais e o impacto do El Niño em Mato Grosso do Sul não seguem uma resposta linear ou padronizada, uma vez que cada evento do fenômeno possui características distintas”, afirmou.

Mesmo com a previsão de chuva, o Corpo de Bombeiros manterá equipes avançadas em campo e nas bases diante da perspectiva de temperaturas elevadas e da possibilidade de antecipação da temporada de incêndios em 2027. O prognóstico sobre incêndios é do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden).

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).