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Alta de 17% no preço do algodão provoca ampliação de área

Alta de 17% no preço do algodão provoca ampliação de área

Redação

08/02/2010 - 06h27
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Diferentemente da soja, em que o preço do produto está quase 35% abaixo do registrado durante a colheita da safra passada, o algodão cultivado principalmente em Chapadão do Sul, Costa Rica e São Gabriel do Oeste, está com a cotação de mercado 17% acima do preço da safra anterior, o que anima os cotonicultores sul-matogrossenses. Mato Grosso do Sul vai plantar área total de aproximadamente 39 mil hectares de algodão na safra atual, que está dividida em 32 mil hectares da safra normal que foi plantada até 30 de dezembro último, e o chamado algodão safrinha e o algodão adensado. Essa área atingirá 7 mil hectares e o plantio foi iniciado na segunda quinzena de janeiro tão logo foi iniciada a colheita da soja. A safra normal deve ter uma pequena redução de produtividade uma vez que o plantio atrasou um pouco por causa das chuvas intensas em janeiro e também pelo excesso de umidade que prejudicou a formação das lavouras, provocando menor densidade populacional. De acordo com as informações do engenheiro agrônomo Pedro Carlos Calgaro, da Corretora Algotêxtil, filiada à Bolsa Brasileira de Mercadorias, a expectativa é de que a produção de algodão no Estado de Mato Grosso do Sul seja de 150 mil toneladas, sendo 60 mil toneladas de pluma, comercializada para indústrias têxteis, e 90 mil toneladas de caroço de algodão, que é utilizada pelas indústrias de óleo ou de ração. A col heita do a lgodão safra normal será realizada em julho próximo, enquanto as lavouras de algodão safrinha e algodão adensado (cultivado em espaçamento menor do que o tradicional) aconterá em agosto, segundo Calgaro. Ele explicou também que, apesar das perdas iniciais provocadas pelo excesso de chuvas em janeiro, as perdas finais não deverão ser significativas, especialmente pela boa capacidade de recuperação das lavouras de algodão. Mercado favorável O mercado do algodão está favorável e o preço está aproximadamente 17% mais alto do que a cotação da safra passada. Isso, segundo Pedro Calgaro se deve à baixa oferta de algodão no ano passado, causada principalmente pela redução da área no Brasil. “Outro fator importante foi a recuperação do mercado internacional”, explicou. Ele tomou por base a cotação do algodão no dia 30 de janeiro de 2009 e 30 de janeiro de 2010 para chegar a essa diferença, a mais de 17%. “Esse fator impulsionou os produtores a plantarem um pouco mais em janeiro último” concluiu. Soja Na região de Chapadão do Su l aproximadamente 30% da área de soja está colhida. Como tem se verificado em quase todas as áreas do Estado, as lavouras estão em condições bastante satisfatórias, sendo que estão sendo colhidas em média 50 sacas por hectare. “A safra está muito boa, mas o que preocupa é o lucro, que deve ser minimizado”, afirmou Pedro Calgaro. Segundo ele, nesta época do ano passado a saca de soja estava cotada a R$ 46 e hoje está em aproximadamente R$ 31, evidenciando uma diferença para menos de 35% aproximadamente. Outro fator que está elevando o custo de produção e por isso representando menos lucro para os sojicultores é a incidência da ferrugem, que exige mais e mais aplicações de defensivos.

Pescaria

Após ser declarada uma espécie invasora, Ibama autoriza o abate sem limites do Pirarucu

A medida é válida para áreas fora da Bacia Amazônica

19/03/2026 12h00

Ibama autoriza o abate de pirarucu, após declarar como espécie invasora

Ibama autoriza o abate de pirarucu, após declarar como espécie invasora Foto: Arquivo / Imasul

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O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), anunciou nesta quarta-feira (18) por meio do Diário Oficial da União, uma instrução normativa que altera as regras de manejo do pirarucu, um dos maiores peixes de água doce do planeta. 

Após o decreto, o animal passou a ser declarado como uma espécie invasora, quando encontrado fora da Bacia Amazônica, autorizando seu abatimento, fora de seu local. 

A nova medida tem como objetivo conter a espécie onde ele não é considerado nativo. Por ser um predador de topo de cadeia alimentar, o animal apresenta um risco ao equilíbrio ecológico, competindo com espécies locais e podendo reduzir populações nativas.

Com a nova medida, a pesca, captura e abate do pirarucu, foi liberada durante todo o ano para pescadores profissionais e artesanais. 

O Mato Grosso do Sul, tem as Bacias do Paraná e do Paraguai que percorrem parte de seu território. E caso pegue a espécie, o seu abate é liberado. Confira outras Bacias Hidrográficas que o pirarucu pode ser encontrado e tem permissão de abatimento. 

  • Região Hidrográfica Atlântico Nordeste Ocidental
  • Região Hidrográfica do Parnaíba
  • Região Hidrográfica Atlântico Nordeste Oriental
  • Região Hidrográfica do São Francisco
  • Região Hidrográfica Atlântico Leste
  • Região Hidrográfica Atlântico Sudeste
  • Região Hidrográfica do Uruguai
  • Região Hidrográfica Atlântico Sul
  • Porção superior da Bacia Hidrográfica do rio Madeira, montante da barragem de Santo Antônio/RO. 

Não é estipulado um limite de peso ou tamanho, o abate é recomendado para qualquer tamanho. Além disso, todo e qualquer pirarucu capturado fora da Amazônia não deve ser devolvido ao ambiente – é recomendado o abate imediato, seja para pescadores profissionais ou para amadores. 

Quanto à comercialização da carne do pescado, fica restrito apenas para o estado onde ele foi capturado, impossibilitando o comércio interestadual. 

Outro ponto a ser destacado é o incentivo da doação da carne do pirarucu. O Ibama faz a orientação de que o alimento seja destinado, prioritariamente, aos programas públicos. Como por exemplo, organizações de combate à fome e merendas escolares. 

Apesar de ser protegido em seu habitat natural (a Bacia Amazônica), quando ele está presente em outras bacias, é considerado um invasor agressivo e de alto risco. Pois se alimenta de peixes menores o que pode ocasionar no desequilíbrio ecológico da região. 

A Instrução Normativa entrou em vigor na data de sua publicação e será revisada em três anos para avaliar sua eficácia.

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TRAUMATISMO CRÂNIO-ENCEFÁLICO

Homem que assaltou idoso e causou morte por traumatismo é preso

Crime aconteceu em dezembro do ano passado e assaltante estava internado desde então por comportamento agressivo e suposto uso de entorpecentes

19/03/2026 11h30

Divulgação/PCMS

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Durante a manhã desta quinta-feira, a Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Roubos e Furtos (DERF) prendeu um homem, de 33 anos, que assaltou um idoso e o matou devido ao nível de violência cometido no momento do crime.

O assalto aconteceu há três meses, no final do ano passado, mas apenas hoje o homem foi preso, pois estava internado na Clínica Nosso Lar, em Campo Grande. A vítima de 70 anos, Abadio Arruda de Oliveira, morreu na hora com traumatismo crânio-encefálico.

Entenda o caso:

Na madrugada de 12 de dezembro de 2025, no Bairro Jardim Colibri, em Campo Grande, Abadio Arruda de Oliveira foi abordado por L.H.C.P. na garagem da própria casa com anúncio de assalto. O criminoso então utilizou violência extrema, agrediu o idoso na região da cabeça e levou o dinheiro que estava com a vítima no momento.

Devido à intensidade utilizada, o idoso sofreu traumatismo crânio-encefálico com exposição de massa encefálica e morreu na hora.

Em depoimentos de familiares e testemunhas, o assaltante e a vítima tinham conflitos anteriores, em que o suspeito mantinha comportamento agressivo, fazia ameaças e já havia rondado o local antes de concretizar o crime.

Com análise de imagens de câmeras de segurança das proximidades, também foi possível confirmar à movimentação do homem em direção a casa de Abadio.

Ao ser identificado, o assaltante foi localizado na Clínica Nosso Lar, onde ficou internado desde o dia 13 de dezembro de 2025, um dia após o crime. De acordo com informações, o homem apresentou comportamento agressivo e quadro de instabilidade, com origem no uso de substâncias entorpecentes.

A polícia então continuou a investigação e coletou provas nas vestimentas utilizadas pelo assaltante no momento da internação hospitalar e constatou a compatibilidade com o sangue da vítima. Além disso, também foram apreendidos objetos que possivelmente foram usados para cometer a agressão.

Devido à gravidade do crime e composição dos acontecimentos, foi determinada a prisão preventiva do investigado, que foi cumprida nesta manhã na clínica onde esteve internado durante os últimos meses. Agora, o preso foi conduzido à sede da DERF para ser interrogado sobre o caso.

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