Cidades

Tragédia na BR-060

Mulher morre na BR-060 durante viagem para consulta do filho em Campo Grande

Família seguia de Chapadão do Sul para uma consulta médica de uma das crianças na Capital quando o carro se envolveu em uma colisão com uma carreta.

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Uma viagem de Chapadão do Sul a Campo Grande para uma consulta médica terminou em tragédia na tarde desta quarta-feira (9). Luany Beatriz Moraes morreu após o veículo em que estava com o marido e os dois filhos se envolver em um acidente com uma carreta na BR-060, nas proximidades de Camapuã.

A família seguia em direção à Capital sul-mato-grossense, onde uma das crianças tinha atendimento médico programado. Apesar da gravidade da colisão, o marido de Luany e os dois filhos não sofreram ferimentos, conforme as informações preliminares.

Durante o percurso pela rodovia, o carro da família teria se envolvido em uma colisão lateral com uma carreta durante uma tentativa de ultrapassagem. O impacto atingiu justamente o lado do passageiro, onde Luany estava.

Luany Beatriz Moraes morava em Chapadão do Sul e seguia com a família para Campo Grande quando ocorreu o acidente. Foto: Reprosução Rede Social.

A mulher sofreu ferimentos graves e não resistiu. As circunstâncias exatas da colisão, no entanto, ainda deverão ser esclarecidas pelas autoridades responsáveis pela apuração do acidente.

Circunstâncias serão apuradas

As informações sobre uma possível tentativa de ultrapassagem ainda são preliminares. A dinâmica do acidente deverá ser esclarecida a partir dos levantamentos realizados no local e de outros elementos reunidos durante a apuração.

Entre os pontos que deverão ser esclarecidos estão as circunstâncias em que os veículos trafegavam pela rodovia e como ocorreu a colisão entre o automóvel e a carreta.

Após os procedimentos necessários, o corpo de Luany foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Coxim. A vítima deve ser velada em Chapadão do Sul, município onde morava com a família. Até o momento, não foram divulgados os horários do velório e do sepultamento.

Viagem era para consulta médica

Luany viajava acompanhada do marido e dos dois filhos. O destino era Campo Grande, onde uma das crianças passaria por uma consulta médica.

A morte repercutiu em Chapadão do Sul, onde a família reside. O acidente transformou o deslocamento até a Capital para atendimento médico em uma tragédia familiar, enquanto as autoridades trabalham para esclarecer as circunstâncias da colisão.

 

sabatina

Secretário atribui buraqueira nas ruas a operação do MPMS e à chuva

Titular da Sisep diz que número de equipes de tapa-buracos caiu de 7 para 2 após operação. Agora são 12, mas a lentidão dos trabalhos persiste

27/10/2026 11h20

Titular da Sisep desde junho, André de Moura Brandão foi convocado pela Câmara para prestar esclarecimentos nesta terça-feira (27)

Titular da Sisep desde junho, André de Moura Brandão foi convocado pela Câmara para prestar esclarecimentos nesta terça-feira (27) Marcelo Victor

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Embora reconheça que em 2025 já tenha ocorrida queda de 30% nos serviços de tapa-buracos em Campo Grande no comparativo com a média dos anos anteriores, o secretário municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep), André de Moura Brandão, atribuiu responsabilidade pelo caos da buraqueira nas ruas de Campo Grande à operação do Ministério Público Estadual que em maio deste ano resultou na suspensão de quatro dos sete contratos que estavam em vigor até então.

Além disso, conforme a sabatina nesta terça-feira (27) na Câmara de Vereadores, alegou que o aumento das chuvas ao longo deste ano estão atrapalhando o andamento dos trabalhos, já que diz estar com 12 equipes à disposição. Entre janeiro e setembro deste ano, segundo o secretário, foram 1,2 mil milímetros. No ano anterior, segundo ele, foram 698 milímetros.

A operação “Buracos sem Fim” foi desencadeada no dia 12 de maio e apontou supostas fraudes em contratos que somam mais de R$ 113 milhões com a empreiteira Rial (que depois disso passou a se chamar de Força). Naquela data,  Antônio Roberto Bittencourt Teixeira Pedrosa, dono da Rial foi preso e colocado em liberdade somente um mês depois, em 11 de junho. Ele foi acusado pelo Ministério Público de ter pagado propina para servidores públicos para receber recursos públicos sem fazer os serviços de tapa-buracos em quatro das sete regiões de Campo Grande.

O empresário foi preso juntamente com outras seis pessoas, entre as quais o ex-secretário da Sisep, Rudi Fiorese. De acordo com o MPMS, entre 2018 e 2025 a empresa alvo da operação assinou contratos e aditivos que ultrapassam os R$ 113 milhões. 

Depois daquela operação, a quantidade de equipes no serviço de tapa-buracos caiu para apenas duas, fazendo com que o volume mensal de serviços tenha despencado de 92 mil metros quadrados para apenas 17,9 mil metros quadrados em junho.

Desde o final de setembro, porém, são 12 equipes atuando nas ruas, segundo o secretário. Mesmo assim, admitiu André Brandão, apenas 14,1 mil metros quadrados de buracos foram tapados na cidade nos primeiros 15 dias outubro. Essa lentidão, alega o secretário, ocorreu por conta do grande volume de chuvas naquele período.

Em setembro, que segundo ele também foi um mês marcado por chuvas que ele considerou acima da média (151mm), a quantidade de buracos tapados também ficou muito abaixo daquilo que ocorria historicamente na cidade. Foram apenas 34,8 mil metros quadrados, segundo o secretário, sendo que normalmente este volume ficava próximo a 100 mil metros quadrados.

Além de atribuir a buraqueira à operação do MPMS e à chuva, o secretário também atribuiu a situação caótica à escassez de recursos. E uma das explicações é a queda nos repasses do Fundersul, que são administrados pelo Governo do Estado. Em 2017, segundo ele, foram R$ 23 milhões. Para 2026 estão previstos apenas R$ 2,7 milhões, conforme ele.

O secretário da Sisep foi convocado para prestar esclarecimentos aos vereadores às vésperas de os legisladores instalarem uma CPI para investigar a proliferação dos buracos pela cidade. Com apoio dos 29 vereadores, ela deve ser oficialmente criada na próxima quinta-feira (29)

Na sabatina desta terça-feira (27) cada vereador pode fazer dois questionamentos e a suposta falta de qualidade dos serviços de tapa-buracos esteve entre os principais questionamentos, já que os buracos normalmente reaparecem dias após a passagem das equipes em boa parte das vias que são atendidas. A dúvida, segundo eles, é saber se a corrupção no serviçou acabou ou não. 

TRÁFICO DE DROGAS

PRF apreende mais de 700 quilos de cocaína em caminhão na BR-262

Motorista foi preso em flagrante em Corumbá; além da cocaína, policiais encontraram mais de 400 quilos de skunk, haxixe e duas pistolas

27/10/2026 11h12

Drogas estavam escondidas em sacos pretos no compartimento de carga de um caminhão abordado pela PRF na BR-262

Drogas estavam escondidas em sacos pretos no compartimento de carga de um caminhão abordado pela PRF na BR-262 Divulgação/PRF

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A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu 726 quilos de cocaína durante fiscalização realizada nesta terça-feira (27), na BR-262, em Corumbá, município localizado na região de fronteira de Mato Grosso do Sul com a Bolívia. Além da cocaína, os agentes encontraram 418 quilos de skunk, 13,2 quilos de haxixe e duas pistolas calibre 9 milímetros. O motorista do caminhão foi preso em flagrante.

A apreensão ocorreu durante uma abordagem de rotina na rodovia. Ao ser questionado sobre a viagem, o condutor afirmou que o caminhão estava vazio porque uma pane mecânica havia impedido o carregamento da mercadoria.

No entanto, ao solicitar mais informações sobre o trajeto, os policiais perceberam contradições nas respostas do motorista, o que levantou suspeitas e motivou uma vistoria mais detalhada no veículo.

Durante a inspeção do compartimento de carga, a equipe encontrou diversos sacos pretos que escondiam os entorpecentes.

Dos 726,8 quilos de cocaína apreendidos, 347,9 quilos eram de pasta-base e 378,9 quilos de cloridrato de cocaína. A carga também incluía 418 quilos de skunk, variedade mais potente da maconha, e 13,2 quilos de haxixe.

Aos policiais, o motorista relatou que havia recebido a carga ilícita em Corumbá e que deveria transportá-la até o município de Miranda, também localizado na região oeste do Estado.

O homem foi preso em flagrante e encaminhado, juntamente com os entorpecentes e as armas apreendidas, à Delegacia da Polícia Federal em Corumbá.

Operação Capolínea

A apreensão ocorre 12 dias após a deflagração da Operação Capolinea, realizada em 15 de outubro pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Mato Grosso do Sul (Ficco/MS), que teve entre os alvos o narcotraficante Gerson Palermo, apontado como uma das lideranças do Primeiro Comando da Capital (PCC) na região de fronteira.

A operação investigou uma organização criminosa suspeita de transportar drogas da Bolívia para o Brasil, utilizando principalmente caminhões carregados com minério de ferro para esconder os entorpecentes. Segundo as investigações, o grupo teria movimentado aproximadamente 24 toneladas de drogas, distribuídas para Mato Grosso do Sul, São Paulo, Goiás e Minas Gerais.

Na ocasião, foram expedidos 21 mandados de prisão e 20 de busca e apreensão, além do bloqueio de R$ 24 milhões em bens dos investigados. Entre os envolvidos estava um vigilante da Delegacia da Polícia Federal em Corumbá, suspeito de repassar informações internas aos traficantes.

Apesar da coincidência da região de atuação e do uso de caminhões para o transporte de drogas, não há informações oficiais que relacionem a apreensão desta terça-feira à organização investigada na Operação Capolinea.

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