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Após cinco meses de queda, preço da cesta básica volta a subir em Campo Grande

A cesta básica para uma pessoa custou R$ 682,97 na Capital, enquanto custou R$ 2.048,91 para uma família de quatro pessoas

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Pela primeira vez em cinco meses, o preço da cesta básica volta a subir em Campo Grande, com inflação de 1,08% no mês de outubro, mostram os dados divulgados pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), nesta terça-feira (7). 

Conforme a divulgação, em outubro, a cesta básica para uma pessoa custou R$ 682,97 na Capital, enquanto custou R$ 2.048,91 para uma família de quatro pessoas. 

No ano a variação ainda se mantém em queda, com menos 8,23% em relação ao primeiro mês do ano. Já em 12 meses, a variação é de queda de 6,91%. 

No mês anterior, a cesta de alimentos custou em média R$ 675,68, um valor que era 2,32% menor do que em agosto.

No País, o valor do conjunto dos alimentos básicos diminuiu em 12 das 17 capitais onde o DIEESE. 

As quedas mais importantes ocorreram em Natal (-2,82%), Recife (-2,30%) e Brasília (-2,18%). 

As altas foram registradas em Fortaleza (1,32%), Campo Grande (1,08%), Goiânia (0,81%), São Paulo (0,46%) e Rio de Janeiro (0,17%).

Preço dos alimentos na Capital 

Segundo o DIEESE, os três meses consecutivos de retração no preço da Batata (30,77%) foram encerrados com a alta mais expressiva entre as 17 capitais pesquisadas pelo DIEESE. 

Apesar do aumento, e do preço médio de R$ 4,93 o quilo, o tubérculo ficou mais acessível na comparação com outubro de 2022, quando o preço médio foi de R$ 5,32.

Já o preço do tomate (6,46%) manteve a alta registrada no mês de setembro – apesar da boa disponibilidade interna, assim como o arroz agulhinha (0,58%).

No décimo mês do ano, café em pó (1,58%), carne bovina (1,43%), e manteiga (0,19%) reverteram as altas até então registradas. 

No caso do café, o aumento de preços de uma determinada marca fez com que a variação ficasse positiva. No ano, o preço da bebida apresentou queda (-10,04%).

O feijão carioquinha (-5,21%) completou um semestre de queda nos preços, assim como a farinha de trigo (-3,34%).

Ainda segundo o DIEESE, o quadrimestre de altas nos preços da banana foi interrompido pela retração no preço da fruta em outubro. Isso em razão de setembro a dezembro ser o período de safra da banana prata, possibilitando que os preços mantenham a variação negativa.

Mantiveram a trajetória de retração de preços o leite de caixinha (-1,47%), o óleo de soja (-2,24%), e o açúcar cristal (-0,52%) – estes últimos, com boa produção interna.

Operação Jogo Limpo

PF apreende mais de R$ 250 mil e investiga financiamento irregular em campanha de Marcio Fernandes

Ação apura possível prática dos crimes de corrupção eleitoral e falsidade ideológica eleitoral

25/09/2026 15h15

Polícia Federal apreendeu diversos maços de dinheiro no comitê do deputado Márcio Fernandes

Polícia Federal apreendeu diversos maços de dinheiro no comitê do deputado Márcio Fernandes Fotos: Divulgação / PF

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Em ação realizada no início da tarde desta sexta-feira (25), a Polícia Federal apreendeu diversos maços de dinheiro no comitê de campanha do deputado estadual Márcio Fernandes (PL), localizado no bairro Chácara Cachoeira. A "batida" ocorreu também em seu apartamento, no Royal Park.  

Foram apreendidas dezenas de cédulas com notas de R$ 50 e R$ 100. Neste momento, a polícia ainda contabiliza o montante apreendido, contudo, a estimativa é de que mais de R$ 250 mil tenham sido confiscados.

A polícia cumpriu dois mandados de busca e apreensão, três celulares e um pen drive, além de material de campanha no âmbito da Operação "Jogo Limpo", que investiga a possível prática dos crimes de corrupção eleitoral e falsidade ideológica eleitoral. 

Em contato com o Correio do Estado, o advogado de defesa de Márcio Fernandes, Assahd Milan disse estar retornando de São Paulo e desconhece o mote das investigações até o momento, contudo, assegurou que o deputado não foi preso. "Não tive acesso aos autos do processo, mas eu asseguro que o deputado não está detido", destacou. 

Polícia Federal apreendeu diversos maços de dinheiro no comitê do deputado Márcio Fernandes Ação ocorreu por volta do meio-dia desta sexta-feira (25) / Foto: Marcelo Victor / Correio do Estado

De início, a assessoria de imprensa do parlamentar alegou  que apesar do ocorrido, não havia qualquer interconrrência para além da "batida" policial, considerada como "rotina". Além disso, a equipe frisou que a polícia federal também agiu em outros comitês parlamentares espalhados pela Capital.

A ação ocorrida no Bairro Chácara Cachoeira acontece menos de 10 dias do primeiro turno, marcado para o próximo dia 4 de outubro. 

Cabe destacar que os candidatos não podem ser detidos ou presos até 6 de outubro. A prisão nesse período só pode acontecer em caso de flagrante delito.

A proteção está prevista no Código Eleitoral, uma vez que os candidatos não podem ser presos a partir de 15 dias antes da eleição até 48h depois da votação.

Se ocorrer a prisão de um candidato, ele deverá ser imediatamente conduzido à presença de um juiz competente, que irá avaliar a legalidade da detenção. Se constatar ilegalidade, o juiz deverá determinar a soltura imediata, além de poder responsabilizar o autor da prisão.

Mesmo que a detenção em flagrante delito seja confirmada, o candidato poderá concorrer às eleições, pois a legislação exige condenação por órgão colegiado ou trânsito em julgado (condenação definitiva) para impedir o direito de disputa.

MATO GROSSO DO SUL

Polícia vê aumento de adolescentes cooptados por facções em MS

Indivíduos com menos de 18 anos têm sido "contratados" por organizações criminosas com promessa de pagamento de aluguel e até cesta-básica

25/09/2026 13h13

Adolescentes são empregados para a prática de homicídios, roubos, etc.

Adolescentes são empregados para a prática de homicídios, roubos, etc. Arquivo/Correio do Estado/Bruno Henrique

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Em meio a uma guerra por disputa de território entre facções, a Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros (Garras) e Departamento de Polícia Especializada (DPE) apontam que há um número cada vez mais de adolescentes sendo cooptados pelas organizações criminosas em Mato Grosso do Sul.

Na manhã de hoje o diretor do Departamento de Polícia Especializada (DPE), Ivan Barreira, e o delegado do Garras, Roberto Oliveira Guimarães, detalharam a atual situação vivida no estado após ações de combate ao crime organizado na luta entre os integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV).

Segundo o diretor do DPE, essa briga entre facções começou no norte de MS, vindo desde Coxim, município distante aproximadamente 257 quilômetros da Capital, descendo por Costa Rica e Três Lagoas até alcançar a região sul do Estado. 

Nesse sentido, as forças de segurança do Estado conduziram uma série de ações nesta última semana que, segundo a Polícia Civil, resultaram em prisões e confrontos, inclusive com registros das chamadas mortes por intervenção legal de agentes do Estado. Entre os trabalhos, a polícia evidencia a participação cada vez maior desses adolescentes em atuações criminosas.

"Menores" no mundo do crime

Segundo o diretor do DPE, boa parte dos adolescentes que são cooptados pelo crime acabam atraídos por promessas financeiras, cita Ivan Barreira. 

"Podemos ver que a maioria desses adolescentes vêm de uma situação financeira mais carente. Os cabeças das facções vendo isso atraem eles", comenta Ivan Barreira, diretor do DPE. 

Entretanto, aqui ele faz questão de traçar uma espécie de paralelo diferenciando o que seria o "modus operandi" do PCC e do CV, sendo o Comando Vermelho o principal responsável, segundo a Polícia Civil do Mato Grosso do Sul, por cooptar adolescentes para o mundo do crime. 

"É uma tendência da facção carioca. Porque se a gente pegar a outra paulista, não tem participação de tanto adolescente, enquanto que na outra é uma tendência crescente a utilização deles aqui no nosso Estado", diz o diretor do DPE. 

Ainda pelas informações das forças de segurança pública, entre essas promessas financeiras que os adolescentes recebem aparecem desde o custeio do aluguel de uma casa até o fornecimento de cestas-básicas e um "emprego" na participação do delito em si. 

Para o delegado do Garras, a participação desses menores de idade em organizações criminosas vai além da busca por uma brecha por parte das facções na legislação, de que esses teriam penas mais brandas, por exemplo. 

"Eles acabam integrando esses grupos de organização criminosa com uma própria forma de se identificar ou se pôr naquele meio social, porque eles expõem muita coisa, a conduta dele com sinais símbolos de facção, com armas de fogo, ostentando jóias... para se prevalecer dentro daquele núcleo, daquele meio social que ele tem", afirma Roberto Oliveira. 

Ainda segundo o delegado, essa "opção de poder" não chega a ser alcançada na proporção pregada pelos cabeças da facções, uma vez que não haveria tamanha estrutura a ser proporcionada pelas facções, o que leva os adolescentes cooptados a serem empregados para a prática de homicídios, roubos, etc. 

"E acaba, infelizmente, sendo preso, um acaba matando o outro, e o negócio não se sustenta", completa o delegado do Garras. 

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