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Justiça Cível

Luciana Moreira assume Procuradoria após 30 anos no MPMS

Promotora iniciou carreira em 1995, atuou em comarcas do interior e da Capital, e agora assume a 4ª Procuradoria de Justiça Cível

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O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) empossou, na última sexta-feira (22), a promotora de Justiça Luciana Moreira Schenk no cargo de procuradora de Justiça, consolidando uma trajetória de três décadas dedicadas à instituição.

A solenidade foi realizada na sede da Procuradoria-Geral de Justiça, em Campo Grande, e reuniu membros do MPMS, servidores, autoridades, familiares e convidados.

Integrante do Ministério Público desde 1995, Luciana passa a assumir a titularidade da 4ª Procuradoria de Justiça Cível, alcançando o mais alto nível da carreira ministerial após atuação marcada por passagens estratégicas em diferentes áreas do órgão.

Aprovada no XIII Concurso de Provas e Títulos do MPMS, a nova procuradora iniciou a carreira na comarca de Iguatemi. Ao longo dos anos, também atuou em Naviraí, Sidrolândia e Campo Grande, acumulando experiência em diferentes frentes do Ministério Público estadual.

Na Capital, exerceu funções nas 11ª, 16ª e 22ª Promotorias de Justiça, com destaque para atuações ligadas às varas de família e sucessões, áreas consideradas de grande relevância social e jurídica.

Trajetória na Administração Superior

Além das atividades em promotorias, Luciana Moreira Schenk também ocupou funções estratégicas na Administração Superior do MPMS.

Entre os principais cargos exercidos, esteve a coordenação do Grupo de Atuação Especial de Controle Externo da Atividade Policial (Gacep), considerado um dos setores mais sensíveis da instituição.

A procuradora também teve participação em grupos de trabalho, comissões de concurso, atividades na Corregedoria-Geral do Ministério Público e atuação junto ao Gabinete da Procuradoria-Geral de Justiça.

Durante a cerimônia de posse, o Procurador de Justiça Clovis Amauri Smaniotto realizou a leitura do termo de posse. Em seguida, a Procuradora de Justiça Ariadne de Fátima Cantú da Silva deu as boas-vindas à nova integrante do Colégio de Procuradores.

O presidente da Associação dos Membros do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (ASMMP), Fabrício Secafen Mingati, também participou da solenidade e destacou a trajetória da empossada.

Discurso destaca compromisso institucional

Em seu pronunciamento, Luciana Moreira Schenk afirmou que a promoção representa o fortalecimento da responsabilidade institucional construída ao longo da carreira.

“A promoção ao cargo de Procuradora de Justiça representa o fortalecimento da responsabilidade institucional assumida ao longo de toda a trajetória no Ministério Público, especialmente no compromisso permanente com a defesa da ordem jurídica, do regime democrático e dos interesses sociais”, declarou.

A nova procuradora ressaltou ainda que a atuação do Ministério Público exige não apenas rigor técnico, mas também diálogo permanente com a sociedade e sensibilidade diante das demandas sociais.

Segundo ela, a experiência acumulada em diferentes comarcas permitiu compreender de forma mais profunda a dimensão humana da função ministerial, especialmente no contato direto com situações de vulnerabilidade enfrentadas pela população.

Luciana também destacou o caráter coletivo do trabalho desenvolvido dentro do Ministério Público e afirmou que os resultados alcançados pela instituição são fruto da atuação conjunta entre membros e servidores.

Representatividade feminina

Durante o discurso, a procuradora também refletiu sobre a presença das mulheres em espaços de liderança e poder dentro das instituições públicas.

“Ser mulher no espaço público é um exercício de equilíbrio”, afirmou, ao destacar a necessidade de conciliar firmeza nas decisões com sensibilidade social e capacidade de transformação.

A fala foi marcada por referências à empatia, coragem e responsabilidade institucional como pilares da atuação ministerial.

Legado no controle externo da atividade policial

Ao encerrar a cerimônia, o Procurador-Geral de Justiça, Romão Avila Milhan Junior, destacou o legado deixado por Luciana Moreira Schenk durante o período em que coordenou o Gacep.

Segundo ele, a atuação da procuradora teve impacto histórico no fortalecimento do controle externo da atividade policial em Mato Grosso do Sul.

“Quando se falar do Gacep no Mato Grosso do Sul daqui a 50 anos, vão lembrar da Doutora Luciana. Muito do que hoje nós temos na entrega do trabalho conjunto e das forças policiais foi graças ao trabalho capitaneado por ela”, afirmou.

Romão Avila Milhan Junior também ressaltou que a chegada de Luciana ao Colégio de Procuradores representa um ganho institucional para o MPMS.

Natural de Porto Alegre (RS), Luciana Moreira Schenk é formada em Direito pelas Faculdades Unidas Católicas de Mato Grosso (Fucmat), atual Universidade Católica Dom Bosco.

Alternativa

Juíza propõe política integrada entre Brasil e Paraguai contra feminicídios na fronteira

Alternativa foi proposta pela magistrada durante a 20ª Jornada Lei Maria da Penha, realizada em Campo Grande

07/09/2026 16h00

Ao centro, juíza Thielly Dias de Alencar

Ao centro, juíza Thielly Dias de Alencar Foto: Paulo Ribas / Correio do Estado

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Na tentativa de frear o alto índice de feminicídios e violência contra as mulheres na região de fronteira, Thielly Dias de Alencar Pitthan, titular da 1ª Vara Criminal da Comarca de Ponta Porã sugeriu que autoridades brasileiras e paraguaias criem um mecanismo integrado de proteção às vítimas. 

A alternativa foi proposta pela magistrada durante a 20ª Jornada Lei Maria da Penha, realizada em Campo Grande no fim de agosto último. Ao Correio do Estado, destacou que a principal questão sobre o tema é retirar a invisibilidade característica da população fronteiriça. 

"O primeiro [ponto] é retirar a questão fronteiriça da invisibilidade, porque normalmente só as pessoas que trabalham e lidam diariamente com os desafios da fronteira se preocupam com isso. Talvez uma política pública integrada com o Pedro Juan Caballero, por exemplo, talvez esse seja a alternativa", frisou a delegada.

Para Thielly Dias de Alencar, construir uma política pública integrada para essa população exige mais recursos humanos, mais estrutura e um olhar interseccional que seja capaz de acolher as diferenças e riquezas culturais que permeiam o território fronteiriço. 

"A desembargadora Jaceguara Dantas está trabalhando, em fase de estudos, um protocolo interseccional, onde o objetivo é atender a mulher em uma perspectiva de prevenção da violência e atendimento rápido das vítimas de violência, mas também numa perspectiva de promoção de direitos, que vai atingir não apenas as mulheres, mas outros grupos vulneráveis, como por exemplo as próprias crianças, uma vez que a violência contra as mulheres e a violência contra as crianças são fenômenos que caminham juntos", destacou.

Segundo a delegada, o entendimento de mulheres fronteiriças sobre segurança pública é carregado por fatores muito negativos, sobretudo quanto à facilidade de fuga por parte dos agressores. 

"Estar em região de fronteira trabalha duas questões muito negativas: a possibilidade de fuga fácil e, portanto a impunidade. Há possibilidade constante [do agressor] se esquivar da aplicação da lei penal, aliada a sensação negativa de temor e de desconfiança e descrença das vítimas na própria lei, porque muitas vezes elas não acreditam que serão efetivamente protegidas", disse.

Questionada sobre meios práticos que viabilizariam uma política pública integrada, disse que, certamente o mecanismo, seja qual for, terá de levar em consideração a complexidade dos dados já disponíveis no judiciário brasileiro.

"O que a gente sabe é que o judiciário, assim como os outros órgãos, estão passando por um movimento constante de digitalização, tem a Justiça 4.0 e diversos programas do Conselho Nacional de Justiça nesse sentido, então certamente a questão informatizada será levada em consideração, o que vai atingir não apenas o Judiciário, porque é um protocolo intersetorial, mas os demais agentes da rede de proteção também", finalizou.

Violência e mortes

Neste ano, 14 dos 25 feminicídios catalogados pela Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) ocorreram na faixa de fronteira. Desde o início da série histórica iniciada em 2016, foram registrados 13 feminicidios em Ponta Porã.

Ao longo dos últimos 10 anos, 379 mulheres fora vítimas deste tipo de crime em Mato Grosso do Sul. Dentro desse universo, 163 mulheres foram mortas em cidades fronteiriças. 

Dentro deste universo, o judiciário sul-mato-grossense concedeu 11.458 medidas protetivas de urgência desde o início do ano, 1,4 mil por mês, 47 todos os dias. 

 

 

 



 

 

 

 

 

 

 

 

Interior

Denúncia de homem armado em bar acaba em prisão de foragido em cidade de MS

Suspeito não estava com arma, mas tinha mandado de prisão em aberto e admitiu ter rompido tornozeleira eletrônica

07/09/2026 15h30

Reprodução/PMMS

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Uma denúncia de que um homem estaria armado dentro de um bar terminou com a prisão de um foragido da Justiça na noite de domingo (6), em Rio Brilhante, a cerca de 160 quilômetros de Campo Grande. O suspeito, de 39 anos, foi localizado durante uma abordagem da Polícia Militar em um estabelecimento na Rua Prefeito Theofanes.

Segundo a PM, a equipe foi acionada para verificar a informação sobre a suposta arma de fogo. Os policiais abordaram pessoas que correspondiam às características informadas, mas nenhuma arma foi encontrada.

Durante a checagem dos documentos, os militares descobriram que um dos abordados tinha um mandado de prisão em aberto.

Ainda conforme a polícia, o homem contou que utilizava uma tornozeleira eletrônica, mas havia rompido o equipamento. Ele também indicou aos policiais onde o dispositivo estava.

A equipe foi até a residência indicada e encontrou a tornozeleira rompida sobre um guarda-roupa, confirmando a informação apresentada pelo suspeito.

O homem recebeu voz de prisão e foi levado para a Delegacia de Polícia Civil, junto com o equipamento eletrônico apreendido.

De acordo com a Polícia Militar, o homem possui registros por crimes como tentativa de homicídio, porte ilegal de arma de fogo, homicídio e roubo.

 

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