Um campo-grandense de 38 anos, morador da cidade de Oizumi, na província de Gunma, Japão, está desaparecido desde o dia 22 de dezembro e a família vive dias de angústia sem qualquer informação sobre seu paradeiro. Kennedy Kashiwabara, que vive há cerca de 20 anos no país asiático, foi visto pela última vez após sair do trabalho e, desde então, não fez mais contato com parentes, amigos ou colegas de serviço.
De acordo com o portal RPJ News, Kennedy deixou a fábrica onde trabalha no fim do expediente e seguiu com colegas até um bilhar da cidade. Amigos relatam que ele teria comentado que voltaria a pé para casa, mas não chegou ao destino e não retornou mais ao serviço, o que chamou atenção de pessoas próximas, já que o comportamento é considerado totalmente fora do padrão.
O pai do rapaz, Cassemiro Kashiwabara, contou que, no mesmo dia, o filho havia se envolvido em uma discussão no ambiente de trabalho. Kennedy teria suspeitado que um colega brasileiro teria adulterado a máquina que ele operava, o que gerou um desentendimento. Para tentar acalmar a situação, os supostos colegas o convidaram para ir ao bilhar após o expediente, última vez que ele foi visto.
Desde então a família não teve mais nenhum tipo de contato com Kennedy. O desaparecimento foi oficialmente registrado junto à polícia japonesa, que já iniciou os procedimentos de apuração, mas até o momento não apresentou novidades sobre o caso.
Ainda segundo informações repassadas à família, a polícia japonesa entrou em contato com o chefe de Kennedy, que estaria fora do Japão, em viagem às Filipinas. Paralelamente, familiares também tentaram buscar apoio da Embaixada do Brasil e de consulados brasileiros, mas relatam que, até o momento, não obtiveram retorno.
No Brasil, um dos irmãos de Kennedy também tem tentado levantar informações, mas enfrenta dificuldades até mesmo para conseguir fotos recentes do rapaz, o que tem limitado a divulgação do caso e a mobilização de redes de apoio.
Kennedy é divorciado e pai de dois adolescentes, de 14 e 15 anos, que moram na mesma cidade japonesa onde ele vivia. Segundo o pai, os filhos ainda não foram informados sobre o desaparecimento.
“A intenção é poupá-los, assim como a ex-esposa, que está grávida, desse sofrimento até termos alguma informação concreta", disse.
Especialistas apontam que, após 15 dias sem notícias, o desaparecimento de um adulto passa a ser classificado como de longa duração, o que aumenta a necessidade de investigações mais aprofundadas e ações coordenadas entre autoridades locais e representações diplomáticas.

