Cidades

Tentativa de Fuga

Preso usa ferro para cavar parede de cela e levanta suspeita de fuga em MS

Jovem de 18 anos teria usado peça retirada de um tanque quebrado para abrir a estrutura do banheiro; caso é investigado como possível tentativa de fuga.

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Uma abertura encontrada na parede do banheiro de uma cela do Estabelecimento Penal de Bataguassu colocou a unidade em alerta e terminou com a transferência de detentos para Campo Grande. O dano teria sido provocado por um preso de 18 anos com um pedaço de ferro retirado da estrutura de um tanque usado pelos internos.

A alteração na parede foi identificada na manhã de segunda-feira (31), durante procedimentos realizados na troca de plantão na Cela 2 da Galeria A. Diante das características do dano, surgiu a suspeita de que a abertura pudesse estar sendo preparada para uma tentativa de fuga.

Segundo informações da Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen), o buraco não chegou a atravessar completamente a parede da unidade prisional.

Após a descoberta, a cela foi isolada e passou por uma revista. A direção do estabelecimento também iniciou uma averiguação para identificar como o dano havia sido provocado e se outros internos poderiam estar envolvidos.

Durante os procedimentos, um dos presos assumiu a responsabilidade pela abertura na parede. Ele estava recolhido na unidade por furto e deverá responder também pelo dano causado ao patrimônio público.

Os detentos teriam quebrado um tanque utilizado para lavar roupas dentro da própria cela e retirado um pedaço de ferro da estrutura. A peça teria sido usada para começar a escavar a parede do banheiro.

Transferência para Campo Grande

Como medida de segurança, o jovem que assumiu a autoria e os demais presos alojados na mesma cela foram retirados do Estabelecimento Penal de Bataguassu.

Na terça-feira (1º), o grupo foi transferido para a Penitenciária Estadual Masculina de Regime Fechado da Gameleira I, em Campo Grande.

O episódio também foi comunicado à Polícia Civil, que registrou o caso como dano qualificado contra o patrimônio público e deverá investigar as circunstâncias em que a estrutura da unidade prisional foi danificada.

A direção do presídio solicitou ainda a realização de perícia técnica na cela. O exame deverá apontar a extensão do dano, as características da abertura e fornecer elementos que ajudem a esclarecer qual seria a finalidade da escavação.

Suspeita de fuga será investigada

Embora a abertura não tenha atravessado a parede, a forma como o dano foi realizado levantou a hipótese de preparação para uma fuga. A suspeita, no entanto, ainda dependerá das diligências e do resultado da perícia para ser confirmada.

Além do preso que assumiu a autoria, deverão ser ouvidos os demais internos que estavam na cela e os policiais penais envolvidos no atendimento da ocorrência.

A investigação também deverá verificar se o jovem agiu sozinho ou se houve participação de outros detentos na quebra do tanque e na abertura da parede.

Com os depoimentos, a análise da cela e o laudo pericial, a Polícia Civil deverá esclarecer se o episódio se limitou ao dano à estrutura do presídio ou se fazia parte de uma tentativa de violação do perímetro de segurança para possibilitar uma fuga.

INTERRUPÇÃO

Ponte do Rio Paraguai volta a ficar interditada neste fim de semana

As obras de reestruturação estão na etapa de concretagem da laje, que exige interrupções temporárias do tráfego

09/09/2026 11h30

Ponte sobre o Rio Paraguai terá interdição total de 19 horas

Ponte sobre o Rio Paraguai terá interdição total de 19 horas Divulgação: Agesul

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A ponte sobre o rio Paraguai, na BR-262, será novamente interditada no próximo fim de semana, entre às 17h de sábado (12) e às 12h de domingo (13), em razão das obras de recuperação da estrutura. A interdição será realizada somente nesse período, de acordo com o Governo do Estado. 

A recomendação é que os motoristas programem suas viagens com antecedência e considerem o período de interdição ao planejarem o deslocamento pela região.

As obras envolvem a recuperação estrutural da ponte, as quais são executadas pela Agência Estadual de Empreendimentos (Agesul) por meio de termo de cooperação técnica com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), com investimento superior a R$ 11,7 milhões. 

Os trabalhos estão na etapa de concretagem da laje, que exige interrupções temporárias do tráfego para garantir a segurança dos usuários e as condições necessárias para a execução dos serviços.

O tráfego na ponte opera em meia pista, em sistema de pare e siga, desde o início das intervenções na estrutura.

Cidades

MPE exige que Prefeitura de Três Lagoas dê tratamento digno a Centro de Acolhimento

Diário Oficial expõe galeria de fotos das irregularidades estruturais do local e uma série de recomendações de políticas públicas

09/09/2026 10h40

MPMS cobra Prefeitura por falta de vagas e negligência em serviços de acolhimento

MPMS cobra Prefeitura por falta de vagas e negligência em serviços de acolhimento Divulgação/Prefeitura de Três Lagoas

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O Ministério Público do Estado (MPE) abriu um procedimento administrativo que recomenda à Prefeitura de Três Lagoas a adoção de políticas públicas que destinem tratamento digno aos pacientes do Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) do município. 

A recomendação veio após o órgão receber um ofício da Associação de Moradores do Bairro Paranapungá sobre a quantidade crescente de pessoas em situação de rua e usuários de drogas que estavam ocupando as ruas do bairro e da região, bem como terrenos e imóveis abandonados.

Em ofício, a comunidade reforçou que a situação aumentou a vulnerabilidade social, insegurança e conflitos com moradores.

A representação especificou ainda que como entidade, a Associação de Moradores busca promover diversos eventos sociais, que por vezes não possuem espaço para realização, ou mesmo alguns que eram utilizados, passaram a ser ocupados pelas pessoas em situação de rua, como abrigo improvisado.

O MPE então solicitou à Secretaria Municipal de Assistência Social de Três Lagoas (SEMAS) o mapeamento dessas pessoas em vulnerabilidade, registrando o perfil, locais de permanência e planos de ação, bem como protocolização de encaminhamento para o atendimento na rede de saúde mental.

Ainda foram expedidos ofícios à Secretaria Municipal de Saúde, Secretaria Municipal de Governo e Políticas Públicas e à Polícia Militar para entender como funciona a abordagem dessas pessoas e o encaminhamento a rede de cuidado, além de informações sobre os terrenos e imóveis abandonados.

No entanto, segundo o MPE, os planos de ações das secretarias concentram-se em abordagens informativas e distribuição de insumos, que apesar de essenciais para a redução de danos, foi entendido como reduzida diante dos quadros clínicos severos de dependênca e sofrimento psíquico dos afetados.

Para além das constatações referentes as políticas públicas já existentes no município, o MPE divulgou por meio do Diário Oficial (DOMPMS) uma série de fotos do local em que ocorre o Serviço de Acolhimento para Pessoas em Situação de Rua (Acolhimento POP).

A galeria de fotos, não recorrente no documento, expôs uma sequência de irregularidades estruturais, que vão desde portas deterioradas e infiltrações em paredes e tetos a mobília danificada e pragas/fungos.

Segundo o MPE, a condição fornecida as pessoas em situação de rua, bem como aos usuários de drogas vão contra os direitos fundamentais do Estado, que garante assistência social a todo cidadão, assim como o amparo às pessoas em situação de vulnerabilidade e exclusão e a garantir de direitos mínimos sociais.

O órgão ainda reforça em documento o dever do Município em "assegurar instalações adequadas, seguras, salubres e compatíveis com as finalidades dos serviços socioassistenciais ofertados", conforme os princípios da dignidade da pessoa humana, da proteção integral, da eficiência administrativa e serviços públicos.

Medidas recomendadas

As medidas exigidas foram destinadas ao Município de Três Lagoas, representado pelo Prefeito Cassiano Rojas Maia (PSDB), divididas em cinco eixos: Atenção a Saúde Mental e Integração da Rede de Cuidado; Proteção Social e Acolhimento da População em Situação de Rua; Qualificação das Equipes e Governança Intersetorial; e Ordenamento Urbano e Qualificação dos Espaços Públicos.

Entre as recomendações, ficou estebelecido a atualização do protocolo de atendimento nas unidades de saúde (CAPS, Consultório na Rua, Atenção Básica) e de assitência social (SEAS e Centro POP), suporte médico que garanta avaliação clínica e psiquiátrica aos necessitados, bem como leitos hospitalares que atendam o fluxo dos centros de cuidados.

Ainda foram solicitadas reestruturação devido as condições físicas do centro de acolhimento, ou transferência para um novo imóvel, com cronograma e diagnóstico do impacto nas vagas de atendimento e elaboração de um plano de expansão de vagas que resolva a falta de capacidade.

Quanto a abordagem de usuários de drogas, o órgão recomendou que haja capacitação continuada de prossionais para que o atendimento esteja dentro do previsto sem a utilização de violência para conter crises. 

Para isso, foi ainda solicitado a criação de relatórios trimestrais anônimos para monitoramento dos atendimentos, abordagens, avaliações médicas, internações voluntárias e involuntárias, além de detalhamento de casos que forem recusados.

A recomendação também recomenda a fiscalização e vistoria de imóveis e terrenos abandonados no bairro, para que sejam notificados os proprietários e ocorra limpeza, fechamento e conservação das propriedades.

O documento adverte que, em caso de descumprimento da recomendação, poderão ser adotadas medidas judiciais para correção das supostas irregularidades e eventual responsabilização dos agentes públicos envolvidos.

Crise no Centro de Acolhimento

A recomendação divulgada hoje (09) no Diário Oficial do Ministério Público não é a primeira tentativa de organização e reestrutuação do Centro de Acolhimento POP de Três Lagoas.

Ao fim do ano passado, o MPE abriu investigação sob justificativas parecidas quanto a estrutura física do local.

Na época, o centro não possuía estrutura acessível, além de equipe técnica insuficiente e sem formação especializada para atender perfis como idosos acamados, pessoas com transtornos mentais e vítimas de violência.

A recomendação do órgão ministerial tem caráter orientativo e foi destinado as secretarias de Saúde, Assistência Social, aos conselhos municipais de Saúde e Assistência Social, e também à Associação de Moradores do Bairro Paranapungá.

Cabe à administração municipal decidir se acolhe ou não a manifestação do Ministério Público, e em caso de acolhimento, deve ser apresentado dentro do prazo de 60 dias, um cronograma preliminar de implementação dos protocolos, fluxos e capacitações recomendados.

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