Cidades

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Em Campo Grande, ministra da Cultura enaltece Lei Rouanet

Margareth Menezes inaugurou complexo cultural e esportivo no Lageado, nesta terça-feira, e ressaltou a importância de leis de incentivo à cultura

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A ministra da Cultura, Margareth Menezes, participou, nesta terça-feira (19), da inauguração do Centro de Artes e Esportes Unificados (CEU das Artes), no Bairro Lageado, em Campo Grande. Na ocasião, a ministra destacou as ações do governo federal na área cultural, citando especificamente as Leis Aldir Blanc e Rouanet.

A fala da ministra veio após ser questionada sobre a turnê internacional da Orquestra Indígena de Mato Grosso do Sul, que se apresentou no evento.

"É muito bom. Nossa política no Ministério é ver o Brasil como um todo. Nós estamos fazendo muitas políticas nesse sentido. Temos a política Audir Blanc, que chega a todos os lugares e tem a oportunidade de ter um ativo diretamente do governo federal para cidades e estados, para fazer os projetos, lançar editais, para que justamente pessoas que nunca tiveram oportunidade, tenham, pela primeira vez, pelo menos o acesso a algum apoio para a sua realização", disse.

"Temos também, por exemplo, que nós fizemos uma mudança total na Lei Rouanet, que todos os estados do Brasil hoje têm projetos, no mínimo, oito projetos acontecendo nas cidades através do mecanismo da Lei Rouanet, que na verdade não dá dinheiro para ninguém. A Lei Rouanet analisa projetos, e aí aquele agente cultural que tem o seu projeto analisado e aprovado, ele vai buscar os patrocínios", acrescentou a ministra.

"O que foi que nós fizemos? Fomos conversar com as empresas para dizer o seguinte: o Brasil é muito grande, não pode ficar só localizado em uma região. Então, hoje nós temos esse histórico, nós estamos batendo um recorde sobre isso, que pela primeira vez que todos os estados do Brasil têm projetos sendo executados através da Lei Rouanet", explicou Margareth.

A ministra disse ainda que há mais empresas fazendo investimento na Lei Rouanet, não apenas pela representatividade, mas porque, segundo ela, investir em cultura gera emprego e movimento da economia criativa.

"A gente precisa tirar melhor do projeto dessa força brasileira, que é a nossa cultura, nossa arte, de quem faz, de quem produz, de quem compra. O povo brasileiro gosta da nossa cultura e a gente quer cada vez mais poder qualificar e dar acesso, que é esse que é o dever que a gente tem, o Ministério da Cultura, prover todos os estados, todos os agentes culturais têm a oportunidade de exercer a sua profissão como trabalhadoras e trabalhadoras da cultura que somos", finalizou a ministra.

CEU das Artes

O complexo cultural e esportivo CEU das Artes foi inaugurado nesta terça-feira (19), no Bairro Lageado, com a participação da ministra da Cultura, Margareth Menezes, representando o Governo Federal, e da vice-prefeita de Campo Grande, Camilla Nascimento (Avante).

O espaço vai atender moradores do Lageado, Parque do Sol, Dom Antônio e regiões próximas, oferecendo atividades culturais, esportivas e sociais.

A obra é fruto de parceria entre Prefeitura e Governo Federal, com recursos do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Seleções e contrapartida municipal.

Com 7 mil m², o CEU das Artes conta com salas multiuso, biblioteca com telecentro, cineteatro com 125 lugares, pista de skate, equipamentos de ginástica, playground, quadra poliesportiva coberta, quadra de areia, jogos de mesa e pista de caminhada e espaço para funcionamento de um Centro de Referência de Assistência Social (CRAS).

O uso será compartilhado entre a Secretaria Municipal de Assistência Social (SAS), a Secretaria Executiva de Cultura (Secult) e a Fundação Municipal de Esporte (Funesp).

 “Os CEUs da Cultura são de grande importância na transformação de territórios onde há pouco ou nenhum acesso à cultura. São polos de múltiplas funções, o que reforça sua relevância para o desenvolvimento humano. Por isso, é uma grande alegria ver que moradores de Campo Grande também passam a contar com um desses espaços”, diz a ministra Margareth Menezes.

A inauguração integra o calendário de atividades comemorativas aos 126 anos da capital de Mato Grosso do Sul.

 

Proposta

Operação com Exército é proposta para enfrentar crise dos buracos em Campo Grande

Com ruas deterioradas em praticamente todas as regiões da Capital, sugestão prevê força-tarefa emergencial para acelerar tapa-buracos enquanto moradores acumulam prejuízos e enfrentam risco constante de acidentes

01/07/2026 16h46

Marcelo Victor/Correio do Estado

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Desviar de buracos já faz parte da rotina de milhares de motoristas em Campo Grande. Em praticamente todas as regiões da cidade, ruas esburacadas têm provocado danos a pneus, rodas e suspensões de veículos, além de aumentar o risco de acidentes e dificultar a mobilidade.

Diante desse cenário, foi apresentada na última terça-feira (30), na Câmara Municipal, uma proposta para a realização de uma operação emergencial com apoio do Exército Brasileiro para reforçar os serviços de tapa-buracos na Capital.

A iniciativa busca ampliar a capacidade operacional do município em um momento em que parte significativa da cidade ainda aguarda o retorno das equipes responsáveis pela manutenção do asfalto.

A avaliação é de que a estrutura atualmente disponível não consegue atender, com a rapidez necessária, à demanda acumulada após meses de desgaste das vias, agravado pelo período chuvoso e pelo intenso fluxo de veículos.

Segundo a proposta, uma cooperação institucional entre a Prefeitura de Campo Grande e o Exército poderia permitir que mais frentes de trabalho atuassem simultaneamente em diferentes bairros, reduzindo o tempo de espera da população e acelerando a recuperação das ruas.

O vereador Ronilço Guerreiro (Podemos), autor da sugestão, defende que o município adote medidas excepcionais diante da dimensão do problema.

Para ele, o momento exige alternativas que ampliem a capacidade de execução dos serviços, evitando que moradores continuem convivendo diariamente com prejuízos e insegurança no trânsito.

De acordo com o parlamentar, quatro das sete regiões urbanas da Capital ainda permanecem praticamente sem atendimento efetivo das equipes de tapa-buracos em razão da ausência de contratos para execução dos serviços, cenário que, na avaliação dele, torna necessária a adoção de uma força-tarefa temporária.

A ideia de envolver o Exército, segundo o vereador, não seria inédita. Ele lembra que Campo Grande já contou, em anos anteriores, com parcerias entre o poder público municipal e a instituição militar para execução de obras de recapeamento, modelo que, na avaliação dele, poderia ser retomado para enfrentar a atual situação da infraestrutura viária.

Além da ação emergencial, a proposta também prevê a implantação de um programa permanente de manutenção das ruas, com cronograma regionalizado e ações preventivas de zeladoria.

O objetivo seria reduzir a necessidade de operações corretivas em larga escala e evitar que o pavimento volte a atingir o elevado nível de deterioração observado atualmente.

A precariedade do asfalto tem sido alvo frequente de reclamações de moradores, comerciantes e motoristas. Além dos prejuízos materiais provocados pelos buracos, a situação afeta o transporte coletivo, dificulta o deslocamento de motociclistas e ciclistas e compromete o acesso a estabelecimentos comerciais e residências em diversos bairros da cidade.

Na avaliação do parlamentar, a população espera respostas rápidas para um problema que se tornou recorrente.

Previsão

Segunda frente fria do inverno chega ao MS nesta quinta-feira

Especialmente na região Sul do Estado, as mínimas esperadas chegam a 9ºC

01/07/2026 16h30

Municípios estão em alerta para declínio de temperatura a partir de amanhã (2)

Municípios estão em alerta para declínio de temperatura a partir de amanhã (2) FOTO: Gerson Oliveira/Correio do Estado

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A primeira frente fria do mês de julho e a segunda da estação deve chegar em Mato Grosso do Sul nesta quinta-feira (2). As áreas mais afetadas são as da região Sul e Oeste do Estado. 

Ao todo, 58 municípios estão em alerta amarelo para a queda de temperatura a partir de amanhã, que avisa sobre o declínio de até 5ºC na temperatura, de acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

As condições se estendem até o próximo sábado (4) e deve ser marcada por temperaturas menores especialmente no início do dia e durante a madrugada. 

Nas outras regiões, a influência da massa de ar frio vai ser mais discreta, com leve queda especialmente ao amanhecer. 

O Estado também está em alerta para baixa umidade do ar, com valores variando entre 20% e 30%, considerado perigoso à saúde. Não são esperadas chuvas em nenhuma região do Estado na próxima semana. 

Em Campo Grande, a máxima se mantém nos 29ºC nesta quinta-feira, mas cai para 22ºC na sexta-feira (3). A mínima chega a 15ºC no sábado.

Mais ao sul, em Ponta Porã, as máximas esperadas para a quinta-feira são de 24ºC. Na sexta-feira, as temperaturas não passam de 17ºC e as mínimas variam entre 11ºC e 12ºC. 

Em Iguatemi, a mínima chega a 9ºC no sábado com predominância de céu nublado durante o dia e à noite. 

Nas regiões Sul-Fronteira e Cone-Sul, o frio continua durante toda a próxima semana e as temperaturas voltam a subir apenas no dia 10 de julho. 

Em Porto Murtinho, a máxima de quinta-feira (2) chega a 22ºC, caindo para 17ºC na sexta-feira. No sábado, a mínima chega a 11ºC e a máxima não passa dos 23ºC. A partir de domingo (5), as máximas voltam a subir e chegam a 27ºC. 

Em Corumbá, as máximas despencam, saindo de 31ºC nesta quarta-feira para 22ºC na quinta. Na sexta-feira, a mínima chega a 16ºC e a 13ºC no sábado. No domingo, a tarde fica ensolarada com máxima de 28ºC. 

No outro extremo do Estado, em Três Lagoas, as menores temperaturas devem ser sentidas durante a madrugada, com mínimas entre 16ºC e 18ºC de quinta a domingo. 

Em Anaurilândia, a máxima de sexta-feira (3) chega a 22ºC e as mínimas também variam entre 18ºC e 16ºC. No sábado e no domingo, a máxima fica entre 24ºC e 25ºC. 

Inverno

O inverno começou no dia 22 de junho e deve ser marcados por ondas de calor, influenciadas pelo super-El Niño, e chuvas um pouco acima da média, mas ainda com longos períodos de seca.

A estação segue até dia 22 de setembro e, de acordo com dados do Cemtec, apresenta os menores índices pluviométricos do ano no Estado, ou seja, é o período conhecido como estiagem. Ainda por causa disso, também se observam baixos índices de umidade relativa do ar.

Conforme reportagem do Correio do Estado, mesmo que a estação seja conhecida por período mais frios, em Mato Grosso do Sul a situação é diferente, já que a tendência climática indica temperaturas próximas ou ligeiramente acima da média histórica, que geralmente varia de 24°C a 26°C em grande parte do Estado.

Ainda de acordo com o Cemtec-MS, “esse cenário pode gerar impactos sobre os setores agropecuário, hídrico, energético e de saúde pública, reforçando a necessidade de monitoramento meteorológico contínuo”.

O centro meteorológico reforçou que o El Niño deve se intensificar no segundo semestre deste ano em Mato Grosso do Sul, contribuindo para a ocorrência de ondas de calor mais frequentes e intensas e para períodos prolongados de temperaturas acima da média.

São esperadas três frentes frias no País durante o inverno: uma que já aconteceu no final do mês de junho, esta prevista para o início de julho e, possivelmente, mais uma até o final do mês. Mesmo assim, a tendência da estação é de ser quente e seca. 

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