Cidades

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Aplicação de gesso no solo exige cuidados

Aplicação de gesso no solo exige cuidados

Redação

05/04/2010 - 22h00
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É cada vez maior a adesão dos agricultores ao uso do gesso agrícola (sulfato de cálcio) em suas propriedades. Na região do cerrado, que apresenta cerca de 80% de sua área com algum problema de acidez, como excesso de alumínio associado a baixos teores de cálcio, a utilização do gesso é responsável pela melhora significativa do ambiente radicular em profundidade para as plantas – uma das razões para o uso desse subproduto da indústria de fertilizantes fosfatados na agricultura, cuja composição é 15% de enxofre e 18% de cálcio.
Porém, a  Embrapa Cerrados está alertando para o fato de que nem sempre é necessário realizar a aplicação do gesso. Por isso a orientação é no sentido de que os produtores procurem avaliar bem essa necessidade, evitando dessa forma gastos financeiros e de tempo. Ao contrário do que muitos acreditam, em solos ácidos, a deficiência de cálcio não ocorre apenas na camada superficial. O problema é constatado também abaixo dos primeiros 20 centímetros do solo, e, nesses casos, a calagem não corrige de forma satisfatória a acidez e a deficiência de cálcio. A aplicação do gesso supre o solo com cálcio e reduz a toxidez do alumínio até as camadas mais profundas. Dessa forma, ela favorece o aprofundamento das raízes e permite que as plantas superem o veranico e utilizem com mais eficiência a água e os nutrientes do solo. A profundidade do solo que a gessagem é capaz de corrigir depende da cultura. Para as anuais, a recomendação é que a gessagem atinja a profundidade de 60 centímetros e para as culturas perenes, 80 centímetros.
O pesquisador Djalma Martinhão, da Embrapa Cerrados, unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária localizada em Planaltina (DF), alerta para um erro comum: utilizar o gesso sem saber primeiro se é mesmo necessário. “Para fazer essa avaliação é importante que o agricultor conte com o auxílio de um profissional capacitado para analisar o solo e, assim, verificar se a área apresenta deficiência de cálcio e excesso de alumínio em profundidade”, explica Martinhão.
A tecnologia do uso do gesso na região do Cerrado foi lançada em 1995 e a Embrapa Cerrados foi quem primeiro recomendou seu uso. Nessa época, eram vendidas cerca de 200 mil toneladas por ano, “hoje já atingimos três milhões de toneladas por ano”, informa Martinhão. O sucesso dessa tecnologia, segundo o pesquisador, se deve ao fato de o produto reduzir as perdas em produtividade das plantas quando ocorrem os veranicos e ao aumento da eficiência de uso dos fertilizantes adicionados ao solo.
A amostragem do solo para as análises químicas, explica o pesquisador, deverá ser feita na profundidade de 20 a 40 cm e de 40 a 60 cm para culturas anuais. Para as culturas perenes, ele destaca que também é importante analisar o solo da camada de 60 a 80 cm. Nesses casos, é recomendado que o teor de argila seja determinado. Segundo Martinhão, se os resultados das análises indicarem que a saturação de alumínio é maior do que 20% ou o teor de Cálcio menor que 0,5 cmolc/dm3 há probabilidade de resposta do gesso e este deve ser aplicado ao solo.

Pescaria

Após ser declarada uma espécie invasora, Ibama autoriza o abate sem limites do Pirarucu

A medida é válida para áreas fora da Bacia Amazônica

19/03/2026 12h00

Ibama autoriza o abate de pirarucu, após declarar como espécie invasora

Ibama autoriza o abate de pirarucu, após declarar como espécie invasora Foto: Arquivo / Imasul

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O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), anunciou nesta quarta-feira (18) por meio do Diário Oficial da União, uma instrução normativa que altera as regras de manejo do pirarucu, um dos maiores peixes de água doce do planeta. 

Após o decreto, o animal passou a ser declarado como uma espécie invasora, quando encontrado fora da Bacia Amazônica, autorizando seu abatimento, fora de seu local. 

A nova medida tem como objetivo conter a espécie onde ele não é considerado nativo. Por ser um predador de topo de cadeia alimentar, o animal apresenta um risco ao equilíbrio ecológico, competindo com espécies locais e podendo reduzir populações nativas.

Com a nova medida, a pesca, captura e abate do pirarucu, foi liberada durante todo o ano para pescadores profissionais e artesanais. 

O Mato Grosso do Sul, tem as Bacias do Paraná e do Paraguai que percorrem parte de seu território. E caso pegue a espécie, o seu abate é liberado. Confira outras Bacias Hidrográficas que o pirarucu pode ser encontrado e tem permissão de abatimento. 

  • Região Hidrográfica Atlântico Nordeste Ocidental
  • Região Hidrográfica do Parnaíba
  • Região Hidrográfica Atlântico Nordeste Oriental
  • Região Hidrográfica do São Francisco
  • Região Hidrográfica Atlântico Leste
  • Região Hidrográfica Atlântico Sudeste
  • Região Hidrográfica do Uruguai
  • Região Hidrográfica Atlântico Sul
  • Porção superior da Bacia Hidrográfica do rio Madeira, montante da barragem de Santo Antônio/RO. 

Não é estipulado um limite de peso ou tamanho, o abate é recomendado para qualquer tamanho. Além disso, todo e qualquer pirarucu capturado fora da Amazônia não deve ser devolvido ao ambiente – é recomendado o abate imediato, seja para pescadores profissionais ou para amadores. 

Quanto à comercialização da carne do pescado, fica restrito apenas para o estado onde ele foi capturado, impossibilitando o comércio interestadual. 

Outro ponto a ser destacado é o incentivo da doação da carne do pirarucu. O Ibama faz a orientação de que o alimento seja destinado, prioritariamente, aos programas públicos. Como por exemplo, organizações de combate à fome e merendas escolares. 

Apesar de ser protegido em seu habitat natural (a Bacia Amazônica), quando ele está presente em outras bacias, é considerado um invasor agressivo e de alto risco. Pois se alimenta de peixes menores o que pode ocasionar no desequilíbrio ecológico da região. 

A Instrução Normativa entrou em vigor na data de sua publicação e será revisada em três anos para avaliar sua eficácia.

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TRAUMATISMO CRÂNIO-ENCEFÁLICO

Homem que assaltou idoso e causou morte por traumatismo é preso

Crime aconteceu em dezembro do ano passado e assaltante estava internado desde então por comportamento agressivo e suposto uso de entorpecentes

19/03/2026 11h30

Divulgação/PCMS

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Durante a manhã desta quinta-feira, a Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Roubos e Furtos (DERF) prendeu um homem, de 33 anos, que assaltou um idoso e o matou devido ao nível de violência cometido no momento do crime.

O assalto aconteceu há três meses, no final do ano passado, mas apenas hoje o homem foi preso, pois estava internado na Clínica Nosso Lar, em Campo Grande. A vítima de 70 anos, Abadio Arruda de Oliveira, morreu na hora com traumatismo crânio-encefálico.

Entenda o caso:

Na madrugada de 12 de dezembro de 2025, no Bairro Jardim Colibri, em Campo Grande, Abadio Arruda de Oliveira foi abordado por L.H.C.P. na garagem da própria casa com anúncio de assalto. O criminoso então utilizou violência extrema, agrediu o idoso na região da cabeça e levou o dinheiro que estava com a vítima no momento.

Devido à intensidade utilizada, o idoso sofreu traumatismo crânio-encefálico com exposição de massa encefálica e morreu na hora.

Em depoimentos de familiares e testemunhas, o assaltante e a vítima tinham conflitos anteriores, em que o suspeito mantinha comportamento agressivo, fazia ameaças e já havia rondado o local antes de concretizar o crime.

Com análise de imagens de câmeras de segurança das proximidades, também foi possível confirmar à movimentação do homem em direção a casa de Abadio.

Ao ser identificado, o assaltante foi localizado na Clínica Nosso Lar, onde ficou internado desde o dia 13 de dezembro de 2025, um dia após o crime. De acordo com informações, o homem apresentou comportamento agressivo e quadro de instabilidade, com origem no uso de substâncias entorpecentes.

A polícia então continuou a investigação e coletou provas nas vestimentas utilizadas pelo assaltante no momento da internação hospitalar e constatou a compatibilidade com o sangue da vítima. Além disso, também foram apreendidos objetos que possivelmente foram usados para cometer a agressão.

Devido à gravidade do crime e composição dos acontecimentos, foi determinada a prisão preventiva do investigado, que foi cumprida nesta manhã na clínica onde esteve internado durante os últimos meses. Agora, o preso foi conduzido à sede da DERF para ser interrogado sobre o caso.

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