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Agressão e arma branca foram principais causas de feminicídio neste ano em MS

Ao menos 9 das 14 mortes ocorreram desta maneira em todo estado

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Para além da jovialidade e do nome em comum, as mortes de Vanessa Eugênia e Vanessa Ricarte caracterizam grande parte dos 14 feminicídios consumados em  Mato Grosso do Sul entre janeiro e junho deste ano, em sua maioria, praticados por enforcamento e golpes de faca.

Vanessa Eugênia Medeiros, de 23 anos, morreu após ser enforcada e queimada ao lado da própria filha, Sophie Eugênia Borges, de apenas 10 meses, vítimas de João Augusto Borges, então marido e pai de ambas. Por outro lado, Vanessa Ricarte foi morta pelo ex-companheiro, Caio Nascimento, em fevereiro último, após sofrer vários golpes de faca em sua própria casa.

Em um cálculo percentual, 64% das mortes ocorreram de uma forma ou de outra. Para além delas,  Juliana Domingues, 28 anos, foi morta com golpes de foice em 18 de fevereiro; Emiliana Mendes, 65 anos, morreu após esganamento, em 23 de fevereiro, em Dourados.

Oitavo feminicídio do ano, Ivone Barbosa da Costa Nantes, morta a golpes de faca na região da nuca pelas mãos do então namorado no assentamento da zona rural de Sidrolândia batizado de Nazareth, em 17 de abril. 

O nono caso foi registrado com o achado do corpo de Thácia Paula Ramos de Souza, de 39 anos, encontrado na tarde de quarta-feira (14), no Rio Aporé, em Cassilândia-MS, segundo divulgado pela Polícia Civil. 
Assassinada com golpes de faca pelo marido, Olizandra Vera Cano, de 26 anos, morreu em maio último, em Coronel Sapucaia, a 395 quilômetros de Campo Grande.
 

Vítimas de feminicídio neste ano em MS

Karina Corin - 1º tiro
Vanessa Ricarte  - 2 º facada
Juliana Domingues - 3º facada
Mirielle Santos - 4 º facada
Emiliana Mendes - 5 º esganamento
Giseli Cristina Oliskowiski - 6 º carbonizada
Alessandra da Silva Arruda - 7 º facada
Ivone Barbosa Nantes - 8 º facada
Thacia Paula Ramos - 9º espancamento
Simone da Silva - 10 º tiros
Olizandra Vera Cano - 11 º facada
Graciane de Sousa Silva - 12 º espancamento
Vanessa Eugênia - 13 º enforcamento
Sophie Eugênia - 14 º enforcamento

Ano passado

Levantamento realizado pelo Correio do Estado constatou que ao menos 11 dos 35 feminicídios de 2024 foram provocados por arma branca em Mato Grosso do Sul. Entre as vítimas, quatro mulheres que residiam em Campo Grande e outras sete no interior do Estado.

Na Capital, foram vítimas Joelma da Silva André, Dayane Xavier da Silva, Cristiane Eufrásio Millan e Regina Fátima Monteiro de Arruda.

No interior, morreram apunhaladas Maria Rodrigues da Silva, Marta Leila Silva Neto, Gisieli de Souza, Mariana Agostinho Defensor, Marlene Salete Mees, Vanessa de Souza Amâncio e Sueli Maria Conceição da Silva.

Em fevereiro do ano passado, a diarista Joelma da Silva André, 33 anos, foi morta pelo próprio marido, Leonardo da Silva Lima, após sofrer nove facadas, três delas no rosto, cinco nas costas e uma no tórax, crime que ocorreu no bairro Nova Campo Grande.

No mês seguinte, em março, Dayane Xavier da Silva, 29, foi morta por quatro facadas pelo marido  Thiago Echeverria Ribeiro, de 38 anos, no Bairro Nova Campo Grande. Em agosto, o juiz Carlos Alberto Garcete de Almeida o condenou a 21 anos em regime fechado.

Contratada para um programa sexual, Cristiane Eufrásio Millan, 42, foi morta em abril de 2024 com 36 facadas após se recusar a fazer sexo com Sérgio Guenka, 52. Conforme apurado à época, ambos estavam na residência de Guenka, que após matá-la, dormiu ao lado de seu corpo por dois dias consecutivos.

Na ocasião, a defesa de Guenka alegou esquizofrenia do homem, que morreu no Hospital Regional após passar mal na Penitenciária de Segurança Máxima de Campo Grande.

Vítima do próprio filho de 16 anos, Regina Fátima Monteiro de Arruda, de 52, foi morta com 20 facadas, sendo 9 delas no rosto. O jovem disse que era humilhado pela mãe, fator que, segundo ele, motivou o crime. O fato ocorreu na Rua Macarai, no Jardim Zé Pereira. Na data, o garoto foi custodiado em uma unidade penal.

Interior

Em São Gabriel do Oeste, em janeiro, Maria Rodrigues da Silva, 66 anos, foi morta pelo ex-companheiro, de 69 anos, ao ser atingida por uma facada no torax após discucutirem por conta de um veículo, briga que também envolveu o neto da vítima.

Nove dias depois, em Coxim, Marta Leila Silva Neto, 36 anos, foi morta pelo namorado Sipriano Nascimento de Oliveira, durante uma discussão na qual tentava expulsá-lo de casa.

À época, segundo o boletim de ocorrência, Marta teria ido até a cozinha e buscado uma faca após sentir-se acuada por Sipriano, que revidou por diversas vezes contra a mulher, que morreu no local.

Esfaqueada no pescoço pelo próprio irmão, Giovani de Souza, Gisieli de Souza, 28 anos, morreu em Dourados após discussão familiar. Conforme a polícia, o crime ocorreu após ambos se desentenderem. Gisieli lutou pela vida por 15 dias, mas não resistiu.

Em Ivinhema, Mariana Agostinho Defensor, de 32 anos, foi morta a facadas pelo companheiro, que confessou o crime após passar um período inconsciente. O crime ocorreu em setembro e a jovem passou um dia desaparecida até ser encontrada pela polícia. Na ocasião, o nome do homem não foi divulgado.

No mesmo mês, Marlene Salete Mees, de 54 anos, foi morta por nove facadas pelo marido, crime que aconteceu no bairro Fração da Chácara, em Amambai. O homem cometeu o crime na frente da filha da vítima, de apenas 11 anos.

Em outubro, Vanessa de Souza Amâncio, 43 anos, foi morta pelo ex-marido, Gecildo Gomes, no bairro Santa Terezinha, em Três Lagoas.

Uma semana depois, Sueli Maria Conceição da Silva, de 56 anos, foi morta a golpes de faca no Jardim Paraíso, em Naviraí. O ex-companheiro, Carlos Pereira da Silva, de 45 anos, foi apontado como autor do crime.

Causas

À época, a psicóloga Pietra Garcia Oliveira, psicopedagoga e analista comportamental, destacou que o alto índice de feminicídios causados por arma branca pode ser explicado também pelo recolhimento de armas de fogo. “Na ausência da arma de fogo, esses crimes acontecem com armas brancas e objetos perfurocortantes”, disse ao Correio do Estado.

“Por muita das vezes, há que se atentar, inclusive, às narrativas de defesa da honra por parte dos homens, que por algum motivo, se sintam invalidados, e adotem esse tipo de comportamento”, acrescentou Pietra Garcia.

A profissional destacou que é preciso pensar políticas públicas efetivas que protejam as mulheres e busquem reduzir os casos, uma vez que os crimes se repetem anualmente. 

Desde 2015, a Lei 13.104/2015 categoriza o crime de feminicídio. De lá para cara, segundo a Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), 335 mulheres foram vitimadas em todo o Estado.

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Justiça Cível

Luciana Moreira assume Procuradoria após 30 anos no MPMS

Promotora iniciou carreira em 1995, atuou em comarcas do interior e da Capital, e agora assume a 4ª Procuradoria de Justiça Cível

25/05/2026 16h28

Divulgação

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O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) empossou, na última sexta-feira (22), a promotora de Justiça Luciana Moreira Schenk no cargo de procuradora de Justiça, consolidando uma trajetória de três décadas dedicadas à instituição.

A solenidade foi realizada na sede da Procuradoria-Geral de Justiça, em Campo Grande, e reuniu membros do MPMS, servidores, autoridades, familiares e convidados.

Integrante do Ministério Público desde 1995, Luciana passa a assumir a titularidade da 4ª Procuradoria de Justiça Cível, alcançando o mais alto nível da carreira ministerial após atuação marcada por passagens estratégicas em diferentes áreas do órgão.

Aprovada no XIII Concurso de Provas e Títulos do MPMS, a nova procuradora iniciou a carreira na comarca de Iguatemi. Ao longo dos anos, também atuou em Naviraí, Sidrolândia e Campo Grande, acumulando experiência em diferentes frentes do Ministério Público estadual.

Na Capital, exerceu funções nas 11ª, 16ª e 22ª Promotorias de Justiça, com destaque para atuações ligadas às varas de família e sucessões, áreas consideradas de grande relevância social e jurídica.

Trajetória na Administração Superior

Além das atividades em promotorias, Luciana Moreira Schenk também ocupou funções estratégicas na Administração Superior do MPMS.

Entre os principais cargos exercidos, esteve a coordenação do Grupo de Atuação Especial de Controle Externo da Atividade Policial (Gacep), considerado um dos setores mais sensíveis da instituição.

A procuradora também teve participação em grupos de trabalho, comissões de concurso, atividades na Corregedoria-Geral do Ministério Público e atuação junto ao Gabinete da Procuradoria-Geral de Justiça.

Durante a cerimônia de posse, o Procurador de Justiça Clovis Amauri Smaniotto realizou a leitura do termo de posse. Em seguida, a Procuradora de Justiça Ariadne de Fátima Cantú da Silva deu as boas-vindas à nova integrante do Colégio de Procuradores.

O presidente da Associação dos Membros do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (ASMMP), Fabrício Secafen Mingati, também participou da solenidade e destacou a trajetória da empossada.

Discurso destaca compromisso institucional

Em seu pronunciamento, Luciana Moreira Schenk afirmou que a promoção representa o fortalecimento da responsabilidade institucional construída ao longo da carreira.

“A promoção ao cargo de Procuradora de Justiça representa o fortalecimento da responsabilidade institucional assumida ao longo de toda a trajetória no Ministério Público, especialmente no compromisso permanente com a defesa da ordem jurídica, do regime democrático e dos interesses sociais”, declarou.

A nova procuradora ressaltou ainda que a atuação do Ministério Público exige não apenas rigor técnico, mas também diálogo permanente com a sociedade e sensibilidade diante das demandas sociais.

Segundo ela, a experiência acumulada em diferentes comarcas permitiu compreender de forma mais profunda a dimensão humana da função ministerial, especialmente no contato direto com situações de vulnerabilidade enfrentadas pela população.

Luciana também destacou o caráter coletivo do trabalho desenvolvido dentro do Ministério Público e afirmou que os resultados alcançados pela instituição são fruto da atuação conjunta entre membros e servidores.

Representatividade feminina

Durante o discurso, a procuradora também refletiu sobre a presença das mulheres em espaços de liderança e poder dentro das instituições públicas.

“Ser mulher no espaço público é um exercício de equilíbrio”, afirmou, ao destacar a necessidade de conciliar firmeza nas decisões com sensibilidade social e capacidade de transformação.

A fala foi marcada por referências à empatia, coragem e responsabilidade institucional como pilares da atuação ministerial.

Legado no controle externo da atividade policial

Ao encerrar a cerimônia, o Procurador-Geral de Justiça, Romão Avila Milhan Junior, destacou o legado deixado por Luciana Moreira Schenk durante o período em que coordenou o Gacep.

Segundo ele, a atuação da procuradora teve impacto histórico no fortalecimento do controle externo da atividade policial em Mato Grosso do Sul.

“Quando se falar do Gacep no Mato Grosso do Sul daqui a 50 anos, vão lembrar da Doutora Luciana. Muito do que hoje nós temos na entrega do trabalho conjunto e das forças policiais foi graças ao trabalho capitaneado por ela”, afirmou.

Romão Avila Milhan Junior também ressaltou que a chegada de Luciana ao Colégio de Procuradores representa um ganho institucional para o MPMS.

Natural de Porto Alegre (RS), Luciana Moreira Schenk é formada em Direito pelas Faculdades Unidas Católicas de Mato Grosso (Fucmat), atual Universidade Católica Dom Bosco.

alerta

Criança de três anos engole moeda de R$ 0,50 e é socorrida em Ladário

Menino sentiu dor e teve dificuldade para respirar

25/05/2026 16h15

Moeda de cinquenta centavos

Moeda de cinquenta centavos DIVULGAÇÃO

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Menino de três anos foi socorrido por bombeiros militares, neste domingo (24), após engolir uma moeda de R$ 0,50, na rua Eucalipto, bairro Alta Floresta II, em Ladário, município localizado a 427 quilômetros de Campo Grande.

Conforme apurado pela reportagem, guarnição do 3º Grupamento de Bombeiros Militar foi acionada para atender uma ocorrência de uma criança que teria ingerido um objeto. Com isso, deslocou viaturas até o endereço.

No local, a mãe da criança relatou que o objeto teria ficado preso na região da garganta, mas, depois, acabou engolindo o objeto, que causou dor e dificuldade respiratória.

Ao chegar na residência, a equipe encontrou a criança consciente, orientada e bastante chorosa. A saturação de oxigênio estava em 95%.

Os bombeiros tranquilizaram familiares, monitoraram o estado clínico do garoto e o encaminharam ao pronto-socorro.

Na unidade hospitalar, permaneceu aos cuidados dos médicos para avaliação e possíveis procedimentos.

ALERTA

Objetos pequenos podem representar um grande perigo para crianças, principalmente menores de 5 anos.

Moedas, pilhas, peças de brinquedos, botões, tampinhas e alimentos pequenos podem ser engolidos ou aspirados.

O incidente pode causar os seguintes sintomas:

  • sufocamento
  • tosse repentina
  • dificuldade para respirar
  • engasgo
  • salivação excessiva
  • dor
  • desconforto

É necessário que pais e responsáveis:

  • mantenha objetos pequenos fora do alcance das crianças
  • verifique a faixa etária indicada nos brinquedos
  • observe crianças enquanto brincam ou se alimentam
  • evite deixar pilhas e baterias soltas pela casa
  • ensine irmãos mais velhos a não oferecer peças pequenas aos menores

"O Corpo de Bombeiros Militar reforça a importância de manter objetos pequenos, como moedas e peças de brinquedos, fora do alcance de crianças, prevenindo acidentes domésticos que podem representar risco à saúde e à vida", afirmou a corporação por meio de nota.

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