Cidades

Campo Grande

Ambulante destaca baixa procura por bandeiras do Brasil e dos EUA em dia de julgamento de Bolsonaro

Expectativa de vendedor é de que comércio ganhe mais força a partir do final de semana

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A movimentação em torno do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF) não se refletiu em grandes vendas para os ambulantes em Campo Grande nesta terça-feira (2). Rummenigge Batista, conhecido como Juca, 38 anos, que desde 2010 atua na venda de bandeiras em eventos políticos, relata que a procura foi tímida, embora mantenha a expectativa de um aumento no comércio até o feriado da Independência, no próximo sábado (7).

Juca, que desta vez está entre o cruzamento da Avenida Duque de Caxias e a Afonso Pena lembra que começou a enxergar nesse mercado uma oportunidade maior a partir de 2014, durante os movimentos “Fora Dilma”, quando a demanda por bandeiras nacionais cresceu. De lá para cá, ele aproveitou momentos de tensão política para impulsionar as vendas.

No ano passado, por exemplo, faturou mais de R$ 15 mil durante os protestos em apoio a Bolsonaro em Brasília. Em agosto deste ano, investiu R$ 15 mil durante atos do movimento “Reaja, Brasil” realizado na Praça do Rádio Clube. Desta vez, o comerciante espera dobrar as vendas até o próximo dia 7 de Setembro, feriado da Independência do País. “A gente investiu R$ 10 mil agora e espera arrecadar R$ 20 mil. Até o dia 7, acredito que consigo”, projeta.

Há um mês, das 70 bandeiras dos Estados Unidos, 65 foram vendidas, preços que chegaram a casa dos R$ 150.“O julgamento influencia pouco na média arrecadada, cerca de R$ 300 por dia. Se Bolsonaro tem vitória, a procura por bandeiras do Brasil e dos Estados Unidos aumenta. Se perde, os apoiadores reagem comprando mais símbolos americanos”, explica. Os preços variam entre R$ 50 e R$ 100, sendo a bandeira nacional a mais cara.

Rummenigge esteve nas manifestações em Campo Grande tiveram motociata organizada pelo capitão Contar (PRTB), que calculou entre 800 e 1.000 motociclistas, além de um buzinaço. Os participantes pediram anistia aos presos pelos atos de 8 de janeiro e o impeachment do ministro Alexandre de Moraes, relator da ação contra Bolsonaro no STF.

O primeiro dia do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e outros sete réus no processo criminal por suposta tentativa de golpe de Estado teve início nesta terça-feira com a defesa da soberania nacional e da responsabilidade dos acusados no plano golpista.

O julgamento, presidido pelo ministro Cristiano Zanin na Primeira Turma da Corte, deve durar duas semanas e pode ser adiado em caso de pedido de vista. Além de Bolsonaro, figuram como réus os generais Braga Netto, Augusto Heleno e Paulo Sérgio Nogueira, o almirante Almir Garnier, o ex-ministro Anderson Torres, o deputado Alexandre Ramagem e o tenente-coronel Mauro Cid. Eles respondem por crimes como tentativa de golpe de Estado, organização criminosa e deterioração de patrimônio público.

O caso ganhou repercussão internacional, com destaque no Washington Post, que classificou o julgamento como um marco simbólico na história política brasileira. Para os manifestantes em Campo Grande, porém, o foco continua sendo a defesa de Bolsonaro e o fortalecimento do movimento, que também serve como oportunidade de renda para trabalhadores como Juca.

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Judiciário

Juiz que atuou em ônibus toma posse como desembargador nesta sexta

Após 23 anos na Justiça Itinerante de Campo Grande, magistrado assume cargo no TJMS

26/03/2026 12h45

O magistrado foi promovido ao cargo de desembargador por antiguidade durante sessão do Tribunal Pleno

O magistrado foi promovido ao cargo de desembargador por antiguidade durante sessão do Tribunal Pleno Divulgação TJMS

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O juiz Cezar Luiz Miozzo, conhecido por atuar durante 23 anos no ônibus da Justiça Itinerante de Campo Grande, toma posse como desembargador do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) nesta sexta-feira (27).

A sessão solene de posse e juramento está marcada para às 16 horas, no plenário do Tribunal Pleno, na Capital, e marca oficialmente o início da atuação do magistrado no segundo grau de jurisdição.

Miozzo foi promovido ao cargo no último dia 18 de março, por antiguidade, após decisão por aclamação dos integrantes do Tribunal Pleno. A escolha levou em consideração a longa trajetória do magistrado, marcada pela atuação próxima à população sul-mato-grossense.

“Chegar ao cargo de desembargador do nosso Tribunal de Justiça é uma sensação de profunda responsabilidade, mas, acima de tudo, um sentimento de dever cumprido nessa trajetória de 35 anos de magistratura.”

Segundo o magistrado, a chegada ao Tribunal representa o reconhecimento de uma trajetória pautada pelo esforço e pela ética, além do compromisso de contribuir com o trabalho da Corte, com foco no diálogo e no respeito à colegialidade.

Perfil

Natural de Verê (PR), ele ingressou na magistratura sul-mato-grossense em fevereiro de 1991, após ser aprovado no XIV Concurso para o cargo de juiz substituto do Estado, e atuou como juiz substituto em Dourados e Campo Grande.

Judicou nas comarcas de Miranda e Naviraí até ser promovido para a Capital, em novembro de 2001, onde atuou, desde abril de 2003, na 8ª Vara do Juizado Especial - Justiça Itinerante.

“Para ser sincero, nem no maior dos meus sonhos eu imaginava chegar a este honroso cargo. Para quem começa na magistratura, o tribunal parece um horizonte distante, quase inalcançável. Olhar para trás hoje e ver que agora passo a integrar esse tribunal não é apenas uma vitória na carreira, é o testemunho de que o esforço e a ética valem a pena”, contou.

Quase quatro décadas depois de optar pela magistratura, Miozzo é enfático ao afirmar que faria a mesma escolha.

Ele ressalta que é preciso ter vocação e, aos que buscam essa carreira, aconselha: é necessário pensar que, por trás de um processo, existem pessoas com suas angústias, na expectativa de que a demanda seja resolvida.

Questionado sobre o que se pode esperar dele ao assumir o novo desafio, Miozzo garantiu que está ciente da responsabilidade que a toga impõe e do impacto das decisões na vida do cidadão.

Assim, deve seguir comprometido com a celeridade, a imparcialidade e o fortalecimento do Estado de Direito, mantendo a humildade de quem sabe que o poder só faz sentido se for usado para servir.

“Chego ao Tribunal com o propósito de somar ao trabalho já realizado pelos desembargadores, pautando minha atuação no diálogo constante e no respeito à colegialidade. É verdadeiramente uma honra que ultrapassa qualquer ambição que eu tenha cultivado, ainda na infância ou na juventude. Agradeço a Deus, que me deu saúde e discernimento necessários para atravessar os momentos mais difíceis da carreira, e também à minha família, apoio de todas as horas”, completou.

Ao agradecer ainda aos colaboradores durante sua trajetória, assessores, estagiários e servidores do cartório, o agora desembargador lembrou que, no início da carreira, a estrutura de trabalho era menor e as demandas eram diferentes, já que o Judiciário não era tão procurado para solucionar os problemas da população.

“A era dos computadores estava começando, e trabalhávamos com máquina de escrever. Não havia celular nem internet de fácil acesso. Tínhamos um fax. Se hoje se reclama de estrutura deficiente, imagine naquela época.”

Dos lugares pelos quais passou, ele lembra com carinho de todas as comarcas, mas não esconde a paixão por comandar a 8ª Vara do Juizado Especial – Justiça Itinerante.

“Atuar na Itinerante, em contato direto com a população, com pessoas que necessitam da Justiça, é gratificante. Muitas vezes, os problemas são resolvidos de forma simples, e você abre a porta para a solução do que aflige aquela pessoa. Resolver processos e demandas é a profissão que escolhi, e há sempre um ser humano por trás de cada processo”, ressaltou.

*Colaborou Laura Brasil*

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CAMPO GRANDE

Polícia prende mulher que decepou orelha de companheiro

A suspeita esteve foragida desde o crime e tinha histórico de tentativa de homicídio de 2023

26/03/2026 12h30

Divulgação PCMS

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Na última quarta-feira (25) a Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Policiamento Interestadual e Capturas (Polinter), prendeu uma mulher, de 46 anos, em Campo Grande. Foragida desde o início deste mês, a mulher teria histórico de crimes violentos.

A motivação da prisão foi por tentativa de homicídio e lesão grave. O primeiro crime ocorreu em janeiro de 2023, quando a mulher tentou assassinar um homem com uma faca. A vítima foi atingida com facadas no ombro, costas e abdômen.

O segundo crime foi mais recente, em outubro de 2024, suspeita de agredir o companheiro. De acordo com as informações, na ocasião, ela atacou o homem e decepou a orelha dele. Posteriormente, ela descartou o membro no lixo comum.

A mulher estava foragida desde a investigação do segundo crime, e foi capturada ontem.

Devido a violência dos crimes e fuga da envolvida, foi decretada prisão preventiva pela Justiça. A equipe da Polinter a encaminhou para realizar os procedimentos legais e agora permanece à disposição do Judiciário.

Não foi divulgada a motivação dos crimes.

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