Cidades

PREVISÃO

Ano Novo em MS terá calor e chance de chuva isolada

Próximos dois dias indicam sol entre muitas nuvens, com aumento da nebulosidade e maior chance de chuva a partir da tarde

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O feriado de Réveillon em Mato Grosso do Sul será marcado por calor e possibilidade de pancadas de chuva, cenário típico do verão sul-mato-grossense. A previsão indica sol entre muitas nuvens, com aumento da nebulosidade e maior chance de chuva a partir da tarde, principalmente em áreas isoladas.

Conforme o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), nesta quarta-feira (24), véspera de Natal, os termômetros na Capital devem variar entre 21°C e 30°C, com umidade relativa do ar entre 30% e 90%.

Durante a manhã, há previsão de muitas nuvens enquanto à tarde e à noite o tempo será de muitas nuvens com pancadas de chuva isoladas. Os ventos sopram do quadrante oeste a nordeste, com intensidade fraca a moderada.

Já na quinta-feira (31), primeiro dia do ano, o tempo permanece semelhante. A mínima prevista é de 22°C, com ligeira elevação, e máxima de 30°C. O céu segue com muitas nuvens e pancadas de chuva desde manhã, umidade variando entre 35% e 90%, e ventos de noroeste a oeste, também de fraca a moderada intensidade.

Confira a previsão em outros municípios: 

Dourados

Quarta-feira (31/12)

  • Mínima de 21°C e máxima de 35°C
  • Umidade entre 40% e 100%
  • Manhã com muitas nuvens
  • Tarde com muitas nuvens e pancadas de chuva isoladas
  • Noite com muitas nuvens e pancadas de chuva isoladas

Quinta-feira (01/01)

  • Mínima de 23°C e máxima de 35°C
  • Umidade entre 40% e 90%
  • Predomínio de muitas nuvens e chuvas isoladas

Corumbá

Quarta-feira (31/12)

  • Mínima de 23°C e máxima de 39°C
  • Umidade entre 30% e 100%
  • Manhã com muitas nuvens
  • Tarde com muitas nuvens e pancadas de chuva isoladas
  • Noite com muitas nuvens e pancadas de chuva isoladas

Quinta-feira (01/01)

  • Mínima de 25°C e máxima de 40°C
  • Umidade entre 30% e 90%
  • Muitas nuvens, com possibilidade de chuva isolada

Mundo Novo

Quarta-feira (31/12)

  • Mínima de 24°C e máxima de 33°C
  • Umidade entre 50% e 95%
  • Manhã com muitas nuvens e pancadas de chuva isoladas
  • Tarde com muitas nuvens e pancadas de chuva isoladas
  • Noite com muitas nuvens e pancadas de chuva isoladas

Quinta-feira (01/01)

  • Mínima de 26°C e máxima de 32°C
  • Umidade entre 60% e 90%
  • Muitas nuvens, com possibilidade de chuva isolada

Coxim

Quarta-feira (31/12)

  • Mínima de 23°C, em ligeiro declínio, e máxima de 36°C
  • Umidade entre 40% e 100%
  • Manhã com muitas nuvens
  • Tarde e noite com muitas nuvens e pancadas de chuva isoladas

Quinta-feira (01/01) 

  • Mínima de 24°C e máxima de 37°C
  • Umidade entre 40% e 90%
  • Muitas nuvens, com possibilidade de chuva isolada

Ponta Porã

Quarta-feira (31/12)

  • Mínima de 21°C e máxima de 34°C
  • Umidade entre 40% e 100%
  • Manhã com muitas nuvens
  • Tarde com muitas nuvens e pancadas de chuva isoladas
  • Noite com muitas nuvens e pancadas de chuva isoladas

Quinta-feira (01/01)

  • Mínima de 23°C e máxima de 34°C
  • Umidade entre 40% e 90%
  • Predomínio de muitas nuvens com pancadas de chuva isoladas

Três Lagoas

Quarta-feira (31/12)

  • Mínima de 23°C e máxima de 33°C
  • Umidade entre 50% e 90%
  • Muitas nuvens com pancadas de chuva isoladas

Quinta-feira (01/01)

  • Mínima de 24°C e máxima de 35°C, com ligeira elevação
  • Umidade entre 50% e 100%
  • Muitas nuvens com pancadas de chuva isoladas

Semana de Ano Novo com padrão típico de verão

De acordo com a previsão do Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de Mato Grosso do Sul (Cemtec-MS), o período entre segunda-feira (29) e quinta-feira (1º) será marcado por padrão típico de verão, com altas temperaturas, elevada umidade e condições favoráveis para pancadas de chuva em todo o Estado.

As manhãs devem começar com sol e variação de nebulosidade, porém, ao longo da tarde e durante a noite, o aquecimento diurno aliado à alta umidade do ar favorece a formação de instabilidades, aumentando a possibilidade de chuva.

Com a atuação de áreas de baixa pressão atmosférica, não estão descartadas chuvas mais intensas em pontos isolados, que podem ser acompanhadas de tempestades, raios e rajadas de vento.

Os ventos predominam do quadrante norte, com velocidades entre 30 e 50 km/h, podendo ocorrer rajadas pontuais acima de 50 km/h, o que intensifica a sensação de calor e abafamento.

Temperaturas por região

  • Regiões Sul, Cone-Sul e Grande Dourados: mínimas entre 21°C e 23°C e máximas entre 29°C e 32°C;
  • Regiões Pantaneira e Sudoeste: mínimas entre 23°C e 27°C e máximas entre 32°C e 36°C;
  • Regiões do Bolsão, Norte e Leste: mínimas entre 21°C e 25°C e máximas entre 31°C e 36°C;
  • Campo Grande: mínimas entre 22°C e 24°C e máximas entre 29°C e 31°C.

A recomendação é redobrar os cuidados com hidratação, evitar exposição prolongada ao sol nos horários mais quentes e ficar atento às mudanças rápidas no tempo, comuns nesta época do ano.

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CAMPO GRANDE

Recorde de produção leva venda do bolo de Santo Antônio para Praça do Rádio

Quantidade saltou em mais de três mil o total produzido no último ano e que era a expectativa deste 2026; Arraial de Santo Antônio acontece até domingo (14) no centro da Capital

13/06/2026 17h30

Para 2026, os bolos de pote contam com 3 mil alianças simbólicas, bem como a distribuição de vouchers premiados para um par de alianças de ouro e até mesmo uma TV de 60 polegadas.

Para 2026, os bolos de pote contam com 3 mil alianças simbólicas, bem como a distribuição de vouchers premiados para um par de alianças de ouro e até mesmo uma TV de 60 polegadas. Marcelo Victor/Correio do Estado

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Feitos pelas mãos voluntárias dos fiéis da Catedral Nossa Senhora da Abadia e Santo Antônio, o popular bolo do "santo casamenteiro" bateu recorde de produção e superou o total do ano passado que era expectativa para este 2026, com o restante sendo colocado à venda no Arraial na Praça do Rádio, no centro de Campo Grande neste domingo (14). 

Se em 2025 o bolo de Santo Antônio chegou a ter 17 mil unidades, a alta procura motivou a Catedral que fica localizada na Travessa Lydia Baís, s/n, na região central de Campo Grande, a bater os recordes de produção neste ano. 

Conforme repassado pela organização, essa ampliação da quantidade fez com que as mãos que compõem principalmente a Catedral Nossa Senhora da Abadia e Santo Antônio produzissem a marca de 20 mil bolos de pote.

Com fiés que inclusive ganharam a aliança, mas não o noivo", como bem acompanhou pela manhã o Correio do Estado, essa tradição de Santo Antônio reúne histórias de esperança e até mesmo bom humor. 

Com distribuição feita na manhã deste sábado (13), dia dedicado a Santo Antônio, em sistema drive-thru, nem todos os bolos foram retirados na ocasião, muito também graças ao frio e chuva que caíram sobre a Capital. 

Por esse motivo, as unidades restantes serão vendidas durante o Arraial de Santo Antônio, na Praça do Rádio Clube, no Centro de Campo Grande.

Arraial de Santo Antônio

Sem resumir-se aos bolos de pote, o Arraial de Santo Antônio contará com diversas opções gastronômicas, como: 

  • porção de linguiça com chimichurri,
  • calabresa com cebola,
  • amendoim e
  • milho com mostarda e mel.

Para 2026, os bolos de pote contam com 3 mil alianças simbólicas, bem como a distribuição de vouchers premiados para um par de alianças de ouro e até mesmo uma TV de 60 polegadas.

Importante destacar que, para o casal que localizar os vouchers, é necessário procurar a secretaria da Catedral para realizar a troca pelo prêmio.

Procissão

Neste domingo (14), as festividades que honram ao padroeiro de Campo Grande serão encerradas com a tradicional procissão, que têm saída marcada para às 18h, indo da Catedral Nossa Senhora da Abadia e Santo Antônio, seguindo em direção à Praça do Rádio Clube, onde será celebrada a Santa Missa, às 19h, marcando o encerramento oficial da programação.

Reconhecido oficialmente como padroeiro de Campo Grande em 2001, a ligação de Santo Antônio com a Cidade Morena é ainda mais histórica e começou antes mesmo da hoje Capital do Mato Grosso do Sul tornar-se um município. 

O próprio José Antônio Pereira, fundador da Capital, era devoto de Santo Antônio e pediu sua intercessão, prometendo que, se suas preces fossem atendidas, construiria uma igreja dedicada ao santo.

José Antônio cumpriu a promessa após sua chegada à região, com a construção de uma capela de pau-a-pique em 1879, que anos depois, em 1991, seria consagrado como Catedral Metropolitana por ocasião da visita do Papa João Paulo II.

Um dos santos mais populares no Brasil e um dos mais importantes do Catolicismo, Santo Antônio é também conhecido como "protetor das coisas perdidas", "dos pobres" e como o "santo dos milagres". Membro da ordem dos franciscanos, ele dedicou sua vida à pregação e à caridade.

Relatos apontam que muitos doentes e pessoas com deficiência ficaram curados durante seus sermões, que eram feitos em praças e igrejas. Santo Antônio também é conhecido como "casamenteiro", graças a sua generosidade e de ações voltadas ao auxílio de mulheres que não tinham condições de se casar.

Santo Antônio têm seu falecimento datado em 13 de junho de 1231, na cidade italiana de Pádua, canonizado menos de um ano após sua morte. Já em 1946 foi proclamado Doutor da Igreja, título esse dado em reconhecimento a sua profunda influência teológica e sabedoria.
**(Com assessoria)

 

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SAÚDE

Estudo aponta que tarifa zero pode garantir mais acesso a serviços de saúde

Texto destaca que tempos de deslocamento prolongados em regiões metropolitanas "atuam como severos agravantes de sofrimento psíquico, estresse crônico e exaustão, potencializando quadros de ansiedade e depressão".

13/06/2026 16h31

Distância, o custo da tarifa do ônibus e a baixa qualidade do transporte urbano criam limitações para que ela acesse serviços essenciais da sua vida

Distância, o custo da tarifa do ônibus e a baixa qualidade do transporte urbano criam limitações para que ela acesse serviços essenciais da sua vida Gerson Oliveira/Correio do Estado

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Auxiliar de serviços gerais, Núbia Sales Veras, de 52 anos, moradora da Cidade Ocidental, município goiano no Entorno do Distrito Federal, utiliza diariamente o transporte público para cruzar o limite com a capital do país e chegar até a empresa onde trabalha, no Lago Sul, bairro de elite de Brasília, a cerca de 50 quilômetros (km) de casa.

A distância, o custo da tarifa do ônibus e a baixa qualidade do transporte urbano criam limitações para que ela acesse serviços essenciais da sua vida, como o tratamento que faz para fibromialgia, uma síndrome crônica que causa dores musculares e articulares em várias partes do corpo.

"Já perdi compromisso, já perdi consulta do meu tratamento no [hospital] Sarah [instituição de saúde focada em reabilitação motora e neurológica], tudo por causa da demora do ônibus e do valor da passagem", contou à Agência Brasil.

A reportagem conversou com Núbia, na tarde da última sexta-feira (12), quando ela passava pela Rodoviária do Plano Piloto, o principal terminal de transporte público urbano do Distrito Federal e região metropolitana, localizada no centro da capital do país.

Outro problema relatado pela trabalhadora é o valor da passagem, que chega a custar R$ 18 por dia, custo que limita sua vida social.

"Muitas vezes não pude utilizar para a cultura, para colocar minhas filhas em uma escola melhor, mas mais distante, por causa desse valor da passagem", afirmou.

A experiência de Núbia, bem como de milhares de pessoas que usam o transporte público rodoviário para transitar pelas grandes cidades do país, reflete as conclusões de um novo estudo desenvolvido por pesquisadores vinculados ao Instituto de Ciência Polícia da Universidade de Brasília (UnB).

O artigo intitulado Quem pode circular? Tarifa zero, mobilidade e desigualdades raciais no acesso à cidade e aos serviços aponta que o custo tarifário e a precariedade do transporte, incluindo superlotação, insegurança e imprevisibilidade, geram obstáculos concretos à continuidade do cuidado em saúde, resultando no atraso de diagnósticos, faltas a consultas agendadas e prejuízos no acompanhamento preventivo de doenças crônicas.

Racismo estrutural

O texto, publicado no formato policy paper (um tipo de relatório técnico), destaca que os tempos de deslocamento prolongados em regiões metropolitanas "atuam como severos agravantes de sofrimento psíquico, estresse crônico e exaustão, potencializando quadros de ansiedade e depressão".

Esses efeitos, de acordo com a pesquisa, tendem a ser particularmente significativos quando observados sob a perspectiva das desigualdades raciais. Isso porque a população negra está sobrerrepresentada entre os grupos de menor renda, residentes em territórios periféricos e mais dependentes do transporte público.

"Isso significa que as barreiras econômicas e territoriais à mobilidade incidem de forma desproporcional sobre essa população, limitando seu acesso à cidade e aos seus serviços", aponta o estudo.

Também na Rodoviária do Plano Piloto, a aposentada Helena Simão, mulher negra de 72 anos, caminhava devagar e com dificuldade quando parou para conversar com a reportagem, pouco antes de embarcar no ônibus para chegar a Samambaia, região administrativa do DF, distante cerca de 30 quilômetros do centro da capital.

Ela contou que convive há anos com osteoporose, uma doença que reduz a densidade e enfraquece os ossos do corpo. Apesar de não pagar mais a tarifa, por ter gratuidade de pessoa idosa, Helena reclama da baixa circulação de ônibus na periferia.

"Eu já não pago o transporte, mas demora muito para passar e já perdi consulta médica", denunciou Helena. 

Dados do DataSUS citados na pesquisa demonstram, por exemplo, que mulheres negras enfrentam o dobro do risco de morte materna em relação a mulheres brancas, "uma disparidade que se conecta diretamente às restrições materiais e espaciais de locomoção impostas pela segregação urbana".

Transporte universal

Um dos focos do estudo é demonstrar que a remoção da principal barreira econômica ao transporte público, que é o custo da tarifa, por meio da implantação da tarifa zero universal, tem potencial para atuar como uma política estruturante de redução de desigualdades, indo muito além de uma simples medida de transporte público.

"Tem potencial de transformar a relação da sociedade com uma política pública, tal qual o Sistema Único de Saúde (SUS) propiciou, mas agora do ponto de vista do transporte", observa Paíque Duques Santarém, pesquisador da UnB (Universidade de Brasília) e um dos autores do artigo.

Essa desoneração integral do custo da tarifa, na análise dos pesquisadores, constituiria uma ferramenta estratégica para garantir o acesso efetivo aos equipamentos públicos, assegurar a continuidade do cuidado terapêutico e "tensionar, de forma definitiva, os padrões históricos de exclusão territorial e racial que fragmentam as cidades brasileiras".

Em um estudo anterior, o mesmo grupo de pesquisa envolvido no projeto sobre tarifa zero e suas possibilidades de expansão no Brasil aponta que a implementação da gratuidade no transporte público nas 27 capitais brasileiras também representaria uma injeção de R$ 60,3 bilhões anuais na economia do país e poderia ter um efeito semelhante ao do Bolsa Família.

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