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Após proibição, Leucena começa a ser retirada de ruas e avenidas

Árvore está proibida de ser plantada, comercializada ou transportada em Campo Grande desde 4 de junho

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A Leucena, planta exótica que está proibida de ser plantada ou comercializada em Campo Grande, começou a ser retirada de ruas e avenidas da Capital.

Reportagem do Correio do Estado flagrou as árvores sendo retiradas, nas duas últimas semanas, por trabalhadores à serviço da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep), na avenida Fábio Zahran, entre a Spipe Calarge e Salgado Filho, às margens do Córrego Cabeça.

As plantas foram cortadas rente ao chão. Veja as fotos abaixo:

Plano de Erradicação e Substituição da Leucena, por meio da Lei nº 7.418, foi publicado em 4 de junho de 2025 no Diário Oficial de Campo Grande (Diogrande).

De acordo com o mestre em biologia vegetal e doutorando em ecologia e conservação, Pedro Isaac Vanderlei de Souza, a plantação não é indicada pois a espécie exótica forma um vasto banco de sementes, o que ocupa espaço na flora nativa.

“Não é muito indicado se plantar porque ela forma banco de sementes, então quando os indivíduos adultos são removidos já começa um recrutamento em massa de indivíduos novos e ela ocupa espaço da flora nativa. Sempre é preferível utilizar espécies nativas como forrageiras, fixadoras de nitrogênio ou em áreas que se precisa de um reflorestamento rápido, porque espécies exóticas muitas vezes tendem a se espalhar bastante por não ter concorrência”, explicou.

De acordo com o Diogrande, o Plano de Erradicação considera os seguintes princípios:

  • o mapeamento das áreas onde a espécie invasora está presente e o planejamento estratégico para sua substituição
  • a restauração dos ecossistemas nativos do município;
  • a minimização dos impactos sobre a biodiversidade local, incluindo a proteção de espécies da fauna e flora
  • a sensibilização e o engajamento da comunidade para a preservação ambiental
  • a promoção da educação ambiental voltada para a conservação das espécies nativas e os riscos das espécies exóticas invasoras

Confira o trecho redigido em Diário Oficial:

LEUCENA

Leucena, cujo nome científico é Leucaena leucocephala, é uma leguminosa perene nativa e encontrada na América Central.

É utilizada na alimentação de suínos, bovinos e caprinos. Possui entre 8 e 15 metros de altura. Foi importante fonte nutricional de animais no Brasil por décadas.

Mantém-se verde na estação seca, perdendo somente os folíolos em secas muito prolongadas ou com geadas fortes.

Crescem nos trópicos e subtrópicos em regiões de até 500 metros de altitude, suportando grandes diferenças de precipitação, luminosidade, salinidade do solo, inundações periódicas, fogo, geadas leves e seca.

Se desenvolve bem em áreas onde chove 600 a 1.700 mm/ano. Não cresce bem em solos ácidos, latossólicos com alto teor de alumínio e geralmente deficientes em cálcio, molibdênio e zinco.

Pedro Isaac explicou o porquê é tão comum ver uma planta nativa da América Central em Campo Grande (MS), localizada na América do Sul.

“Ela é nativa da América Central, foi trazida pro Brasil como opção de forrageira, só que é uma planta que se alastra com muita facilidade fora do ambiente nativo dela, por isso a gente vê alguns terrenos baldios e beiras de córregos lotadas de Leucena na cidade”, disse.

Segundo Pedro Isaac, feijão-de-porco (Canavalia) e a Crotalária são algumas espécies que podem substituir a Leucena.

 

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Júri nos EUA considera Instagram e YouTube responsáveis em julgamento sobre vício em redes

Após mais de 40 horas de deliberação ao longo de nove dias, os jurados da Califórnia decidiram que a Meta e o YouTube foram negligentes no design ou operação de suas plataformas

25/03/2026 23h00

Crédito: Marcelo Casal Jr / Agência Brasil

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Um júri considerou a Meta e o YouTube responsáveis nesta quarta-feira, 25, em um processo inédito que visava responsabilizar as plataformas de mídia social por danos a crianças que usam seus serviços, concedendo a autora US$ 3 milhões em danos.

Após mais de 40 horas de deliberação ao longo de nove dias, os jurados da Califórnia decidiram que a Meta e o YouTube foram negligentes no design ou operação de suas plataformas.

O júri também decidiu que a negligência de cada empresa foi um fator substancial na causa do dano à autora, uma mulher de 20 anos que afirma ter se tornado viciada em mídias sociais quando criança e que esse vício exacerbou seus problemas de saúde mental.

Este é o segundo veredicto contra a Meta esta semana, depois que um júri no Novo México determinou que a empresa prejudica a saúde mental e a segurança das crianças, violando a lei estadual

Meta e YouTube (de propriedade do Google) emitiram declarações discordando do veredicto e prometendo explorar suas opções legais, o que inclui apelações.

O porta-voz do Google, Jose Castañeda, afirmou na declaração da empresa que o caso "não entende o YouTube, que é uma plataforma de streaming construída de forma responsável, não um site de mídia social". Fonte: Associated Press.

*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado

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Senado aprova criação de 794 cargos e funções no TSE e TREs com impacto anual de R$ 109 milhões

Estão previstos 85 postos no TSE, além de cargos e funções para 27 unidades federativas

25/03/2026 22h00

Crédito: Wilson Dias / Agência Brasil

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O Senado aprovou nesta quarta-feira, 25, o Projeto de Lei 4/2024, que cria 794 cargos e funções comissionadas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e em Tribunais Regionais Eleitorais (TREs). De autoria do próprio TSE, o texto segue para sanção e tem impacto estimado de R$ 109,3 milhões por ano.

Estão previstos 85 postos no TSE, além de cargos e funções para 27 unidades federativas. O TRE do Distrito Federal receberá o maior número de postos (117), seguido de Bahia (30).

Ao todo, considerando TSE e TREs, os postos serão distribuídos da seguinte forma:

  • 232 cargos de analista judiciário;
  • 242 cargos de técnico judiciário;
  • 75 cargos em comissão;
  • 245 funções comissionadas.

O projeto determina que os custos serão pagos pelo orçamento já destinado ao TSE e aos TREs e que o valor só pode entrar em vigor se houver autorização na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e na Lei Orçamentária Anual (LOA).

O TSE alegou que a ampliação do quadro de pessoal é necessária pelo crescimento contínuo do eleitorado, do número de candidaturas e de processos judiciais e extrajudiciais em cada eleição. O Tribunal também argumentou haver "crescentes demandas relacionadas à segurança das urnas, ao combate à desinformação, ao cumprimento de normas do Conselho Nacional de Justiça e à manutenção da qualidade dos serviços prestados à sociedade".

Durante a votação, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), defendeu a proposta: "[Reconhecer] O momento mais importante da democracia, que são as eleições [...] Estamos fazendo com coerência o que deveríamos ter feito", declarou o parlamentar.
 

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