Cidades

minha casa, minha vida

Após cinco anos, Capital é aprovada para construção de apartamentos populares

Último lançamento de projeto financiado pelo Minha Casa, Minha Vida em Mato Grosso do Sul ocorreu no início de 2018

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Após mais de cinco anos sem novos lançamentos de habitações populares financiadas por meio do Minha Casa, Minha Vida, Campo Grande foi selecionada para a construção de 348 apartamentos em três unidades habitacionais. O último lançamento de projeto financiado pelo programa federal no Estado ocorreu em 2018, ainda no governo Michel Temer. 

Na época, foram selecionados quatro empreendimentos: um em Campo Grande, o Condomínio Residencial Jardim Canguru, um em Chapadão do Sul (96 unidades habitacionais), um em Nova Andradina (128 unidades habitacionais) e um em Paranaíba (100 unidades habitacionais).

Ainda em fase de projeto arquitetônico, três conjuntos habitacionais populares podem começar a ser construídos na Capital ainda neste ano. Serão pelo menos 348 unidades habitacionais construídas para faixas econômicas mais baixas, por meio do programa Minha Casa, Minha Vida.

O investimento para a construção das moradias nas três localidades será retirado do Fundo de Arrendamento Residencial (FAR) e da Prefeitura de Campo Grande, por meio da Agência Municipal de Habitação e Assuntos Fundiários (Amhasf).

Segundo a Amhasf, para o contrato ser finalizado entre a agência e as construturas que vão executar o empreendimento, falta o Ministério das Cidades, do governo federal, finalizar a regulamentação do programa Minha Casa, Minha Vida.

Em entrevista ao Correio do Estado, o diretor-adjunto da Amhasf, Cláudio Marques, explicou os processos nos quais os conjuntos habitacionais tramitam.

“Os três projetos já estão na Caixa desde o ano passado, foram aprovados na parte de engenharia e de jurídica, semana passada a Câmara aprovou a doação dos terreno para o Fundo de Arrendamento da Caixa, agora falta o ministério finalizar a regulamentação do Minha Casa, Minha Vida para a gente poder assinar o contrato”, detalhou o diretor.

De acordo com as informações da Agência Municipal de Habitação, as propostas de projetos habitacionais do programa na faixa um ficaram suspensas por quatro anos dentro do governo federal.

Em fevereiro do ano passado, foram abertas pela Federação mais de 2 mil unidades habitacionais para o Brasil dentro dessa modalidade, no então programa Casa Verde e Amarela. 

“Campo Grande foi selecionada para executar três projetos, sendo a única cidade do País que teve três projetos aprovados, pegamos 20% das unidades disponibilizadas para o Brasil para Campo Grande”, disse o diretor-adjunto da Amhasf.

Por conta desse processo para assinar o contrato com o projeto habitacional do governo, que segue desde o ano passado, a expectativa da Amhasf é de que Campo Grande seja a primeira cidade a ter o contrato do Minha Casa, Minha Vida assinado neste ano pelo governo federal.

“O que compete à prefeitura está encaminhado, não temos nenhuma pendência para a assinatura desses projetos, estamos só aguardando o ok do governo federal para assinar o contrato”, acrescentou Marques.

PROJETOS

As informações sobre a construção dos apartamentos nas três unidades habitacionais foram detalhadas em setembro do ano passado, sete meses atrás, no Diário Oficial de Campo Grande (Diogrande).

Os conjuntos habitacionais serão localizados nos bairros Nova Bahia, Jardim Antártica e Costa Verde. Os residenciais deverão conter, segundo o edital de chamamento público, área de lazer, onde será alocado um quiosque com no mínimo cinco metros de diâmetro, parque infantil com no mínimo quatro brinquedos e churrasqueira em um espaço coberto com banheiro próximo. 

Os apartamentos devem ter entre 39 m² e 42,51 m². No espaço interno haverá área de serviço, banheiro, cozinha e sala de estar, além de contar com instalação de lâmpadas de LED em cada quarto.

Na parte externa do conjunto habitacional, bicicletários serão instalados e haverá área de estacionamento para motos com 10 vagas ou mais. Também haverá espaço destinado ao armazenamento de lixo comum e lixo reciclável, além de instalação de sistema de energia solar fotovoltaica.

De acordo com o diretor-adjunto da Amhasf, o custo inicial de cada unidade habitacional ficou estabelecido em R$ 160 mil. Somando os três projetos, o custo das obras chega a R$ 55 milhões.

ENTREGAS

No ano passado, o conjunto habitacional no Jardim Canguru foi entregue em Campo Grande, durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), quando o programa era intitulado Casa Verde e Amarela.

O Condomínio Residencial Jardim Canguru foi entregue no dia 30 de junho de 2022. O empreendimento foi construído com recurso de R$ 24 milhões do governo federal, via Fundo de Arrendamento Residencial, mais R$ 5 milhões do governo estadual, com as obras de infraestrutura, e contribuição da prefeitura de R$ 4 milhões, incluindo a área e o acesso entre as ruas Catiguá e Ibirá.

A prefeitura entregou 300 apartamentos na ocasião. O Residencial Jardim Canguru está localizado na região urbana do Anhanduizinho. De acordo com a Agência de Habitação Popular de Mato Grosso do Sul (Agehab), ano passado foram entregues 10 conjuntos habitacionais com recursos do governo federal.

MATO GROSSO DO SUL

Bioparque Pantanal pode ganhar nome de cientista corumbaense nascida em 1912

Projeto busca complementar nomenclatura do espaço em homenagem à pesquisadora que é uma das principais referências da taxonomia vegetal no Brasil

17/08/2026 12h32

Importante frisar: não há a intenção de retirar o já consolidado título de

Importante frisar: não há a intenção de retirar o já consolidado título de "Bioparque Pantanal", mas sim acrescentar o nome da pesquisadora em complemento à identidade do local. Marcelo Victor/Correio do Estado e Arquivo Graziela Maciel Barroso

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De autoria da deputada estadual pelo Partido dos Trabalhadores (PT), professora Gleice Jane, um projeto protocolado na última semana na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, pode trazer ao nome do Bioparque Pantanal um complemento em homem à cientista corumbaense nascida em 1912 que tornou-se uma das principais referências da taxonomia vegetal no Brasil. 

Graziela Maciel Barroso nasceu em Corumbá, em 1912, e atuou como naturalista no Jardim Botânico do Rio de Janeiro antes mesmo de ingressar na universidade em busca de uma graduação, título esse que chegou quando ela já havia completado meio século vivido. 

Agora, conforme proposto pela deputada Gleice Jane (PT), a instituição na Capital do Mato Grosso do Sul passaria a se chamar: Bioparque do Pantanal Graziela Maciel Barroso. 

Ainda segundo a justificativa da parlamentar, para além de ampliar a presença de figuras femininas na memória de espaços públicos locais, a homenagem valorizaria as conquistas e contribuições da pesquisadora que chegou a ser a única mulher entre os candidatos aprovados em concurso público para atuar como naturalista no Jardim Botânico do RJ. 

Importante frisar que não há a intenção de retirar o já consolidado título de "Bioparque Pantanal", mas sim acrescentar o nome da pesquisadora em complemento à identidade do local.

Entenda

Após anos sendo um "elefante branco", o um dia popularmente conhecido como "aquário de Campo Grande" foi inaugurado em 28 de março de 2022 como Bioparque Pantanal.

Gleice Jane defende que associar o nome da cientista ao Bioparque permite aproximar duas dimensões da história sul-mato-grossense: a rica biodiversidade local e a contribuição das mulheres para a produção científica.

“Graziela nasceu em Corumbá e se tornou uma das maiores referências da botânica brasileira, mas sua história ainda é pouco conhecida pela própria população de Mato Grosso do Sul. Dar seu nome ao Bioparque é reconhecer uma cientista extraordinária, valorizar a ciência produzida por mulheres e mostrar às novas gerações que uma mulher sul-mato-grossense ajudou a construir conhecimento fundamental sobre a biodiversidade do nosso país”, diz a deputada.

Através de seu trabalho, Graziela contribuiu para o estudo e classificação da flora nacional, considerada uma principais catalogadoras de plantas do país, sendo parte fundamental inclusive da formação das diferentes gerações de pesquisadores que estariam por vir. 

Conforme o texto da proposta, há uma baixa presença de mulheres na denominação de equipamentos e espaços públicos, nomes que, se atribuídos a esses locais, poderiam contribuir para a construção da memória coletiva, reconhecendo figuras femininas no imaginário popular com o passar dos anos. 

“A memória de um Estado também é construída pelos nomes que escolhemos preservar. Durante muito tempo, as contribuições das mulheres para a ciência, a educação, a cultura e tantas outras áreas foram invisibilizadas. Homenagear Graziela é também dizer que as mulheres fizeram e continuam fazendo parte da construção da história de Mato Grosso do Sul”, afirma Gleice Jane.

Para ela, há ainda um simbolismo em vincular toda a jornada da botânica ao equipamento público local que se dedica à preservação da biodiversidade. 

 

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Asfalto

Prefeitura reabre processo para terminar as obras no Complexo Lageado

Novo contrato prevê pavimentação asfáltica e drenagem de águas pluviais em 21 vias da região, abertura das propostas será em 24 de agosto

17/08/2026 12h15

Intervenções incluem a implantação do sistema subterrâneo de drenagem e a aplicação de capa asfáltica nas vias do Complexo Lageado

Intervenções incluem a implantação do sistema subterrâneo de drenagem e a aplicação de capa asfáltica nas vias do Complexo Lageado Foto: Divulgação

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A prefeitura de Campo Grande abriu um novo processo que busca contratar uma empresa para finalizar as obras de pavimentação asfáltica e drenagem de águas pluviais no Complexo Lageado. O custo operacional das obras é de cerca de R$ 14,1 milhões. 

O novo contrato visa dar continuidade após o término no anterior, a abertura das propostas para definir qual empresa assumirá as obras, acontece no próximo dia 24 de agosto. 

O processo aberto para receber novas propostas é diferente do adotado anteriormente, o que facilita a contratação, dessa forma a administração municipal consegue avaliar de forma eficiente qual empresa possui capacidade necessária para dar continuidade no projeto. 

O término das obras no Complexo Lageado resultaria na melhora do dia-a-dia dos moradores da região, uma vez que, o sistema de escoamento subterrâneo e a capa asfáltica resolvem problemas históricos com alagamentos e protegem a saúde respiratória das famílias nos períodos de seca.

O serviço do novo contrato engloba 21 vias, que não foram atendidas pelo último contratante. O maquinário irá atuar nas ruas Antônio Carlos Sperotto, Leonel Rocha, Batista Luzardo, Honório Lemes, Professor Antônio Teófilo Cunha, Durando Pereira da Silva.

Outras ruas também fazem parte do pacote de obras como Adelaide Maia Figueiredo, Rosa Orro, Seiko Yamanine, Pedro Dib, Mitsuyo Aratani, Marlene Pereira de Jesus, Maria Del Horno Samper, Manoel Marcelino Rodrigues, Manoel Macedo Falcão, Domingos Belentani, Genuíno Fornari, Lea Maria Barbosa Marques, José Pimenta de Freitas e João Alves Pereira.

Após a finalização das etapas do processo de seleção e a formalização do contrato, a empresa vencedora mobilizou as equipes para iniciar os trabalhos no local
 

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