A Prefeitura de Campo Grande colocou em operação novas ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que estavam paradas no pátio da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) desde abril de 2025. Das seis recebidas pelo Ministério da Saúde, cinco estão sendo incorporadas à frota para renovação de veículos em uso, e uma passou a integrar a Base Centro, contribuindo para a ampliação das equipes.
Em novembro do ano passado, o presidente da Comissão de Saúde da Câmara Municipal, vereador Dr. Victor Rocha, assinou o Termo de Anuência e a Solicitação de Aditamento do Termo de Doação nº 561/2024, referente a doação destas ambulâncias pelo Ministério da Saúde.
A finalidade da Solicitação de Aditamento era substituir as cinco ambulâncias alugadas, que somavam gastos de R$ 70 mil mensais aos cofres públicos, pelas seis novas que foram doadas ao Município.
Inicialmente, os novos veículos doados por meio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do Governo Federal, tinham o intuito de ampliar a frota, porém com a Solicitação de Aditamento a proposta muda para renovação dela.
Imbróglio
As ambulâncias estavam paradas no pátio da Sesau desde abril deste ano, pois, de acordo com Vanderlei Bispo, membro do Comitê Gestor da Saúde, o contrato assinado pela secretaria solicitando novas ambulâncias, em 2021, teve um equívoco.
Elas deveriam vir como renovação de frota, e não como ampliação como foi solicitado. Com isso, o número de veículos excederia os 14, sendo que há equipes para 12 e os outros dois ficam como ampliação. Consequentemente, não seria permitido a veiculação desses automóveis.
À época, ao Correio do Estado Vanderlei ainda relatou que o Ministério da Saúde deu a opção de usar as seis ambulâncias como ampliação, o que seria impossível, pois cada veículo precisaria de quatro equipes para alternar os turnos, ou a Sesau teria que devolvê-las.
A última cartada dada pelo Ministério foi que a Sesau entrasse com o termo pedindo anuência aos órgãos fiscalizadores para que estes aceitassem a troca da ampliação pela renovação, o que permitiria que as ambulâncias tenham o aval para transitar.


