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propriedade do Sesc

Antigo Cine Campo Grande vai a leilão com lance inicial de quase R$ 5 milhões

Sesc adquiriu o imóvel em 2013 para transformar em espaço cultural, mas decidiu leiloar o prédio após análises técnicas

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O prédio do antigo Cine Campo Grande será leiloado por quase R$ 5 milhões. O cinema encerrou as atividades em 2012 e, desde então, o edifício, que foi adquirido pelo Sesc em 2013, é considerado ocioso, estando totalmente desocupado.

O edital de leilão público foi publicado no Diário Oficial do Estado desta terça-feira (3).

Na justificativa da alienação do imóvel, o Sesc afirma que não se trata de um bem essencial às atividades atuais e futuras da instituição.

"Embora tenha sido inicialmente considerado para implantação de uma unidade cultural, análises técnicas e estratégicas demonstraram limitações importantes quanto à viabilidade e ao retorno institucional do investimento", diz o Sesc no edital.

O leilão será na modalidade online, com lance inicial de R$ 4.944.755,22, que já poderão ser ofertados a partir desta quarta-feira (4), no portal RPLeilões, com encerramento no dia 24 de fevereiro.

O critério de julgamento adotado será o de maior oferta de preço. O bem será vendido no estado em que se encontra, sem garantias de qualquer natureza e não sendo admitidas reclamações posteriores.

Conforme o edital, o imóvel é composto de um prédio de alvenaria com dois pavimentos e subsolo, com área total construída de 1.307,36 metros quadrados, sendo:

  • Pavimento térreo – Cine 01 e Cine 02;
  • Pavimento Superior: Salas de espera, sanitários, cabines de projeção e salas técnicas;
  • Subsolo: Salas de manutenção, cabine de força, ante-camara, caixa d’agua.

A vistoria ao imóvel pelos interessados poderá ser realizada de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h, até o dia 20 de fevereiro, mediante prévio agendamento junto à Gerência de Suprimentos e Facilities, por meio do e-mail [email protected], sendo proibida a visitação no dia do leilão.

Podem participar do leilão pessoas físicas ou jurídicas, maiores de idade ou emancipadas, domiciliadas ou estabelecidas em qualquer parte do território nacional.

Espaço cultural

O Cine Campo Grande iniciou suas atividades na década de 1980 e fechou ao público em 2012.

No ano seguinte, em 2012, o Sesc-MS adquiriu o local, com objetivo de implantar um espaço cultural para apresentações de dança e teatro, exibição de filmes, oficinas de arte e instrumentos musicais, além de espaço de leitura.

Em 2023, chegou a ser apresentado um projeto para a implementação deste espaço.

Conforme noticiou o Correio do Estado na época, o projeto previa um local para projeção de filmes, mas que também pudesse ser utilizado para apresentações de peças teatrais e de dança, biblioteca com ambiente para leitura, salas com acústica para realização de aulas de música e coral, um hall disponível para viabilização de eventos e uma cafeteria para atender o público visitante.

Também conforme divulgado na época, o projeto estava em tramitação na Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Gestão Urbana (Semadur), visando à aprovação do projeto para posterior retirada do alvará de construção.

Após a aprovação pelos órgãos, seriam finalizados os demais projetos complementares e iniciado o processo licitatório para contratação de empresa para execução da obra.

A expectativa era de que as obras se iniciassem em 2023, mas o projeto nunca saiu do papel e agora o prédio vai a leilão.

Veja imagens do interior do Cine Campo Grande atualmente, conforme consta no edital:

Cidades

Pollon questiona antecipação do recesso da Comissão de Ética

O parlamentar alegou que havia um acordo para que a atividade retornasse após o Carnaval e que, ao informar o presidente de que passaria por exames médicos, ocorreu a antecipação dos trabalhos

03/02/2026 17h33

Reprodução Redes Sociais

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O deputado federal Marcos Pollon (PL-MS), que responde por conduta incompatível com o decoro parlamentar pela ocupação do plenário da Câmara, questionou a decisão de antecipar o retorno dos trabalhos do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados, após informar que teria exames médicos agendados.

O Conselho antecipou o retorno nesta terça-feira (3) e realizou a oitiva das testemunhas do deputado sul-mato-grossense, que, em ocasião anterior, chegou a passar mal durante o julgamento, levando à suspensão da sessão.

No início, Pollon informou que, como havia um acordo para o retorno dos trabalhos somente após o Carnaval, agendou exames médicos para esta semana.

“Tendo conhecimento de que as reuniões não seriam realizadas, eu, que passei o recesso inteiro fazendo check-up, me dirigi ao cardiologista, que é a última bateria de exames que preciso fazer, e marquei esses exames durante esta semana”, disse Pollon.

O parlamentar sul-mato-grossense interpelou os integrantes da Comissão, afirmando que nenhuma reunião havia sido agendada até o momento em que informou o presidente Fábio Schiochet sobre seus exames médicos.

“Não havia agendamento de reuniões até que eu informasse que tinha o agendamento desses exames para realizar. Após essa informação, houve a convocação da presente reunião”, afirmou.

O relator, deputado Zé Haroldo Cathedral, entendeu que não deveria adiar a instrução e que os trabalhos deveriam continuar.

Oitivas

Na retomada do julgamento, Pollon conduziu as oitivas das testemunhas que prestaram depoimento durante a licença médica do parlamentar, em dezembro do ano passado.

Entre elas, a advogada da Associação dos Familiares e Vítimas do 8 de Janeiro, Carolina Barreto Siebra, que, ao relatar a ocupação, afirmou ter percebido uma movimentação “estranha”, indicando a possibilidade de um acordo.

Na ocasião, os deputados, incluindo Pollon, ocuparam o plenário por mais de 30 horas, em uma tentativa de pressionar pela aprovação de um projeto de anistia ampla aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023.

Ao adentrar nos meandros que levaram à ocupação, o parlamentar citou o caso de uma professora de Mato Grosso do Sul que teria ficado presa por um ano, por supostamente ter recebido R$ 500 de uma vaquinha para comprar marmitas aos manifestantes acampados.

“Ela nem participou das manifestações de 8 de janeiro, mas foi presa só porque ajudou as pessoas a se alimentarem. Ela não consegue emprego e não tem condições de comprar os medicamentos de que precisa para a sua saúde”, disse.

Próxima sessão

Na quarta-feira (4), haverá a discussão e votação do parecer preliminar da representação (REP 9/25) do Partido Novo contra o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), por quebra de decoro parlamentar. A reunião está prevista para as 14h, em plenário a ser definido.

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Campo Grande

Prefeitura tem 7 dias para pagar dentistas e evitar greve em Campo Grande

Pagamentos já garantidos judicialmente devem ocorrer até próxima segunda-feira

03/02/2026 17h30

Assembleia que deliberou estado de greve da categoria em dezembro do ano passado

Assembleia que deliberou estado de greve da categoria em dezembro do ano passado Foto: Divulgação

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Sem o pagamento dos reajustes salariais garantido pela Justiça, os dentistas servidores municipais de Campo Grande devem paralisar na próxima semana, caso a prefeitura não quite o débito até o início da próxima semana.

O "cabo de guerra"entre a categoria e o Executivo Municipal se arrasta há meses e conforme as ponderações do Ministério Público do Trabalho e do Tribunal de Justiça, a administração municipal, por meio da prefeita Adriane Lopes (PP) tem até a próxima segunda-feira (9) para cumprir com os reajustes, uma vez que os dentistas já indicam greve há quase dois meses. 

Além disso, desde janeiro, a prefeitura sofre multas diárias de R$ 3 mil, uma vez que já deveria ter reajustado os salários dos profissionais. Neste momento, a multa ultrapassa a cada dos R$ 75 mil e o não pagamento acarretaria na manutenção apenas de serviços essenciais e de urgência, reduzindo o número de profissionais nos posto e unidades de saúde da Capital. 

Caso a paralisação se confirme, a categoria deve manter apenas 29 unidades básicas em funcionamento integral e cerca de 42% dos profissionais da atenção básica em atividade plena.

Além disso, serão mantidos atendimentos de urgência e emergência em todas as unidades, básicas e especializadas, cobertura ambulatorial nas unidades de especialidades, policlínicas e odontomóvel de até 50%. Haverá exclusão de plantões de urgência e emergência, e serão mantidos apenas atendimentos de profissionais contratados e residentes.

Entenda

Em meio às festas de fim de ano, o recesso judiciário concedeu indiretamente à Prefeitura de Campo Grande maior prazo para rever as condições que possibilitam a paralisação dos dentistas servidores do município desde o fim do ano passado. 

Em dezembro último, a Justiça indeferiu o pedido da prefeitura que pediu maior prazo para quitar os pagamentos devidos, além disso, majorou a multa cominatoria, fixada em R$ 3 mil por dia, em nome da prefeita Adriane Lopes (PP), bem como estabeleceu prazo de 15 dias para que a administração quitasse os reajustes, pendentes desde 2022. 

A decisão do desembargador Luiz Tadeu Barbosa Silva confirmou que a Prefeitura de Campo Grande não estava cumprindo as decisões judiciais, e isso era suficiente para considerar o movimento grevista legítimo, caso a administração municipal não "entrasse na linha". Ou seja, na prática, o parecer apenas postergou a paralisação. 

O desembargador confirmou que as decisões judiciais em favor dos sindicalistas não vêm sendo cumpridas de forma célere pela Prefeitura de Campo Grande, com registros de "dilação, advertências judiciais e imposições de medidas coercitivas no juízo de origem". 

"Nossa categoria respeita a Justiça, por isso decidimos suspender a paralisação, isso não significa que abrimos mão dos nossos direitos, nem que vamos recuar. Continuamos em estado de greve, cobrando que a Prefeita cumpra a ordem judicial para fazer o reposicionamento do plano de cargos e carreiras", informou o presidente do Sioms, David Chadid.

Na ocasião, Chadid reforçou a legalidade do movimento. "Nós temos a convicção de que nosso movimento é legítimo e legal, pois seguimos todos os trâmites que a lei de greve determina, então nosso advogado pediu reconsideração da Justiça, demonstrando por meio de documentos que estamos fazendo o correto", pontuou.

"Os impetrados tiveram tempo mais do que suficiente para tanto, sobretudo considerando que estão na posse dos documentos necessários à implementação das medidas necessárias por esse juízo desde meados de julho", destacou o juíz. 

Apesar dos prazos, o recesso forense do Tribunal de Justiça impedia que processos fossem julgados ate o dia 21 de janeiro, o que garantiu mais prazo à prefeitura. 

Imbróglio

No dia 15 de dezembro, o juiz da 1ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos, Ariovaldo Nantes Corrêa determinando que em 15 dias a gestão municipal cumprisse os pagamentos sobre o plano de cargos e carreira da categoria, sob pena de triplicar a multa ao Executivo Municipal, advertindo a prefeita, em caso de desobediência. 

"Ficando desde já advertidos de que o descumprimento injustificado da ordem judicial implicará na incidência das penas de litigância de má-fé sem prejuízo da responsabilização do gestor por crime de desobediência nos termos do que dispõe o artigo 26 da Lei nº 12.016/2009", advertiu o juiz. As partes tentam um acordo desde novembro do ano passado. 

A reportagem, Chadid disse que a paralisação é ruim pra sociedade campo grandense e que espera um desfecho em breve. "Os profissionais investiram tempo e recursos nas suas especializações, abdicaram de tempo com a família pra melhor atenderem a população, e não estão recebendo recursos de direito que são significativos, que irão movimentar a economia de Campo Grande".  Segundo ele, o setor movimenta cerca de R$ 12 milhões ao ano.

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