A Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) lança nesta quinta-feira (20) um novo modelo de atuação nos bairros de Campo Grande. Batizado de Agetran 360°, o projeto prevê concentrar equipes em cada uma das sete regiões urbanas da Capital durante ciclos de 30 dias, com ações definidas a partir de dados sobre trânsito, transporte e infraestrutura de mobilidade.
A proposta é substituir intervenções isoladas por uma atuação conjunta das diferentes áreas da autarquia. Antes de iniciar os serviços em cada região, técnicos farão um diagnóstico dos principais problemas e demandas locais.
Na primeira semana de cada ciclo, serão analisados dados estatísticos, mapas de calor e outras informações utilizadas para identificar os pontos que ncessitam de intervenção. A partir desse levantamento, as semanas seguintes serão destinadas à execução das medidas consideradas prioritárias.
Entre os serviços previstos estão a revitalização das sinalizações horizontal e vertical, manutenção de semáforos e melhorias em pontos de ônibus. O projeto também contempla intervenções relacionadas à acessibilidade, além de revisão e orientação sobre guias rebaixadas e calçadas.
As atividades incluem ainda educação para o trânsito, orientação aos moradores e medidas destinadas a aumentar a segurança viária.
O Agetran 360º reunirá servidores das áreas de Planejamento da Mobilidade, Transporte e Trânsito. A intenção é fazer com que as equipes trabalhem simultaneamente sobre diferentes problemas encontrados em uma mesma região, em vez de cada setor realizar ações separadamente.
Depois dos 30 dias de trabalho, a Agetran deverá avaliar os resultados alcançados. Entre os indicadores previstos estão a quantidade de sinalização executada, abrigos de ônibus revitalizados, intervenções de acessibilidade, atividades educativas e número de pessoas atendidas.
Também será acompanhada a evolução dos sinistros de trânsito com vítimas. A percepção dos moradores das regiões atendidas deverá integrar a avaliação do projeto.
Etapas
Nesta primeira etapa, o programa utilizará servidores, equipamentos e estruturas que já fazem parte da Agetran. Segundo a proposta, não haverá criação de novos cargos para colocar o projeto em funcionamento.
A estratégia é ampliar a capacidade de atuação nos bairros por meio da integração das equipes. Uma segunda fase também está prevista.
Traçado destacado em azul servirá como via do chamado novo acesso à região das Moreninhas, sul de Campo Grande


