Cidades

MEGA SENA DA VIRADA

Apostas só até as 13h de hoje nas lotéricas

Apostas só até as 13h de hoje nas lotéricas

DANIELLA ARRUDA

31/12/2010 - 00h00
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Casas lotéricas de Mato Grosso do Sul recebem até as 13h de hoje os jogos da Mega Sena da Virada, com prêmio estimado pela Caixa Econômica Federal em R$ 200 milhões. Em Campo Grande, os estabelecimentos registraram aumento de até 50% na procura por apostas nos últimos dias. Além de registrar a tradicional fezinha, hoje é o último dia para pagar boletos bancários nas lotéricas, já que os bancos estarão fechados.

Na Lotérica Quina de Ouro, situada na Rua 14 de Julho, ontem de manhã o movimento estava tranquilo, mas de acordo com a gerente do estabelecimento, Kelby Cristina Devicari, na última semana dobrou o número de pessoas procurando o local para fazer apostas. "Como os jogos começaram em novembro, a maioria das pessoas que apostam em grupo dentro de suas empresas ou entre amigos, por exemplo, já fizeram os seus jogos. Agora a procura é principalmente de apostadores individuais", comentou.

Em outra casa lotérica da região central, a 13 de Maio, houve aumento de 30% no movimento. Somente na quarta-feira, o estabelecimento contabilizou 1.800 jogos, segundo informações da gerência. Ontem, também estava sendo registrada grande procura de clientes para pagar contas, em função do feriado bancário de hoje. Já a lotérica Sorte Grande, situada na Rua Marechal Rondon, a estimativa é que a cada 10 atendimentos realizados nos últimos dois dias, nove tenham sido somente para apostas na Mega Sena da Virada.

 Sonhos
Sondados pela reportagem do Correio do Estado sobre o que fariam com tal bolada, apostadores de Campo Grande têm sonhos diferenciados. Se for contemplada com a sorte grande, a atendente Ana Aparecida Monteiro, 38 anos, já tem suas prioridades. "Primeiro, comprar uma casa, porque hoje moro de aluguel; além disso, garantir o sustento, os estudos e cursos para os meus seis filhos (de 18 a 2 anos de idade), que moram comigo", contou.

Já o empresário Cláudio Bosco Júnior, 27 anos, tem outros planos. "Eu não iria sair gastando. Aplicaria em algum fundo de investimento para ficar rendendo, claro que depois de escolher bem a opção", comentou.

O aposentado João Teixeira da Silva, 71 anos, afirmou que com essa bolada em mãos ajudaria a família e realizaria seus próprios sonhos, como viajar e adquirir uma chácara, mas também se preocupa com os menos favorecidos. "Nesse nosso país tem muita gente que não tem nada e poucos que têm muito, é injusto. Eu tentaria ajudar os menos favorecidos, quem sabe alguma instituição de caridade", disse.

AÇÃO CIVIL

Falta de visita domiciliar dificulta o acesso a benefícios do CadÚnico em MS

Para a Defensoria Pública da União, trata-se de uma falha estrutural, pois o Estado cria uma exigência administrativa, mas não garante os meios para que ela seja cumprida

24/03/2026 18h15

A atualização do cadastro passou a depender de uma visita domiciliar feita por agentes públicos

A atualização do cadastro passou a depender de uma visita domiciliar feita por agentes públicos Reproduçaõ: MDS

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A Defensoria Pública da União (DPU) ajuizou, na última sexta-feira (20), uma ação civil pública, na Justiça Federal em Mato Grosso do Sul, para corrigir falhas na atualização do Cadastro Único (CadÚnico), sistema usado para o acesso a programas como o Bolsa Família e o Benefício de Prestação Continuada (BPC).

De acordo com o órgão público federal, pessoas em situação de vulnerabilidade estão tendo benefícios sociais negados, suspensos ou cancelados no Brasil por não terem passado por uma das exigências que depende do próprio Estado: a visita domiciliar.

Na ação, a Defensoria pede que a União e o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) deixem de negar ou interromper benefícios quando a falta de atualização do cadastro decorrer da não realização da visita domiciliar. Também solicita que pedidos do BPC sejam analisados mesmo nessas situações e que seja criado um mecanismo para que o cidadão possa comprovar que tentou regularizar o cadastro, mas não foi atendido.

Para algumas pessoas, especialmente aquelas que moram sozinhas, a atualização do cadastro passou a depender de uma visita domiciliar feita por agentes públicos. O problema é que, na prática, essas visitas, muitas vezes, não acontecem.

O cidadão precisa da visita domiciliar para regularizar o cadastro. Sem a atualização, o sistema registra a situação como irregular, o que leva automaticamente ao bloqueio ou cancelamento de benefícios.

“O modelo atual transfere ao cidadão o risco administrativo decorrente da incapacidade estatal de cumprir a exigência por ela própria instituída”, destaca o defensor regional de direitos humanos em Mato Grosso do Sul, Eraldo Silva Junior.

Para a DPU, trata-se de uma falha estrutural, pois o Estado cria uma exigência administrativa, mas não garante os meios para que ela seja cumprida, transferindo o problema para quem depende da política pública.

“O cumprimento da exigência depende exclusivamente da atuação estatal, mas as consequências negativas recaem integralmente sobre o cidadão, mesmo quando não há qualquer conduta irregular de sua parte”, afirma Eraldo Silva Junior.

CadÚnico

O Cadastro Único funciona como o principal instrumento de identificação das famílias de baixa renda no país. É por meio dele que o governo verifica quem tem direito a benefícios sociais. Quando o cadastro está desatualizado, a pessoa pode deixar de receber o Bolsa Família, ter o pagamento interrompido ou até ficar impedida de solicitar o BPC, benefício voltado a idosos e pessoas com deficiência de baixa renda.

A ação busca garantir o direito à assistência social e ao chamado mínimo existencial. A DPU destaca que esses direitos não podem ser condicionados a exigências que o próprio Estado não consegue cumprir.

A instituição destaca ainda que o problema não é pontual. O órgão público aponta que há falta de equipes, acúmulo de demandas e demora no atendimento em diversos municípios, o que evidencia uma falha estrutural na implementação da política pública.

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SEGURANÇA

Fuzis antidrones são usados pela PF durante COP15 em Campo Grande

Equipamento permite o rastreamento de sinais, o bloqueio de frequências e outras medidas necessárias à mitigação de ameaças.

24/03/2026 17h00

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Durante a 15ª Reunião da Conferência das Partes da Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres (COP15 da CMS), em Campo Grande, a Polícia Federal (PF) implementou ações técnicas e operacionais de defesa contra ameaças aéreas não tripuladas, especificamente armas especializadas para impedir os voos não autorizados de drones.

Com o equipamento, as equipes técnicas realizam o rastreamento de sinais, o bloqueio de frequências e outras medidas necessárias à mitigação de ameaças.

As medidas integram o planejamento de segurança do evento e têm como objetivo identificar, monitorar e neutralizar eventuais voos irregulares de aeronaves remotamente pilotadas (RPAs) nas áreas sob proteção.

O emprego das armas antidrones está aliado a protocolos de resposta imediata, o que permite atuação preventiva e coordenada diante de riscos decorrentes de operações aéreas não autorizadas.

Na hipótese de detecção de drones não autorizados nas áreas monitoradas, os policiais acionam o protocolo específico, que pode incluir interferência no controle da aeronave, identificação do operador e adoção das medidas legais cabíveis.

A PF reforça que o emprego de aeronaves remotamente pilotadas nas áreas de interesse da segurança do evento deve observar as normas vigentes e eventuais restrições temporárias de espaço aéreo estabelecidas para a COP15, contribuindo para a segurança das delegações, das autoridades presentes e da população em geral, bem como para o pleno andamento das atividades oficiais previstas na programação.

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