Cidades

Cidades

Água é mais valiosa que petróleo, diz especialista

Água é mais valiosa que petróleo, diz especialista

terra

22/03/2014 - 14h15
Continue lendo...

O Dia Mundial da Água é comemorado neste sábado, 22 de março, como uma tentativa da Organização das Nações Unidas (ONU) de conscientização sobre o uso e a conservação do líquido. Neste ano, o tema é Água e Energia e traz em todo o mundo debates sobre a produção energética de forma limpa e econômica. Segundo a ONU, mais de 1 bilhão de pessoas não tem acesso à eletricidade e outras 768 milhões não possui acesso à água potável.

Em todo o planeta a água é preocupação, já que há forte aumento na demanda nos últimos anos acompanhado de aumento proporcional no consumo per capita. Soma-se a isso a poluição e degradação de mananciais e a crescente urbanização e está desenhado um cenário pouco animador no que diz respeito à preservação dos recursos hídricos.

De toda a água presente no planeta, só 3% está disponível como água doce. Destes 3%, três quartos está congelada nas calotas polares e 10% estão confinados nos aquíferos; portanto, à disposição em estado líquido resta apenas 15%.

A urbanização é alvo de preocupações em se tratando dos recursos hídricos. Ela aumenta as demandas para grandes volumes de água e também os custos do tratamento, além das necessidades de mais energia para distribuição de água e a pressão sobre os mananciais.

Apesar dos números nos levarem a um risco de colapso, o gerente de Fundos de Água da organização The Nature Conservancy (TNC), Fernando Veiga, é otimista em relação ao futuro dos recursos hídricos. Para ele, o grande desafio do século XXI é equilibrar a demanda e a conservação, como através de cuidados com as mananciais. Fernando é claro: “é um grande desafio, mas nós sabemos para onde temos de caminhar”.

Conversamos com o gerente de Fundos de Água da TNC, que é uma das maiores organizações do mundo de conservação ambiental, presente em mais de 35 desde 1951. O especialista Fernando Veiga já liderou a campanha da TNC “Plant a Blillion Trees”, para restauração da Mata Atlântica do Brasil, entre outros projetos – como o recente “Movimento Água para São Paulo”. Veiga possui um Ph.D. em Desenvolvimento Rural da Universidade Federal do Rio de Janeiro e um diploma de bacharelado em Agronomia da Universidade Estadual Paulista.

No Dia Mundial da Água, o que é mais importante, no seu ponto de vista, a se fazer pela água no mundo?
O grande problema é atender o aumento da demanda com a oferta de água. Acredito que a grande questão relacionada à água neste momento é que você tem para os próximos anos dois fenômenos que vão impactar o acesso à água: temos uma expectativa para 2050 de 9 bilhões de habitantes no mundo, com um aumento de renda per capita da população (o que é bom socialmente, mas um desafio ambiental). Alguns estudos veem um aumento de consumo de 64 bilhões de metros cúbicos, o que é um fator de expressão muito forte, significando uma série de problemas de atendimento desta demanda.

Para se ter ideia, em 2030, 47% da população estará vivendo em grandes cidades. Na América Latina, já sofremos um grande processo de urbanização. Há uma expectativa de que teremos em breve 70% da população vivendo na área urbana. Aliás, a América Latina já é o continente mais urbanizado do planeta.

Quando a gente pensa em água, pensamos em coisas muito básicas. Mas a água tem uma relação muito grande com alimentos (agricultura consome 70% dos recursos) e a produção de energia, coisas que são fundamentais. Hoje, encontramos a degradação de quase todos os mananciais de abastecimentos principais no mundo. Isso significa a devastação da cobertura vegetal original, o uso mal aproveitado de pastagens e processos de poluição.

Qual o cenário em relação à demanda X população na América Latina?
A água não é distribuída igualmente, você vê pelo exemplo da Amazônia, que possui enorme recurso, mas baixa densidade populacional. Já em São Paulo, temos uma concentração de demanda e percebemos problemas sérios, como este sofrido atualmente na Cantareira. E isto não atinge somente a capital, mas toda a área próxima das cabeceiras dos rios fornecedores. Em Piracicaba, Campinas, temos valores hídricos iguais a de países semiáridos. Outro exemplo interessante neste sentido, é Lima, no Peru, 70% da população do país vivem onde estão apenas 1,8% da água.

Você é otimista em relação ao futuro?
Sim, porque estamos trabalhando no sentido da conscientização em todo o mundo. Há um engajamento. No setor privado, grande parte das empresas vem percebendo a importância deste tema, investindo na manutenção e proteção de recursos hídricos e suas mananciais. No setor público, vemos que vários países com agências de água ativas, cada vez mais preocupadas. É claro que o desafio é muito grande e nós vamos ter de trabalhar de forma conjunta. O que me deixa otimista é que sabemos para onde ir, temos bons exemplos de países que cuidaram de mananciais e conseguiram ter acesso à água em quantidade e qualidade.

Quais exemplos são estes?
Temos alguns bons exemplos: a Costa Rica dá incentivos econômicos ao setor agropecuário para a conservação e cuidados com mananciais, da natureza. Eles conseguiram trabalhar de forma conjunta na restauração desta natureza e recuperar importantes fontes de água. Em Quito, no Equador, nosso exemplo mais próximo, eles possuem um ótimo modelo de iniciativa, de parceria local entre as empresas de água e os fundos de água, possibilitando a qualidade e a oferta de água, e é algo que queremos replicar no Brasil: reunir um grupo de atores usuários de água, recolhendo recursos públicos e privados com parcerias com a população local, os chamados “produtores locais”.

Outro exemplo é a cidade de Nova York, nos EUA. Lá encontramos uma das águas de melhor qualidade no país. Eles retiram o mineral em lugares distantes, e investiram pesadamente na década de 1990, com associações de produtores rurais. A água vem direto dos canais, não passam por tratamento de agua. É interessante do ponto de vista ambiental, social, econômico.

A água é o novo petróleo? O que você acha desta frase?
Com certeza! Aliás, a água é muito mais que o petróleo. Precisamos de água para tudo. O petróleo foi uma fonte de energia, é necessário, mas a água é essencial. A percepção a partir dessa frase tem a ver, claro, com a escassez. Nos casos na América Latina, achávamos que a água seria um bem inesgotável, que poderia se utilizar sem pensar. Mas, ao contrário, é um bem escasso, você tem que dar valor, você tem que tratar bem, você tem que punir quando tratam mal, acho que a água terá um valor econômico cada vez mais forte.

A passagem deste valor econômico da água é mais forte do século 20 para 21. Porém, olhando para nós, acho que o Brasil está numa situação muito melhor que boa parte dos países... Ainda temos tempo para acertar. É um desafio, mas temos bons instrumentos. 

Atenção, Motoristas

Ponte da BR-262 será fechada por 19 horas em MS; veja dia e horário

Bloqueio total começa às 17h de quarta-feira (21) e segue até o meio-dia de quinta (22), para continuidade das obras de recuperação da estrutura.

17/10/2026 12h17

Ponte sobre o Rio Paraguai, na BR-262, ficará totalmente interditada por 19 horas para continuidade das obras de recuperação da estrutura.

Ponte sobre o Rio Paraguai, na BR-262, ficará totalmente interditada por 19 horas para continuidade das obras de recuperação da estrutura. Foto: Divulgação Governo MS.

Continue Lendo...

Motoristas que utilizam a BR-262 para chegar a Corumbá, na região do Pantanal de Mato Grosso do Sul, precisarão se programar para uma interrupção prolongada no trânsito na próxima semana. A ponte sobre o Rio Paraguai ficará totalmente interditada por 19 horas, entre quarta-feira (21) e quinta-feira (22), para a continuidade das obras de recuperação da estrutura.

De acordo com comunicado divulgado neste sábado (17) pelo Governo do Estado, o bloqueio começará às 17h de quarta-feira e seguirá até o meio-dia de quinta.

Durante esse período, a passagem de veículos ficará suspensa para a realização de serviços de concretagem em pontos da ponte.

A intervenção faz parte de uma obra que recebe investimento superior a R$ 11,7 milhões e é executada pela Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul), em cooperação técnica com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT).

A interdição deve afetar principalmente moradores, caminhoneiros, transportadoras e turistas que dependem da rodovia para entrar ou sair de Corumbá, uma das principais cidades da região pantaneira.

Ponte sobre o Rio Paraguai, na BR-262, ficará totalmente interditada por 19 horas para continuidade das obras de recuperação da estrutura.Confira os horários de início e término da interdição da ponte sobre o Rio Paraguai, na BR-262, em Mato Grosso do Sul.

Segundo a Agesul, a escolha do período entre o final da tarde e a madrugada busca diminuir os transtornos para quem utiliza a BR-262, uma vez que a circulação de veículos costuma ser menor nesses horários.

Apesar disso, o bloqueio também alcançará parte da manhã de quinta-feira, exigindo atenção de quem pretende viajar para Corumbá ou deixar o município nesse intervalo.

A orientação do Governo do Estado é que motoristas e empresas de transporte antecipem o planejamento dos deslocamentos, observem os horários previstos e respeitem a sinalização instalada nas proximidades da ponte.

Ambulâncias poderão atravessar durante o bloqueio?

Embora a interdição seja total para o trânsito comum, situações de emergência terão tratamento diferenciado.

Conforme a Agesul, serão adotadas medidas para permitir a passagem segura de ambulâncias e veículos das forças de segurança pública, mediante acompanhamento de equipes de apoio responsáveis pela operação no local.

A medida busca garantir o atendimento de ocorrências urgentes sem comprometer a segurança dos trabalhadores responsáveis pela recuperação da ponte.

Ponte passa por obras de R$ 11,7 milhões

A recuperação da ponte sobre o Rio Paraguai integra um conjunto de intervenções destinadas a melhorar as condições estruturais de uma das principais ligações rodoviárias do Pantanal sul-mato-grossense.

Desde junho deste ano, o trânsito funciona em meia pista, por meio do sistema conhecido como pare e siga, no qual os veículos se revezam para atravessar o trecho liberado.

Para permitir a continuidade da circulação durante as obras, também foram instaladas plataformas metálicas, utilizadas como apoio provisório na estrutura.

O trabalho prevê a recuperação de elementos estruturais, correção de falhas e reforço da ponte, com o objetivo de aumentar sua segurança e durabilidade.

As interrupções completas são necessárias em determinadas etapas, especialmente durante a concretagem, e fazem parte do cronograma de execução dos serviços.

O secretário estadual de Infraestrutura e Logística, Guilherme Alcântara de Carvalho, afirmou que a intervenção busca garantir uma solução duradoura para a travessia.

“Estamos avançando para uma recuperação completa da estrutura, com soluções definitivas e tecnologia adequada”, declarou o secretário, ao destacar a importância da ponte para Corumbá e toda a região pantaneira.

Ponte tem quase dois quilômetros de extensão

Com 1.890 metros de comprimento, a ponte sobre o Rio Paraguai está localizada na região de Porto Morrinho, a cerca de 70 quilômetros de Corumbá, e é uma das principais ligações rodoviárias do Pantanal sul-mato-grossense.

A estrutura é utilizada por moradores, trabalhadores, turistas e veículos de transporte de cargas, tornando a interdição um ponto de atenção para quem depende da BR-262.

O Governo do Estado orienta os motoristas a planejarem suas viagens e evitarem o trecho durante o bloqueio. A previsão é de que o trânsito seja liberado ao meio-dia de quinta-feira (22).

 

 

 

 

IMPOSTO

MPMS abre inquérito civil para investigar IPTU de Adriane Lopes

Tanto Adriane Lopes quanto seu marido, o deputado estadual Lídio Lopes, não declararam o imóvel ao TSE em 2022 e 2026

17/10/2026 11h45

Desde janeiro deste ano, há uma ação popular que cobra a atualização do IPTU do imóvel de Adriane Lopes

Desde janeiro deste ano, há uma ação popular que cobra a atualização do IPTU do imóvel de Adriane Lopes FOTO: Marcelo Victor/Correio do Estado

Continue Lendo...

O Ministério Público de Mato Grosso do Sul, através da 31ª Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social da Comarca de Campo Grande, instaurou um inquérito civil para apurar irregularidades na cobrança do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) dos imóveis da Prefeita Municipal Adriane Lopes (PP)

O inquérito civil, de número 06.2026.00000715-8, encontra-se sob sigilo e exige senha. A decisão de instaurar o processo foi assinada pelo promotor de Justiça Humberto Lapa Ferri, na última terça-feira (13). Adriane Lopes possui residência em área nobre de Campo Grande, no bairro Carandá Bosque III, avaliada em R$ 1.163.425, segundo o cadastro imobiliário da Prefeitura de Campo Grande. Em 2026, o IPTU cobrado sobre a residência foi de R$ 11.634,25.

A mansão está localizada em um terreno que une duas áreas, uma de 588m² e outra com mais de mil m². O local era uma praça que foi desafetada e adquirida por Lídio Lopes (Avante), marido da Prefeita. Porém, a construção da casa não foi averbada, ou seja, apenas o IPTU do terreno foi cobrado e não da casa. 

O inquérito foi instaurado uma semana após Lídio Lopes ser reeleito deputado estadual. Em sua declaração de patrimônio ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ele não informou sobre o imóvel onde mora com a família.

Na declaração de bens apresentada ao TSE, o parlamentar registrou patrimônio de R$ 562.375,84, o que representa aumento de aproximadamente 95% em relação aos R$ 288 mil declarados em 2022. 

Além disso, o imóvel do Carandá Bosque III também esteve ausente nos bens informados pela prefeita nas eleições municipais, durante a campanha pela reeleição em 2024.

Ação corre na Justiça

A denúncia sobre uma suposta manobra para reduzir o valor do IPTU da mansão já corre na Justiça desde a candidatura da Prefeita em 2024. Em janeiro deste ano, o advogado Luiz Henrique Correia de Pádua Pereira ingressou com uma nova ação popular, na 1ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos, para denunciar a manobra.

Na ação, o advogado diz que o terreno de 588 metros quadrados foi declarado por Adriane como “lote sem edificação” e pagou imposto territorial. Com isso, além do valor do imóvel ser menor, a alíquota foi menor.

Entre os pedidos da ação estão: punição a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente (Semadur) pela omissão; que seja feita uma nova fiscalização da mansão, lance o valor correto do IPTU e cobre os valores atrasados da prefeita. 

Outro questionamento foi a mudança no enquadramento do Bairro Carandá Bosque 3, onde reside Adriane, que levou a redução de 41% na taxa do lixo, de R$ 1,2 mil para R$ 706.

O que diz a Prefeitura?

Nos autos da ação, a Prefeitura de Campo Grande e a Semadur sustentam que o imóvel foi adquirido há anos pela Prefeita e devidamente registrado como territorial. A aquisição foi em outubro de 2012, ainda na gestão de Nelsinho Trad , no valor de R$ 107.000,00, sendo registrada no dia 30 de janeiro de 2013, na gestão de Alcides Bernal, não sendo exigida qualquer transparência nesse sentido.

O Executivo aponta ainda que a praça foi objeto de desafetação e aquisição por ato oneroso sem qualquer lesão aos cofres públicos municipais e que a área não possui qualquer construção, tratando-se de terreno cuja alíquota incidente é de 3,5%. 

Para a Prefeitura, o aumento da área do terreno por remembramento, por si só, não causa aumento do valor venal do imóvel como um todo, sendo que apenas o aumento da área construída influiria no aumento da base de cálculo. 

Nos autos, a Semadur e o Executivo dizem que são exigidos dois IPTUs de Adriane Lopes e Lídio Lopes, sendo um para cada imóvel, além das respectivas taxas de coleta do lixo, que juntos somam R$ 16.643,78 e que não compete à fazenda pública obrigar qualquer contribuinte à regularizar sua construção perante a serventia registral.

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).