Cidades

Propaganda

Anvisa suspende propaganda enganosa de suplementos alimentares

Glifit e Glicofit eram divulgados com indicações irregulares

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) suspendeu a propaganda dos suplementos alimentares em gotas Glifit e Glicofit, fabricados pela empresa Vita Nutriom Saúde & Bem Estar Ltda. A decisão foi publicada na Resolução-RE nº4224, de 26 de outubro de 2026.

Em nota, a agência reguladora informou que as propagandas dos produtos veiculadas na internet apresentam indicações terapêuticas, alegações funcionais e de saúde “não aprovadas e enganosas”. 

Entre as alegações citadas pela agência estão “O autêntico regulador de glicose”; “Controle rápido dos níveis de açúcar no sangue”; “Melhora a sensibilidade à insulina”; “Mantém o pâncreas limpo e funcional” e “Eliminando os picos de glicose”. 

“Quem faz publicidade enganosa comete infração sanitária e pratica crime previsto no Código de Defesa do Consumidor”, alertou a Anvisa.

O comunicado destaca ainda que a legislação sanitária brasileira proíbe que suplementos alimentares façam alegações como:

  • perda de peso (emagrecimento);
  • aumento do foco e da concentração;
  • aumento da imunidade
  • melhora no desempenho sexual;
  • melhora de sintomas relacionados à tensão pré-menstrual ou à menopausa;
  • tratamento para doenças degenerativas como Alzheimer e Parkinson; para transtorno do espectro autista; para câncer; e para fibromialgia, entre outros.

CONTRATAÇÃO

Sanesul contrata escritório de advocacia por R$ 1,5 milhão sem licitação

Contratação com inexigibilidade deve assessorar Sanesul para 'novos negócios' e parceria em Mato Grosso do Sul pelos próximos 12 meses

28/10/2026 12h05

Divulgação

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A Empresa de Saneamento vinculada ao Governo de Mato Grosso do Sul, a Sanesul, fechou um contrato no valor de R$ 1,5 milhão com a empresa de advocacia, Manesco Advogados. A contratação não exigiu licitação e foi divulgada nesta quarta-feira (28), no Diário Oficial do Governo do Estado (DOE).

Segundo a publicação, a empresa de advocacia será responsável por assessorar a Sanesul, com consultoria jurídica.

Entre os serviços prestados estão: a elaboração de notas técnicas; memorandos; estudos comparados; benchmarking e pareceres; análise e proposição de estratégias para modernização contratual e aperfeiçoamento de fluxos decisórios relacionados à gestão de parcerias; elaboração ou revisão de instrumentos jurídicos necessários à estruturação; implementação ou adequação de projetos e parcerias; avaliação dos impactos jurídicos de alterações legislativas ou regulatórias que afetem diretamente os projetos e parcerias.

A vigência do contrato é de 12 meses, e o valor seria equivalente a um salário mensal de R$ 125 mil. Para advogados admitidos por meio de concurso público, o valor inicial para carga horária de 200h mensal é de R$ 7 mil, ou seja, cerca de R$ 118 mil a menos que o suposto salário para profissionais contratados externamente pela empresa.

A Sanesul respondeu à reportagem que a remuneração acontece mediante a prestação de serviços realizados pela empresa de advocacia, assegurando "racionalidade no uso dos recursos, uma vez que não há pagamento por serviços não prestados". No entanto, não foi especificada a distribuição do valor contratual.

Segundo a Companhia, os serviços prestados pela Manesco Advogados ocorrerão conforme demanda e acionamento da Sanesul para questões pontuais.

Em nota, a empresa definiu a contratação como "prática comum e consolidada", e pontuou que os serviços serão acionados em temas como:

  • resíduos sólidos urbanos e Parcerias Público-Privadas (PPPs), que envolvem legislação específica;
  • marcos regulatórios em constante atualização;
  • modelagens contratuais de longo prazo;
  • e interação com diversos órgãos de controle e regulação;

A Assessoria de Comunicação da Companhia reforçou, assim como na publicação do DOE, que a nova parceria entre a empresa jurídica e a Sanesul é estratégica para "projetos de novos negócios e parcerias".

Apesar dessa nova parceria, a empresa Manesco Advogados aparece outras vezes em publicações do Governo relacionadas a Sanesul, com termos aditivos, e ainda durante o ano passado quando a empresa mantinha um outro nome.

O primeiro registro é de 5 de março de 2025, quando foi divulgado um contrato de assessoria jurídica no valor de R$ 260 mil, que teria sido assinado ao final de fevereiro, com vigência de 90 dias.

Neste contrato, a empresa até então nomeada de Escritório Manesco, Ramires, Perez, Azevedo Marques Sociedade Advogados receberia o valor para auxiliar juridicamente a Sanesul a informar quais contratos deveriam ou não ser aplicada a legislação de Licitações e Contratos Administrativos do Brasil.

Posteriormente, em 15 de maio do mesmo ano, um novo extrato de contrato foi divulgado no DOE, porém, no valor de R$ 920 mil, e com a vigência de 12 meses.

A Sanesul teria então contratado a empresa para asssessorar sobre os impactos do novo marco regulatório do saneamento nos aspectos legais e institucionais. O tema repete no último contrato divulgado hoje.

O contrato que duraria até maio de 2026, teve um termo aditivo ampliando a vigência por mais 12 meses, com duração até maio de 2027. Em agosto, a Companhia divulgou o valor de R$ 230 mil para o termo aditivo.

A empresa, agora Manesco Advogados, assina um novo contrato com a Sanesul, no valor de R$ 1,5 milhão. Até o momento, o montante recebido pela empresa por serviços de assessoria jurídica é de R$ 1.501.410,00.

Todos os contratos são assinados por Marcos Augusto Perez representante da empresa de advocacia e por Renato Marcílio da Silva, Diretor-presidente da Sanesul e seu Diretor de Administração e Finanças, Andre Luis Soukef Oliveira.

Conformes os documentos, os recursos utilizados para contratação são próprios da empresa de saneamento.

INVESTIMENTO

Campo Grande recebe R$ 411 milhões da União para melhorar asfalto

Aquidauana e Anastácio também tiveram propostas selecionadas pelo Ministério das Cidades

28/10/2026 11h45

Buracos tomam conta nos asfaltos de Campo Grande

Buracos tomam conta nos asfaltos de Campo Grande Foto: Marcelo Vitor / Correio do Estado

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O Ministério das Cidades divulgou no Diário Oficial da União a seleção de propostas apresentadas pelos municípios de Campo Grande, Aquidauana e Anastácio, em Mato Grosso do Sul. Juntas, as operações somam mais de R$ 437 milhões em recursos destinados à mobilidade, modernização tecnológica e reabilitação urbana. O dinheiro será intermediado pela Caixa Econômica Federal, por meio do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

Campo Grande teve o maior investimento, no âmbito do Programa Avançar Cidades - Mobilidade Urbana. A Capital sul-mato-grossense teve aprovado um financiamento de R$ 411,73 milhões focado integralmente em intervenções de qualificação viária, com o objetivo de reestruturar vias públicas, otimizar o fluxo de veículos e reforçar a segurança do trânsito local.

Pelo Programa de Desenvolvimento Urbano (Pró-Cidades), Aquidauana teve sua proposta selecionada na modalidade de Modernização Tecnológica Urbana. O projeto contempla um investimento total de R$ 15,5 milhões voltado à implantação de soluções e ferramentas tecnológicas para o planejamento e a gestão inteligente da cidade.

Também pelo Pró-Cidades, Anastácio foi contemplado na modalidade de Reabilitação de Áreas Urbanas. A proposta prevê um investimento de R$ 10,52 milhões aplicados na requalificação e melhoria da infraestrutura de espaços urbanos consolidados.

Os programas têm como objetivo dar suporte a estados e municípios na execução de políticas de desenvolvimento urbano e infraestrutura.

A aprovação dessas propostas integra a seleção pública contínua do Ministério das Cidades, permitindo a formalização dos contratos junto ao agente financeiro para a execução dos projetos.

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