Cidades

CUIDADOS DE OUTONO

Amplitude térmica pode chegar a 16°C e segredo para não adoecer é manter imunidade em dia

Manter hidratação, umidade dos ambientes e alimentação balanceada é um dos cuidados básicos nesta época do ano

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Desde que a segunda frente fria do ano passou, o campo-grandense vive dias de grande variação na temperatura, com manhãs e noites mais geladas, e tardes mais quentes, quando a temperatura pode chegar a 28ºC. Assim, é preciso estar alerta aos cuidados que a saúde requer em meio a troca brusca do frio para o calor. 

Ao Correio do Estado, o médico pediatra, Alberto Garcia Costa, explicou que a amplitude térmica associada ao tempo que está gradativamente mais seco exige cuidados especiais com a saúde, especialmente para fortalecer a imunidade contra doenças respiratórias, tão comuns nesta época do ano. 

Ainda conforme Alberto Garcia, um dos aspectos mais importantes é manter a hidratação do corpo e a umidade do ambiente sempre em níveis saudáveis para evitar doenças respiratórias, infecciosas e alérgicas. 

Para isto, é preciso ingerir bastante água e sucos, bem como frutas e outros alimentos que contribuam para o sistema imunológico. Manter os ambientes frescos com ventilação e umidificadores também contribuem para manter a saúde do corpo. 

"O clima está gradativamente mais seco nas últimas semanas, isso propicia o aparecimento de quadros respiratórios, especialmente infecciosos e alérgicos. Então, o vírus tem maior facilidade de se replicar nessa época e, além de todo ar seco, que propicia o aparecimento de rinites, rinossinusites, asma e bronquites", explica o doutor. 

Além de manter a hidratação e alimentação balanceada, é importante também, de acordo com o médico, fazer o uso de soro nasal e realizar limpeza regular nas vias aéreas das narinas usando soro fisiológico, o que evita o surgimento de alergias. 

Por fim, o pediatra destaca que além de todos os cuidados práticos é preciso manter as vacinas como Influenza, Covid-19 e outras imunizações em dia para fortalecer a imunidade contra diversos vírus que podem se proliferar ainda mais nesta época do ano. 

RAZÕES PARA MUDANÇAS TÉRMICAS 

De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia,  a variação térmica que pode chegar a 18ºC no decorrer do dia é algo normal para esta época do ano por diversos fatores, já que o outono é uma estação de transição entre o verão e o inverno e, logo, traz características de ambas estações. 

Além da mistura de aspectos, também há o fato de que a irradiação solar está maior, já que, em Mato Grosso do Sul, não há previsão de chuva até, pelo menos, a próxima terça-feira (13). O céu aberto favorece a emissão dos raios solares, que é maior a partir do começo da tarde, fazendo com que o calor aumente no decorrer do dia. 

Contudo, da mesma forma que o tempo esquenta de forma rápida pela baixíssima formação de nuvens, esse calor é perdido de uma maneira igualmente rápida porque as noites também são claras e sem predominância de nuvens, fazendo com o calor acumulado durante o dia seja dissipado com facilidade. 

A meteorologista do Instituto, Dayse Morais, também explica que o ar gelado do começo e do final do dia é resultado da atuação de uma massa de ar frio e seco que está exercendo força sobre Mato Grosso do Sul, causando uma temperatura mais amena. 

Ainda conforme explicado pela especialista, o estado segue sem previsão de chuva até o final da semana, mas um sistema frontal de baixa pressão vinda do Paraguai pode fazer com que chova de forma rápida em algumas regiões de MS. 

A previsão para o restante da semana continua com céu claro, mínima que variam entre 15ºC e 18ºC e máxima entre 28ºC e 33ºC, a depender do dia.

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Cidades

Prefeitura planeja mutirão de limpeza na região central de Campo Grande

Terrenos e imóveis abandonados tomados por matagal devem passar por limpeza

09/01/2026 17h00

Terreno baldio entre a rua Barão do Melgaço esquina com a Pedro Celestino

Terreno baldio entre a rua Barão do Melgaço esquina com a Pedro Celestino Crédito: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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Com o período de chuvas, o crescimento da vegetação na região central de Campo Grande foi tema de debate entre a prefeitura e entidade para a organização de um mutirão de limpeza e fiscalização.

Durante a reunião nesta sexta-feira (9), na sede da Fecomércio, representantes da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Gestão Urbana e Desenvolvimento Econômico, Turístico e Sustentável (Semades) e de entidades representativas do setor produtivo discutiram os problemas causados pelo crescimento da vegetação.

Um dos pontos levantados foi a situação dos terrenos baldios, em que o mato alto e o descarte de lixo ocorrem, gerando problemas para o comércio e para quem reside no entorno. É o caso do terreno localizado na Rua Barão do Melgaço, esquina com a Rua Pedro Celestino, em que a vegetação toma conta e pessoas em situação de rua utilizam o espaço para dormir e consumir drogas.

Além disso, discutiu-se também a situação dos imóveis abandonados e das calçadas que não estão em boas condições e acabam sofrendo mais avarias em decorrência do período de chuvas. O presidente do Sistema Comércio MS, Edison Araújo, pontuou que a ação integrada é essencial para garantir um ambiente urbano organizado, seguro e atrativo para quem frequenta a região.

“O centro de Campo Grande é um espaço estratégico para a economia e para a convivência urbana”, destacou Edison Araújo, e completou:

“O Sistema Comércio MS entende que ações conjuntas, envolvendo o poder público e as entidades representativas, são essenciais para promover melhorias efetivas, que impactam diretamente a qualidade de vida da população e o fortalecimento do comércio local”.

Além de causar estragos e alagamentos em diversas regiões de Campo Grande, as chuvas têm contribuído para o crescimento do mato alto, que se tornou um problema. Por isso, a secretária-adjunta da Semades, Vera Bacchi, destacou a importância do encontro e a urgência na tomada de decisões.

“Agora é uma época de muita chuva e nós estamos vendo que a cidade está, a cada dia, com o mato mais alto, tanto nos terrenos vazios como em imóveis abandonados. E também onde as pessoas moram, nas suas calçadas, há muito mato. Então, fizemos essa solicitação de reunião aqui com a Fecomércio, com a Associação Comercial, CDL e Creci, para que todos juntos possamos montar uma força-tarefa para realizar essa ação, começando pela região central”, afirmou.

Mais uma reunião será realizada na próxima semana, quando serão discutidos os encaminhamentos práticos, cronograma e responsabilidades para a execução do mutirão de limpeza e fiscalização na região central de Campo Grande.

Estiveram reunidos na sede da Fecomércio-MS representantes da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Gestão Urbana e Desenvolvimento Econômico, Turístico e Sustentável (Semades), da Associação Comercial e Industrial de Campo Grande (ACICG), do Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci-MS) e da Câmara de Dirigentes Lojistas de Campo Grande (CDL-CG).
 

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Previsão

Novo ciclone extratropical deixa MS com três alertas para tempestades no fim de semana

O fenômeno é o primeiro de 2026 e deve atingir com força a região Sul do Brasil, mas os efeitos poderão ser sentidos em MS e SP

09/01/2026 16h00

Chuvas podem vir acompanhadas de rajadas de vento e granizo

Chuvas podem vir acompanhadas de rajadas de vento e granizo FOTO: Gerson Oliveira/Correio do Estado

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O primeiro ciclone extratropical de 2026 deve atingir o Brasil neste final de semana, trazendo grandes quantidades de chuva principalmente na região Sul do Brasil, colocando Mato Grosso do Sul no radar para tempestades. 

De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o Estado está com três alertas para tempestades a partir desta sexta-feira (9) até o final de domingo (11). 

Chuvas podem vir acompanhadas de rajadas de vento e granizoMS tem três alertas para temporais durante o final de semana / Fonte: Reprodução Inmet

O aviso de perigo potencial para tempestade se concentra, nesta sexta-feira, na região leste de Mato Grosso do Sul, centro norte e pantanais, incluindo a capital, Campo Grande. 

A partir de sábado, a região cone-sul fica em alerta laranja para chuvas intensas, podendo chegar a 100 milímetros por dia e rajadas de vento chegando a 100 km/h, com risco de queda de granizo. 

Durante todo o domingo, todo o Estado fica em alerta para volumes de chuva de até 50 milímetros por dia e ventos intensos. 

Os maiores volumes são esperados na região norte de Mato Grosso do Sul, com previsão de chegar a 21 milímetros em Alcinópolis e 20 milímetros em Coxim. 

No entanto, o calor continua intenso nas regiões de Porto Murtinho, podendo chegar a 37ºC nesta sexta-feira. Em Água Clara e Santa Rita do Pardo, as temperaturas podem atingir 35ºC. 

Na Capital, as temperaturas variam entre 25ºC e 31ºC durante a tarde e a noite e há risco de pancadas de chuva acompanhadas de raios e trovoadas. 

Com os alertas e a previsão de ciclone, a Energisa MS enfatizou cuidados necessários a serem tomados durante as tempestades, especialmente com relação à eletricidade. 

Para o coordenador operacional da empresa, Marcelo Santana, as fortes rajadas de vento podem provocar queda de árvores, de cabos de energia e outros objetos podem ser arremessados com o vento contra a rede elétrica. 

“Um dos cuidados necessários é nunca se aproximar ou tocar em cabos elétricos caídos no chão, nem em objetos lançados na rede. Acione a Energisa imediatamente”, alertou. 

Outros cuidados reforçados pela Energisa são: 

  • Mantenha distância de janelas, portas metálicas e estruturas que possam conduzir energia;
  • Evite o uso de aparelhos eletrônicos ligados à rede elétrica; 
  • Se houver sinais de curto-circuito, faísca ou alagamento próximo à tomada, desligue o disjuntor geral da casa e aguarde em um lugar seguro.

A empresa ainda reforça que, caso seja preciso, os clientes podem entrar em contato por meio dos canais de atendimento, seja para registrar queda de energia, como alertar sobre fios soltos e galhos caídos sobre a rede elétrica. 

Os canais para atendimento são: 

  • Aplicativo Energisa On (Android e iOS) 
  • Site: energisa.com.br 
  • WhatsApp (Gisa): www.gisa.energisa.com.br / (67) 99980-0698
  • Call Center: 0800 722 7272

Ciclone extratropical

O ciclone extratropical é um fenômeno causado por uma área de baixa pressão organizada em vários níveis da atmosfera, gerando muitas nuvens de chuva e ventos fortes. 

A intensidade do fenômeno depende da força do sistema e de sua proximidade com o continente. 

Eles podem se formar em qualquer época do ano, sendo mais frequentes durante o outono e o inverno. É um fenômeno comum na costa do Sul e do Sudeste brasileiro. 

Segundo o Climatempo, o primeiro ciclone extratropical de 2026 vai se originar de uma área de baixa pressão atmosférica entre o Paraguai e o norte da Argentina. 

Na madrugada de sábado, essa baixa pressão ganha força e dá origem ao ciclone entre o Uruguai e o estado do Rio Grande do Sul. 

Associado a uma frente fria, a passagem do fenômeno deve aumentar as chances de chuvas mais intensas nos estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul, principalmente no domingo. 


 

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