Cidades

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Apenas 12% aprovam atuação da Câmara de Campo Grande

Apenas 12% aprovam atuação da Câmara de Campo Grande

LIDIANE KOBER

02/02/2010 - 23h17
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Pesquisa do Ibrape para o Correio do Estado mostra a insatisfação da população de Campo Grande com o desempenho da Câmara Municipal. Segundo o levantamento, 37% dos entrevistados consideram ruim ou péssimo o trabalho desenvolvido pelos vereadores e 31% avaliaram como regular. Da mesma forma, foi analisado o desempenho do presidente do Poder Legislativo, vereador Paulo Siufi (PMDB), que figura como um dos piores colocados na lista dos mais atuantes da Casa. Apenas 12% dos campograndenses consideraram ótima ou boa a atuação da Câmara Municipal e 20% dos entrevistados não opinaram. Para efeito de comparação, a mesma pesquisa revelou que 65% dos campo-grandenses consideram a administração do prefeito Nelsinho Trad (PMDB) ótima ou boa e 68% aprovam o Governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Os homens são os que menos aprovam a atuação dos vereadores, ao contrário das mulheres que, no resultado distribuído por grupos, deram a melhor nota para o Poder Legislativo. Segundo a pesquisa, apenas 7% dos entrevistados do sexo masculino avaliaram como ótimo ou bom o desempenho da Câmara e 41% como ruim ou péssimo. Por outro lado, 17% das mulheres resumiram como ótimo ou bom o trabalho da Casa e 33% como ruim ou péssimo. Em relação à faixa etária dos entrevistados, os mais jovens são os que menos aprovam a atuação dos vereadores. Entre as pessoas de 16 a 29 anos, apenas 8% consideraram como ótimo ou bom o desempenho da Câmara e 40% como ruim ou péssimo. Em contrapartida, 15% dos entrevistados da faixa etária entre 46 e 60 anos avaliaram como ótimo ou bom o trabalho do Poder Legislativo e 34%, como ruim ou péssimo. Ao dividir os entrevistados por situação econômica, os com melhor poder aquisitivo são os que mais aprovam o desempenho dos vereadores. Conforme a pesquisa, 15% de quem recebe mais de seis salários mínimos considera ótimo ou bom o trabalho da Câmara e 34%, ruim ou péssimo. Enquanto isso, apenas 10% dos entrevistados que ganham até um salário mínimo aprovam a atuação do Poder Legislativo e 40% reprovam. No quesito escolaridade, 15% dos entrevistados com ensino médio completo consideram ótimo ou bom o desempenho dos vereadores e 35%, ruim ou péssimo. Por outro lado, entre os analfabetos e os de ensino fundamental, apenas 10% aprovaram o trabalho da Câmara e 40% reprovaram. O mais atuante O vereador Alcides Bernal (PP) foi considerado o mais atuante da Câmara Municipal, conforme 12,5% dos entrevistados. Em segundo lugar, figura Magali Picarelli (PMDB), com 7,4% da preferência dos campo-grandenses. Em terceiro, apareceu o vereador Carlão (PSB), segundo 3,3% dos entrevistados. Em contrapartida, entre os vereadores citados pelo entrevistado, Paulo Pedra (PDT) figura como o menos atuante, com a preferência de apenas 0,4% dos campo-grandenses. O presidente da Câmara Municipal, Paulo Siufi, aparece logo atrás. De acordo com a pesquisa, somente 0,6% dos entrevistados o consideram o mais atuante. O vereador Cristóvão Silveira (PSDB) também foi lembrado por apenas 0,6% dos eleitores. Já 55,1% da população de Campo Grande não considera nenhum dos 21 vereadores atuantes e 10,7% não opinaram. A pesquisa do Ibrape ouviu 464 pessoas, entre 26 e 29 de janeiro. A margem de erro do levantamento é de quatro pontos percentuais.

Greve

Sem ônibus, idosos enfrentam dificuldade com carros de aplicativo

Ao procurar atendimento médico no Centro Especializado Municipal, em Campo Grande, idosos enfrentam alto custo e confusão na hora de solicitar o serviço por aplicativo

16/12/2025 17h15

Crédito: Pagu / Correio do Estado

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Com a greve dos motoristas de ônibus, idosos que tinham consultas marcadas enfrentaram dificuldades para chamar veículos por aplicativo na tarde desta terça-feira (16), na saída do Centro Especializado Municipal, em Campo Grande.

Na ausência de pessoas para ajudar, a reportagem foi abordada pelo auxiliar de pedreiro Davi Soares, de 60 anos, que tentava voltar para casa, mas não conseguia auxílio.

O idoso relatou que iria de ônibus, mas, devido à greve do transporte público, teve de recorrer ao serviço por aplicativo. Ele compareceu ao Cem para uma consulta com o dentista, pois está em processo de confecção de uma prótese dentária.

Morador do Jardim Noroeste, Davi passou pela consulta, e o retorno está previsto para fevereiro de 2026. No entanto, ele enfrentava dificuldades para entender o funcionamento do aplicativo.

“Eu tô com dificuldade para chamar um carro e voltar para casa, né?”, disse.

Davi Soares, tentando entender o aplicativo / Crédito: Pagu / Correio do Estado

Além da mudança na forma de transporte, como noticiou o Correio do Estado, a greve dos ônibus aumentou em 140% as viagens por veículos de aplicativo.

Com isso, idosos que não podem perder consultas estão desembolsando valores mais altos. É o caso da artesã Shirley Aparecida Dias, de 64 anos, que levou a mãe para uma consulta.

“A corrida [quando o ônibus não está em greve] fica, em média, uns R$ 17 ou R$ 18, e hoje deu R$ 24”, informou Shirley, em uma situação em que a mãe dela aguardou um ano e meio para passar pela consulta com um médico entomologista.

Greve

Com o transporte parado pelo segundo dia consecutivo e a paralisação sem previsão de término, esta é a maior greve que a Capital enfrenta nos últimos 31 anos.

Hoje, mais uma vez, os terminais Morenão, Julio de Castilho, Bandeirantes, Nova Bahia, Moreninhas, Aero Rancho, Guaicurus, General Osório e Hércules Maymone amanheceram fechados sem nenhuma "alma viva".

Em contrapartida, as garagens amanheceram lotadas de ônibus estacionados. A greve foi alertada antecipadamente, estava prevista e não pegou passageiros de surpresa.

Por conta da chuva, ficou mais difícil recorrer a alternativas nesta terça-feira (16), sendo impossível chegar de bicicleta ao trabalho e complicado pagar o preço sugerido pelos transportes por aplicativo.

A greve ocorre por falta de pagamento. Com isso, os motoristas reivindicam por:

  • Pagamento do 5º dia útil, que deveria ter sido depositado em 5 de dezembro – foi depositado apenas 50% - está atrasado
  • Pagamento da segunda parcela do 13º salário – vai vencer em 20 de dezembro
  • Pagamento do vale (adiantamento) – vai vencer em 20 de dezembro

** Colaborou: Naiara Camargo

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Cidades

Em meio à crise do transporte, comércio antecipa folga de funcionários

Na falta de clientes nas lojas da região central, empresas liberam colaboradores enquanto aguardam a resolução da greve de ônibus

16/12/2025 16h45

Crédito: Pagu / Correio do Estado

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O comércio da região central, que esperava aumentar o volume de vendas a oito dias do Natal, está tendo de antecipar a folga dos funcionários devido ao esvaziamento da região em decorrência da greve dos motoristas de ônibus em Campo Grande.

A reportagem percorreu o entorno da Praça Ary Coelho, onde os pontos de ônibus estão servindo de local de espera para trabalhadores ou consumidores que se aventuraram e aguardavam um veículo por aplicativo.

Na Rua 14 de Julho, vendedores de lojas se ocupam organizando o estoque, formando filas à espera de um ou outro cliente, mas o cenário de incerteza marca a época do ano em que os lojistas esperam faturar mais.

Alguns estabelecimentos estão optando por antecipar a folga dos funcionários, já que, com a ausência da população que acessa o centro por meio do transporte coletivo, o movimento praticamente desapareceu.

É o caso de uma loja de calçados Anita, cuja gerente da unidade, Rayssa Dias dos Santos, relatou à reportagem que, na segunda-feira (15), quando a greve teve início, a loja ainda manteve um movimento tímido.

“Hoje a gente antecipou algumas folgas, primeiro porque o movimento fica mais calmo e, segundo, por ser menos um gasto para ter que trazer o funcionário de Uber.”

Nem a caravana de Natal da Coca-Cola deixa o setor confiante, uma vez que grande parte da população que costuma ir ao local, inclusive para aproveitar as atrações da Praça Ary Coelho, depende do transporte coletivo.

“Hoje vai ter a passeata da Coca-Cola, e eu acredito que muita gente precisa do ônibus para vir até o centro. Então, acredito que a paralisação do transporte público dá uma desequilibrada”, explicou Rayssa, e completou:

“A gente fica preocupada porque, querendo ou não, muita gente depende desse meio de transporte.”

Do outro lado da rua, na loja do Boticário, a gerente Suelen Benites Vieira, de 31 anos, explicou que a alternativa para enfrentar a falta de clientes tem sido a entrega em domicílio, serviço oferecido pela rede.

Entretanto, a greve dos motoristas de ônibus diminuiu de forma significativa o número de clientes no estabelecimento.

14 de Julho vazia, em horário que costuma ter fluxo de pessoas / Crédito: Pagu / Correio do Estado

“Realmente, seria o dobro, porque esta semana e a próxima são decisivas. Estamos vendendo muito para quem possui veículo, porque os que dependem de ônibus não estão vindo”, disse Suelen.

Na loja de vestuário, o gerente da Damyller, Cesar de Araújo, de 23 anos, recebeu a reportagem em um espaço que normalmente teria fluxo intenso de clientes, mas que, devido à chuva e ao custo do transporte por aplicativo, acabou tendo o cenário alterado.

“A greve de ônibus está impactando bastante não só a gente, mas também os outros comerciantes. Por exemplo, fui pegar uma marmita e ouvi reclamações. Isso está afetando tanto a rotina dos funcionários quanto o movimento do centro, e a gente percebe claramente essa diferença no fluxo”, pontuou Cesar.

Além disso, os funcionários só não estão sendo mais afetados e conseguem ir trabalhar porque as empresas se comprometeram a custear o transporte por aplicativo.

“A empresa está dando todo o suporte. Os funcionários pedem Uber e a gente ressarce o valor”, explicou Cleber, iniciativa que outros estabelecimentos também tiveram de adotar para não perder o efetivo.

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