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MEIO AMBIENTE

Lula cita "ajuda inestimável" de Riedel e Adriane para realização da COP15 em MS

Presidente disse que Campo Grande ser sede é uma "escolha estratégica", por ser ponta de entrada do Pantanal, a maior planície alagável do mundo

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) destacou o apoio do governador Eduardo Riedel (PP) e da prefeita Adriane Lopes (PP) para que a 15ª Reunião da Conferência das Partes (COP15) sobre a Convenção de Espécies Migratórias de Animais Silvestres (CMS) fosse realizada em Mato Grosso do Sul.

Durante seu discurso no segmento presidenciável da conferência na tarde deste domingo, Lula comentou que contou com uma “ajuda inestimável” dos líderes do Estado e de Campo Grande, além de ter chamado Riedel de “meu querido amigo”, mesmo sendo de lados opostos ideologicamente e nas eleições deste ano.

“Queria aproveitar para, em público, agradecer ao governador e à prefeita pela ajuda inestimável que eles deram para que esse evento pudesse acontecer aqui no Estado do Mato Grosso do Sul”, disse.

Também, o presidente aproveitou a oportunidade para dizer que é uma grande honra para o Brasil sediar um evento desta magnitude e importância para o meio ambiente mundial, especialmente em Campo Grande, que ele descreveu como uma escolha estratégica, justamente por ser porta de entrada do Pantanal, a maior planície alagável do mundo.

“Organizar este evento em Campo Grande, no estado do Mato Grosso do Sul, é uma escolha estratégica. Estamos na porta de entrada do Pantanal, maior planície alagável tropical do mundo. Esta região simboliza de forma singular a riqueza natural da América do Sul e a interdependência entre países cujas faunas e flores atravessam fronteiras.”, afirma o presidente.

Além de Lula, discursaram: Marina Silva (Ministra do Meio Ambiente do Brasil); Amy Fraenkel (Secretária-Executiva da CMS); Fernando Aramayo Carrasco (Chanceler da Bolívia); e Santiago Peña (Presidente do Paraguai). Tudo isso sob a moderação de João Paulo Capobianco, presidente designado da COP15.

Ao todo, conforme consta no acordo, a COP15 da CMS custará R$ 46,9 milhões aos cofres públicos, que serão custeados pelo governo federal (R$ 26,7 milhões), em conjunto com o governo de Mato Grosso do Sul (R$ 10,7 milhões) e projetos de cooperação internacional (R$ 2,5 milhões), como o Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF) e o World Wide Fund for Nature (WWF), além de patrocinadores.

COP15

A COP15 da CMS promove a conservação de espécies, seus habitats e rotas em escala global, abrangendo cerca de 1.189 espécies, entre aves, mamíferos, peixes, répteis e insetos. Atualmente, conta com 133 partes signatárias, sendo 132 países e o bloco da União Europeia (formado por 27 nações).

A conferência faz parte de um tratado das Nações Unidas assinado em 1979, no âmbito do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), com sua primeira edição tendo ocorrido em 1985, em Bonn, na Alemanha.

A última edição foi realizada em Samarcanda, no Uzbequistão, em fevereiro de 2024. Ainda não há data e local definidos para a realização da próxima conferência.

Para que não haja confusão, a COP15 da CMS e a COP30 – que também foi realizada no Brasil, no ano passado – tratam de assuntos diferentes.

Enquanto a COP15 da CMS aborda a conservação de animais, a COP30 tem como tema central as mudanças climáticas e os planos das principais nações para promover um futuro melhor diante da piora do aquecimento global.

Diretor-presidente da Fundação de Turismo de Mato Grosso do Sul (Fundtur), o turismólogo Bruno Wendling afirmou que Campo Grande deve receber de 2,5 mil a 3 mil pessoas durante a conferência, o que pode movimentar o turismo local e as redes de hotéis da cidade.

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planejamento

Após restrições na 040, MS tem agora cinco pontes "travadas"

Motoristas que estão nas estradas neste feriado preciam ficar atentos para evitar horas de espera ou desvios quilométricos

07/09/2026 10h13

Concessionária responsável pela MS-040 anunciou no sábado (5) veto à passagem de caminhões em duas pontes na MS-040

Concessionária responsável pela MS-040 anunciou no sábado (5) veto à passagem de caminhões em duas pontes na MS-040

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Motoristas que estão nas estradas de Mato Grosso do Sul neste feriado de 7 de Setembro precisam planejar com atenção seus percursos porque obras de reparo estão restringindo ou até impedindo o tráfego em pelo menos cinco pontes em duas rodovias estaduais e duas federais.

A interdição mais recente começou neste sábado e impede que caminhões trafeguem pela MS-040, entre Campo Grande e Santa Rita do Pardo, na altura dos quilômetros 205 e 223, onde a concessionária Caminhos da Celulose anunciou a reforma das duas pontes.

Mas, como não existe rota alternativa, o tráfego de caminhões está praticamente suspenso na rodovia e a concessionária não informou até quando devem se estender estes trabalhos. Carros de passeio conseguem passar no sistema de pare-siga.

A alternativa para os caminhoneiros chegarem da região de Campo Grande a Bataguassu e à divisa com São Paulo é pela BR-267. Para isso, o percurso precisa ser alterado já a partir de Campo Grande, passando pela BR-163 até Nova Alvorada do Sul e depois acessar a BR-267. No sentido contrário, a BR-267 também é única alternativa para quem chega a Mato Grosso do Sul pela ponte Hélio Serejo e tem Campo Grande como destino.

Outra importante ponte que está com restrições de tráfego é na BR-163. Com 3,6 quilômetros, a ponte Ayrton Sena, sobre o Rio Paraná, entre Mundo Novo e Guaíra (PR),  está em reformas desde o dia 13 de julho. Durante as duas primeiras semanas os trabalhos foram realizados no período diurno, com sistema de pare-siga.

Porém, para tentar acabar com os grandes congestionamentos, a partir do dia 27 de julho os trabalhos ocorrem somente à noite. Por conta disso, existe interdição total do tráfego entre 20 horas (MS) e 04 da madrugada (MS), com janela de liberação entre 22h30 à 23h30 (MS).

Pela ponte, que é a principal ligação de Mato Grosso do Sul com o Paraná, passam, em média, oito mil veículos por dia, mas a previsão da concessionária Via Campo é de aumento da ordem de 36% neste dia 7 de setembro.  O maior movimento, porém, está previsto para o período das 15:00 e 17:00 horas desta segunda-feira (7).

A previsão inicial era de que os trabalhos na Ayrton Senna seriam concluídos no final de outubro, mas com a alteração no horário dos trabalhos, a concessionária não informou se este prazo sofreu mudanças. 

Também com fluxo intenso, a BR-262, próximo a Corumbá, é outra rodovia que está com restrições de tráfego por conta das reformas da ponte sobre o Rio Paraguai, iniciadas em junho e que devem se estender até o fim do primeiro trimestre do próximo ano. Neste local, a 70 quilômetros da área urbana de Corumbá, o tráfego funciona em sistema de pare-siga durante 24 horas por dia.

O principal fluxo é de caminhões que levam minérios até o porto Gregório Curvo, no distrito de Porto Esperança, na margem esquerda do Rio Paraguai. São pelo menos 600 carretas diariamente passando pela estrutura.

Mas, o tráfego de veículos de passeio também é intenso, pois a rodovia é a única ligação asfaltada entre Corumbá e Ladário, cidades que somam em torno de 120 mil habitantes, com o restante do Estado.

Nos últimos três finais de semana de agosto o tráfego chegou a sofre interdição total durante 19 horas consecutivas e até o fim das obras, orçadas em R$ 11,7 milhões, devem ocorrer outras, que ainda não foram anunciadas pela Agesul.

E, para aumentar a preocupação, na última segunda-feira (31), uma embarcação com minérios atingiu um dos pilares e até agora não foi divulgado laudo oficial sobre possíveis danos. Mas, um Boletim de Ocorrência registrado naquela data informou que a segurança da ponte foi comprometida. 

A quinta ponte em obras, e que está com restrições de tráfego total para caminhões, está localizada na MS-345, rodovia que dá acesso a Bonito. Os trabalhos da chamada “ponte-gangorra”, que vão consumir pelo menos R$ 4 milhões, começaram em fevereiro e carros de passeio precisam respeitar o sistema de pare-siga.

Sobre o Rio Miranda, a ponte foi construída em 1967 no distrito de Águas do Mirante, na divisa entre Anastácio e Bonito. Após a pavimentação da MS-345, concluída em 2024, que encurtou em 40 quilômetros a distância entre Campo Grande e Bonito, o fluxo disparou e a estrutura literalmente virava uma gangorra quando caminhões passavam pelas extremidades. A previsão é de que a reforma acabe somente em janeiro do próximo ano. 

QUEDAS

Além das cinco pontes com restrições em rodovias de alto fluxo, nas últimas semanas ocorreram também duas quedas de estruturas em estradas secundárias no Estado. 

No caso mais grave, no dia 13 de agosto, o caminhoneiro Alexandre de Freitas, de 49 anos, morreu após a ponte de concreto sobre o Rio Taquari ruir e seu caminhão despencar na água. A estrutura colapsada está na MS-168, no Pantanal de Corumbá. As obras de reforma nem mesmo começaram. 

Outra queda aconteceu três dias antes, na MS-455, que liga Campo Grande ao município de Sidrolândia, pela região da Gameleira. A estrutura de madeira não suportou o peso de uma carreta e desabou. Até agora o tráfego na estrada sem asfalto segue interditado.

CAMPO GRANDE

Acidente com ônibus provoca morte de motociclista; vídeo

Pelas imagens é possível observar que o motociclista atingiu primeiro a dianteira do ônibus, caindo ao solo e com a roda traseira do veículo  de transporte de passageiros passando sobre sua cabeça em seguida

07/09/2026 09h39

Jovem identificado como Juan Pablo, de 19 anos, não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no local do acidente

Jovem identificado como Juan Pablo, de 19 anos, não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no local do acidente Reprodução

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Durante as primeiras horas da manhã deste feriado de Sete de Setembro, um acidente envolvendo um ônibus no bairro Vida Nova III terminou na morte de um motociclista em Campo Grande. Câmeras de seguranças registraram o momento e a hora da colisão entre os veículos. 

Conforme registro, o acidente aconteceu por volta de 06h31, nos cruzamentos entre as ruas Galdino Afonso Vilela e Água Santa, pela qual o motociclista seguia e onde existe um "pare". Confira: 

Apesar da baixa visibilidade da sinalização horizontal, com a linha de retenção e o dizer "pare", de fato, apagado, há no local a identificação justamente da sinalização vertical, a placa a qual o motociclista deveria ter obedecido para evitar a colisão. 

Pelas imagens é possível observar a dinâmica do acidente, com o motociclista tendo atingido primeiro a roda dianteira, caindo ao solo e com a traseira do veículo  de transporte de passageiros passando sobre ele em seguida. 

Com a roda passando sobre a cabeça do motociclista, o jovem identificado como Juan Pablo, de 19 anos, não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no local do acidente, antes mesmo da chegada de equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). 

 

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