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A energia do Tarô da semana entre 07 e 13 de setembro. Momento de equilibrar responsabilidades

Como carta da semana, a Rainha de Ouros nos convida a colocar os pés no chão, equilibrar nossas responsabilidades práticas e cuidar, com a mesma atenção, da vida pessoal e do trabalho.

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Rainha de ouros: o poder de cultivar o que importa

Depois de uma semana regida pelo Quatro de Espadas, que nos convidou à pausa, ao recolhimento e à recuperação das forças, o Tarô nos traz uma energia mais voltada para a vida prática.

De 7 a 13 de setembro, a carta regente é a Rainha de Ouros, uma figura que fala de estabilidade, maturidade, cuidado e, principalmente, da capacidade de transformar aquilo que desejamos em algo concreto.

As Rainhas dos Arcanos Menores representam uma energia amadurecida e interiorizada. Enquanto os Pajens estão ligados ao aprendizado e à descoberta, os Cavaleiros representam movimento e ação e os Reis simbolizam domínio e expressão dessa energia no mundo, as Rainhas mostram como aprendemos a acolher, administrar e desenvolver aquilo que cada naipe representa.

A Rainha de Copas conhece a profundidade dos sentimentos; a Rainha de Espadas, o discernimento; a Rainha de Paus, a força do desejo e da criatividade; e a Rainha de Ouros conhece o valor daquilo que é concreto, daquilo que precisa de tempo, presença e cuidado para crescer.

Apenas lembrando que, no Tarô, a Rainha de Ouros representa uma energia, e sua influência se estende a todos, independentemente do gênero. Afinal, todos manifestamos, em diferentes momentos, os arquétipos representados pelos arcanos.

Na imagem tradicional da carta, a Rainha de Ouros aparece sentada em seu trono, segurando uma grande moeda dourada. O símbolo de Ouros está em suas mãos como algo precioso, que merece atenção e proteção. Ao seu redor, a natureza é exuberante, reforçando a ideia de fertilidade e abundância.

É como se a imagem nos lembrasse de que uma semente não se transforma em árvore simplesmente porque desejamos que isso aconteça. É preciso preparar a terra, plantar, regar, esperar e continuar cuidando. Por isso, a Rainha de Ouros fala menos de resultados imediatos e mais de construção.

Essa energia encontra uma correspondência especialmente forte com o signo de Virgem, que domina boa parte do céu desta semana. Virgem é um signo de Terra associado à organização, ao discernimento, à atenção aos detalhes e ao aperfeiçoamento.

É a energia que observa o que existe e pergunta: o que pode funcionar melhor? Mas, em sua expressão mais elevada, Virgem não fala apenas de produtividade ou perfeccionismo. Fala de cuidado. De perceber o que precisa de atenção. De colocar a vida em ordem para que ela possa funcionar de uma maneira mais saudável.

É justamente aí que a Rainha de Ouros e Virgem se encontram. As duas nos lembram que grandes transformações muitas vezes começam com pequenas atitudes.

Uma rotina que precisa ser reorganizada, uma conta que precisa ser colocada em ordem, um projeto que precisa ser retomado, uma conversa que foi adiada, um limite que precisa ser estabelecido. Nem sempre precisamos mudar tudo. Às vezes, precisamos apenas cuidar melhor daquilo que já existe.

E essa mensagem ganha ainda mais força com a Lua Nova em Virgem, na sexta (11/9). Toda Lua Nova marca o início de um novo ciclo, e, em Virgem, esse recomeço ganha uma qualidade prática: é hora de olhar para a vida e perceber o que precisa ser ajustado, simplificado ou aperfeiçoado.

É uma excelente oportunidade para plantar novas intenções, mas a Rainha de Ouros nos lembra que intenção sem cuidado não é suficiente. É preciso criar as condições para que aquilo que desejamos possa realmente crescer.

Talvez essa seja a pergunta mais importante desta Lua Nova: o que eu quero cultivar?

Porque existe uma diferença entre conquistar e cultivar. Conquistas podem acontecer de repente, enquanto aquilo que realmente cria raízes precisa de tempo.

A Rainha de Ouros não tem pressa. Ela sabe que consistência é mais poderosa do que ansiedade e que fazer um pouco todos os dias pode ser mais transformador do que grandes esforços que não conseguimos sustentar.

No amor, essa carta fala de uma afetividade que se demonstra principalmente por atitudes. A Rainha de Ouros não precisa necessariamente de grandes declarações; ela reconhece o amor na presença, na disponibilidade, na atenção e nos pequenos gestos.

É uma energia que busca segurança emocional e estabilidade, mas também nos ensina que cuidar não significa carregar tudo nas costas. É importante perguntar se aquilo que oferecemos também retorna para nós.

Para quem está em um relacionamento, a semana pode favorecer gestos concretos de carinho e conversas sobre planos e segurança. Para quem está solteiro(a), a Rainha de Ouros aconselha observar menos o brilho imediato e mais a consistência.

Quem aparece pode ser interessante, mas quem permanece revela muito mais. A entrada de Vênus em Escorpião, na quinta-feira (10/9), acrescenta intensidade à vida afetiva e pode aprofundar desejos, vínculos e questões de confiança. A combinação pede profundidade, mas sem confundir intimidade com controle.

No trabalho e na carreira, a Rainha de Ouros fala de competência e reconhecimento do próprio valor. É uma carta que favorece projetos que precisam ser estruturados, conhecimentos que podem ser transformados em resultados e experiências que precisam ser valorizadas.

Ela nos lembra que aquilo que sabemos fazer também é patrimônio. Tudo o que aprendemos ao longo do caminho, inclusive com os erros, passa a fazer parte do nosso repertório.

Para quem está buscando uma mudança profissional, talvez a mensagem não seja sair correndo em direção ao primeiro caminho que aparecer, mas construir uma transição com mais consciência.

Para quem já está em uma carreira, pode ser uma semana importante para organizar processos, aperfeiçoar projetos e reconhecer o quanto já foi construído.

No dinheiro, a Rainha de Ouros é uma carta especialmente favorável. Ela fala de administração, prudência e estabilidade. Não necessariamente de dinheiro inesperado, mas da capacidade de cuidar bem dos recursos que temos. É um bom momento para rever gastos, estabelecer prioridades e pensar no futuro.

Mas a carta também propõe uma reflexão mais profunda: qual é a nossa relação com segurança material? Dinheiro pode representar liberdade, proteção e tranquilidade, mas não deve ser confundido com valor pessoal.

A Rainha de Ouros sabe que prosperidade não significa apenas acumular. Prosperidade também é ter tempo, tranquilidade, uma casa onde possamos descansar, relações que nos façam bem e liberdade para fazer escolhas. É tudo aquilo que sustenta uma vida com mais qualidade.

Mas existe uma sombra nessa carta, e ela merece atenção justamente porque a energia virginiana pode potencializar a cobrança. A Rainha de Ouros pode se transformar naquela pessoa que cuida de todo mundo, resolve todos os problemas, administra tudo e, quando percebe, esqueceu de cuidar de si mesma. Também pode acreditar que precisa deixar tudo perfeito antes de se permitir descansar.

E talvez seja justamente esse o lembrete mais importante da semana: cuidar não é controlar e aperfeiçoar não significa exigir perfeição de si mesmo.

Depois da pausa representada pelo Quatro de Espadas na semana passada, a Rainha de Ouros nos convida a voltar à vida, mas de uma maneira diferente. Mais consciente, mais presente e mais seletiva com aquilo que merece nossa energia.

A Lua Nova em Virgem abre espaço para um novo ciclo. E a Rainha de Ouros pergunta o que estamos dispostas a fazer para que esse novo ciclo seja, de fato, diferente.

Talvez seja hora de organizar, simplificar, escolher melhor, estabelecer limites e cuidar do corpo, da casa, do dinheiro, do trabalho e das relações — mas, acima de tudo, de cuidar de nós mesmos. Porque a grande sabedoria da Rainha de Ouros está em compreender que aquilo que recebe nossa atenção cresce.

Por isso, nesta semana, em vez de perguntar apenas “o que eu quero conquistar?”, experimente perguntar: “O que eu quero cultivar?”

É essa escolha que pode determinar onde estaremos daqui a algum tempo. A Rainha de Ouros sabe que não é preciso ter pressa para florescer. É preciso ter raiz.

Em poucas palavras, a Rainha de Ouros pede que você concentre sua energia naquilo que está construindo. Pode ser um novo projeto, um livro que você está escrevendo ou simplesmente o aprofundamento de uma prática cotidiana. Essa silenciosa e majestosa Rainha da Terra contempla sua moeda com absoluta atenção. Naquele momento, nada parece existir além daquele pequeno universo dourado que carrega nas mãos.

E é exatamente assim que você deve tratar essa oportunidade: como uma planta. Dê-lhe luz, água, alimento e tempo. Cuide dela e observe o que acontece.

Na ilustração de Pamela Colman Smith para essa carta, vemos uma paisagem de primavera, com flores, árvores e um coelho. Para mim, ela evoca Perséfone, que retorna ao seu trono depois do inverno, quando o frio finalmente perde sua força e permite que as flores voltem a brotar. É uma imagem poderosa da matéria que, mesmo em sua forma mais simples e essencial, aspira a participar do grande processo de criação.

Como personificação do elemento Terra, a Rainha de Ouros é silenciosa, serena e aparentemente passiva. Mas existe uma enorme potência nessa quietude. Ela possui uma concentração quase zen. Não precisa fazer barulho para transformar a realidade.

Por representar o mais concreto dos elementos, gosto de ler essa carta também como um chamado para lembrar de onde você veio.

Não necessariamente das dores e dos períodos difíceis da sua história, mas de todos os momentos de crescimento, afeto e descoberta. Das pessoas que fizeram parte deles. Lembre-se do toque da sua mãe, das caronas ou dos passeios com seu pai.

Das brincadeiras com primos, irmãos ou amigos, quando vocês eram capazes de criar mundos inteiros a partir da imaginação. Lembre-se daquela pessoa amiga da família que esteve presente durante tantos anos, acompanhando sua trajetória quase como uma testemunha silenciosa, sempre pronta para fazer alguém rir.

Lembre-se também das suas conquistas e de todas as pessoas que sentiram orgulho de você.

Tudo isso são pequenos fragmentos de amor que, ao longo do tempo, foram se juntando e ajudaram a formar quem você é hoje. Nada do que vivemos desaparece completamente. As experiências, os afetos, os encontros e as pessoas que passaram pela nossa vida deixam marcas e ajudam a construir aquilo que somos.

A Rainha de Ouros nos lembra que estamos sempre em processo de florescimento.

As plantas perenes não precisam pensar em como crescer. Elas simplesmente crescem. Todos os anos, cumprem seu ciclo, encontram novamente a luz, absorvem a água e retornam à vida.

Da mesma maneira, existe dentro de nós uma força silenciosa que sabe se regenerar. Como a água fresca que atravessa a terra sedenta e devolve a ela a capacidade de florescer, também podemos encontrar os recursos necessários para renovar nossa energia e seguir adiante.

Por isso, a carta pede presença e dedicação. Se existe algo importante sendo construído neste momento, dê a isso sua atenção. Não divida sua energia entre mil possibilidades. Escolha aquilo que realmente importa e alimente esse projeto.

Você está criando, neste momento, as bases da sua vida material, do seu trabalho e da sua prosperidade. E isso merece ser levado a sério.

Crie raízes, mas não deixe de crescer.

Você já manifestou a oportunidade. Agora é hora de cuidar dela, oferecer-lhe o que precisa e criar as condições para que possa se desenvolver.

Talvez, neste momento, ela ainda pareça pequena: uma ideia, um projeto, uma possibilidade. Mas, quando é nutrida com dedicação, pode se transformar em uma grande árvore, forte, generosa e cheia de frutos. E são esses frutos que, no futuro, poderão alimentar e sustentar a sua vida.

É essa a sabedoria da Rainha de Ouros: compreender que prosperidade não nasce apenas do que conquistamos, mas também daquilo que sabemos cultivar.

Ela representa o equilíbrio entre cuidar de quem amamos e construir uma vida de estabilidade e abundância, sem abrir mão da nossa independência, da nossa autonomia e da segurança que desejamos para o futuro.

Nesta semana, procure encontrar o seu próprio ritmo entre a vida pessoal e o trabalho. Cuide de quem você ama, mas não se coloque em segundo plano. Afinal, cuidar dos outros não significa esquecer de si mesmo.

Lembre-se: “A melhor época para plantar uma árvore foi há 20 anos. A segunda melhor época é agora.” — Provérbio chinês

Uma ótima semana e muita luz!

Ana Cristina Paixão

DENGUE

Conheça 6 plantas que podem ajudar contra o mosquito da dengue

Citronela, alecrim e manjericão possuem substâncias estudadas contra mosquitos, enquanto a famosa crotalária ganhou espaço nos jardins por outra razão; entenda o que realmente funciona

06/09/2026 09h30

Crotolária, alecrim, manjericão e outras plantas possuem compostos estudados pela ação contra insetos; algumas espécies podem unir beleza, aroma e biodiversidade no jardim

Crotolária, alecrim, manjericão e outras plantas possuem compostos estudados pela ação contra insetos; algumas espécies podem unir beleza, aroma e biodiversidade no jardim Divulgação

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Ter algumas plantas espalhadas pelo quintal, varanda ou perto das janelas pode fazer mais do que deixar a casa bonita e perfumada. Espécies conhecidas pelo aroma intenso possuem compostos naturais estudados pela capacidade de afastar mosquitos e outros insetos.

Citronela, alecrim e manjericão estão entre elas. Uma revisão sistemática publicada na Revista Fitos, periódico científico ligado à Fiocruz, analisou pesquisas sobre substâncias de origem vegetal utilizadas como repelentes naturais e identificou compostos associados à ação repelente nessas plantas.

De acordo com o levantamento, alecrim e citronela foram as espécies que apresentaram maiores evidências de ação repelente, enquanto manjericão e cravo-da-índia se destacaram pela ação inseticida.

E tem ainda uma flor que ficou especialmente famosa quando o assunto é dengue: a crotalária. Diferentemente das plantas aromáticas, porém, a explicação para a presença dela nessa lista está na capacidade de atrair outros visitantes para o jardim.

Veja o que se sabe sobre algumas das plantas que ganharam fama no combate aos mosquitos:

1. Citronela

Crotolária, alecrim, manjericão e outras plantas possuem compostos estudados pela ação contra insetos; algumas espécies podem unir beleza, aroma e biodiversidade no jardimCitronela é considerada a mais famosa contra os mosquitos

Citronela é a mais famosa contra mosquitos

Não é por acaso que a citronela virou praticamente sinônimo de planta repelente. De acordo com a revisão publicada na Revista Fitos, pesquisadores identificaram o citronelal como uma das principais substâncias da planta relacionadas à ação repelente.

A mesma pesquisa, que reuniu resultados de diferentes estudos científicos, apontou a citronela entre as espécies com as maiores evidências de ação repelente analisadas.

O aroma cítrico característico ajuda a explicar por que derivados da planta são tão utilizados em produtos associados ao afastamento de insetos.

Como plantar ?

Prefere sol pleno e solo fértil, bem drenado e rico em matéria orgânica. Pode ser cultivada diretamente no jardim ou em vaso grande, já que forma touceiras e cresce bastante. Faça regas regulares, mantendo o solo úmido, mas sem encharcar. Em vasos, nunca deixe água acumulada no pratinho.
 

2. Alecrim

Conhecido principalmente como tempero, o alecrim também ganhou espaço nas pesquisas sobre repelentes

Crotolária, alecrim, manjericão e outras plantas possuem compostos estudados pela ação contra insetos; algumas espécies podem unir beleza, aroma e biodiversidade no jardimO alecrim pode ser uma das plantas com maior ação repelente

de origem vegetal.

Segundo pesquisas, duas substâncias presentes na planta chamam atenção: o eucaliptol e o beta-cariofileno. Elas aparecem entre os compostos associados à atividade repelente identificados na revisão científica.

Ao analisar os estudos disponíveis, os pesquisadores colocaram o alecrim, ao lado da citronela, entre as plantas com maiores evidências de ação repelente. E a vantagem é que a espécie pode cumprir várias funções dentro de casa: deixa o ambiente aromático, pode ser cultivada em vasos e ainda vai direto para a cozinha.

Como plantar: escolha um lugar que receba bastante sol, de preferência pelo menos algumas horas de luz direta diariamente. O alecrim gosta de solo leve e com boa drenagem e não tolera excesso de água. Em vaso, espere a camada superficial do substrato começar a secar antes de regar novamente.

3. Manjericão

Crotolária, alecrim, manjericão e outras plantas possuem compostos estudados pela ação contra insetos; algumas espécies podem unir beleza, aroma e biodiversidade no jardimO manjericão possui substâncias repelentes

O manjericão pode sair da horta para entrar nessa conversa.

Pesquisadores identificaram o linalol entre os principais componentes relacionados à ação contra insetos.
Os estudos analisados indicaram principalmente atividade inseticida para a planta.

Ou seja, além de garantir folhas frescas para molhos, massas e saladas, o manjericão possui substâncias que despertam interesse científico quando o assunto é controle de insetos.

Como plantar: pode ser iniciado por sementes ou mudas e gosta de calor e boa luminosidade. Use um substrato fértil e mantenha a terra levemente úmida, sem encharcar. Retirar as flores quando começam a surgir ajuda a planta a direcionar energia para a produção de folhas, caso o objetivo também seja utilizá-las na cozinha.

4. Lavanda

A lavanda é conhecida pelas flores roxas e pelo perfume intenso, mas seus compostos aromáticos também

Crotolária, alecrim, manjericão e outras plantas possuem compostos estudados pela ação contra insetos; algumas espécies podem unir beleza, aroma e biodiversidade no jardimRecentemente a lavanda foi incluída entre as plantas repelentes

despertam interesse quando o assunto são mosquitos.

Um estudo publicado em 2026 no Journal of Medical Entomology, periódico científico da Entomological Society of America, incluiu a lavanda entre seis plantas ornamentais avaliadas por pesquisadores justamente para investigar seu potencial de repelência.

A pesquisa analisou lavanda, capim-limão, alecrim rasteiro, gerânio com aroma de citronela, sálvia-branca e mil-folhas.O trabalho reforça o interesse da ciência em descobrir até que ponto os compostos liberados naturalmente por plantas aromáticas podem interferir no comportamento dos mosquitos.

Como plantar: precisa de sol direto e excelente drenagem. O excesso de umidade é um dos principais problemas no cultivo, por isso prefira solo mais leve e evite regas frequentes. Em regiões quentes e úmidas, vale escolher um ponto bem ventilado e observar se a variedade de lavanda escolhida se adapta ao clima local.

5. Gerânio 

O próprio nome já entrega por que essa planta ganhou fama.

Crotolária, alecrim, manjericão e outras plantas possuem compostos estudados pela ação contra insetos; algumas espécies podem unir beleza, aroma e biodiversidade no jardimO gerânio possui substâncias voláteis, entre elas citronelol e geraniol

O gerânio com aroma de citronela (Pelargonium citrosum) possui substâncias voláteis, entre elas citronelol e geraniol, compostos conhecidos e estudados pela atividade repelente quando utilizados de forma concentrada.

Em 2026, pesquisadores decidiram testar a planta em condições reais. O estudo publicado no Journal of Medical Entomology avaliou o gerânio e o alecrim rasteiro durante 16 semanas em áreas urbanas e rurais. No laboratório, essas duas espécies haviam apresentado os melhores resultados qualitativos entre as seis plantas inicialmente avaliadas. Nos testes de campo, entretanto, os vasos não conseguiram reduzir significativamente a quantidade de mosquitos capturados.

A descoberta mostra que existe uma diferença entre o potencial dos compostos encontrados nas plantas e o efeito obtido simplesmente mantendo um exemplar no jardim.

Como plantar: cultive em local bem iluminado, com algumas horas de sol, utilizando substrato que não retenha água em excesso. Regue quando a superfície do solo estiver mais seca. Vasos com furos no fundo são essenciais, e podas leves ajudam a manter a planta mais cheia e estimular novas brotações.

6. E a crotalária, a famosa “flor contra a dengue”?

De flores amarelas, a crotalária ganhou fama em diferentes cidades brasileiras como uma espécie capaz de ajudar no combate à dengue.

Mas ela entra nessa história por um caminho diferente.

A explicação popular é que a crotalária favoreceria a presença de libélulas, insetos predadores que podem se alimentar de mosquitos e outros pequenos organismos. A ideia acabou estimulando o plantio da flor como uma espécie de aliada natural contra o Aedes aegypti.

Crotolária, alecrim, manjericão e outras plantas possuem compostos estudados pela ação contra insetos; algumas espécies podem unir beleza, aroma e biodiversidade no jardimEspécie capaz de ajudar no combate à dengue.

A relação ficou tão conhecida que pesquisadores do Instituto Agronômico (IAC) publicaram um documento técnico especificamente para analisar o assunto.

Segundo os pesquisadores, porém, não existe comprovação científica de que o cultivo de espécies de crotalária seja capaz, sozinho, de controlar a população do Aedes aegypti.

Isso não significa que a planta precise ser descartada do jardim. A crotalária tem importância agronômica e pode participar da biodiversidade do ambiente. O cuidado é não transformar a presença de libélulas em garantia de proteção contra a dengue.

Como plantar: a forma mais simples é por sementes, colocadas diretamente no solo em local ensolarado. A planta se desenvolve melhor em áreas abertas e com boa incidência de luz. Durante a germinação e o início do crescimento, mantenha alguma umidade no solo; depois de estabelecida, a necessidade de rega tende a diminuir. Como existem diversas espécies de Crotalaria, vale conferir qual é a mais indicada para o espaço disponível antes do plantio.

O segredo está nos compostos das plantas

A explicação para tantas plantas aromáticas aparecerem associadas aos mosquitos está principalmente na química.

A revisão da Revista Fitos identificou substâncias específicas relacionadas à ação contra insetos: citronelal na citronela; eucaliptol e beta-cariofileno no alecrim; linalol no manjericão; e eugenol no cravo-da-índia.

É também por isso que muitos estudos trabalham com óleos essenciais e extratos: nesses produtos, determinadas substâncias estão concentradas.

A própria Anvisa reconhece a existência de repelentes registrados contendo extrato vegetal ou óleo de plantas do gênero Cymbopogon, ao qual pertencem espécies associadas à citronela. A Agência ressalta, entretanto, que a eficácia depende do produto e de seu devido registro.

Ou seja: uma coisa é o composto presente na planta; outra é a concentração necessária para produzir determinado efeito.

Há ainda um detalhe que não pode ser esquecido por quem pretende levar essas espécies para o quintal. O prato colocado embaixo do vaso não pode acumular água.

Independentemente da planta escolhida, eliminar os criadouros continua sendo uma das principais formas de interromper a reprodução do Aedes aegypti.

Assim, citronela, alecrim, manjericão, lavanda, gerânio e até a famosa crotalária podem acrescentar aroma, cor e biodiversidade ao jardim. Algumas carregam substâncias que estão, de fato, na mira da ciência quando o assunto são os mosquitos.

Mas existe uma regra que vale para todas elas: planta no vaso, sim; água parada, nunca.

Saúde Correio B+

Conheça os cuidados e saúde capilar masculina nas estações

Fundador de marca de produtos para cuidados masculinos, fala sobre os cuidados essenciais que os homens precisam ter com os fios

05/09/2026 17h30

Conheça os cuidados e saúde capilar masculina nas estações

Conheça os cuidados e saúde capilar masculina nas estações Foto: Divulgação

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O inverno traz consigo uma prática que sempre dá prazer, principalmente nos dias mais frios, os banhos quentes, mas com eles vem também riscos para a saúde capilar, como o ressecamento e o aumento da caspa.

Já na primavera, estação que sucede os dias frios, a queda de cabelo pode se intensificar devido a fatores hormonais. Pensando na saúde capilar dos homens, que requerem cuidados especiais, Gustavo Balbi, fundador da OTO, explica como esses fenômenos se inter-relacionam e dá dicas valiosas para que homens mantenham os fios saudáveis ao longo do ano.

"Os banhos mais quentes e prolongados durante o inverno aumentam a secura do cabelo, tornando-o quebradiço e contribuindo para crises de dermatite seborreica", observa. "Já com a chegada da primavera, o corpo "reinicia" o ciclo capilar, e a queda de melatonina, hormônio que regula esse ciclo, potencializa a perda de fios". Para equilibrar, e fazer com que os fios não sofram, Balbi recomenda a redução da temperatura da água nos banhos e o uso de shampoos que limpem sem ressecar, isso visa suavizar esses efeitos nocivos.

Um erro comum no cuidado capilar masculino é a negligência com o condicionador. "Muitos homens o veem como opcional, mas essa etapa é fundamental. O shampoo abre a cutícula do fio e o condicionador é responsável por protegê-lo", explica o Balbi. Ignorar essa necessidade resulta em cabelos opacos e frágeis.

Gustavo destaca também o erro de optar por produtos genéricos, que não atendem às especificidades do cabelo masculino, como a oleosidade do couro cabeludo.

"O mercado tratou 'cabelo' como algo uniforme por décadas, mas o fio dos homens tem características próprias que exigem fórmulas específicas", alerta. Para ajudá-los é bom escolher shampoos e condicionadores adequados, o que é crucial para evitar problemas como acúmulo de oleosidade e ressecamento.

A dica sobre a frequência de lavagem é prática: "Não existe um número mágico. Um couro cabeludo oleoso pode precisar de lavagens diárias, enquanto um seco pode ser lavado apenas duas vezes por semana", explica. O excesso é algo a ser evitado, lavar muito ou a falta de cuidados diários pode levar a problemas capilares diversos.

Os cuidados não param na lavagem. Hábitos como esfregar o cabelo molhado com a toalha podem causar danos significativos. Balbi sugere trocar a fricção pelo método de pressionar a toalha contra o cabelo, o que ajuda a evitar frizz e pontas duplas.

Por fim, o especialista recomenda: "Trate o cabelo como você cuida da barba ou da pele. A saúde capilar se constrói com constância e prevenção, não apenas em momentos de crise", finaliza.

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