Cidades

CRISE

Após manifestações, todas as rodovias de MS estão liberadas nesta quinta

Hoje, há apenas um ponto de manifestação, na MS-162, entre Sidrolândia e Maracaju; trecho segue com livre acesso, diz Sejusp

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Nesta quinta-feira (03), Mato Grosso Sul registra, ainda, apenas um ponto de manifestação em rodovias. Além disso, a Polícia Rodoviária Federal de Mato Grosso do Sul (PRF-MS) confirma que, no momento, não há nenhuma via interditada pelos manifestantes bolsonaristas. 

No Estado, o ponto em que ainda há manifestação está na MS-162, entre Sidrolândia e Maracaju. Entretanto, o trecho segue com livre acesso, diz. 

Desde domingo (30), apoiadores do atual presidente, Jair Bolsonaro, derrotado nas urnas, mostraram-se insatisfeitos com o resultado e têm realizado manifestações antidemocráticas em todo o país, ocupando praças e locais públicos das cidades, bem como fechando a passagem em rodovias. 

A informação de que há apenas um ponto de manifestação no Estado é da Secretaria de Justiça e Segurança Pública do Estado de Mato Grosso do Sul (Sejusp), atualizada nesta manhã. 

Diversas ações têm sido tomadas para que os manifestantes deixem as estradas, entre elas, a aplicação de multas. 

Até ontem (02), a PRF-MS já havia aplicado cerca de R$404 em multas por interdições intencionais de rodovias desde o último domingo (30). 

Em nível nacional, a corporação disse que os valores são de  R$ 18 milhões. A instituição alegou que continuará autuando veículos que causem interrupções da rodovia, assim como divulgará dados atualizados acerca das interrupções existentes.

Multas   

Segundo a PRF, usar qualquer veículo para, deliberadamente, interromper, restringir ou perturbar a circulação na via sem autorização do órgão ou entidade de trânsito com circunscrição sobre ela incide em multa de R$ 5,860 mil por pessoa. No caso dos organizadores, a multa é de  R$ 17.608 mil por pessoa. 

A PRF informou, ainda, que divulgará balanço das multas ao final das interrupções ainda existentes.

Brasil 

Conforme o último balanço da PRF, em escala nacional, o Brasil conta com 16 estados com rodovias interditadas

Pedido  

Em vídeo veiculado na tarde desta quarta-feira (02), o presidente Jair Bolsonaro (PL) pede para seus apoiadores liberarem rodovias que estão obstruídas em protesto contra a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições deste ano.

O mandatário diz que outras manifestações, em praças e locais públicos são “do jogo democrático” e não comenta o teor golpista dos protestos.

Nas redes sociais, tem circulado mensagens de apoiadores alegando não acreditar que o homem do vídeo seria Jair Bolsonaro.  

Crise  

Com a insistência dos manifestantes bolsonaristas em fechar rodovias, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) alertou, nesta semana, o iminente risco de desabastecimento e falta de combustíveis. 

Desse modo, foi solicitado que as rodovias fossem rapidamente desbloqueadas. 

Segundo a confederação, as indústrias já sentem impactos no escoamento da produção e relatam casos de impossibilidade do deslocamento de trabalhadores.

As paralisações também atingiram o transporte de cargas essenciais, como equipamentos e insumos para hospitais, bem como matérias-primas básicas para as atividades industriais. 
 

Financiamento

UCDB receberá R$ 13,5 milhões para pesquisar sobre feridas

Pesquisa financiada pela FINEP e pela FUNDECT vai estudar peptídeos capazes de auxiliar na formação de novos tecidos e na cicatrização

23/10/2026 10h15

Universidade Católica Dom Bosco

Universidade Católica Dom Bosco Foto: Reprodução

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O Governo do Estado por meio do Diário Oficial, publicado na manhã desta sexta-feira (23), um Extrato de Convênio onde a Universidade Católica Dom Bosco (UCDB), irá receber investimentos da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP) e da Fundação de Apoio e de Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia do Estado de Mato Grosso do Sul (FUNDECT).  Os recursos serão destinados para o projeto “Plataforma Inteligente Baseada em Peptídeos para Tratamento de Feridas e Otimização da Cicatrização”

O convênio foi assinado em 24 de março de 2026 e terá prazo de até 36 meses para execução física e financeira. Além do valor previsto pela FINEP, o projeto contará com R$ 3,38 milhões da FUNDECT, totalizando até aproximadamente R$ 13,54 milhões em recursos.

O projeto foi intitulado “Plataforma Inteligente Baseada em Peptídeos para Tratamento de Feridas e Otimização da Cicatrização”. A proposta é desenvolver uma tecnologia capaz de auxiliar na recuperação de tecidos lesionados, especialmente em situações nas quais a cicatrização ocorre de forma lenta ou inadequada.

Feridas crônicas podem estar relacionadas a doenças como diabetes, problemas de circulação, infecções, queimaduras, traumas e lesões provocadas por pressão. Nesses casos, o processo de recuperação pode se prolongar e aumentar o risco de complicações.

A tecnologia poderá reunir a seleção dos peptídeos, a formulação do material utilizado na ferida e um sistema capaz de liberar as substâncias de maneira controlada.

Peptídeos são pequenas sequências formadas por aminoácidos, componentes básicos das proteínas. Algumas dessas moléculas podem desempenhar funções importantes no organismo e, por isso, são estudadas para aplicações médicas e biotecnológicas.

Esses peptídeos são importantes para o tratamento de feridas, pois possuem uma capacidade de estimular a manipulação e a migração de células, favorece a produção de colágeno, controla inflamações e auxilia na defesa contra microrganismos.

A pesquisa deverá investigar quais peptídeos apresentam potencial terapêutico, como eles podem ser aplicados na região lesionada e de que maneira podem contribuir para a formação de novos tecidos.

O financiamento dá início a uma etapa de pesquisa que pode incluir testes laboratoriais, desenvolvimento de protótipos, avaliação de segurança e estudos sobre a eficácia da tecnologia.

impasse

TCE vê falhas e barra compra de diesel para usina de asfalto

Licitação para compra de cerca de 500 mil litros está sendo feita pelo consórcio de municípios presidido pela prefeita Adriane Lopes, de Campo Grande

23/10/2026 09h50

Usina do consórcio presidido por Adriane Lopes produz boa parte da massa usada no serviço de tapa-buracos de Campo Grande

Usina do consórcio presidido por Adriane Lopes produz boa parte da massa usada no serviço de tapa-buracos de Campo Grande arquivo

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Decisão do Tribunal de Contas do Estado (TCE) publicada no diário oficial da instituição desta sexta-feira (23) manteve suspenso o pregão eletrônico que previa desembolso de até R$ 3.696.300,00 para compra de diesel pelo Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Sustentável da Região Central de MS, presidido pela prefeita de Campo Grande, Adriene Lopes (PP).

A licitação, que permite a compra de mais de 500 mil litros, ou cerca de 10 carretas bi-trem carregadas com diesel, entrou na mira do Tribunal de Contas de forma rotineira, como ocorre com uma infinidade de licitações. Neste pente-fino rotineiro, os técnicos constataram supostas irregularidades e o pregão foi suspenso no final de julho.

O Consórcio, que pretende utilizar o combustível na usina de asfalto onde é produzida boa parte do material utilizado para os serviços de recapeamento e tapa-buracos de Campo Grande, fez algumas alterações no edital, mas mesmo assim os conselheiros do TCE mantiveram o veto ao andamento do certame.

Por unanimidade, os conselheiros entenderam que é “insuficiente a memória de cálculo desacompanhada dos documentos de suporte e das informações adicionais sobre os critérios utilizados para a definição dos quantitativos estimados, o que fragiliza a comprovação de que estes refletem a real necessidade da Administração”.

Na publicação desta sexta-feira, o TCE também destacou que “a alteração do critério de julgamento definido na fase de planejamento, sem apresentar motivação, compromete a coerência entre os atos da fase preparatória e o dever de planejamento previsto” na legislação.

Outra irregularidade é que não existe a previsão para que até 25% do volume pudesse ser fornecido por microempresas e empresas de pequeno porte, já que o produto em questão (diesel) pode ter o fornecimento fracionado facilmente. Isso, segundo o TCE, é uma “irregularidade insanável, por interferir diretamente na disputa competitiva e no universo de licitantes, não podendo ser corrigida sem alteração do edital e reabertura da fase externa, o que impõe a anulação do certame”.

O caso foi relatado pelo conselheiro Iran Coelho das Neves, mas teve o voto favorável dos demais conselheiros. O julgamento foi concluído ainda em 24 de setembro, mas somente agora, um mês depois, foi publicada a decisão no diário oficial. 

Além de Campo Grande, fazem parte do Consórcio Central MS os municípios de Sidrolândia, Dois Irmãos do Buriti, Terenos e Jaraguari. E a aquisição da usina de asfalto foi um dos primeiros investimentos da entidade, que diz ter uma economia da ordem de 30% no custo da massa asfáltica na compração com o preço pago a empresas privadas. 

A usina tem capacidade para produzir 120 toneladas de massa asfáltica por hora e há um mês o consórcio firmou contrato de R$ 46 milhões com a prefeitura de Campo Grande para colocar nas ruas cinco equipes que estão atuando nos serviços de tapa-buracos.

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