Cidades

SEGURANÇA

Após ataques de violência, servidores federais cobram medidas de segurança no IFMS

Na última quarta-feira a polícia apreendeu três estudantes que planejavam atacar o campus de Coxim

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Devido aos últimos casos de violência em escolas e institutos federais, o Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (SINASEFE) está cobrando ações do Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS) para conter e evitar os casos recorrentes de violência.

Ao Correio do Estado, o professor e diretor do sindicato no IFMS, Leonardo Reis, disse que são inúmeros os últimos casos de violência nos últimos tempos. A ação é uma tentativa de cobrar um plano de segurança e prevenção à comunidade acadêmica em geral.

Em nota, o sindicato afirma que os registros de violência dentro do campus dos IFMS não envolvem apenas casos de agressão física, mas também de racismo, xenofobia, assédio moral e sexual.

“Podemos citar o caso de racismo ocorrido em Nova Andradina, o caso de racismo em Dourados, o caso de grupos de whatsapp neonazistas em Campo Grande e Dourados, e a situação de um professor que falou abertamente em ir trabalhar armado no campus Nova Andradina e que cometeu xenofobia contra o povo nordestino. Esses inúmeros episódios demonstram a necessidade de uma atuação efetiva do IFMS no combate a todas as formas de violência e na garantia da segurança de toda a comunidade acadêmica", afirmou em nota.

O sindicato afirma também que alguns desses casos já foram denunciados à reitoria, bem como à ouvidoria do IFMS. No entanto, o SINASEFE solicita a criação de um planejamento de ações detalhado sobre as medidas de segurança adotadas em todos os câmpus da instituição, assim como ações preventivas para evitar que outros casos ocorram.

“É lamentável que a reitoria do IFMS tenha adotado um caráter ex post facto em suas ações, ou seja, agindo somente após os eventos terem acontecido. Isso é inaceitável, principalmente em casos de ameaça à vida e integridade física das pessoas, uma vez que a letargia pode significar a perda de vidas”.

De acordo com o sindicato, além do planejamento, é preciso um posicionamento claro da reitoria para afastar o clima de medo e garantir segurança.

“Aguardamos um posicionamento concreto e urgente para garantir a segurança e bem-estar de toda a comunidade acadêmica do IFMS, lembrando que o clima de medo, desamparo e inação são também uma forma de estabelecer a violência simbólica contra a comunidade”.

O sindicato destaca ainda que segurança é um direito básico e fundamental, e que a gestão do IFMS deve garantir condições dignas e mentalemnte saudáveis de trabalho aos servidores, estudantes e colaboradores.

“Esperamos contar com a transparência e prontidão do IFMS em fornecer as informações solicitadas e colaborar na construção de um ambiente acadêmico seguro e livre de violência”, finalizou o sindicato.

Caso

Conforme noticiado pelo Correio do Estado, na última quarta-feira (5), três estudantes foram apreendidos durante investigação de um possível ataque ao Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS) em Coxim. Os adolescentes têm entre 16 e 17 anos e são acadêmicos do Campus do município. 

De acordo com a polícia, os suspeitos pretendiam realizar um ataque no IFMS, mas foram descobertos em operação de busca e apreensão na casa dos adolescentes. O ataque estava sendo planejado por WhatsApp, entre as mensagens a equipe encontrou fotos de duas armas e uma adaga.

Um dos adolescentes foi apreendido dentro do IFMS e os outros dois em suas residências. As armas não foram encontradas na casa dos suspeitos, porém não sabe-se dizer se são fotos de autoria própria ou baixadas da internet. Já a adaga foi localizada e apreendida.

A polícia constatou também que, entre as mensagens, os estudantes tinham como alvo atacar pessoas da comunidade LGBTQIA+. Eles foram levados para delegacia, ouvidos e soltos.

Em nota, o IFMS informou que os estudantes foram suspensos e passaram a cumprir as atividades letivas em regime domiciliar, além disso serão realizadas rondas na região do Campus como medida preventiva e de segurança.

Em outra nota, divulgada na última quinta (6), o IFMS lamentou o episódio de violência em uma creche em Blumenau (SC) que deixou quatro crianças mortas, e em uma escola em São Paulo (SP) onde uma professora foi morta e quatro pessoas feridas.

O IFMS lembra que a educação é um direito fundamental previsto no Art. 205 da Constituição Federal de 1988, e reforça que atitudes violentas e o medo não podem ser tolerados em instituições de ensino. Por isso, continuamos trabalhando incansavelmente para oferecer um ambiente de aprendizado seguro e acolhedor para nossos estudantes, servidores e funcionários terceirizados.

Por fim, reiteramos nossa missão em oferecer educação pública, gratuita e de qualidade, a fim de formar profissionais humanistas e inovadores capazes de promover o desenvolvimento local e regional. Apenas com a educação conseguiremos promover a cultura da paz!”, finalizou a nota.

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show

Rock in Rio 2026 reúne 700 mil pessoas em sete dias; edição 2028 está confirmada

A novidade da próxima edição é uma corrida de rua com os fãs que terminará na Cidade do Rock

13/09/2026 20h00

Foto: Reprodução Instagram/@rockinrio

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Muita chuva, Elton John e K-pop foram os maiores destaques da edição de 2026 do Rock in Rio, que termina neste domingo, 13, na zona sudoeste do Rio de Janeiro. Segundo a organização, o festival reuniu 700 mil pessoas em sete dias de frio atípico para a capital. Metade do público veio de fora do Estado, com representantes de nada menos que 89 países.

Durante coletiva de imprensa, neste domingo, também foi confirmada a realização da próxima edição de festival, em setembro de 2028, embora os dias específicos ainda não tenham sido determinados. A novidade da próxima edição é uma corrida de rua com os fãs que terminará na Cidade do Rock, no dia do evento teste. A Rock World, empresa dona do festival também reforçou as datas do The Town 2027, em São Paulo: dias 4, 5, 6, 11 e 12 de setembro.

Vice-presidente do evento, Roberta Medina disse que a chuva, indiretamente, influenciou o comportamento do público, aumentando a interação das pessoas com as atrações. Segundo ela, com medo de molhar os celulares, muitos deixaram os aparelhos de lado e acabaram aproveitando mais o festival.

"A chuva foi um dos nossos artistas este ano", brincou Roberta, lembrando que todos os looks pensados pelos fãs acabaram sendo cobertos pelas capas de chuva onipresentes. "Quis estar presente o tempo todo, foi a atração principal."

O único dia em que não choveu foi no dia 4, na abertura do festival. De resto, todos os dias foi de chuva. Questionada sobre o excesso de poças de água na Cidade do Rock, a empresária respondeu: "há 40 anos as poças eram de lama, eu acho que a poça de água tá tudo bem", disse, em uma referência ao primeiro Rock in Rio, em 1985, quando a Cidade do Rock se transformou em um grande lamaçal.

"Acho que a poça faz parte da nossa vida, gente, se a gente andar na rua tem poça. Não dá pra viver uma experiência de 100 mil pessoas em um festival (sem poça nenhuma), a não ser que você vá para uma arena fechada. São experiências distintas."

Roberta Medina destacou o encontro nos bastidores de Gilberto Gil e Elton John, que se apresentaram no Palco Mundo no quarto dia do festival. Ao cumprimentar o cantor baiano, o artista britânico não poupou elogios: "Você é uma lenda, um homem maravilhoso. Eu me sinto ainda melhor por conhecê-lo. Seja abençoado por toda a sua música maravilhosa."

Gil retribuiu dizendo "igual a você" e, mais tarde, ao publicar o registro do encontro em suas redes sociais, escreveu: "Que bom vê-lo novamente, Elton John! Espetáculo incrível no Rock in Rio. Espero que os nossos caminhos se cruzem novamente em breve. Aquele abraço, Gil."

"Vivemos momentos históricos no Palco Mundo", disse Roberta Medina. "Não podemos deixar passar batido a declaração de amor do Elton John para o Brasil."

Durante a sua apresentação, Elton John declarou que o Brasil é "um dos melhores países para mim, para minha música e para meus fãs". E explicou que, quanto teve que interromper sua turnê de despedida, "Farewll Yellow Brick Road", por causa da pandemia de covid-19, se sentiu muito mal por não ter conseguido passar pelo País.

Por isso, contou, aceitou o convite para o festival, para reencontrar o público brasileiro e agradecer por todo o carinho ao longo de sua carreira.

Um outro grande destaque da edição deste ano foi a estreia do K-pop (o pop coreano) no festival. Na última sexta-feira, 11, se apresentaram Stray Kids -- o primeiro grupo de K-pop a ocupar a posição de headliner no Palco Mundo do Rock in Rio.

No mesmo espaço também se apresentaram naquele dia o Nexz -- outra boy band coreana - e a cantora coreana Hwasa, ambos igualmente se apresentando pela primeira vez no evento. O K-pop levou uma tribo diferente ao Rock in Rio, com muitas fantasias e figurinos e um colorido próprio. Na entrevista, Roberta contou que vai trabalhar para incluir o gênero novamente em 2028.

"Eu fiquei muito feliz por [o Stray Kids] ter sido o primeiro grupo de K-pop como headliner, foi um passo muito importante na carreira deles, algo que nunca tinha acontecido antes", contou Marina Torres, de 15 anos, que foi ao Rock in Rio pela primeira vez com a irmã Luana e o pai, Marcelo Torres.

"Eles estouraram muito a bolha do K-pop com esse show; muitas pessoas que não sabiam o que era esse gênero musical puderam conhecer, seja de dentro de casa, pela televisão, ou acompanhando os filhos no Rock in Rio e isso é muito bom para parar com o preconceito com o gênero. Mas é isso, o K-pop é capaz de unir as pessoas, botar todo mundo para curtir junto, foi uma experiência muito linda com a minha irmã e meu pai, no meu primeiro Rock in Rio."

Além do K-pop do Stray Kids e da música eletrônica de Calvin Harris, a edição deste ano teve outros cinco headliners do rock e do pop - Foo Fighters, Avenged Sevenfold, Twenty One Pilots, Elton John e Maroon 5.

A corrida de rua em 2028

Entre as novidades anunciadas para a edição do Rock in Rio de 2028, que já está confirmada, está uma corrida de rua de fãs. De acordo com Roberta, é um pedido antigo do público que o Rock in Rio tenha sua própria corrida de rua e a organização decidiu atender ao pedido em 2028.

"Pediam para a gente fazer uma corrida dentro da Cidade do Rock, mas não da, né, gente? Vamos correr na beleza que é o Rio e o ponto de chegada será dentro da Cidade do Rock, no dia do evento teste, vai ser um sucesso", revelou.

Segundo Roberta, é uma forma de iniciar uma conversa sobre saúde de uma forma que seja coerente com o festival. "Eu gosto de correr. E eu gosto de festa. E por que que eu não posso ter as duas coisas, né?", questionou.

Os números de 2026

Os números da edição 2026 do evento são grandiosos. Foram consumidas 80 toneladas de comida somente na área vip do evento, 180 mil hambúrgueres no gramado, 75 mil litros de café, além de 100 mil bebidas vendidas antecipadamente. Pelas contas do festival, 165 mil pessoas passaram pela Gourmet Square em sete dias de evento. Foram geradas 40 toneladas de lixo por dia.

Essa edição do festival também teve um impacto relevante na economia, segundo a organização do evento. O Rock in Rio 2026 movimentou R$ 3,36 bilhões em impacto econômico e gerou 33,9 mil empregos diretos e indiretos. Ao todo, 30 mil pessoas foram credenciadas para trabalhar na realização do festival.

tentou transferência

STJ decide manter bicheiro Rogério de Andrade no presídio federal de Campo Grande

O bicheiro teve negada sua transferência para o sistema prisional do Rio de Janeiro e vai permanecer preso em um presídio federal de segurança máxima

13/09/2026 18h00

Rogério de Andrade está preso em Campo Grande desde 2024

Rogério de Andrade está preso em Campo Grande desde 2024 Foto: Reprodução

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O bicheiro Rogério de Andrade teve negada sua transferência para o sistema prisional do Rio de Janeiro e vai permanecer preso em um presídio federal de segurança máxima. A decisão, divulgada neste sábado, 12, é do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que negou o pedido de transferência feito pela defesa do contraventor. Rogério de Andrade está preso na Penitenciária Federal de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. A reportagem não conseguiu contato com a defesa do preso.

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro havia determinado a transferência de Andrade de volta para o sistema prisional fluminense, atendendo a um pedido da defesa, mas o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) entrou com recurso.

Conforme o MP, o acórdão do tribunal violou a legislação e o entendimento consolidado pelo STJ ao exigir a existência de fatos novos para justificar a permanência do preso no sistema federal.

Ao acolher o argumento do Ministério Público, o relator ressaltou que, para a renovação da medida, ou seja, a permanência em unidade de segurança máxima, é suficiente a persistência dos motivos que fundamentaram a transferência inicial, desde que demonstrada em decisão devidamente fundamentada. 

A decisão do STJ destaca que o juízo inicial havia indicado elementos concretos para a manutenção de Rogério de Andrade em presídio federal, sendo elas a posição de liderança em organização criminosa, o cenário de disputa violenta pelo controle da exploração do jogo do bicho, a influência sobre agentes públicos para o desenvolvimento de suas atividades criminosas e o parecer da Diretoria da Polícia Penal Federal contrário ao retorno do custodiado ao sistema prisional estadual.

Crimes e contravenção

Rogério Costa Andrade, que também é patrono da escola de samba Mocidade Independente de Padre Miguel, foi preso em outubro de 2023 após o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) apresentar nova denúncia contra ele pelo homicídio de Fernando Iggnácio, genro de Castor de Andrade e que disputava com Rogério o espólio do jogo do bicho de Castor.

Ele é apontado como o chefe de um grupo criminoso "voltado para a prática de diversos crimes", entre eles homicídio, corrupção, contravenção e lavagem de dinheiro.

Rogério é sobrinho de Castor de Andrade, um dos maiores chefes do jogo do bicho no Rio e patrono da Mocidade Independente de Padre Miguel. Castor morreu em 1997, vítima de doença cardíaca, e a morte iniciou uma disputa familiar pela herança.

Na disputa, estavam Paulinho de Andrade, filho de Castor, assassinado na Barra da Tijuca, em 1998, crime atribuído a Rogério, e Fernando Iggnácio, que era casado com a filha de Castor e que também assassinado, em 2020. 

O assassinato ocorreu no estacionamento de um heliporto no Recreio dos Bandeirantes, logo após Iggnácio desembarcar de helicóptero, retornando de sua casa de praia em Angra dos Reis. Ele foi atingido por três tiros de fuzil, um deles na cabeça

Rogério Castor Andrade foi apontado como mandante do assassinato de Fernando Iggnácio e foi preso em outubro de 2024.

O contraventor foi transferido da Penitenciária de Segurança Máxima Laércio Pellegrino (Bangu 1), no Complexo de Bangu, na Zona Oeste do Rio, para o presídio federal de Campo Grande no dia 12 de novembro de 2024.

* Com Estadão Conteúdo

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