Cidades

Astronomia

Anéis de Saturno irão "sumir" em 2025

Fenômeno poderá ser "não visualizado" em duas oportunidades

Continue lendo...

Em março de 2025, um evento astronômico fascinante ocorrerá: os icônicos anéis de Saturno parecerão desaparecer temporariamente de nossa vista.

Este fenômeno, que acontece a cada 13 a 15 anos, é resultado de um alinhamento específico entre Saturno, a Terra e o Sol.

Por que os anéis irão "sumir"?

O "desaparecimento" dos anéis de Saturno é, na verdade, uma ilusão óptica causada pela inclinação do planeta em relação à Terra. Saturno possui uma inclinação axial de 26,73 graus e leva cerca de 29,4 anos terrestres para completar uma órbita ao redor do Sol.

Durante seu trajeto orbital, a orientação dos anéis em relação à Terra muda gradualmente. A partir de março de 2025, durante o equinócio de outono em Saturno, os anéis ficarão alinhados de tal forma que serão vistos de lado a partir da Terra.

Discordâncias

No meio científico, há fontes que discordam sobre o melhor momento para observar o fenômeno.

A maioria das fontes indica que o primeiro "desaparecimento" ocorrerá em 20 de março de 2025, durante o equinócio de outono em Saturno. Neste momento, os anéis ficarão alinhados de tal forma que serão vistos de lado a partir da Terra, tornando-os praticamente invisíveis.

Já outras, mencionam um segundo evento em novembro. Especificamente, em 23 de novembro de 2025, os anéis estarão no seu ponto mais estreito do nosso ponto de vista.

É importante notar que este fenômeno não é instantâneo, mas um processo gradual. Os anéis começarão a ficar menos visíveis antes dessas datas e voltarão a ser visíveis gradualmente após esses períodos.

A discrepância nas datas ocorre porque os momentos indicados ocorrem em diferentes fases do processo de "desaparecimento". Em resumo, ambas as datas estão corretas.

Os anéis reaparecerão gradualmente após março de 2025, apenas para "desaparecerem" novamente em novembro do mesmo ano, devido à inclinação axial de Saturno. Espera-se que os anéis voltem a ser completamente visíveis por volta de 2032.

O que realmente acontecerá?

Os anéis de Saturno, apesar de sua extensão impressionante de cerca de 282.000 km de largura, são incrivelmente finos, com uma espessura variando entre 10 e 30 metros na maioria das áreas. Quando vistos de lado, eles se tornarão praticamente invisíveis para observadores na Terra.

Durante este período:

  • As sombras dos anéis se comprimirão, tornando-os mais escuros que o normal.
  • Os anéis refletirão muito pouca luz, dificultando sua visualização.
  • Eles aparecerão como uma linha fina e quase imperceptível.

Oportunidades para observação

Embora o "desaparecimento" dos anéis possa parecer uma perda para os observadores do céu, este evento oferece oportunidades únicas:

  1. Melhor visibilidade das luas de Saturno, que normalmente são ofuscadas pelo brilho dos anéis.
  2. Chance de observar as "sombras saturninas", um efeito visual que ocorre apenas alguns meses antes e depois do equinócio.
Saturno e duas de suas luas, Jano e MimasSaturno e duas de suas luas, Jano e Mimas

É importante lembrar que este fenômeno é cíclico e natural, não representando nenhuma ameaça real aos anéis de Saturno. 

Assine o Correio do Estado

Memória

Morre em Campo Grande, aos 83 anos, o jornalista João Naves de Oliveira

Jornalista, que já trabalhou no Correio do Estado, O Globo e Estadão morreu em casa, neste domingo (22)

22/03/2026 19h08

Jornalista João Naves de Oliveira

Jornalista João Naves de Oliveira Arquivo

Continue Lendo...

Morreu neste domingo (22), em Campo Grande, aos 83 anos, o jornalista João Naves de Oliveira. Ao longo de sua carreira, Naves ocupou cargos como de editor no Correio do Estado, e de correspondente em jornais como O Globo e O Estado de S.Paulo. 

Naves, como era conhecido nas redações, morreu em casa. Ele enfrentava há vários anos problemas de saúde. João Naves era viúvo da jornalista Denise Abraham, que faleceu aos 55 anos, em 2012. Naves deixa a filha Yolanda.

O jornalista mudou-se de São Paulo para Campo Grande na década de 1980 para trabalhar no jornal Correio do Estado. Desde então foi, também, correspondente do jornal O Globo em Mato Grosso do Sul, tendo participado de vários pools de reportagens, como a ocupação dos kadiwéus que fez cinco pessoas reféns, entre autoridades da Funai, jornalistas e arrendatário de terra em Bodoquena. 

Já no período que antecedeu sua aposentadoria, foi assessor de imprensa do Instituto de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e também correspondente do jornal O Estado de S.Paulo.

MEIO AMBIENTE

Lula cita "ajuda inestimável" de Riedel e Adriane para realização da COP15 em MS

Presidente disse que Campo Grande ser sede é uma "escolha estratégica", por ser ponta de entrada do Pantanal, a maior planície alagável do mundo

22/03/2026 19h03

Lula e Riedel se cumprimentam durante sessão da COP15; Adriane Lopes ficou na 2ª fileira de autoridades durante discursos

Lula e Riedel se cumprimentam durante sessão da COP15; Adriane Lopes ficou na 2ª fileira de autoridades durante discursos Foto: Marcelo Victor/Correio do Estado

Continue Lendo...

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) destacou o apoio do governador Eduardo Riedel (PP) e da prefeita Adriane Lopes (PP) para que a 15ª Reunião da Conferência das Partes (COP15) sobre a Convenção de Espécies Migratórias de Animais Silvestres (CMS) fosse realizada em Mato Grosso do Sul.

Durante seu discurso no segmento presidenciável da conferência na tarde deste domingo, Lula comentou que contou com uma “ajuda inestimável” dos líderes do Estado e de Campo Grande, além de ter chamado Riedel de “meu querido amigo”, mesmo sendo de lados opostos ideologicamente e nas eleições deste ano.

“Queria aproveitar para, em público, agradecer ao governador e à prefeita pela ajuda inestimável que eles deram para que esse evento pudesse acontecer aqui no Estado do Mato Grosso do Sul”, disse.

Também, o presidente aproveitou a oportunidade para dizer que é uma grande honra para o Brasil sediar um evento desta magnitude e importância para o meio ambiente mundial, especialmente em Campo Grande, que ele descreveu como uma escolha estratégica, justamente por ser porta de entrada do Pantanal, a maior planície alagável do mundo.

“Organizar este evento em Campo Grande, no estado do Mato Grosso do Sul, é uma escolha estratégica. Estamos na porta de entrada do Pantanal, maior planície alagável tropical do mundo. Esta região simboliza de forma singular a riqueza natural da América do Sul e a interdependência entre países cujas faunas e flores atravessam fronteiras.”, afirma o presidente.

Além de Lula, discursaram: Marina Silva (Ministra do Meio Ambiente do Brasil); Amy Fraenkel (Secretária-Executiva da CMS); Fernando Aramayo Carrasco (Chanceler da Bolívia); e Santiago Peña (Presidente do Paraguai). Tudo isso sob a moderação de João Paulo Capobianco, presidente designado da COP15.

Ao todo, conforme consta no acordo, a COP15 da CMS custará R$ 46,9 milhões aos cofres públicos, que serão custeados pelo governo federal (R$ 26,7 milhões), em conjunto com o governo de Mato Grosso do Sul (R$ 10,7 milhões) e projetos de cooperação internacional (R$ 2,5 milhões), como o Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF) e o World Wide Fund for Nature (WWF), além de patrocinadores.

COP15

A COP15 da CMS promove a conservação de espécies, seus habitats e rotas em escala global, abrangendo cerca de 1.189 espécies, entre aves, mamíferos, peixes, répteis e insetos. Atualmente, conta com 133 partes signatárias, sendo 132 países e o bloco da União Europeia (formado por 27 nações).

A conferência faz parte de um tratado das Nações Unidas assinado em 1979, no âmbito do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), com sua primeira edição tendo ocorrido em 1985, em Bonn, na Alemanha.

A última edição foi realizada em Samarcanda, no Uzbequistão, em fevereiro de 2024. Ainda não há data e local definidos para a realização da próxima conferência.

Para que não haja confusão, a COP15 da CMS e a COP30 – que também foi realizada no Brasil, no ano passado – tratam de assuntos diferentes.

Enquanto a COP15 da CMS aborda a conservação de animais, a COP30 tem como tema central as mudanças climáticas e os planos das principais nações para promover um futuro melhor diante da piora do aquecimento global.

Diretor-presidente da Fundação de Turismo de Mato Grosso do Sul (Fundtur), o turismólogo Bruno Wendling afirmou que Campo Grande deve receber de 2,5 mil a 3 mil pessoas durante a conferência, o que pode movimentar o turismo local e as redes de hotéis da cidade.

Assine o Correio do Estado

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).