Cidades

Operação Nêmesis

Após festa do PCC, força-tarefa faz pente-fino na Máxima de Campo Grande

Operação Nêmesis reúne Polícia Penal e Força Penal Nacional em revistas e procedimentos de segurança após vídeo mostrar comemoração de integrantes da facção dentro do presídio

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Uma força-tarefa formada pela Polícia Penal de Mato Grosso do Sul e pela Força Penal Nacional (FPN) realiza um pente-fino no Estabelecimento Penal Jair Ferreira de Carvalho, a Máxima de Campo Grande, nesta quarta-feira (2). A ação faz parte da Operação Nêmesis, desencadeada após a identificação de uma manifestação coletiva em alusão ao Primeiro Comando da Capital (PCC) dentro do presídio.

A operação é um novo desdobramento do caso revelado após a circulação de um vídeo gravado dentro da unidade. Nas imagens, detentos aparecem reunidos em uma comemoração em referência aos 33 anos da facção criminosa.

Durante a gravação, um preso faz um discurso e, sobre uma mesa, aparecem diversas porções de uma substância branca, semelhante à cocaína, organizadas em fileiras.

Nesta quarta-feira, porém, o foco das autoridades avançou para dentro da estrutura da Máxima. Policiais realizam revistas gerais, fiscalização de celas e demais dependências e procedimentos destinados a identificar irregularidades e possíveis materiais ilícitos, além de ações para dificultar a atuação de organizações criminosas de dentro do sistema penitenciário.

Agentes da Força Penal Nacional e da Polícia Penal atuam durante a Operação Nêmesis na Máxima de Campo Grande. Foto: Divulgação: Senappen e Agepen/MS.

A operação também busca identificar outros internos eventualmente envolvidos em irregularidades.

Operação Nêmesis mobiliza forças estaduais e federais em revistas e procedimentos de segurança na Máxima. Foto: Divulgação: Senappen e Agepen/MS.

Os presos apontados como participantes da comemoração começaram a ser transferidos, conforme noticiado anteriormente.

A Agepen não informou a quantidade de detentos retirados da Máxima nem revelou as unidades para as quais foram encaminhados, sob a justificativa de questões de segurança.

Além das transferências, os envolvidos estão sendo submetidos a Procedimento Administrativo Disciplinar do Interno (Padic), responsável por individualizar as condutas e definir as medidas disciplinares cabíveis.

Segundo a administração penitenciária, manifestações coletivas de apoio ou alusão a organizações criminosas podem configurar falta disciplinar grave nos termos da Lei de Execução Penal.

Agente da Força Penal Nacional durante fiscalização em uma das celas da Máxima de Campo Grande. Foto: Divulgação: Senappen e Agepen/MS.

Até o momento, não foi divulgado um balanço de eventuais materiais apreendidos especificamente durante o pente-fino realizado na Máxima.

Força Penal Nacional

A Operação Nêmesis coloca lado a lado policiais penais de Mato Grosso do Sul e integrantes da Força Penal Nacional, coordenada pela Polícia Penal Federal.

Equipes realizam fiscalização de celas e outras dependências durante a Operação Nêmesis. Foto: Divulgação: Senappen e Agepen/MS.

A mobilização ocorre em meio ao reforço das medidas destinadas a impedir a articulação de organizações criminosas dentro das penitenciárias e a entrada de materiais proibidos nas unidades.

O nome escolhido para a operação faz referência a Nêmesis, figura da tradição grega associada à resposta diante da transgressão da ordem e à aplicação de consequências.

Segundo a administração penitenciária, somente até julho deste ano foram realizadas 56 revistas em unidades prisionais de Mato Grosso do Sul, além dos procedimentos de segurança que fazem parte da rotina dos estabelecimentos penais, com acompanhamento da Gerência de Inteligência.

O diretor-presidente da Agepen, Rodrigo Rossi Maiorchini, afirmou que a mobilização na Máxima integra uma atuação permanente contra o crime organizado.

“A Operação Nêmesis faz parte do trabalho permanente da Polícia Penal de Mato Grosso do Sul no enfrentamento ao crime organizado e no combate à entrada de ilícitos nas unidades prisionais. É uma atuação contínua e incansável para garantir a ordem, a disciplina e a segurança no sistema prisional e, consequentemente, contribuir para a segurança de toda a sociedade”, afirmou.

Drones na mira

Outra frente das forças de segurança é o combate ao uso de drones para transportar drogas, celulares e outros objetos para dentro dos presídios.

Desde 25 de agosto, a Polícia Penal de Mato Grosso do Sul e a Força Penal Nacional atuam em unidades de Campo Grande e Dourados com monitoramento e interceptação dessas aeronaves.

No período, foram apreendidos dois drones, 14 celulares, cinco carregadores e um rolo de linha reforçada utilizado para acoplar cargas.

Também foram recolhidos aproximadamente 1,7 quilo de substância com características semelhantes à maconha e cerca de 250 gramas de material semelhante à cocaína.

As apreensões correspondem ao conjunto das ações desenvolvidas nas unidades de Campo Grande e Dourados desde 25 de agosto e não são, necessariamente, materiais encontrados durante o pente-fino realizado nesta quarta-feira na Máxima.

Segundo a administração penitenciária, outras tentativas de lançamento de materiais ilícitos por drones também foram frustradas pelas equipes.

Para o secretário nacional de Políticas Penais, André Garcia, a presença conjunta das forças estaduais e federais amplia a capacidade de atuação contra organizações criminosas dentro dos presídios.

“O enfrentamento ao crime organizado exige presença operacional, inteligência e integração”, afirmou.

A Operação Nêmesis permanece em andamento na Máxima de Campo Grande.

CAMPO GRANDE

Prefeitura cria lei que proíbe estacionamento de patinetes em calçadas

Apesar das novas diretrizes, cerca de 11 patinetes foram flagrados obstruindo a via entre a avenida Calógeras e a rua 26 de agosto, na manhã desta quarta-feira (16)

16/09/2026 12h00

 A Prefeitura poderá delimitar zonas de

A Prefeitura poderá delimitar zonas de "Proibido Estacionar" Foto: João Pedro Flores

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A Prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), sancionou uma lei complementar para disciplinar o estacionamento de patinetes elétricos nas vias públicas da cidade. A publicação foi feita no Diário Oficial do Município (Diogrande), em edição desta quarta-feira (16).

A nova norma altera a Lei n. 2.909, de 28 de julho de 1992, que institui o Código de Polícia Administrativa do Município de Campo Grande.

Com isso, o estacionamento e a disposição de veículos de micromobilidade, como patinetes elétricos e bicicletas compartilhadas sem estação física, conhecidas como dockless, não poderão obstruir a livre circulação de pedestres, devendo observar as seguintes regras:

I - é vedado o abandono ou estacionamento desses equipamentos na faixa livre destinada à circulação de pedestres, que deve manter a largura mínima estabelecida nas normas de acessibilidade vigentes no Código;

II - o Executivo Municipal poderá delimitar zonas de “Proibido Estacionar” para veículos de micromobilidade em calçadas ou em locais de grande fluxo de pedestres;

III - as empresas operadoras desses serviços são direta e objetivamente responsáveis pela remoção e organização dos equipamentos que estiverem em desacordo com este artigo, sujeitando-se às penalidades de apreensão e multa previstas no art. 156 desta Lei.

Na manhã desta quarta-feira (16), a reportagem do Correio do Estado flagrou 11 patinetes eléticos parados na esquina da avenida Calógeras com a rua 26 de agosto.

Além da violação das novas diretrizes, os veículos estavam sobre o piso tátil, utilizado por deficientes visuais, e também estavam estacionados na frente de rampas, o que pode dificultar a passagem de cadeirantes e carrinhos de bebês.

 A Prefeitura poderá delimitar zonas de "Proibido Estacionar"
Patinetes elétricos estacionados de forma irregular na esquina da Calógeras com a 26 de agosto / Foto: João Pedro Flores

A lei entra em vigor a partir desta quarta-feira (16) e a Prefeitura regulamentará os detalhes operacionais dispostos na nova legislação.

INTERIOR

Obra que leva asfalto até perto do ET Bilu fica 13% mais cara em um ano

Trecho trata-se da pavimentação da MS-244, que liga a MS-080 ao distrito de Taboco, no município de Corguinho

16/09/2026 11h25

Asfalto vai facilicar o acesso à Cidade Zigurats, conhecida por suas casas redondas e por conta do ET Bilu, no município de Corguinho

Asfalto vai facilicar o acesso à Cidade Zigurats, conhecida por suas casas redondas e por conta do ET Bilu, no município de Corguinho Reprodução

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Pavimentação de 23 quilômetros da MS-244, que liga a MS-080 ao distrito de Taboco, no município de Corguinho, a obra conhecida como a empreitada que levará asfalto até perto do "ET Bilu" já está 13% mais cara no intervalo de quase um ano desde que o contrato foi firmado.

Conforme informações divulgadas no Portal da Transparência do Estado de Mato Grosso do Sul, esse acordo entre a Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul) com a Construtora Tripolo foi inicialmente firmado pela quantia de R$77.776.882,46. 

Através de seu Diário Oficial Eletrônico, o Governo do Estado indica o que seria um primeiro termo aditivo que faz o contrato atingir a quantia de R$87.916.890,12. Na ponta do lápis, isso indicaria um aumento de 13% no valor do acordo publicado originalmente em 25 de setembro de 2025 que foi assinado digitalmente entre as partes cerca de três dias antes. 

Entretanto, ainda que tenha sido aprovado pela quantia de R$77,7 milhões, como mostra a publicação de hoje (16) do Diário Oficial, o montante já teria passado por uma correção de cerca de 1,5%, pois aparece com o valor inicial fixado em R$78.965.845,73.

Ainda conforme consta no Portal da Transparência, a contratação aparece com situação ativa vigente para o período entre 09 de outubro de 2025 até 27 de novembro do ano que vem, o que tecnicamente indicaria uma obra 13% mais cara 11 meses após a data inicial do acordo. 

Esse percentual estaria acima, inclusive, do próprio Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), medido pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV Ibre), que atingiu a taxa acumulada de 6,56% em 12 meses. 

Relembre

Como bem acompanha o Correio do Estado a empresa com sede em Rondonópolis, no Mato Grosso, Tripolo foi quem venceu a licitação que prevê pavimentação de 23 quilômetros da MS-244, que liga a MS-080 ao distrito de Taboco, no município de Corguinho, região popularmente conhecida por uma série de atrativos naturais e como a "terra do ET Bilu". 

Depois de pronta, porém, essa nova rodovia não chega até a chamada cidade de Zigurats, mas reduz os trechos de rodovia sem asfalto até os atrativos, onde famílias de uma infinidade de estados e países decidiram fixar residência.

Cabe frisar que esta é a nona construtora diferente a vencer a licitação do pacote de obras que está sendo bancado com os R$2,3 bilhões liberados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para Mato Grosso do Sul. 

O lance máximo para a obra havia sido estipulado em R$ 79,52 milhões, mas a Construtora Tripolo ofereceu deságio de 2,2% e venceu a disputa ao se oferecer a fazer o asfalto por R$ 77,77 milhões, conforme publicação do diário oficial do Governo do Estado desta quarta-feira (3). 

Com o distrito de Taboco localizado a 46 quilômetros da MS-080 (saindo das imediações de Rochedo). A licitação concluída, porém, é relativa somente ao primeiro lote e para que o asfalto chegue aos moradores do distrito será necessário pavimentar outros 23 quilômetros.

"Que busquem conhecimento"

Há mais de uma década, nacionalmente, emissoras de TV rondavam a região de Corguinho, onde há aproximadamente 29 anos começou a ser erguida a cidade de Zigurats. 

Na oportunidade, em um intervalo de 12 meses, tanto a Bandeirantes (com o diário Custe o Que Custar "CQC"), quanto a Record (no semanal Domingo Espetacular), passaram pelas instalações para apurar a presença do extraterrestre chamado ET Bilu.  

Além de um momento icônico para a história da televisão brasileira, no informativo da Record, a peculiar figura deixou cravada sua mensagem para toda a humanidade terrestre: "apenas que... busquem conhecimento". 

Conforme destaque da Agência Senado, o Brasil desponta no cenário ufológico como a primeira nação a admitir oficialmente que os Objetos Voadores Não Identificados (OVNIs) de procedência extraterrestre existem de fato. 

Ainda, no Brasil, é possível encontrar mais de 20 mil páginas - divulgadas pela Aeronáutica e governo brasileiro -, expostas no Arquivo Nacional (Brasília), que evidenciam casos de aparições não compreendidas.

Como já citado no Correio do Estado, Zigurats estrutura-se para a sustentabilidade e independência, pois possui sistema econômico (BDM Digital e Bank), além de empreendimentos como loja de materiais de construção, comercialização de vinhos, cosméticos, hotelaria e até empresa de viagens. 

Além disso, o jornal já abordou também os avanços no planejamento de até mesmo uma universidade própria, com base na ciência Lilarial, em Zigurats, que o instituto Think Tank Dakila Pesquisas classifica como algo "muito além da nossa ciência tradicional", definida como "processo pelo qual o Ser humano se relaciona com a natureza" e englobando disciplinas como: antropologia, arqueologia, geografia, astronomia e mais. 

Importante frisar que, no caminho pela educação, além das possíveis disciplinas que estudam o cosmos, e demais assuntos que movem a comunidade ufológica, foi reconhecido em Taboco distrito da região, desenhos rupestres catalogados inclusive na revista científica Clio Arqueológica, prato cheio para a grade da instituição. 

Mestre em histórias que brincam com o imaginário popular, Urandir Fernandes de Oliveira, diretor do longa-metragem "Terra Convexa" e responsável por propagar o ET Bilu, de Corguinho para o mundo, e voltou aos holofotes da mídia com a "revelação de Ratanabá", a cidade perdida no meio da Amazônia que convenceu até mesmo o ex-secretário Especial da Cultura, Mario Frias. 

 

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