Cidades

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Apesar de acidente, brasileiro diz que vai tentar escalar Everest

Apesar de acidente, brasileiro diz que vai tentar escalar Everest

FOLHAPRESS

19/04/2014 - 17h30
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O alpinista brasileiro Rosier Alexandre, 45, acordou com um estrondo no início da manhã de ontem (18) no Acampamento Base do monte Everest, a 5.360 metros de altitude.

Uma hora depois, numa reunião convocada no local, lhe contaram que havia ocorrido uma avalanche, a qual havia matado três guias locais de sua equipe. O acidente, o mais fatal já ocorrido na montanha, deixou ao menos 13 mortos, todos sherpas, que trabalham como guias para os alpinistas estrangeiros.

"Daqui do acampamento base ficamos vendo os trabalhos de resgate. Os corpos encontrados eram trazidos de helicóptero. Não pudemos fazer nada, foi traumático", disse Alexandre, por e-mail.

A avalanche aconteceu na região da geleira de Khumbu, um dos locais mais perigosos de uma das rotas mais utilizadas por alpinistas --e a mesma que Alexandre pretende percorrer-- para chegar ao topo da montanha mais alta do mundo.

A geleira fica pouco acima do Acampamento Base, a cerca de 5.800 metros de altitude, no caminho para o Acampamento 2. A mesma rota foi utilizada na primeira escalada bem-sucedida comprovada ao topo, de Edmund Hillary e Tenzing Norgay, em 1953.

Segundo Alexandre, os sherpas de sua equipe que morreram na avalanche eram experientes.

"Eram três sherpas auxiliares de acampamento, responsáveis por subir na frente, montar acampamento, cozinhar, etc. Trabalhava com eles desde o início da expedição", afirma. "Eles conheciam muito bem a montanha. O que ocorreu foi uma fatalidade."

Cancelamentos
O alpinista brasileiro diz que ainda não ficou sabendo, no Acampamento Base, de expedições canceladas devido à tragédia, mas que esta "é uma possibilidade real". "Os próximos dias serão decisivos, estamos na mão dos sherpas que sobreviveram."

Alexandre está na primeira etapa de aclimatação à altitude desde quando chegou ao local, no último dia 4, e planeja seguir adiante no dia 14 de maio.

O Everest é a última montanha que o brasileiro tem de escalar para conquistar o topo dos chamados Sete Cumes, as sete montanhas mais altas de cada continente, contando separadamente as Américas do Sul (Aconcágua) e do Norte (monte McKinley).

Apesar de ser a montanha mais alta do mundo em relação ao nível do mar, e incluir, portanto, a chamada "zona da morte" da escalada --área acima de 8.000 metros, onde frio e o ar rarefeito dificultam a tomada de decisões racionais--, o Everest é uma das montanhas mais exploradas pelo turismo.

Os guias sherpas locais, como os que morreram na avalanche da última sexta, facilitam a escalada de alpinistas estrangeiros, inclusive amadores, carregando equipamentos, cozinhando, instalando cordas e indicando as rotas.

Exploração
A exploração comercial da montanha tem sido alvo de críticas de boa parte da comunidade do alpinismo.

O assunto foi alvo de grande repercussão em 1996, quando uma forte nevasca próxima ao topo matou oito integrantes de duas expedições diferentes que tentavam chegar ao cume, até então o pior acidente registrado no Everest.

Os eventos foram registrados pelo jornalista Jon Krakauer no livro "No Ar Rarefeito", que se tornou um best-seller. 

chuvas antecipadas

El Niño faz Rio Paraguai subir mais cedo e traz alívio à mineração

Três dos principais afluentes do Paraguai chegaram a transbordar nos últimos dias em MS e estão levando muita água ao Pantanal bem mais cedo que em anos aneriores

12/10/2026 12h21

Na região de Ladário o Rio Paraguai subiu 12 cm, mas tem muita água chegando ao rio alguns quilômetros abaixo deste local

Na região de Ladário o Rio Paraguai subiu 12 cm, mas tem muita água chegando ao rio alguns quilômetros abaixo deste local

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Embora ainda não exista a garantia de que o período de vazante do Rio Paraguai tenha chegado ao fim, o fato é que o nível do principal rio pantaneiro subiu 12 centímetros na última semana e nesta segunda-feira (12) amanheceu com 1,22 metro na régua de Ladário, que serve como parâmetro para medição das cheias e estiagens na bacia pantaneira. O rio estava baixando desde o dia 16 de julho, quando atingiu seu pico, de 3,31 metros. 

Nos anos anteriores, que não tiveram a influência do El Niño, o nível do rio começava a subir, em média, dois meses mais tarde, conforme as medições feitas diariamente pela Marinha.

Em 2025, por exemplo, a vazante se estendeu até o dia 8 de dezembro. Em 2023, o nível do rio baixou até o dia 31 de dezembro e somente depois disso começou a subir. Desde 2018, quando o nível chegou a 5,35 metros, o Pantanal não registra cheia.

E o principal beneficiado com esta abundância de água antes do período em que isso normalmente ocorre é o setor de mineração. Quando o nível na régua de Ladário fica abaixo de um metro, o transporte fica praticamente inviável, já que bancos de areia em pelo menos 18 pontos diferentes do rio tornam-se praticamente intransponíveis.

Nos nove primeiros meses do ano, as mineradoras que operam na região de Corumbá exportaram 8,1 milhões de toneladas de minérios, praticamente tudo pela hidrovia do Rio Paraguai. É o maior volume da história. Nos nove primeiros meses do ano anterior haviam sido escoadas 7 milhões de toneladas.

O projeto de concessão da hidrovia, previsto para acontecer no próximo ano, prevê que obras de dragagem de manutenção sejam feitas para garantir o transporte inclusive durante o período de estiagem, já que a empresa LHG Mining conseguiu licença para aumentar de 12 milhões para até 25 milhões de toneladas o volume de minério extraído por ano nas morrarias de Urucum.

Mas, além de esperar pela remoção dos bancos de areia, a empresa dos irmãos Joesley e Wesley Batista está fazendo investimentos bilionários na mineração.  Somente em novas barcaças e empurradores são em torno de R$ 3,7 bilhões. O BNDES concedeu empréstimos para compra de 400 barcaças e 15 empurradores para o transporte pelo rio Paraguai.

Estas novas barcaças têm condições de navegar carregadas em águas menos profundas que as antigas. Hoje, elas precisam 9 pés (2,7 metros de profundidade) para descer pela hidrovia. As novas, conseguem flutuar com seis pés de profundidade, ou cerca de 1,8 metro. 

Ou seja, os novos equipamentos precisam quase um metro a menos de água para fazer o transporte de minérios. Sendo assim, cai a necessidade de fazer as chamadas dragagens de manutenção.

A maior parte das oito milhões de toneladas despachadas pela hidrovia foi embarcada no porto Gregório Curvo, no distrito de Porto Esperança, cerca de cem quilômetros rio abaixo da régua de Ladário, onde a Marinha faz a medição que serve de parâmetro para a região pantaneira.

AFLUENTES

E, na região deste porto, no qual a LHG Mining promete investir R$ 1,9 bilhão para ampliar sua capacidade para o embarque anual de 15 milhões de toneladas, está chegando volume extra de água nos próximos dias que não será medida em Ladário.

É que os rios Aquidauana e Miranda, que receberam água muito acima do normal para esta época do Ano ao longo da última semana, desembocam abaixo de Ladário.

Ao longo da última semana o rio Miranda Saiu de 2,10 metros para 6 metros na manhã desta segunda-feira (12). E, o rio continuava subindo e a previsão é de que chegue a 6,5 metros nesta terça-feira. Por conta desta água atípica para esta época, a Defesa Civil de Miranda colocou suas equipes de prontidão para socorrer ribeirinhos que correm risco de terem suas casas invadidas.

Situação parecida ocorreu no Rio Aquidauana, que no último fim de semana chegou perto dos seis metros na cidade com o mesmo nome. Normalmente estas cheias ocorrem somente em fevereiro e março.
Fenômeno parecido ocorreu com o Rio Taquari, que ao longo da última semana trasbordou e alagou milhares de hectares de planícies na região norte do Pantanal.

A água destes três rios chega ao Rio Paraguai alguns quilômetros acima do porto Gregório Curvo, beneficiando de imediato o escoamento de minérios. Por conta disso, a empresa não precisará interromper os transportes neste ano.

E não é somente na régua de Ladário que o Rio Paraguai subiu ao longo da última semana. Nas cabeceiras do rio, na região de Cuiabá e Cáceres, em Mato Grosso, os rios também começaram a subir na última semana. Esta água, porém, leva em torno de dois meses para chegar à região de Ladário.

Nos dois pontos de medição da Marinha abaixo de Ladário, no Forte Coimbra e em Porto Murtinho, os dados também reforçam a tese de que a vazante do rio acabou bem mais cedo que em anos anteriores. No Forte Coimbra o nível subiu 13 centímetros desde o dia 4 de outubro e em Porto Murtinho, 46 centímetros. E a água dos rios Miranda, Aquidauana e Taquari está longe de chegar a estes locais. 

 

FÉ E DEVOÇÃO

Fiéis celebram São Carlo Acutis em santuário onde ocorreu milagre em Campo Grande

Celebrações nesta segunda-feira (12) marcam os 20 anos da morte do jovem italiano e reúnem devotos para missas, orações e veneração de relíquias

12/10/2026 12h15

Fiéis participam das celebrações em homenagem a São Carlo Acutis no santuário de Campo Grande, local do primeiro milagre reconhecido pela Igreja Católica por intercessão do jovem italiano

Fiéis participam das celebrações em homenagem a São Carlo Acutis no santuário de Campo Grande, local do primeiro milagre reconhecido pela Igreja Católica por intercessão do jovem italiano Divulgação

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Fiéis se reúnem nesta segunda-feira (12) no Santuário Arquidiocesano Nossa Senhora Aparecida e São Carlo Acutis, no Jardim Marabá, em Campo Grande, para celebrar a memória do jovem italiano que se tornou o primeiro santo da geração millennial. A data marca os 20 anos de sua morte e tem significado especial para a Capital, onde ocorreu o primeiro milagre reconhecido pelo Vaticano e atribuído à sua intercessão.

A programação religiosa começou às 6h, com a Hora da Graça dedicada ao santo, seguida de um café da manhã partilhado, às 7h. Às 8h30, os devotos participaram de uma missa em homenagem a Carlo Acutis, dando continuidade às atividades que integram a 36ª Festa da Padroeira e São Carlo Acutis.

Um dos momentos de destaque é a veneração do pulôver azul utilizado pelo jovem italiano em vida. A peça, doada por sua mãe, Antonia Salzano, permanece exposta para visitação dos fiéis das 8h30 às 17h.

Além das celebrações religiosas, o santuário recebe devotos que buscam agradecer por graças alcançadas e renovar a fé. O local se tornou referência para peregrinos após o reconhecimento do milagre ocorrido na Capital, que contribuiu para a beatificação de Carlo Acutis, em 2020.

A programação também prevê missa no rito tridentino, às 11h, e atividades dedicadas a Nossa Senhora Aparecida durante a tarde. Às 17h30, está prevista uma procissão com a imagem da padroeira do Brasil, seguida de missa solene, às 18h, e coroação da imagem no santuário.

Milagre na Capital

A ligação de Carlo Acutis com Mato Grosso do Sul começou em 12 de outubro de 2013, quando Matheus Lins Vianna, então com três anos, participou de uma celebração religiosa na comunidade.

O menino sofria de pâncreas anular, uma anomalia congênita que provocava vômitos frequentes e dificuldades de alimentação. Durante a celebração, a criança tocou uma relíquia de Carlo Acutis e pediu para parar de vomitar.

Segundo os relatos apresentados à Igreja Católica, Matheus voltou a se alimentar normalmente após o episódio. Exames posteriores não identificaram mais a alteração anteriormente diagnosticada.

O caso passou por investigação e foi reconhecido pelo Vaticano como milagre atribuído à intercessão de Carlo Acutis, permitindo sua beatificação em outubro de 2020.

A canonização ocorreu em 7 de setembro de 2025, durante cerimônia presidida pelo papa Leão XIV, no Vaticano, após o reconhecimento de um segundo milagre, relacionado à recuperação de uma jovem da Costa Rica que sofreu um grave acidente.

Em 12 de outubro de 2025, a antiga Capela Nossa Senhora Aparecida, ligada ao primeiro milagre, foi elevada à condição de santuário arquidiocesano dedicado à padroeira do Brasil e a São Carlo Acutis.

Santo da geração millennial

Nascido em Londres, em 1991, e criado em Milão, na Itália, Carlo Acutis ficou conhecido por utilizar a internet como instrumento de evangelização.

Apaixonado por informática, o adolescente desenvolveu um site para divulgar milagres eucarísticos reconhecidos pela Igreja Católica, aproximando a fé do universo digital.

Carlo morreu em 12 de outubro de 2006, aos 15 anos, vítima de leucemia. Sua trajetória de devoção e solidariedade fez com que se tornasse uma referência religiosa, especialmente entre os jovens.

No Brasil, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) aprovou, em abril deste ano, a transferência de sua memória litúrgica para 13 de outubro, para evitar a coincidência com a solenidade de Nossa Senhora Aparecida. Em Campo Grande, no entanto, as homenagens aos dois santos foram mantidas nesta segunda-feira (12).

O santuário está localizado na Rua Ismael Silva, nº 10, no Jardim Marabá.

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