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Amigos visitam 19 países em um só dia e quebram recorde

Amigos visitam 19 países em um só dia e quebram recorde

G1

03/10/2014 - 10h28
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Conhecer 19 países em menos de 24 horas. Parece impossível, mas três amigos noruegueses se lançaram nesse desafio para quebrar um recorde mundial e lograram o feito em 23 horas e 33 minutos.

Gunnar Garfors, Tay-Young Pak e Øyvind Djupvik saíram da Grécia às 00h04 do dia 21 de setembro e chegaram a Liechtenstein às 23h37 do mesmo dia. No caminho, pegaram dois voos e dirigiram mais de 2.100 quilômetros com carros alugados para visitar outros 17 países.

Visitar é modo de dizer, já que, previsivelmente, não deu tempo de ver muita coisa de cada lugar. O objetivo, na verdade, era pisar no solo de todos os países  – esse era um dos prerrequisitos para registrar o recorde no site Recordsetter.com. Aeroportos também não contavam.

Eles ainda levaram um rastreador com GPS e tiraram fotos em todos os lugares, para provar que  cumpriram a meta. O recorde anterior pertencia a um grupo que viajou 17 países em um dia, no ano de 2012.

O trio norueguês já havia tentado quebrar o recorde em maio deste ano, mas, na ocasião, conseguiu visitar “apenas” 17 países, igualando o recorde anterior. “Decidimos pesquisar e planejar mais, pois não gostamos de dividir recordes mundiais”, disse ao G1 Gunnar Garfors. “Pesquisamos outros caminhos, voos e estradas para encontrar a melhor rota. Não queríamos falhar de novo”, conta.

Os dois voos que eles pegaram foram entre a Macedônia e a Sérvia e entre a Áustria e a Alemanha. O resto do caminho foi de carro, e só um deles, Øystein, dirigiu. “O Tay tirou carteira de motorista há apenas seis meses, e eu dirijo assustadoramente mal”, conta Gunnar.

A comida servida nos aviões e lanches comprados em postos de gasolina ajudaram a aguentar a maratona. “Agradecemos muitas vezes aos inventores das bebidas e barras energéticas. Não foi uma viagem gourmet”, diz o norueguês.

Aviões e postos de gasolina também eram a chance de ir ao banheiro. Tay havia comprado um saco para armazenar urina, mas não foi preciso usá-lo – “felizmente”, diz Gunnar.

Alguns contratempos atrasaram a viagem. O carro que eles tinham reservado para o primeiro trecho, por exemplo, não estava disponível e foi preciso recorrer a um modelo mais popular “caindo aos pedaços, com 100 mil quilômetros rodados”, conta Gunnar.

Na Suíça, uma chuva extremamente forte fez com que eles tivessem que dirigir mais devagar e também atrasou a jornada. “Poderíamos ter conhecido o 20º país se não fosse por isso”, lamenta Gunnar.

Outro problema foi que o cineasta que acompanhava o trio para registrar a viagem em um documentário foi detido na fronteira entre a Grécia e a Bulgária, por filmar em um lugar proibido. Após ser questionado por policiais durante horas, ele alcançou os amigos de avião na Alemanha e pôde continuar a filmagem. 

Eles comemoram, porém, o fato de não terem tido o carro parado pela polícia em nenhum lugar. Esse, aliás, era um dos itens que uma casa de apostas colocou disponível para que o público palpitasse em relação à viagem dos noruegueses. Ao longo do dia 21, as pessoas podiam apostar quantas vezes os amigos seriam parados pela polícia, se conseguiriam quebrar o recorde mundial e qual seria o próximo país visitado, já que o roteiro era secreto.

Gunnar, que já tinha entrado para o "Guinness Book of Records" em 2012 por ter visitado os cinco continentes em um dia só dia, garante que, mesmo com a correria, a viagem foi “incrível”.

"Não paramos muito, mas tivemos muitas experiências. Vimos florestas fascinantes, montanhas selvagens, vilas charmosas, cidades grandes e muitas áreas rurais. Recomendo para qualquer um", relata. E completa: "Melhor do que quebrar um recorde foi fazer isso na companhia de ótimos amigos."

Fiscalização

Amado Batista e BYD entram na 'lista suja do trabalho escravo' do Ministério do Trabalho

O cadastro reúne empregadores que teriam submetido trabalhadores a condições análogas à escravidão

07/04/2026 20h06

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O cantor Amado Batista e a montadora chinesa BYD foram incluídos na “lista suja do trabalho escravo” do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), cuja nova versão foi divulgada na segunda-feira, 6. O cadastro reúne empregadores que teriam submetido trabalhadores a condições análogas à escravidão.

Os casos são incluídos na lista após a conclusão de processos administrativos, com direito à ampla defesa. Os nomes permanecem publicados por dois anos.

A assessoria de imprensa de Batista afirmou, em nota, que “não houve resgate de nenhum trabalhador nas propriedades” e que “todos os funcionários continuam trabalhando normalmente” (leia mais abaixo).

Procurada, a assessoria de imprensa da BYD não enviou posicionamento ao Estadão até a publicação desta reportagem. O espaço segue aberto.

Batista foi autuado em duas ações de fiscalização, em 2024, em Goianópolis (GO). A primeira envolveu 10 trabalhadores no Sítio Esperança, e a segunda, quatro funcionários do Sítio Recanto da Mata, ambos localizados na BR-060, na zona rural da cidade.

Segundo a equipe do cantor, uma fazenda “arrendada” por Batista para o plantio de milho foi alvo de fiscalização, que identificou irregularidades na contratação de quatro trabalhadores que eram funcionários de uma empresa terceirizada responsável pela abertura da área de plantio.

A assessoria afirmou que o cantor assinou um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o Ministério Público do Trabalho (MPT), no qual “todas as obrigações dos colaboradores foram integralmente pagas e quitadas”. “Outrossim, já estão sendo tomadas todas as providências administrativas para o encerramento de todo e qualquer procedimento de autuação”, acrescentou.

A BYD também foi autuada em uma ação de fiscalização em 2024, em Camaçari (BA), onde construiu a maior fábrica de veículos elétricos da América Latina, inaugurada em 2025.

De acordo com o MTE, foram realizadas diversas diligências fiscais entre dezembro de 2024 e maio de 2025 na construção do empreendimento. Em uma dessas ações, foram identificados 471 trabalhadores chineses trazidos de forma irregular ao Brasil, dos quais 163 foram resgatados em condições análogas à escravidão.

A pasta afirmou que os funcionários “estavam submetidos a condições de vida e trabalho extremamente precárias”, sendo obrigados a dormir em camas sem colchões e guardar seus pertences junto com ferramentas de trabalho e alimentos. “Em um dos alojamentos, havia apenas um banheiro disponível para cada 31 pessoas, o que os obrigava a acordar às 4h da manhã para conseguirem se preparar para a jornada”, escreveu o MTE em comunicado divulgado na época.

Ainda segundo a pasta, os auditores-fiscais também identificaram indícios de que a BYD teria cometido fraude contra as autoridades migratórias brasileiras, com o objetivo de viabilizar a entrada dos trabalhadores estrangeiros no país sem o devido registro e em desacordo com a legislação vigente.

Ao todo, 169 novos nomes foram incluídos na atualização de segunda-feira. Criada em 2003, a “lista suja” é publicada semestralmente para divulgar os resultados das ações fiscais de combate ao trabalho escravo, que envolvem a atuação do MPT, da Auditoria Fiscal do Trabalho (AFT), da Polícia Federal (PF), do Ministério Público Federal (MPF), da Defensoria Pública da União (DPU) e, eventualmente, de outras forças policiais.
 

Relações Internacionais

EUA ampliam diálogo com MS e avaliam cooperação em projetos estratégicos

Encontro discutiu Rota Bioceânica, segurança, educação e possíveis projetos conjuntos entre Mato Grosso do Sul e os Estados Unidos

07/04/2026 19h52

Cônsul dos Estados Unidos, Kevin Murakami, e governador Eduardo Riedel

Cônsul dos Estados Unidos, Kevin Murakami, e governador Eduardo Riedel Divulgação/Álvaro Rezende

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O governador Eduardo Riedel recebeu, na manhã desta terça-feira (7), o cônsul-geral dos Estados Unidos em São Paulo, Kevin Murakami, em visita oficial a Mato Grosso do Sul. Foi a primeira agenda do diplomata no Estado, que integra o distrito consular norte-americano ao lado de Paraná e São Paulo. O encontro teve como foco a ampliação de parcerias e a discussão de temas considerados estratégicos para o desenvolvimento regional.

Segundo o secretário da Semadesc (Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), Artur Falcette, a reunião abriu espaço para cooperação em diferentes áreas. Entre os assuntos abordados estiveram a Rota Bioceânica, o crescimento econômico do Estado, além de iniciativas em educação e segurança pública.

De acordo com o secretário, há possibilidade de projetos conjuntos entre Mato Grosso do Sul e os Estados Unidos, dependendo do avanço das tratativas.

Também participaram do encontro a procuradora-geral do Estado, Ana Ali, o vice-cônsul político, Cornelius Sanford, e a especialista política do consulado, Arlete Salvador. A presença das autoridades reforça o interesse em estreitar relações institucionais e ampliar o intercâmbio entre o governo estadual e representantes norte-americanos.

Durante a passagem por Mato Grosso do Sul, o cônsul-geral ainda cumpre agenda com autoridades da área de segurança pública e representantes do setor empresarial.

A programação inclui visita ao Bioparque Pantanal e encontros com integrantes da comunidade japonesa local, além de outras atividades voltadas ao fortalecimento das relações econômicas e culturais.

Os Estados Unidos mantêm uma parceria consolidada com Mato Grosso do Sul, envolvendo governo, iniciativa privada e sociedade civil. A cooperação já ocorre em áreas como comércio, educação, saúde e cultura. No campo ambiental, há colaboração na preservação do bioma Pantanal, com ações voltadas ao monitoramento e combate a incêndios florestais.

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