Cidades

ABSTENÇÃO

Após quase 60 mil inscrições, convocados do CNH MS Social quase não comparecem ao Detran

Abstenção entre convocados chega a 85% na Capital e preocupa Detran-MS

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O Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul (Detran-MS) chama atenção para o nível de abstenção dos convocados pelo programa CNH MS Social. 

Segundo o órgão, dos 416 convocados no último sábado (26), apenas 62 compareceram à Agência do Detran, no pátio Central. 

Após 59.723 se inscreveram no programa, em maio deste ano, 1.519 foram selecionados e aos poucos vão sendo convocados para conseguirem obter a primeira habilitação gratuita. 

Segundo o Detran, na ocasião deste sábado, foi realizada a primeira chamada dos convocados da Capital que já saíram do atendimento com o exame psicológico feito, para dar encaminhamento aos próximos passos da primeira habilitação.

Segundo a diretora de Educação para o Trânsito, Elijane Coelho, a agência e a Central de Exames foi aberta apenas para recepção dos beneficiários, mas o movimento surpreendeu negativamente.

“Nós publicamos no diário oficial e atualizamos no site de cadastro dos convocados que deve estar atento já que esses são os canais oficiais. Os que perderam a data da convocação do dia 19, serão chamados para o dia 3 de dezembro e os que mesmo assim não comparecerem à agência, serão desclassificados infelizmente”, descreve.

Os selecionados fazem parte da última convocação com a cidade de Campo Grande e as regionais de Aquidauana, Corumbá e Paranaíba neste mês. 

Os mais de 1.500 candidatos selecionados e já convocados para o Programa devem comparecer a uma das agências do Detran-MS na data e hora indicada.

“Cada cidade e regional tem sua programação, começamos nesta sexta e sábado em Bodoquena e Campo Grande e as demais cidades a partir desta segunda-feira (21)”, disse. 

Saiba  

A publicação com o nome dos 1.519 selecionados, data e hora para o comparecimento à agência do Detran de cada município, está descrita no suplemento do Diário Oficial da última quinta-feira (10).

O documento contém data, hora e endereço, bem como a relação de documentos necessária. 

Nos municípios com menos selecionados o comparecimento está previsto para um único dia, já nos que tem um número maior, entre três e seis dias.

Ao todo foram 832 aprovados em Campo Grande, 114 em Aquidauana, 70 em Anastácio, 11 em Bodoquena, 15 em Dois irmãos do Buriti, 28 em Miranda, 204 em Corumbá, 34 em Ladário, 47 em Aparecida do Taboado, 21 em Cassilândia, 15 em Chapadão do Sul, 43 em Costa Rica, 4 em Inocência, 5 em Paraíso das Águas e 73 em Paranaíba.
 

 

estragos

Tempestade derruba árvores, destelha casas e deixa vários bairros sem luz em Campo Grande

Temporal foi acompanhado de queda de granizo e rajadas fortes de vento; alerta permanece para esta sexta-feira

10/09/2026 18h11

Um letreiro do Fort Atacadista caiu sobre a Avenida Ernesto Geisel

Um letreiro do Fort Atacadista caiu sobre a Avenida Ernesto Geisel Foto: Reprodução

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O temporal previsto pela meteorologia chegou a Campo Grande no fim da tarde desta quinta-feira (10), acompanhado de granizo, fortes rajadas de vento e chuva intensa, que causaram diversos estrados na cidade.

A mudança no tempo foi rápida, com nuvens carregadas encobrindo o céu acompanhada da ventania e, na sequência, veio a chuva de forte intensidade e a queda de granizo. Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), as rajadas de vento chegaram a 83,88 km/h por volta das 18h.

Em poucos minutos,  alguns transtornos já foram registrados, como semáforos desligados, queda de energia em diversos bairros e alagamentos. 

 Nas redes sociais, há registro de destalhamento de casas e comércio.

Na Esplanada Ferroviária, parte do Armazém Cultural foi totalmente destelhado.

Na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Universitário, parte do teto de vidro desabou durante a tempestade e parte da estrutura caiu na área da recepção. Informações iniciais são de que nenhum paciente foi atingido.

Queda de árvore ocorreu em vários locais, dentre eles, houve registro na Avenida Capital, Avenida Bandeirantes, Avenida Hiroshima, dentre outros. 

No Fort Atacadista da Avenida Ernersto Geisel, no shopping Norte Sul Plaza, um letreiro caiu sobre a avenida, ficando atravessado sobre a via. Não há informação de vítimas.

 Em nota, a concessionária de energia elétrica, Energisa, infomou que há várias demandas pela cidade e que as equipes já foram acionadas e estão nas ruas.

Alerta

O risco de tempestade ja havia sido alertado pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e pela Defesa Civil Municipal.

Nesta quinta, o risco aumentou e o alerta evoluiu para laranja, com vigência para até às 23h59 desta sexta-feira (11).

Conforme o comunicado, há riscos de chuvas entre 30 e 60 milímetros por hora, ou de 50 a 100 milímetros em um único dia, além de ventos intensos. O risco de corte de energia, estrago em plantações, quedas de árvores e alagamentos também aumentou em decorrência da atualização do aviso. 

 A orientação é que caso seja atingido por alguma intempérie, a população acione a Defesa Civil através do contato 199, ou solicitar serviços, como a remoção de árvores pelo 156. 

 Nos casos em que a queda total ou parcial da árvore acontecer sobre a fiação e houver riscos de o imóvel ou planta estar eletrificada, o contato deve ser feito ao 193.

Operação Resgate VI

Seis trabalhadores são resgatados de condições análogas à escravidão em MS

Força-tarefa nacional foi coordenada pelo Ministério do Trabalho e Emprego

10/09/2026 17h45

Foto: Divulgação

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Seis trabalhadores foram resgatados de condições análogas à escravidão em propriedades rurais de Corumbá e Jardim, durante a Operação Resgate VI, força-tarefa nacional coordenada pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Os resultados da ação foram divulgados nesta quinta-feira (9).

Em Mato Grosso do Sul, as fiscalizações foram realizadas entre 27 de julho e 30 de agosto, com diligências em quatro propriedades rurais de Campo Grande, Bela Vista, Jardim e Corumbá. 

Em Corumbá, três trabalhadores foram encontrados em situação análoga à escravidão em uma propriedade localizada na zona rural do município. O Ministério Público do Trabalho em Mato Grosso do Sul (MPT-MS) realizou, em 19 de agosto, uma audiência extrajudicial com o empregador para buscar a garantia dos direitos das vítimas.

Não houve acordo durante a audiência, mas, posteriormente, o representante jurídico do empregador informou interesse em buscar uma solução extrajudicial para o caso.

Em Jardim, outras três pessoas foram resgatadas. Após a fiscalização, foram firmados três Termos de Ajuste de Conduta (TACs), que determinaram o registro dos trabalhadores, o recolhimento do FGTS, a adequação das condições de trabalho e o pagamento das verbas rescisórias.

Os acordos também estabeleceram o pagamento de indenizações por danos morais individuais às vítimas, além de indenização por dano moral coletivo.

Além das medidas relacionadas aos empregadores, os trabalhadores resgatados foram encaminhados às Secretarias de Assistência Social de Corumbá e Jardim. O objetivo é garantir acesso aos serviços públicos e oferecer suporte na busca por novas oportunidades de trabalho.

A força-tarefa em Mato Grosso do Sul contou com a participação do MPT-MS e apoio da Polícia do Ministério Público da União (MPU), da Polícia Federal (PF) e da Polícia Militar Ambiental (PMA).

Nacional

No país, a Operação Resgate VI realizou 231 ações fiscais e resgatou 479 trabalhadores. Entre os estados do Centro-Oeste, Mato Grosso do Sul teve o maior número de resgates, seguido por Mato Grosso, com dois, e pelo Distrito Federal, com um.

Segundo o procurador-geral do Trabalho, Gláucio Araújo de Oliveira, o resultado demonstra a necessidade de manter uma atuação permanente e articulada das instituições para combater o trabalho escravo contemporâneo.

O coordenador da Conaete do MPT-MS, Paulo Douglas Almeida de Moraes, destacou que o perfil das vítimas identificado no estado envolve trabalhadores encontrados em propriedades rurais isoladas e inseridos em ciclos de vulnerabilidade social que, em alguns casos, começam ainda na infância.

Para o procurador, o trabalho análogo à escravidão não deve ser tratado como um episódio isolado, já que a exploração está relacionada à vulnerabilidade dos trabalhadores e à informalidade utilizada para reduzir custos e ampliar a margem de lucro.

 

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