Cidades

TRATAMENTO DA COVID-19

Anvisa alerta para o uso da ivermectina, medicamento usado em Campo Grande

Capital aprovou na semana passada o protocolo para uso de hidroxicloroquina e ivermectina

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Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) fez um alerta ontem (9) diante das notícias recentes de que algumas prefeituras pelo Brasil, inclusive Campo Grande, distribuirão o medicamento ivermectina como forma de tratamento do coronavírus. Capital aprovou o protocolo que usa a hidroxicloroquina e a ivermectina na semana passada.

Segundo o órgão, ligado ao Ministério da Saúde, o uso do medicamento não é recomendado para a Covid-19 e afirmou que "não existem estudos conclusivos que comprovam o uso desse medicamento para o tratamento da Covid-19", diz a nota. 

A Anvisa também reforçou que o uso de medicamentos sem orientação médica e sem provas de que realmente estão indicados para determinada doença traz uma série de riscos à saúde. 

Em Mato Grosso do Sul, a Secretaria Estadual de Saúde (SES) não adotou o protocolo de uso da hidroxicloroquina e ivermectina. Além disso, o Hospital Regional também não adotará o protocolo. 

A ivermectina é um medicamento recomendado contra parasitas e, em estudos recentes, o remédio até mostrou resultados positivos contra uma ampla gama de vírus, mas a conclusão foi feita com base apenas em estudos in vitro, ou seja, sem a etapa seguinte de testes em humanos. 

"Os resultados encontrados in vitro não podem ser tomados como verdadeiros in vivo", advertiu o órgão, acrescentando que há apenas um estudo em andamento no Brasil para a comprovação da eficácia do medicamento contra o coronavírus. 

A iniciativa, porém, tem previsão de conclusão para julho de 2021 e não teve a anuência da Anvisa. O órgão ligado ao Ministério da Saúde ainda demonstrou preocupação. 

“USADO PARA GADO”

Ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, demonstrou preocupação com uso de diferentes tipos de remédios para o tratamento e prevenção do coronavírus, mas sem eficácia comprovada cientificamente

“Deve se ter muito cuidado. Tem muitos que defendem a cloroquina, tem muitos que defendem a ivermectina, que é um remédio aqui no nosso Estado muito conhecido porque entrou pelo uso veterinário, depois foi para uso humano, então ele é muito usado para gado. Tem os que defendem o Anitta, tem outros que defendem a heparina, tem outros que defendem o corticoide”, disse Mandetta ao participar de audiência pública na Câmara da Capital. 

Acidente

Motociclista de 19 anos morre após bater contra ônibus na Capital

Acidente aconteceu na manhã desta segunda-feir; segundo a polícia, motociclista pode ter avançado a sinalização

07/09/2026 14h00

O caso foi registrado na Depac-Cepol

O caso foi registrado na Depac-Cepol Gerson Oliveira/Correio do Estado

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Um motociclista, identificado como Juan Pablo Ferreira Xavier, de 19 anos,  morreu na manhã desta segunda-feira (7) após bater contra um ônibus do transporte coletivo em Campo Grande. O acidente aconteceu por volta das 6h50, no cruzamento das ruas Galdino Afonso Vilela e Água Santa, no Jardim Vida Nova, região Norte da Capital.

Segundo o registro da ocorrência, o motociclista seguia pela Rua Água Santa quando avançou a sinalização de “PARE”. Na sequência, a motocicleta bateu na lateral dianteira esquerda do ônibus, que trafegava pela Rua Galdino Afonso Vilela.

Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência, o Samu foi acionada e constatou a morte do motociclista ainda no local. Conforme a Polícia Militar, Juan Pablo não possuía CNH.

O motorista do ônibus permaneceu no local após a colisão e prestou atendimento. Ele foi qualificado pela Polícia Civil como testemunha e deverá ser ouvido posteriormente.

A Polícia Científica realizou a perícia no local e recolheu o tacógrafo do ônibus para análise. Os veículos ficaram sob responsabilidade da Polícia Militar.

O caso foi registrado na Delagacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac-Cepol) como homicídio culposo na direção de veículo automotor. A Polícia Civil vai investigar as circunstâncias do acidente.

INTERIOR

Homem sequestra ex-mulher após fim de relacionamento e é preso com apoio do Choque

Vítima foi retirada de dentro de casa por três indivíduos e levada para hotel em outra cidade, onde teria sido vítima de violência sexual por parte do ex-convivente mentor do crime

07/09/2026 13h01

Ocorrência teve início após três indivíduos invadirem uma residência localizada na rua Edelmar Alves de Lima, que fica no bairro Vila Machado, em Bonito

Ocorrência teve início após três indivíduos invadirem uma residência localizada na rua Edelmar Alves de Lima, que fica no bairro Vila Machado, em Bonito Reprodução

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Identificado como Paulo Cesar Valentim, um homem de 44 anos foi preso após organizar e executar o sequestro de sua ex-mulher, no fim da noite de domingo (06) no interior do Mato Grosso do Sul. O indivíduo foi localizado e preso com apoio das equipes do Batalhão de Choque. 

Conforme narrado sobre o histórico desse crime, a ocorrência teve início após três indivíduos invadirem uma residência localizada na rua Edelmar Alves de Lima, que fica no bairro Vila Machado, em Bonito, distante aproximadamente 270 quilômetros de Campo Grande. 

No interior do Estado, a vítima identificada como Daniele de Souza Tibúrcio, de 28 anos, foi retirada de dentro de casa após três agressores invadirem o local, subtraindo aparelhos telefônicos e agredindo um homem presente. 

Conforme revelado pela mãe de Daniele, a filha havia se separado do então marido poucas semanas antes, que não teria aceitado o fim do relacionamento e passado a procurar a mulher pela cidade com a intenção de levá-la consigo. 

Segundo relato de Virgínia, sua filha Daniele havia se separado de seu ex-marido, identificado como Paulo Cesar Valentim, algumas semanas antes. Paulo teria posteriormente se deslocado até Bonito/MS, passando a procurá-la e demonstrando interesse em localizar e levar consigo a vítima.

Luan de Souza Castilho, que estava na companhia de Mikaeli de Souza Castilho quando os indivíduos invadiram a residência, revelou que foi agredido pelos acusados posteriormente identificados e que um homem de cabelos grisalhos e casaco verde havia colocado um travesseiro sobre sua cabeça e passado a golpeá-lo com uma barra de metal “aparentemente com a finalidade de fazê-lo perder a consciência”, citam as forças policiais em nota. 

Entenda

Invadindo a residência onde a vítima estava após pularem o muro do vizinho, Daniele teria sido retirada do local sob grave ameaça. No local, os moradores apontaram que três homens foram responsáveis por entrar na residência, usando capuzes e aparentemente armados, sendo constatado o uso de uma barra de ferro. 

Justamente o circuito de monitoramento de um dos vizinhos foi crucial para solucionar o caso de forma rápida, já que as imagens além de capturarem a placa do veículo usado no crime também captaram a voz de Daniele quando estava sendo rendida e posteriormente colocada no carro do agressor.

Identificado o Fiat Mobi de cor branca utilizado no crime, os agentes indicaram ainda que seria Paulo Cesar Valentim o quarto indivíduo que estaria prestando o apoio na condução, enquanto três outros se encarregaram de invadir a casa e sequestrar Daniele. 

Os três indivíduos teriam usado de força para colocar a vítima no banco traseiro, mas teriam sido deixados para trás por Paulo logo em seguida. Sendo que dois deles haviam inclusive retirado o capuz durante a ação, uma das vítimas pôde visualizar o rosto desses acusados. 

Logo em seguida a solicitante inicial voltou a entrar em contato com o 190, dizendo ter visto dois dos indivíduos que invadiram sua residência em uma unidade do Posto Ipiranga, localizado na região central de Bonito/MS. Nesse local, o dito homem grisalho de casaco verdade havia sido contido por populares, enquanto o segundo se evadiu, sendo seguido pelo filho da vítima. 

O primeiro identificado seria um venezuelano chamado Edgar Jose Lozano Rojas, com Helio Fernandes da Mata localizado e capturado depois em frente ao Hotel da Praça, na cidade de Bonito/MS. Em ambos os casos  foi necessário o uso de algemas para preservar a integridade física da equipe e impedir eventual fuga. 

Esses dois revelaram que um terceiro chamado de “paraguaio” (Arnaldo Andreis Villar) havia se evadido ao perceber a presença de populares. Sobre Paulo, disseram que não saberiam o rumo tomado junto da vítima. 

Os envolvidos na prática criminosa teriam sido abordados pelo mentor do sequestro próximo da rodoviária de Campo Grande, aceitando o “serviço” diante da promessa de pagamento entre mil e R$2.000,00 para cada um. 

Com esses três presos, foram localizados em posse deles dois aparelhos celulares, um power bank e um fone de ouvido sem fio, que seriam pertences das vítimas e subtraídos mediante grave ameaça durante a ação.  

Identificada também a placa do veículo, os agentes obtiveram informações sobre o possível paradeiro do mentor e da vítima. Já no município de Dourados, o agressor de Daniele foi localizado no quarto número 12 do Hotel Laguna, que fica na Rua Onofre Pereira de Matos, nº 2083. 

Daniele afirmou que foi mantida sob cárcere e constante ameaça. Segundo ele, Paulo dizia que caso a vítima tentasse pedir socorro os outros três “capangas” matariam a família da mulher.

Ela disse ainda que, no trajeto entre Bonito/MS e Dourados/MS, Paulo ainda teria parado o veículo às margens da rodovia para agredi-la com socos na região abdominal. 

“Informou também que, após a chegada ao hotel, Paulo teria mantido relação sexual com ela sem seu consentimento”, complementa o Batalhão de Choque em nota.

Paulo confessou que contratou os três envolvidos próximo da rodoviária que fica na Av. Gury Marques, na Capital, prometendo o pagamento de dois mil reais para cada. Ele informou aos indivíduos que o serviço consistiria em entrar em uma residência, sequestrar uma mulher e entregá-la a ele, que estaria aguardando em um veículo.

Paulo Cesar Valentim e o veículo Fiat Mobi, placa RVC-3D30, foram levados até a Delegacia de Polícia Civil de Bonito/MS, onde foram apresentados para as providências cabíveis. O autor foi entregue sem lesões corporais aparentes.

Os outros três foram encaminhados primeiro para a sede da 1ª CIPM de Bonito/MS para confecção do Registro de Ocorrência. Após isso, foram levados ao hospital para realização de exame de corpo de delito e, em seguida, conduzidos à Delegacia de Polícia Civil, onde devem ficar à disposição da Justiça.

 

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